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BRAVE NEW WORLD / ADMIRÁVEL MUNDO NOVO / UN MUNDO FELIZ (Part 2 of 2)

THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE -  CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....

24 julho 2026

TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS (Parte 4 de 4)

Tabela Periódica Espiral de Baumhauer

Um exemplo particularmente notável é a espiral de Heinrich Baumhauer, publicada em 1870, com o hidrogénio no centro e elementos com massa atómica crescente a girar para fora. Os elementos que caem em cada um dos raios da roda partilham propriedades comuns, assim como aqueles numa coluna (ou grupo) na tabela de hoje.




A Tabela Periódica Espiral de Baumhauer, criada pelo químico alemão Heinrich Baumhauer em 1870, foi uma das primeiras tentativas de organizar os elementos químicos em um formato helicoidal ou espiral.


A Espiral de Heinrich Baumhauer original foi proposta em 1870 pelo químico alemão Heinrich Adolph Baumhauer como uma alternativa geométrica para organizar os elementos químicos. Ela posicionava o hidrogênio no centro e distribuía os demais elementos para fora em ordem crescente de massa atômica, alinhando propriedades semelhantes ao longo de raios ou raias da roda.




Hidrogênio no centro.


Características Principais

Eixo de Massa Atômica: Os elementos eram posicionados ao longo de uma linha espiral contínua em ordem crescente de peso atômico.

Alinhamento de Afinidade: Elementos com propriedades químicas semelhantes (da mesma família) ficavam alinhados verticalmente nos raios da espiral.

Periodicidade Visual: O aumento do raio da espiral representava visualmente o início de um novo período químico.

Embora o modelo histórico original de Baumhauer não tenha sido oficialmente "atualizado" pela comunidade científica moderna (já que o padrão internacional adotado universalmente foi o formato horizontal de Alfred Werner e as convenções da IUPAC), o conceito de tabela periódica em espiral evoluiu de forma moderna e atualizada através de outras formulações científicas baseadas na mesma lógica


Evoluções Modernas do Formato em Espiral

Tabela Periódica Espiral de Theodor Benfey (1964): É considerada a evolução direta mais famosa das tabelas circulares. Ela posiciona os elementos em uma espiral contínua a partir do hidrogênio, criando "braços" que agrupam os elementos pelas propriedades químicas atuais, abrindo espaço para acomodar perfeitamente os metais de transição e os lantanídeos/actinídeos (elementos de transição interna).

A "Forma Atômica" de Philip Strong (1959/1985): Um arranjo em círculos concêntricos e espirais que atualizou os modelos antigos tridimensionais ou radiais, correlacionando o arranjo geométrico diretamente com a moderna estrutura de camadas eletrônicas dos átomos.

Abordagens Contemporâneas de Design: Softwares de química e cientistas de dados frequentemente recriam o modelo radial de Baumhauer utilizando os 118 elementos químicos conhecidos da atualidade e ordenando-os pelo número atômico (e não pela massa atômica, que era o critério falho de 1870), o que corrige distorções com elementos como o Argônio e o Potássio.





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23 julho 2026

TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS (Parte 3 de 4)

A TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS de Alfred Werner e a de Charles Janet

No início do século XX, a tabela estabeleceu-se num formato horizontal, como a versão aparentemente contemporânea de Alfred Werner em 1905. Pela primeira vez, os gases nobres apareceram na sua posição à direita da tabela. Werner também deixou lacunas para futuras descobertas, embora tenha exagerado nas previsões, com sugestões de elementos mais leves que o hidrogénio, bem como um entre o hidrogénio e o hélio (que não existem).



Criada pelo químico suíço Alfred Werner em 1905 (ganhador do Nobel), foi uma das primeiras tentativas de integrar as "terras raras" (lanthanídeos) diretamente no corpo principal da tabela. Formato expandido: É uma tabela de formato longo que elimina a necessidade de colocar blocos separados no rodapé. Foco químico: Agrupa os elementos com base em suas semelhanças de valência e afinidade química, antecipando a tabela moderna de 18 colunas. Transição: Conecta claramente os elementos de transição interna com o restante da tabela.


