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EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 1 de 16)
HISTÓRICO DA PALEOANTROPOLOGIA EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA Diagrama da divergência dos grupos taxonômicos modernos em relação aos seus ancest...
02 abril 2026
25 março 2026
LAGO AUTOSSUFICIENTE
A rizipiscicultura (criação de peixes em arrozais), uma prática que remonta a mais de 1.200 anos. Esse modelo transforma pequenos ecossistemas aquáticos em ciclos fechados de produção, onde a intervenção humana externa é mínima.
Viver em Autossuficiência - Um sistema alimentar de 2.000 anos que cria comida infinita pode parecer inacreditável, mas esse método antigo ajudou comunidades inteiras a produzir abundância de alimentos com poucos recursos. Neste vídeo exploramos como esse sistema alimentar de 2.000 anos realmente funciona.
Funcionamento do Ecossistema Simbiótico
O segredo da autossuficiência reside na interação mútua entre as espécies:
* Controle de Pragas e Ervas Daninhas: Peixes como a carpa são introduzidos nos canais e áreas alagadas para se alimentarem de larvas de insetos e ervas que prejudicariam as plantas.
* Fertilização Natural: Os dejetos dos peixes e o CO2 produzido por eles funcionam como nutrientes valiosos, enriquecendo o solo e a água de forma orgânica, o que elimina a necessidade de fertilizantes químicos.
* Oxigenação e Manejo: A movimentação constante dos peixes ajuda a circular o oxigênio na água, enquanto as plantas de arroz oferecem sombra e proteção para os animais.
Estrutura e Design Tradicional
Para garantir a sobrevivência durante todo o ano, os chineses desenvolveram estruturas específicas nos lagos e arrozais:
1. Canais e Valas: São cavados sulcos mais profundos para servirem de refúgio aos peixes durante as épocas de seca ou colheita do arroz.
2. Policultura: Frequentemente, não se cria apenas uma espécie; o sistema pode integrar peixes, camarões, caranguejos e até tartarugas, maximizando o uso dos recursos hídricos.
3. Uso de Resíduos Externos: Historicamente, restos de colheitas e até esterco líquido de gado eram usados de forma controlada para estimular o crescimento de algas, que serviam de base alimentar para os peixes.
Benefícios Modernos da Técnica
Atualmente, essa prática é reconhecida pela FAO como um Patrimônio Agrícola Mundial, sendo promovida por:
* Reduzir a emissão de metano na atmosfera em cerca de 7%.
* Aumentar a renda de pequenos produtores ao permitir duas colheitas (arroz e peixe) no mesmo espaço.
* Promover a biodiversidade local e a conservação ambiental.
15 fevereiro 2024
14 fevereiro 2018
02 novembro 2016
A festa do dia dos mortos no México
De origem indígena, o Dia de Finados mexicano comemora as vidas dos ancestrais, que nessa época voltam do outro mundo para visitar os vivos. Os povos indígenas tinham cerca de um mês inteiro dedicado aos mortos: o nono do calendário asteca, equivalente ao nosso agosto. Quando os espanhóis chegaram naquelas terras, se assustaram com esses costumes e logo trataram de cristianizar a festa, que teve a data alterada para coincidir com o Dia de Finados católico.
O resultado desse sincretismo religioso é uma festa única, que mistura Virgem Maria, crucifixos e vários elementos da crença asteca.
As famílias preparam verdadeiros banquetes, as pessoas se enfeitam e as crianças se divertem. Detalhe: se divertem nos cemitérios. De noite. E com os mortos.
As tumbas são decoradas e os vivos levam oferendas aos mortos. Um dos símbolos mais tradicionais da festa é a caveira doce, feita de açúcar. Essa guloseima é um presente para mortos e vivos, mas não é a única comida típica da época. Vale também levar a comida que o morto gostava, brinquedos para crianças e tequila para os adultos, tudo para animar a celebração.
A festa tem até cronograma organizando a chegada dos antepassados. Entre 31 de outubro e 1º de novembro, os mexicanos celebram as almas que morreram quando crianças, no Día de los Angelitos, ou anjinhos. Já o dia seguinte é dedicado a quem foi para o outro mundo durante a vida adulta.
Muitos dos antepassados preferem comparecer de forma espiritual mesmo, afinal de contas, eles já estão no outro plano e largaram completamente as coisas materiais. Mas há quem apareça em carne e osso.
Ou melhor, só ossos. É que algumas famílias têm o costume de abrir os túmulos, retirar os mortos de lá e limpar os restos mortais deles. E depois colocam os mortos nas tumbas para mais um ano de descanso, claro.
A festa dos mortos afeta vários aspectos da sociedade mexicana. Os jornais ficam cheios de charges e quadrinhos de esqueletos. E também são comuns as peças de teatro que contam a história de Don Juan Tenorio, drama escrito pelo espanhol José Zorrilla y Moral, mas que aparece de várias formas na cultura latina.
Don Juan é um sujeito que vive para seduzir mulheres e lutar com homens. Essa é uma parte da festa que talvez muitos brasileiros conheçam: uma das versões da história de Don Juan é contada pelo turma do Chapolin (e do Chaves), no episódio "A História de Don Juan Tenorio".
Uma frase clássica desse episódio é de Ramón Valdés, o Seu Madruga, que canta para os mortos, no cemitério: “não tava morto, só andava falecido”.
Frase, inclusive, que parece refletir bem o que significa a morte na cultura mexicana.
Fonte principal: https://papodehomem.com.br/o-dia-dos-mortos/
28 julho 2016
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26 junho 2016
LEONARDO DA VINCI
Nascido como filho ilegítimo de um notário, Piero da Vinci, e de uma camponesa, Caterina, em Vinci, na região da Florença, foi educado no ateliê do renomado pintor florentino, Verrocchio. Passou a maior parte do início de sua vida profissional a serviço de Ludovico Sforza (Ludovico il Moro), em Milão; trabalhou posteriormente em Veneza, Roma e Bolonha, e passou seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi presenteada pelo rei Francisco I.
Leonardo era, como até hoje, conhecido principalmente como pintor. Duas de suas obras, a Mona Lisa e A Última Ceia, estão entre as pinturas mais famosas, mais reproduzidas e mais parodiadas de todos os tempos, e sua fama se compara apenas à Criação de Adão, de Michelangelo. O desenho do Homem Vitruviano, feito por Leonardo, também é tido como um ícone cultural, e foi reproduzido por todas as partes, desde o euro até camisetas. Cerca de quinze de suas pinturas sobreviveram até os dias de hoje; o número pequeno se deve às suas experiências constantes - e frequentemente desastrosas - com novas técnicas, além de sua procrastinação crônica. Ainda assim, estas poucas obras, juntamente com seus cadernos de anotações - que contêm desenhos, diagramas científicos, e seus pensamentos sobre a natureza da pintura - formam uma contribuição às futuras gerações de artistas que só pode ser rivalizada à de seu contemporâneo, Michelangelo.
Ateliê de Verrocchio, 1469 - 1476
Na sua adolescência, Leonardo foi fortemente influenciado por duas grandes personalidades da época, Lourenço de Médici e o grande artista Andrea del Verrocchio.
Em 1469, com dezessete anos, Leonardo passou a ser aprendiz de um dos mais bem-sucedidos artistas de seu tempo, Andrea di Cione, conhecido como Verrocchio (Olho verdadeiro). O ateliê de Verrocchio estava no centro das correntes intelectuais de Florença, o que garantiu ao jovem Leonardo uma educação nas ciências humanas. Outros pintores famosos que passaram por um aprendizado neste mesmo ateliê foram Ghirlandaio, Perugino, Botticelli e Lorenzo di Credi. Leonardo foi exposto desde cedo a uma vasta gama de técnicas, e teve a oportunidade de aprender desenho técnico, química, metalurgia, mecânica, carpintaria, a trabalhar com materiais como couro e metal, fazer moldes, além das técnicas artísticas de desenho, pintura, escultura e modelagem.
Boa parte da produção de pinturas do ateliê de Verrocchio era feita por seus funcionários. De acordo com Vasari, Leonardo colaborou com Verrocchio em seu O Batismo de Cristo, pintando o jovem anjo da esquerda, que segura a túnica de Jesus de maneira tão superior ao seu próprio mestre que Verrocchio teria decidido nunca mais pintar. Isto provavelmente é um exagero; mas um exame atento da pintura mostra que existem diversos retoques feitos sobre a têmpera utilizando a nova técnica de pintura a óleo, como o cenário, as rochas que podem ser vistas ao fundo e boa parte da figura do próprio Jesus, todas testemunhas da mão de Leonardo.
O próprio Leonardo pode ter sido o modelo para duas obras de Verrocchio, incluindo a estátua de bronze de David, no Bargello, e o Arcanjo em Tobias e o Anjo. Na altura apenas se disse que a estátua de David tinha sido inspirada num dos mais belos aprendizes do atelier de Verrocchio.
Em 1472, com vinte anos de idade, Leonardo se qualificou para o cargo de mestre na Guilda de São Lucas, uma guilda de artistas e doutores em medicina, porém mesmo depois de seu pai ter montado seu próprio ateliê, sua ligação com Verrocchio permaneceu tal que ele continuou a colaborar com ele. Aos poucos, as pessoas da corte passam a fazer encomendas diretamente a Leonardo. Sua obra mais antiga a ser datada é um desenho em pena e tinta do vale do Arno, feito em 5 de agosto de 1473.
Vida profissional, 1476 - 1513
Em 1476, Leonardo da Vinci, juntamente com mais três alunos do ateliê de Verrocchio, foram acusados de sodomia; segundo a acusação referente a Leonardo, ele teria tido relações homossexuais com Jacopo Saltarelli, um jovem de 17 anos muito popular à época em Florença como prostituto. Diante, no entanto, da falta de provas concretas que confirmassem semelhante acusação, Leonardo foi absolvido. A partir desta data até 1478 não existem registros nem de obras suas nem de seu paradeiro, embora se costuma presumir que Leonardo tenha estado no ateliê, em Florença, entre 1476 e 1481. Em 1478 foi-lhe encomendada a pintura de um retábulo para a Capela de São Bernardo, e a Adoração dos Magos, em 1481, para os monges de San Donato a Scopeto. Esta importante encomenda foi interrompida com a ida de Leonardo para Milão.