Uma versão particularmente influente foi a de Charles Janet, de 1928. Ele adotou a abordagem de um físico para a tabela, usando uma teoria quântica recém-descoberta para criar um layout baseado em configurações de elétrons. A tabela resultante é até hoje privilegiada por muitos físicos. Curiosamente, Janet também forneceu espaço para elementos até ao número 120, apesar de apenas 92 serem conhecidos na época. Estamos agora com 118.



Tabela de Janet (Left-Step Periodic Table) - Criada pelo engenheiro francês Charles Janet em 1928, esta tabela organiza os elementos estritamente pela ordem de preenchimento dos orbitais atômicos (Regra de Madelung). Posição do Hélio: O Hélio (He) fica no topo do bloco s, logo acima do Berílio (Be), e não com os gases nobres. Blocos à esquerda: Os blocos de elementos são movidos para a esquerda na ordem inversa: f, d, p, s. Ordem perfeita: Não há quebras na sequência do número atômico; ela flui perfeitamente de acordo com a mecânica quântica. Estética: É ideal para físicos, pois reflete perfeitamente a estrutura do núcleo e dos elétrons.


A organização proposta pelo francês Charles Janet em 1928 é a alternativa mais aceita à proposta de Mendeleev. Janet rearranjou os elementos segundo o seu preenchimento orbital, ou seja, a probabilidade de encontrar um elétron a uma determinada distância do núcleo de um átomo.

Os blocos são lidos da direita para a esquerda (a tabela também é conhecida como “left-step”, ou passo à esquerda). Em cada linha, a soma dos números quânticos principal e secundário corresponde a um valor constante.



A tabela em blocos proposta por Charles Janet (Foto: Wikicommons).




Comparações.



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22 julho 2026

TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS (Parte 2 de 4)

A Tabela Periódica de Otto Theodor Benfey, criada em 1964, é uma representação alternativa do sistema periódico dos elementos químicos em formato de espiral bidimensional.




Tabela Periódica de Theodor Benfey.


Diferente do modelo tradicional em blocos, ela organiza os elementos em uma linha contínua que acompanha o aumento do número atômico, eliminando as quebras artificiais de linhas da tabela padrão.


Características Principais

Formato de caracol: Os elementos partem do Hidrogênio no centro e expandem-se para fora.

Projeções externas: Possui protuberâncias (como penínsulas) para acomodar os metais de transição, lantanídeos e actinídeos.

Previsão espacial: Deixa espaços abertos para os elementos que ainda não haviam sido descobertos (como os superactinídeos).


Vantagens e Objetivos

Continuidade: Mostra claramente a transição suave entre os períodos químicos.

Relações de grupo: Mantém os elementos com propriedades semelhantes alinhados em raios da espiral.

Didática: Foi desenvolvida para ajudar estudantes a visualizarem a periodicidade de forma mais intuitiva e menos fragmentada.


Diferenças Estruturais

A tabela de Otto Benfey (espiral) rompe com o modelo tradicional de Mendeleev (linhas e colunas) em três pontos estruturais principais:


1. Continuidade vs. Fragmentação

Tradicional: Usa quebras de linha artificiais. O hélio (He, número atômico fica isolado na ponta direita e o lítio (Li, 3) recomeça na extrema esquerda.

Benfey: É uma corda contínua. Os elementos seguem uma ordem numérica direta e ininterrupta, sem saltos visuais.


2. Integração dos Lantanídeos e Actinídeos

Tradicional: Isola essas duas séries em blocos separados na parte inferior da folha para economizar espaço físico.

Benfey: Integra esses elementos organicamente no fluxo principal por meio de "penínsulas" ou alças que saem da espiral e depois retornam a ela.


3. Geometria dos Grupos e Famílias

Tradicional: Alinha elementos com propriedades semelhantes (famílias) em colunas verticais rígidas.

Benfey: Alinha as famílias quimicamente semelhantes ao longo de raios (linhas imaginárias que partem do centro para as bordas da espiral).



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21 julho 2026

TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS (Parte 1 de 4)

A Tabela Periódica de Mendeleev

A tabela periódica original foi criada pelo químico russo Dmitri Mendeleev em 1869. Ela organizava os 63 elementos químicos conhecidos na época com base em suas massas atômicas crescentes e em suas propriedades químicas semelhantes.

Diferente da versão atual, a primeira versão de Mendeleev era organizada de forma vertical (as linhas eram os grupos com propriedades parecidas) e continha vários espaços vazios, deixados propositalmente para elementos que ele previu que seriam descobertos no futuro (como o gálio e o germânio).


Estrutura Simplificada da Tabela de 1869

Abaixo está uma representação adaptada de como Mendeleev organizou os elementos em seu manuscrito original ("Ensaio de um Sistema de Elementos Baseado em seus Pesos Atômicos e Afinidades Químicas"):





O químico russo Dmitri Mendeleev criou a primeira versão da tabela periódica em 1º de março de 1869. Ele organizou os 63 elementos químicos conhecidos na época em ordem crescente de seus pesos atômicos, deixando espaços vazios para elementos que ainda seriam descobertos.


Principais Características da Tabela Original

Organização por Massa: Os elementos ficavam em ordem crescente de peso atômico.

Previsão de Elementos: Mendeleev deduziu as propriedades de elementos invisíveis para a ciência da época apenas observando os "buracos" na lógica de sua tabela.

Inversões Intuitivas: Quando a massa atômica não batia com a propriedade do elemento, Mendeleev priorizava a propriedade química (mudando o elemento de posição), prevendo corretamente que a massa medida na época estava errada.

Ausência de Gases Nobres: Elementos como Hélio (He) e Argônio (Ar) não constavam na primeira versão porque ainda não haviam sido descobertos.


Previsões de Mendeleev

Mendeleev previu com precisão impressionante a existência e as propriedades de vários elementos usando o prefixo sânscreto "Eka" (que significa "um" ou "primeiro"), indicando que o novo elemento estaria uma posição abaixo do elemento conhecido na mesma coluna.

Os três casos mais famosos e que consagraram a tabela periódica no mundo científico foram:


1. Eka-Alumínio (Descoberto como Gálio)

A previsão: Mendeleev previu um elemento logo abaixo do alumínio, com massa atômica próxima a 68 e baixa temperatura de fusão.

A descoberta: Em 1875, o químico francês Paul-Émile Lecoq de Boisbaudran descobriu o Gálio (Ga) (massa atômica 69,7). O metal literalmente derrete na palma da mão, confirmando a previsão.


2. Eka-Boro (Descoberto como Escândio)

A previsão: Um elemento com massa atômica em torno de 44, posicionado logo após o cálcio.

A descoberta: Em 1879, o químico sueco Lars Fredrik Nilson isolou o Escândio (Sc) (massa atômica 44,9), cujas propriedades químicas batiam perfeitamente com o Eka-Boro.


3. Eka-Silício (Descoberto como Germânio)

A previsão: Mendeleev previu um elemento cinza-escuro abaixo do silício, com massa atômica de 72 e alta densidade.

A descoberta: Em 1886, o alemão Clemens Winkler descobriu o Germânio (Ge) (massa atômica 72,6). As propriedades medidas em laboratório eram quase idênticas às que Mendeleev havia calculado no papel anos antes.




Descoberta e inserção dos gases nobres

A descoberta dos gases nobres foi um dos maiores desafios para a tabela de Mendeleev. Como eles são quimicamente inertes (não reagem com outros elementos) e incolores, eles eram completamente invisíveis para a química do século XIX.