Em 1482, Leonardo, que de acordo com Vasari era um músico muito talentoso, criou uma lira de prata, com a forma da cabeça de um cavalo. Lourenço de Médici, dito "il Magnifico", grande humanista, enviou Leonardo, a portar a lira como um presente, a Milão, para selar a paz com Ludovico Sforza (dito il Moro, "o Mouro"), Duque de Milão não oficial. Foi nesta época que Leonardo da Vinci escreveu uma carta a Ludovico, citada frequentemente, na qual ele descreve as coisas diversas e maravilhosas que conseguia realizar no campo da engenharia, e informando o seu senhor que ele também podia pintar.
Leonardo continuou a trabalhar em Milão, entre 1482 e 1499. Recebeu a encomenda de pintar a Virgem dos Rochedos para a Confraria da Imaculada Conceição, e a Última Ceia para o mosteiro de Santa Maria delle Grazie. Enquanto vivia em Milão, entre 1493 e 1495, Leonardo listou uma mulher, chamada Caterina, entre seus dependentes, nas suas declarações de imposto de renda. Quando ela morreu, em 1495, a lista dos gastos com o funeral sugere que ela pode ter sido sua mãe.
Trabalhou em diversos projetos para Ludovico, incluindo o preparo de carros alegóricos e desfiles para ocasiões especiais, o projeto de uma cúpula para a Catedral de Milão, e um modelo de um imenso monumento equestre para Francesco Sforza, o antecessor de Ludovico. Setenta toneladas de bronze foram separadas para a sua confecção; o monumento permaneceu inacabado durante anos, o que não foi comum na carreira de Leonardo. Em 1492 um modelo de argila foi terminado; ele era maior, em tamanho, que as duas únicas estátuas equestres do Renascimento, a estátua de Gattemelata, em Pádua, e a de Bartolomeo Colleoni, de Verrocchio, em Veneza, e ficou conhecido como o "Gran Cavallo".
Leonardo começou a fazer os projetos detalhados para a sua fundição; Michelangelo, no entanto, sugeriu, de maneira indelicada, que Leonardo seria incapaz de fazê-lo. Em novembro de 1494 Ludovico usou o bronze para fabricar canhões, visando defender a cidade da invasão de Carlos VIII da França.
No início da Segunda Guerra Italiana, em 1499, as tropas invasoras francesas de Luís XII sucessor de Carlos VIII, utilizaram-se do modelo de argila do Gran Cavallo como alvo para praticar tiro. Com a deposição de Ludovico Sforza, Leonardo, juntamente com seu assistente, Salai, e seu amigo, o matemático Luca Pacioli, abandonou Milão e fugiu para Veneza, passando por Mântua, sendo que em Veneza foi empregado como arquiteto e engenheiro militar, planejando métodos de defender a cidade de um ataque naval.
Ao retornar a Florença, em 1500, foi recebido, juntamente com sua família e criadagem, pelos monges servitas do mosteiro de Santissima Annunziata, onde tinha à sua disposição um ateliê. Foi ali que, de acordo com Vasari, criou o desenho da Virgem, o Menino, Sant'Ana e São João Batista - uma obra que conquistou tanta admiração que homens e mulheres, jovens e velhos vinham vê-la, em massa, como se estivessem frequentando um grande festival.
Em 1502, Leonardo passou a trabalhar para César Bórgia, filho do papa Alexandre VI, atuando como arquiteto e engenheiro militar, e viajando por toda a Itália com seu patrão; foi nessa viagem que conheceu Nicolau Maquiavel. Retornou a Florença, onde voltou a fazer parte da Guilda de São Lucas, em 18 de outubro de 1503; recebeu a encomenda de um retrato: a Mona Lisa, e passou os dois anos seguintes desenhando e pintando um grande mural da Batalha de Anghiari para a Signoria, enquanto Michelangelo foi responsável pela peça que a acompanhava, A Batalha de Cascina. Ainda em Florença, em 1504, fez parte de um comitê formado para transferir, contra a vontade do próprio autor, Michelangelo, a célebre estátua do Davi.
Em 1506, retornou a Milão. Muitos dos seus pupilos e seguidores mais importantes, no campo da pintura, ou o conheceram ou trabalharam com ele naquela cidade, incluindo Bernardino Luini, Giovanni Antonio Boltraffio e Marco D'Oggione. Seu pai morreu em 1504, e como resultado, em 1507 Leonardo teve de voltar a Florença para resolver com seus irmãos os problemas decorrentes da herança e das propriedades paternas. No ano seguinte, retornou a Milão por solicitação do governador francês Charles d'Amboise, para resolver problemas de trabalhos inconclusos, onde passou a viver em sua própria casa, na região da Porta Orientale, na paróquia de São Bábila. Após mercenários suíços expulsarem os franceses em 1512, Massimiliano Sforza filho de Ludovico, ascendeu ao poder, e Leonardo ficou sem patrono. No ano seguinte foi convidado por Juliano de Médici, filho de il Magnifico, para viajar para Roma, que estava sob o controle do papa Leão X, um Médici.
Últimos anos, 1513 - 1519
Clos Lucé, na França, onde Leonardo viveu seus últimos anos de vida, até morrer em 1519.
Foi de Francisco que Leonardo recebeu a encomenda de construir um leão mecânico, que pudesse caminhar para a frente, e abrir seu peito, revelando um ramalhete de lírios. Em 1516, passou a trabalhar diretamente a serviço de Francisco, e foi-lhe concedido o solar de Clos Lucé, próximo à residência do rei, no Castelo de Amboise. Foi aqui que ele passou os três últimos anos de sua vida, acompanhado por seu amigo e aprendiz, o conde Francesco Melzi, e sustentado por uma pensão que totalizava 10.000 escudos.
Leonardo morreu em Clos Lucé, em 2 de maio de 1519. Francisco havia se tornado um grande amigo; e Vasari relata que o rei segurava a cabeça de Leonardo em seus braços quando este morreu - embora a história, amada pelos franceses e retratada em pinturas românticas de artistas como Ingres e Angelica Kauffmann, possa ser mais lenda do que realidade.
Vasari também conta que, em seus últimos dias, Leonardo teria pedido que um padre lhe fosse trazido, para que se confessasse e recebesse a extrema unção. De acordo com o que pediu em seu testamento, sessenta mendigos seguiram o seu cortejo. Foi enterrado na Capela de Saint-Hubert, no Castelo de Amboise. Melzi foi o principal herdeiro e inventariante, e recebeu, além de todo o dinheiro de Leonardo, todos os seus cadernos, ferramentas, sua biblioteca e seus objetos pessoais. Leonardo também se lembrou de seu antigo pupilo e companheiro, Salai, e de seu criado, Battista di Vilussis; cada um recebeu uma metade das vinhas de Leonardo, sendo que de Salai tornaram-se posses as pinturas que acompanhavam o mestre desde então. Seus irmãos também receberam terras, e sua criada recebeu um manto negro de bom material, com as bordas de pele.
Cerca de vinte anos após a morte de Leonardo, o rei Francisco teria falado, segundo o escultor Benvenuto Cellini: Nunca nasceu no mundo outro homem que soubesse tanto quanto Leonardo, nem tanto [por seus conhecimentos] de pintura, escultura e arquitetura, mas por ele ter sido um grande filósofo.
RELACIONAMENTOS E INFLUÊNCIAS
Florença – contexto social e artístico de Leonardo
Leonardo começou seu aprendizado com Verrocchio em 1466, no ano em que morreu o mestre do próprio Verrocchio, o grande escultor Donatello. O pintor Uccello, cujas experiências com a perspectiva influenciariam o desenvolvimento da pintura de paisagem, já era um homem de idade muito avançada, e os pintores Piero della Francesca e Fra Filippo Lippi, o escultor Luca della Robbia, e o arquiteto e escritor Alberti já estavam em seus sessenta anos de idade. Entre os artistas mais bem sucedidos da geração seguinte estavam, além do próprio professor de Leonardo, Verrocchio, Antonio Pollaiuolo e o escultor Mino de Fiesole, cujos bustos realistas são até hoje as evidências mais confiáveis da aparência real do pai de Lourenço de Médici, Piero, e de seu tio, Giovanni.
Leonardo passou sua juventude numa Florença decorada pelas obras destes artistas, e pelos contemporâneos de Donatello, como Masaccio - cujos afrescos figurativos estavam imbuídos de realismo e emoção, ou de Ghiberti, cujas Portas do Paraíso, folheadas a ouro, mostravam a arte da combinação de composições figurativas complexas com fundos arquitetônicos ricamente detalhados. Piero della Francesca fez um estudo detalhado da perspectiva, e foi o primeiro pintor a fazer um estudo científico da luz. Estes estudos, juntamente com o Trattato de Leone Battista Alberti, teriam um efeito profundo nos artistas mais jovens, e especialmente nas próprias observações e obras de Leonardo.
A Expulsão do Jardim do Éden, de Massaccio, mostrando Adão e Eva nus e transtornados, abandonando o Jardim do Éden, criou uma imagem tremendamente expressiva da forma humana, representada em três dimensões através do uso de luz e sombra - algo que seria desenvolvido nas obras de Leonardo a ponto de influenciar a história da pintura a partir de então. As influências humanistas do Davi de Donatello podem ser vistas nas pinturas da velhice de Leonardo, em especial o São João Batista.
Uma tradição recorrente em Florença era a de pequenos retábulos retratando a Virgem e o Menino. Muitos eram feitos em têmpera ou terracota vitrificada, pelos ateliês de Filippo Lippi, Verrocchio e da prolífica família della Robbia. As primeiras madonas de Leonardo, como A Virgem do Cravo e Virgem Benois seguiram nesta tradição, embora mostrassem diferenças idiossincráticas, especialmente no caso da Virgem Benois, na qual a Virgem está retratada num ângulo oblíquo ao espaço do quadro, com o Menino Jesus num ângulo oposto. O mesmo tema reapareceria em diversas pinturas posteriores de Leonardo, como A Virgem e o Menino com Santa Ana.