A existência deles não foi prevista por Mendeleev, o que inicialmente ameaçou desmoronar toda a lógica da sua lei periódica.


A Descoberta Espacial e Terrestre

Hélio (He - 1868): Foi descoberto no Sol antes de ser encontrado na Terra. O astrônomo Pierre Janssen e o cientista Norman Lockyer analisaram a luz solar durante um eclipse e viram uma linha amarela desconhecida.

Argônio (Ar - 1894): O físico Lord Rayleigh e o químico William Ramsay perceberam que o nitrogênio extraído do ar era mais pesado que o nitrogênio obtido por reações químicas. Eles isolaram o resíduo e descobriram o Argônio (do grego argos, que significa "preguiçoso" ou "inativo").

A Explosão de Descobertas (1895-1898): Ramsay percebeu que o argônio não estava sozinho. Em poucos anos, ele isolou o Hélio na Terra (a partir de minerais de urânio) e descobriu o Criptônio (Kr), Neônio (Ne) e Xênon (Xe) destilando o ar líquido.


O Impasse e a Solução de Mendeleev

Quando o Argônio foi descoberto com massa atômica próxima a 40, a comunidade científica entrou em pânico. Não havia espaço para ele na tabela original. Se o colocassem junto ao Potássio (39) ou ao Cálcio (40), a lógica das propriedades químicas seria destruída.

Mendeleev inicialmente rejeitou a descoberta, sugerindo que o argônio era apenas uma molécula pesada de nitrogênio N3. No entanto, Ramsay propôs uma solução genial: os gases nobres não estragavam a tabela, eles criavam uma nova coluna.

Em 1900, Mendeleev viajou a Londres, reuniu-se com Ramsay e aceitou a evidência. Ele redesenhou sua tabela adicionando o "Grupo 0" (à esquerda do Grupo I ou à direita da tabela, dependendo da versão).




Por que a inserção foi perfeita?

A modificação acabou se tornando a maior prova de força da lei periódica. Em vez de quebrar o sistema, a inserção do Grupo 0:


Serviu como uma ponte perfeita entre os elementos altamente eletronegativos (Halogênios, como F e Cl) e os altamente eletropositivos (Metais Alcalinos, como Li e Na).

Permitiu que Ramsay e Mendeleev previssem a existência do Neônio, Criptônio e Xênon antes mesmo de isolá-los, preenchendo o novo grupo por completo.


Tabela Periódica dos Elementos atual



A Tabela Periódica dos Elementos como está hoje.



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20 julho 2026

EXTRAÇÃO DE RAÍZES - MÉTODO DE NEWTON (Parte 1 de 3)

RAIZ QUADRADA

Vamos começar por extração de RAIZ QUADRADA.

Por exemplo, o cálculo da raiz quadrada do número 37 com 3 casas decimais, que é 6,083 (na calculadora).


 



Método de Newton

Para encontrar esse valor utilizando o método de Newton (também conhecido como método das aproximações sucessivas ou fórmula de recorrência de Newton-Raphson para raízes quadradas), utilizamos a seguinte fórmula de iteração:

 

 

Onde S = 37 é o número do qual queremos extrair a raiz.

 

1. Definir aproximação inicial

Escolhemos um número cujo quadrado seja o mais próximo possível de 37. Como 62 = 36, o número 6 é uma excelente aproximação inicial x0 = 6.


2. Calcular primeira iteração

Substituímos x0 = 6 na fórmula para obter x1:

 

 

3. Calcular segunda iteração

Substituímos o valor fracionário de x1 na fórmula para obter x2:

 


 

Como a diferença entre as duas últimas iterações já é menor que 0,001, podemos interromper o processo. Arredondando para 3 casas decimais, o valor se estabiliza em 6,083.