Leonardo foi contemporâneo de Botticelli, Ghirlandaio e Perugino, embora fossem um pouco mais velhos que ele. Teria conhecido todos no atelier de Verrocchio, com quem eles tinham ligações, e na Academia dos Médici. Botticelli era especialmente preferido pela família Médici, e seu sucesso como pintor era praticamente garantido. Ghirlandaio e Perugino eram prolíficos, e também geriam grandes ateliês; foram responsáveis por comissões realizadas com competência, para patronos satisfeitos, que apreciavam a habilidade de Ghirlandaio de retratar os cidadãos ricos de Florença em grandes afrescos religiosos, e a habilidade de Perugino em criar multidões de santos e anjos de inescapável doçura e inocência.
Estes três estavam entre os que foram comissionados para pintar as paredes da Capela Sistina, no Vaticano, obra que havia sido iniciada por Perugino em 1479. Leonardo não fez parte desta comissão de prestígio; sua primeira encomenda significante, a Adoração dos Magos, para os monges de Scopeto, nunca foi terminada.
Em 1476, durante o período em que Leonardo esteve ligado ao atelier de Verrocchio, o pintor flamengo Hugo van der Goes chegou em Florença, trazendo o Retábulo de Portinari e as novas técnicas de pintura do Norte da Europa que afetariam profundamente os pintores florentinos do período. Em 1479 o pintor siciliano Antonello da Messina, que trabalhava exclusivamente com óleos, viajou para o norte, em direção a Veneza, onde o principal pintor da cidade, Giovanni Bellini, também adotara a técnica da pintura a óleo, transformando-a rapidamente na técnica preferida do local. Leonardo também visitaria Veneza algum tempo depois.
Como dois arquitetos contemporâneos, Bramante e Antonio da Sangallo, o Velho, Leonardo experimentou com projetos para igrejas planejadas centralmente, diversas das quais aparecem em seus diários, tanto em plantas quanto vistas - embora nenhum destes projetos tenha chegado a ser posto em prática.
Os contemporâneos políticos de Leonardo foram Lourenço de Médici (il Magnifico), três anos mais velhos que ele, e seu popular irmão mais novo, Juliano, morto na Congiura dei Pazzi de 1478. Ludovico Sforza (il Moro), que governou Milão entre 1479 e 1499, período durante o qual Leonardo foi enviado como embaixador em nome da corte dos Médici, também tinha aproximadamente a mesma idade.
Juntamente com Alberti, Leonardo passou a frequentar o lar dos Médici, e através deles conheceu filósofos humanistas como Marsilio Ficino, proponente do neoplatonismo, Cristoforo Landino, autor de comentários sobre os escritos da Antiguidade Clássica, e João Argyropoulos, professor de grego e tradutor das obras de Aristóteles. Outro contemporâneo de Leonardo que também teve seu nome associado à Academia dos Médici foi o jovem e brilhante poeta e filósofo Pico della Mirandola. Leonardo escreveu mais tarde, na margem de um de seus diários: "Os Médici me fizeram, e os Médici me destruíram". Embora tenha sido através de Lourenço que Leonardo receberia importantes trabalhos em Milão, não se sabe o que ele quis dizer exatamente com este comentário críptico.
Embora costumem ser agrupados como os três gigantes do Alto Renascimento, Leonardo, Michelangelo e Rafael não pertenceram à mesma geração. Leonardo tinha vinte e três anos quando Michelangelo nasceu, e trinta e um no nascimento de Rafael, este último teve uma vida curta, morrendo em 1520, no ano após a morte de Leonardo; já Michelangelo continuou criando por mais 45 anos.
Vida pessoal
Ao longo da vida de Leonardo, seu extraordinário poder de inventividade, sua "espetacular beleza física", "graça infinita", "grande força e generosidade", "espírito régio e tremendo alcance mental", como foram descritos por Vasari, atraíram a curiosidade daqueles que o cercavam. Diversos autores especularam sobre os vários aspectos da personalidade de Leonardo; um deles, a sua adoção de éticas e práticas pessoais, que podem ser ocasionadas de sua crescente admiração pela natureza e suas criaturas, como pode ser exemplificado por seu vegetarianismo e o hábito, descrito também por Vasari, de comprar pássaros engaiolados e libertá-los.
Leonardo teve muitos amigos que se tornaram profissionais renomados em seus campos, ou que são célebres até hoje por sua importância histórica. Entre eles está o matemático Luca Pacioli, com quem ele colaborou num livro na década de 1490, assim como Franchinus Gaffurius e Isabella d'Este, a grande dama do Renascimento. Com a exceção desta última, Leonardo parece não ter se relacionado intimamente com mulheres. Isabella foi retratada por ele durante uma viagem que levou-os a Mântua; o retrato teria sido usado como rascunho para uma pintura, que já não existe mais.