 

Resultado Final

A raiz quadrada de 37 extraída pelo método de Newton com precisão de 3 casas decimais é igual a 6,083.



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Abordagem Gráfica

O método de Newton (também conhecido como método de Heron ou método babilônico) usa retas tangentes geométricas para gerar aproximações sucessivas. Ele encontra a raiz quadrada de um número a ao resolver a equação

 

 

usando aproximações repetidas:

 

 

Para visualizar este método passo a passo:

 


O Algoritmo

A fórmula matemática utilizada para refinar a cada etapa é:

 

 

Onde:

 

 

 

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19 julho 2026

PALEONTOLOGIA (Livros: vol. 1, vol. 2 e vol. 3)

PALEONTOLOGIA

Editor: Ismar de Souza Carvalho - paleontólogo.

Livros: Paleontologia 1, 2 e 3.


PALEONTOLOGIA - Volumes 1, 2 e 3:

Sinopse: Desde o surgimento da vida na Terra, as adaptações, transformações e inovações demonstradas pelos organismos, evidenciam-nos fenômenos e uma temporalidade que em muito transcende a dimensão da existência humana, marcada pelo surgimento e desaparecimento de continentes, bem como catástrofes ecológicas que levaram à extinção incontáveis espécies animais e vegetais. A presente edição do livro Paleontologia apresenta os diversos grupos que existiram no últimos 3,8 bilhões de anos, além dos contextos geológico e paleobiológico em que se inseriam.

PALEONTOLOGIA (3ª edição 2010) encontra-se dividido em três volumes. O primeiro abrange os conceitos e métodos para o estudo dos fósseis. No segundo volume encontram-se aspectos relativos aos Paleoinvertebrados e Microfósseis. Já o terceiro volume apresenta os Paleovertebrados e a Paleobotânica.

Estes livros, contam-nos a instigante história geológica da vida. Tratam-se de obras destinadas a todos aqueles que desejam ampliar seus conhecimentos sobre a diversidade e transformações pelas quais passou o mundo orgânico no decurso do tempo profundo.




Algumas das ilustrações contidas nos livros.


Formato 21x28 cm, BROCHURA:

          - Vol. 1: 734 páginas;

          - Vol. 2: 532 páginas;

          - Vol. 3: 430 páginas.

Total: 1.696 páginas. 👈



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18 julho 2026

◙ OBJETOS TRANSNETUNIANOS

Um objeto transnetuniano (OTN), também escrito objeto transnetuniano, é qualquer planeta menor do Sistema Solar que orbita o Sol a uma distância média maior que a de Netuno, que possui um semieixo maior orbital de 30,1 unidades astronômicas (UA).

Normalmente, os OTNs são subdivididos em objetos clássicos e ressonantes do Cinturão de Kuiper, objetos do disco disperso e objetos separados, sendo os sednoides os mais distantes. Em fevereiro de 2025, o catálogo de planetas menores continha 1006 OTNs numerados e mais de 4000 não numerados. No entanto, quase 5900 objetos com semieixo maior superior a 30 UA estão presentes no catálogo MPC, sendo 1009 numerados.

O primeiro objeto transnetuniano a ser descoberto foi Plutão, em 1930. Foi preciso esperar até 1992 para descobrir um segundo objeto transnetuniano orbitando diretamente o Sol, o 15760 Albion. O OTN mais massivo conhecido é Éris, seguido por Plutão, Haumea, Makemake e Gonggong. Mais de 80 satélites foram descobertos orbitando objetos transnetunianos. Os OTNs variam em cor, sendo cinza-azulados (BB) ou muito vermelhos (RR). Acredita-se que sejam compostos por misturas de rocha, carbono amorfo e gelos voláteis, como água e metano, revestidos por tolinas e outros compostos orgânicos.

Doze planetas menores com um semieixo maior superior a 150 UA e periélio superior a 30 UA são conhecidos, denominados objetos transnetunianos extremos (OTNEs).




História

Descoberta de Plutão

A órbita de cada planeta é ligeiramente afetada pelas influências gravitacionais dos outros planetas. Discrepâncias no início do século XX entre as órbitas observadas e esperadas de Urano e Netuno sugeriram a existência de um ou mais planetas adicionais além de Netuno. A busca por esses planetas levou à descoberta de Plutão em fevereiro de 1930, que foi progressivamente considerado pequeno demais para explicar as discrepâncias. Estimativas revisadas da massa de Netuno, obtidas a partir da passagem da sonda Voyager 2 em 1989, mostraram que não há discrepância real: o problema residia em um erro nas expectativas para as órbitas. Plutão foi o mais fácil de encontrar por ser o mais brilhante de todos os objetos transnetunianos conhecidos. Ele também possui uma inclinação menor em relação à eclíptica do que a maioria dos outros grandes objetos transnetunianos, portanto, sua posição no céu geralmente está mais próxima da zona de busca no disco do Sistema Solar.


Plutão, o primeiro TNO conhecido, fotografado pela sonda New Horizons em 2015.


Descobertas subsequentes

Após a descoberta de Plutão, o astrônomo americano Clyde Tombaugh continuou a busca por objetos semelhantes durante alguns anos, mas não encontrou nenhum. Por muito tempo, ninguém procurou outros TNOs, pois acreditava-se que Plutão, classificado como planeta até agosto de 2006, era o único objeto importante além de Netuno. Somente após a descoberta de um segundo TNO, 15760 Albion, em 1992, começaram as buscas sistemáticas por outros objetos desse tipo. Uma ampla faixa do céu ao redor da eclíptica foi fotografada e avaliada digitalmente em busca de objetos de movimento lento. Centenas de TNOs foram encontrados, com diâmetros variando de 50 a 2.500 quilômetros. Éris, o TNO mais massivo conhecido, foi descoberto em 2005, reacendendo uma antiga disputa na comunidade científica sobre a classificação de grandes TNOs e se objetos como Plutão podem ser considerados planetas. Em 2006, Plutão e Éris foram classificados como planetas anões pela União Astronômica Internacional.


Classificação

De acordo com sua distância do Sol e seus parâmetros orbitais, os objetos transnetunianos (TNOs) são classificados em dois grandes grupos: os objetos do Cinturão de Kuiper (KBOs) e os objetos do disco disperso (SDOs). O diagrama abaixo ilustra a distribuição de objetos transnetunianos conhecidos além da órbita de Netuno a 30,07 UA. Diferentes classes de TNOs são representadas em cores diferentes. A parte principal do Cinturão de Kuiper é mostrada em laranja e azul entre as ressonâncias orbitais 2:3 e 1:2 com Netuno. Plutinos (laranja) são os objetos na ressonância 2:3, incluindo os planetas anões Plutão e Orcus. Os objetos clássicos do Cinturão de Kuiper são mostrados em azul, com os maiores deles, incluindo Haumea, Makemake e Quaoar, na população dinamicamente "quente", em azul claro, e a população dinamicamente "fria", incluindo 486958 Arrokoth, em órbitas de baixa excentricidade agrupadas perto de 44 UA, em azul escuro. O disco disperso pode ser encontrado além do Cinturão de Kuiper, mostrado em cinza e roxo. Esses objetos, incluindo os planetas anões Éris e Gonggong, foram excitados para órbitas excêntricas devido a perturbações gravitacionais de Netuno, resultando em uma concentração de seus periélios na faixa horizontal entre 30 e 40 UA. Alguns objetos desprendidos, como (612911) 2004 XR190, no entanto, possuem periélios mais altos. Os centauros, mostrados em verde, foram perturbados do disco disperso para órbitas que cruzam os planetas externos. Corpos em ambos os grupos podem ser encontrados em ressonâncias de movimento médio com Netuno; estes são representados em vermelho.