Além de suas amizades, Leonardo mantinha sua vida privada em segredo. Sua sexualidade foi alvo frequente de estudos, análises e especulações. Esta tendência já se tinha iniciado no meio do século XV, e tomou novo ímpeto nos séculos XIX e XX, especialmente a partir de Sigmund Freud.
Assistentes e pupilos
Os relacionamentos mais íntimos de Leonardo foram com seus dois pupilos, Gian Giacomo Caprotti da Oreno, apelidado Salai ou il Salaino ("pequeno diabo" na gíria da época), que entrou para o seu convívio familiar em 1490. Depois de apenas um ano, Leonardo fez uma lista de suas contravenções, chamando-o de "um ladrão, um mentiroso, teimoso, e glutão", depois de ele ter roubado dinheiro e objetos de valor em pelo menos cinco ocasiões, e gastar uma fortuna em roupas. Ainda assim, em seus primeiros anos, os cadernos de Leonardo contêm diversas pinturas do estudante, que permaneceu como parte da família de Leonardo pelos trinta anos seguintes. Salai também fez uma série de pinturas, sob o nome de Andrea Salai; embora Vasari tenha alegado que Leonardo "ensinou-lhe muito sobre pintura", sua obra é geralmente considerada como tendo um mérito artístico menor do que outros pupilos de Leonardo, como Marco d'Oggione e Boltraffio. Em 1515 Salai pintou uma versão nua da Mona Lisa, conhecida como Mona Vanna. O próprio Salai era proprietário da Mona Lisa na ocasião de sua morte, em 1525, e em seu testamento ela foi estimada em 505 liras, um valor excepcionalmente alto para um pequeno retrato.
Em 1506 Leonardo acolheu outro pupilo, o conde Francesco Melzi, filho de um aristocrata da Lombardia. Melzi, estudante predileto de Leonardo, viajou com o tutor para a França, onde esteve ao seu lado durante todo o fim de sua vida. Com a morte de Leonardo, Melzi herdou as coleções, manuscritos e obras artísticas e científicas de Leonardo, patrimônio que ele administrou fielmente a partir de então.
FURNARI
Il cane però non poteva ancora muoversi e il Re non poté fare altro che affidarlo al contadino, promettendo che un giorno sarebbe tornato a riprenderlo.
Presto il cane guarì, ma i mesi passavano e il suo padrone non tornava. Il povero contadino, deriso da tutti, non mangiava pur di sfamare lo splendido Levriero. Ma era deciso a mantenere la parola data, avrebbe tenuto il cane con sé "finché venga".
Un giorno, d’improvviso, annunciato da squilli di trombe, il Re tornò e, colpito dalla fedeltà del contadino, lo nominò barone, donandogli le terre che oggi costituiscono il Comune di Furnari.
Il suo stemma sarebbe stato un cane in campo rosso con la scritta “Finché Venga”.
Fin che venga
O randi Ariostu, portimi ca mani:
vogghiu ‘a liggenda ‘i Furniri cantari,
Ruggeru, Ntoni Furniri e ddu cani,
chi ‘u re nurmannu ci vosi lassari,
da fidiltà di tempi ora luntani
quandu a lu diri rispundia lu fari.
Cosa chi nta l’Orlandu tu cantasti
e tanta gloria ê furnaroti dasti.
Dimmi du iornu tantu vinturusu
quandu Ruggeru cu certi so amici
a caccia si ndi ìa facendu usu
d’arcu e di fricci pi nostri pindici.
‘U postu era assà riccu, ginirusu
di lepri, di cunigghia e di pirnici,
ricriava ‘u cori ‘i cu vulia vardari
‘u panurama cu sfundu du mari.
‘Bedda è ‘a terra di Furnari: se vivu,
o randi Ariostu, cca fussi vinutu,
‘u mundu non sarria astura privu
di n’autru cantu to d’oru vistutu:
natura chi cca tutta si sprimiu
pi dari a so biddizza a nostru aiutu,
pigghiò Ruggeru ed ‘u firmò ncantatu
e ci fici tratteniri lu sciatu.
I cani intantu, fermi i cacciaturi,
di ‘na sipala all’autra firriavunu,
nto menzu ci nd’dera unu ‘i gran valuri
di cui razza e prugenii si vantavunu,
caru o re comu un sciuri d’amuri
chì tutti i valintizzi ‘u mmaistravunu:
trasìa nte spini arditu a manu dritta
e niscìa a manca comu ‘na saitta.
Fu d’accussì chi ‘na lepri nguniata
nta ‘na sipala dda undi trema e scuta,
schizzò fora du cani ssiutata
e ruzzolò du scantu nta scinduta:
un arcieri, chi visti ‘a rumbuliata,
scuccò ‘a friccia du distinu vuluta:
pa troppa prescia cci trimaru i mani
ed inveci da lepri pigghiò ‘u cani.