Finalmente, objetos transnetunianos extremos são mostrados à direita do diagrama, muitos com órbitas que se estendem por mais de 1000 UA do Sol. Estes podem ser divididos no disco disperso estendido (rosa), incluindo (768325) 2015 BP519, nos objetos distantes destacados (marrom), incluindo 2017 OF201, e nos quatro sednoides conhecidos, incluindo Sedna e 541132 Leleākūhonua.


Distribuição de objetos transnetunianos, com o semieixo maior no eixo horizontal e o periélio no eixo vertical. Objetos dispersos do disco ocupam a ampla região horizontal em cinza e roxo, enquanto objetos em ressonância com Netuno estão em vermelho. Objetos transnetunianos extremos e sednoides estão em rosa, marrom e amarelo. Por fim, o cinturão de Kuiper clássico está em azul.



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17 julho 2026

◙ A Morte do Sol - The Death of the Sun (Parte 3 de 3)

In the previous post I described the book THE DEATH OF THE SUN by John Gribbin, and now I present a video from the excellent channel UNIVERSE DIMENSIONS about the inevitable future of our Sun.



The scene of the Red Giant Sun seen from Titan (Saturn).



The Red Giant Sun seen from a neighboring exoplanet.



VIDEO - The Red Giant Sun Seen From Every Planet in the Solar System - By UNIVERSE DIMENTIONS.


Around 7 billion years from now, the Sun will enter the late phase of its life cycle. Its outer shell will expand as the hydrogen fuel is exhausted. At the peak of the red giant phase, the Sun could reach 200 to 250 times its current size, engulfing Mercury and Venus.

This video presents what the red giant Sun looks like from every planet in our solar system, including the dwarf planets and some nearby alien worlds.


Time Codes

“The Red Giant Sun Seen From Every Planet in the Solar System” by Universe Dimensions

00:00 Intro
00:37 Earth
01:51 Mars
02:52 Ganymede (Jupiter)
04:08 Titan (Saturn)
05:33 Ariel (Uranus)
06:37 Nereid (Neptune)
07:45 Pluto
08:38 Makemake
09:30 Eris
10:12 Neighboring Exoplanet 1
11:08 Neighboring Exoplanet 2


Universe Dimensions (YouTube) Description of the channel



Universe Dimensions - I am subscribed to the channel! - is an active science and education YouTube channel dedicated to transforming complex astronomical, physical, and speculative concepts into immersive visual experiences.

The channel specializes in high-quality 3D animations and cosmic comparisons. Its primary mission statement is to "turn your imagination into realistic visualizations". Instead of relying strictly on dry equations, it uses advanced rendering and spatial storytelling to make difficult scientific theories accessible to a broad audience.


Music of the video

‘Rise Above’
‘Borealis’
‘Machina’
by Scott Buckley
released under CC-BY 4.0. www.scottbuckley.com.au


See: A Morte do Sol - The Death of the Sun (Parte 1 de 3).

See: A Morte do Sol - The Death of the Sun (Parte 2 de 3).



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16 julho 2026

E·V·O·L·U·Ç·Ã·O···H·U·M·A·N·A

EVOLUÇÃO HUMANA

Seja bem-vindo à nossa jornada pelo tempo! No Portal Furnari, preparamos uma cobertura completa sobre a saga da nossa espécie com a série especial Evolução Humana, dividida em 16 capítulos detalhados.

Ao longo dessa caminhada, você vai explorar desde as origens biológicas mais remotas — passando pelos primeiros hominídeos, pelas diversas ramificações de Australopithecus e pelas variadas espécies do gênero Homo, como o Homo erectus e o homem de Neandertal — até compreender como nos consolidamos enquanto Homo sapiens. Para fechar com chave de ouro, a última postagem traz visões fascinantes trazidas por diferentes inteligências artificiais sobre qual poderá ser o futuro da humanidade, abordando tópicos como o transumanismo, a edição genética e a nossa relação com a tecnologia.