‘A friccia si ziccò dintra ‘a carina
di dda povira bestia e mpinduliò,
nira nta ll’occhi ci calò ‘a fulina,
i iambi si nghicarunu e cascò,
‘u re chi visti subitu ‘a ruina
misi i mani è capiddi e iastimò,
curriu undi ‘u cani,su pigghiò nte brazza,
nnarbò di sangu tonica e curazza.
‘U sangu non stagghiava, di strazzati
cammisci a tampunari fu misteri:
ma neti ci putia,l’occhi vilati
dill’animali davunu pinseri.
Chi fari? Erunu tutti dispirati
quandu, vardandu arreri d’un sinteri,
unu visti un viuleddu chi trasìa
nto boscu e nta ramagghia scumparia.
-“Andamu pi ‘stu violu”- dissi ‘u re-
“a carchi parti certu avi a purtari,
forsi ddarreri carchi casa c’è
e carcadunu chi ndi po’ jutari,
forza, livamundi ‘i cca: undi iè iè
amu a truvari fasci pi fasciari:
‘u cani mori dissanguatu, andamu,
circamu genti e ‘u rimediu truvamu”.
Ed accussì si misuru ncaminu
‘u re in testa ch’avia nte brazza ‘u cani,
l’autri ci ievunu appressu di vicinu
e a susteniri ‘u re davunu mani;
‘u violu nchianava (ed ‘u distinu
di Furniri primia): dintra i so tani
i cunigghia o rumuru si zziccavunu,
supra, nte rami, aceddi sbulazziavunu.
E camina camina, fin armenti
si iapriu un chianu undi ‘na casa stava
fatta di petri, di mautu e di stenti
chi quasi quasi già si sdirrupava,
dda di latu sutta ‘u suli cucenti
ci stava un cristianeddu chi zappava:
era ‘u zzu Ntoni Furniri cu ventu
di la Storia nvistia nta ddu mumentu.
Iddu visti dda genti furistera
e ci ivu ncontru tuttu primurusu
cu ‘n’accuglienza nobbili e sincera,
visti ‘u cani ch’avia ddu gran purtusu
supra ‘a schina ed ‘u pusò supra un bisolu,
trasiu intra e nisciu cun linzolu.
O biniditti ddi tempi luntani
Duviziusi d’amuri e curtisia
Chi ll’omini facivunu cchiù umani!
Biniditti ddi tempi: si ricivia
l’ospiti a cori apertu e si un dumani
iddu un bisognu, un desideriu avia,
si cuntintava pronti a chini mani.
Oggi ahimè di ddu cumpurtamentu
puru ‘a simenza si spirdiu a lu ventu.
‘U zzu Ntoni Furniri, pi quantu
chiddu sulu lenzolu avia into nto lettu,
‘u strazzò senza mi ci pensa tantu
e fici fasci: né sapia chi appettu
avia ‘u re, ma ch’è un onuri e vantu
dari non sulu simplici rispettu,
ma ogni pussidimentu, ogni so beni
senza nuddu vantaggiu mi ndi veni.
Lavò cull’acqua dda firita o cani,
niputedda pistò, supra ccia misi,
nfasciò meghiu chi potti, chi so mani
‘u re stirava i fasci beddi tisi;
stritti attornu tutti l’autri cristiani
suggiriunu u vuliunu essiri ntisi.
Però ‘u cani fasciatu si lagnava,
misu dda nterra addritta non parava.
E intantu ‘u re si ndavia a ghiri, affari
du regnu già ‘u chiamavanu luntanu
e ‘u cani appressu non putia purtari
nta ddu statu riduttu: a manu a manu
chi ci pinsava si sintia sirrari
du dispiaceri ‘u cori, ma era vanu
autru risurvimentu: non ristava
chi lassari ‘u cani undi si truvava.
E allura chiamò ‘u zzu Ntoni e ci parrò:
-“Senti,”- ci dissi- “amu a pàrtiri all’istanti,
‘u tempu ch’avia libbiru passò:
ti lassu ‘u cani, curulu custanti,
tenulu bonu , megghiu chi tu po’,
di certu un ghiornu vicinu o distante
tornu chi me cumpagni cca a pigghiari
chista bestia e pirciò tu ma spittari”.
‘U zzu Ntoni Furniri prumittiu:
‘u re ê cumpagni ci fici un signali
e subitu cu iddi appressu si ndi ìu
spirendu arreri all’arbiri e i supali.
Ristò ‘u zzu Ntuneddu cu disiu
di sapiri chi genti era e di quali
terra vinia e poi pinsò chi quando
parrava ‘u furisteri era un cumandu.
Cosa strana. E intantu ncoddu avia
ddu cani chi iornu e notti avia a curari,
ma ‘a prumissa è prumissa, non putia
fari in modu diversu chi mpuzzari:
‘u bruttu era chi finu a chi tinia
d’animali ciavia dari a manciari
e iddu era paureddu e tira e stira
manciava sì a menziornu e non ‘a sira.
‘U cani stesi bonu, o gran buntati
Da niputedda chi beni facia,
si avissi statu ad oggi chi pumati
forsi chi forsi ‘u cani ci muria,
in giru sempri pi tutti i cuntrati
a ssiutari cunigghia si ndi ìa,
ma all’ura di manciari l’animali
era sempri prisenti e puntuali.