Não perca a oportunidade de entender o passado que nos moldou e as perspectivas do amanhã que nos aguarda. Acesse a série completa NOS LINKS ABAIXO sobre a Evolução Humana no Portal Furnari e embarque nessa leitura essencial.



E V O L U Ç Ã O   H U M A N A

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 16 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 15 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 14 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 13 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 12 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 11 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 10 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 9 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 8 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 7 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 6 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 5 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 4 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 3 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 2 de 16)

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 1 de 16)



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BURACO NEGRO / BLACK HOLE

A primeira imagem simulada de um buraco negro, calculada com um computador IBM 7040 usando cartões perfurados de 1960 e feito à mão pelo astrofísico francês Jean-Pierre Luminet em 1978.





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15 julho 2026

VAN HALEN - LIVE 1978

VAN HALEN - LIVE 1978



Van Halen Live in 1978 (Unofficial Fan Film).



The following presentation was created for entertainment purposes only. I claim no affiliation with Van Halen, Warner Brothers, or any other copyright holder. This is a project by the fans for the fans.

Here's a fun little project I did on Van Halen's epic 1978 world tour. Ever since rare, unseen Van Halen footage leaked online last year, I saw a big opportunity to do what no one has done with Van Halen before: combine videos from their 1978 world tour ranging from 8mm to pro shot footage into one show, synching it to audio from London. You may see portions of footage being repeated here and there because certain portions of songs weren't being filmed in any city. I could only get up to songs from the first album, meaning that DOA and Bottoms Up are not in this, for those of you who know the '78 setlist well enough. Either way, hope you guys enjoy.


Credit to

James Vega for most of the Van Halen footage

Fresno Media Restoration for the Fresno footage specifically

VanHalenStore.com for the London audio


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14 julho 2026

Just PHIL HILL

PHIL HILL

Phil Hill was a legendary American racing driver and the first U.S.-born pilot to win the Formula One World Championship, achieving this historic title in 1961 with Scuderia Ferrari.

Born in Miami and raised in California, Hill was highly respected for his analytical driving style, deep mechanical empathy for his machinery, and exceptional courage under wet and treacherous racing conditions. He also stands as one of the greatest endurance racing icons in motorsport history.


Phil Hill - Ferrari 156 - 1961.


Phil Hill and Olivier Gendebien win 1961 24 hours of Le Mans in Ferrari 250TR/61.


 

Phil Hill Reveals the 5 Greatest Formula 1 Drivers of All Time.


Major Career Highlights

1961 Formula One World Champion: Secured his historic title driving for Ferrari. The championship, however, was marred by tragedy at the Italian Grand Prix in Monza, where his teammate and title rival, Count Wolfgang von Trips, was fatally injured.

Three-time 24 Hours of Le Mans Winner: Won the legendary French endurance race in 1958, 1961, and 1962, partnering with Belgian driver Olivier Gendebien for Ferrari.

Three-time 12 Hours of Sebring Winner: Took the top spot on the podium in 1958, 1959, and 1961.

Endurance Triple Crown: By winning the 24 Hours of Daytona in 1964 with the NART team, he became the first driver to complete the triple crown of sports car endurance racing (Le Mans, Sebring, and Daytona).


Formula One Career Statistics

Active Seasons: 1958 - 1966

Grand Prix Starts: 49 (53 entries)

World Championships: 1 (1961)

Race Wins: 3

Podiums: 16

Pole Positions: 6

Fastest Laps: 6


After leaving Ferrari at the end of 1962 due to team internal conflicts, Hill drove for smaller outfits like ATS and Cooper before officially retiring from racing in 1967. Post-retirement, he enjoyed a highly successful second career in car restoration in California and worked as an automotive journalist. Phil Hill passed away in 2008 at the age of 81 due to complications from Parkinson's disease.



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