E passavanu i iorna ed i sumani,
i misi e ‘u so patruni non turnava,
sempri ‘u zzu Ntoni spirava a un dumani,
‘n’autra iurnata chi denti tirava;
pinsava sempri a ddu diavulu ‘i cani
chi scumparia, cumparia e manciava
cchiù d’un omu ed era mali bituatu
chì pani schittu mai ndavia ssaggiatu.
E spetta e spetta, ma undi si ndavia iutu
ddu furisteri ca so compagnia?
E diri chi ci avia dittu e ripitutu
chi un iornu o l’autru di certu vinia;
un cumpagnu du zzu Ntoni vinutu
a truvarlu dicia: -“ Spetti ‘u Missia?
Chiddu non torna, non c’eni iautru ‘i fari
vindiri ‘u cani e pigghiarsi i dinari.”
No. ‘’U zzu Ntuneddu Furniri era ‘i chiddi
chi si dici manteni, mori ‘i stenti,
strinci ‘a cinta,s’impigna li capiddi,
ma iavi tuttu d’onuri i sentimenti.
Spittò a scornu e dispettu ‘i tutti chiddi
chi su sfuttivunu cuntinamenti,
spittò fidili alla parola data
finu chi l’arma so fu cunsulata.
Infatti un ghiornu du boscu rivò
sonu di trumbi,un rumuri di tanti
genti ncaminu ed ‘u cani baiò.
Tra l’arbiri spuntò un stindardu, avanti
già nto chianu, ‘na gran squatra avanzò
d’omini armati cu passu pisanti.
Nto menzu l’aspittatu furisteri
c’un mantu d’oru ed i paggi darreri.
‘U re! Ntuneddu Furniri sturdiu,
si nghicò nta n’inchinu ddu e tri voti
e comu ‘u ventu ncontru ci curriu.
‘U cani già facia li giravolti
attornu o so patruni chi finiu
mu pigghia ncoddu mu mbrazza mu scoti.
Era cuntentu filici e biatu
comu se ‘n’autru avia truvatu.
Dissi Ntuneddu Furniri –“Cunsignu
‘u cani chi lassasti, ti spittà”.
‘U re ‘u vardò pinsirusu e binignu:
cunsidirava ‘a randi puvirtà
di dd’omu tantu ginirusu e dignu
chi mantinia ‘a parola in fidiltà.
-“Nginocchiti,”- ci dissi- “cca,dda nterra”.
e nisciu ‘a spata furmini di verra.
Poi lentu e sulenni ccia mpuiò
supra ‘a spadda, si fici ‘a santa cruci
e a tistimoni l’araldi chiamò.
Quindi, mputenti, ca cchiù iauta vuci,
dissi: -“Nto nomi di Diu da ora in po’,
iò ti fazzu baruni: chi la luci
di Diu ti porti sempri in salvazioni
e mi ti duna ogni binidizioni.
‘Sta cuntrata undi stai, tra i terri accantu
Rancia e Ranciotta, cu me assimtimentu,
eni a to e pi to fama onuri e vantu
ti dugnu un stemma c’un cani d’argentu
e ‘u mottu FIN CHE VENGA, sacrusantu
a virità du to cumpurtamentu”.
Dissi e ‘u zzu Ntoni Furniri mbrazzò
e cu tutta ‘a so genti si nn’andò.
O postu di dda casa malandata
Surgiu un casteddu ch’ebbi pi cuntornu
casi a casitti; si furmò ‘na strata
e un paisi nascìu di iornu in iornu.
Si chiamò Furniri: ‘a terra disboscata
Sempri cchiù s’allargò tutta d’attornu:
vigni, luvari, simineri e frutti
ebbiru vita cu travagghiu ‘i tutti.
‘U paisi crisciu, l’anni passaru,
eventi leti e tristi succideru,
i so abitanti sempri travagghiaru,
ginirazioni naceru e mureru.
Sempri tutti ddu stemma ebbiru caru
e beddu iautu ‘u so onuri sustineru,
tantu chi oggi lu nostru gunfaluni
porta ddu stemma a gloria du Cumuni.
Porta ddu stemma pirchì li valuri
du spiritu su forti e sempiterni,
pirchì l’esempiu d’un omu d’onuri
‘u populu sustenti e lu guverni,
pirchì storia e liggenda cu firvuri
ficiru un faru pi tempi muderni
di fidiltà e di gloria risplendenti
mi servi ê furnaroti e all’autri genti.
22 abril 2016
O DIA DA TERRA
A primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, ativista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governo dos Estados Unidos criou a Agencia de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.
- Em 1972 se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.
- O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.
- O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.
- No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso planeta. tanto a nível global como regional e local.
- "A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Nos sentimos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."
Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas o utilizam como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra.
Este dia não era reconhecido pela ONU até 2009, quando a mesma reconheceu a importância da data e instituiu o Dia Internacional da Mãe Terra, celebrado em 22 de abril.














