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THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE -  CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....

29 julho 2026

Formula 1 Dutch Grand Prix 1973

Formula 1 1973 Dutch Grand Prix



Zandvoort, Holanda - Grande Prêmio dos Países Baixos de Fórmula 1 de 1973.


Roger Williamson

O acidente fatal do piloto britânico Roger Williamson ocorreu em 29 de julho de 1973, durante a oitava volta do Grande Prêmio da Holanda, no circuito de Zandvoort. O evento entrou para a história do automobilismo como uma das tragédias mais agonizantes e escandalosas devido à precariedade e à omissão das equipes de socorro na época.


A Causa do Acidente

Williamson, que disputava apenas a sua segunda corrida na Fórmula 1 pela equipe March, sofreu um estouro no pneu dianteiro direito (algumas fontes mencionam o pneu traseiro) enquanto trafegava a mais de 230 km/h. O monoplaza perdeu o controle, colidiu violentamente contra o guardrail, capotou e foi arrastado de cabeça para baixo por cerca de 300 metros, incendiando-se por causa do rompimento do tanque de combustível.


O Heroísmo Solitário de David Purley

Williamson não sofreu lesões graves com o impacto inicial e permaneceu totalmente consciente, mas ficou preso sob o carro em chamas. O também piloto britânico David Purley, que vinha logo atrás, estacionou seu carro do outro lado da pista e correu desesperadamente em direção ao fogo para salvar o colega.



David Purley tentando salvar Roger Williamson.



GP da Holanda de 1973, completo. Aos 11 min. e 35 seg. do vídeo acontece o acidente de Roger Williamson. Em 01 hor. 31 min. 07 seg. começa uma entrevista com o piloto Henry Pescarolo sobre o acidente de Williamson.


O esforço solitário de Purley foi marcado pelo desespero

Tentativa física: Purley tentou desvirar o March sozinho diversas vezes enquanto ouvia os gritos de socorro de Williamson.

Combate ao fogo: Ele tomou o extintor de um dos fiscais de pista e tentou aplacar as chamas, mas o equipamento era pequeno demais.

Súplica por ajuda: Purley gesticulava e gritava pedindo o auxílio dos fiscais e do público, mas ninguém se moveu.


A Inércia dos Fiscais e da Organização

A atuação das autoridades da prova foi amplamente criticada e expôs uma sucessão de falhas organizacionais absurdas.

Falta de trajes e equipamentos: Os fiscais de pista na curva não vestiam roupas antichama e não possuíam treinamento adequado para agir.

Confusão na pista: Como Purley estava de pé tentando salvar o companheiro, a direção da prova e os outros competidores pensaram que o piloto acidentado já estava fora do cockpit e em segurança.

A corrida continuou: O diretor da prova não interrompeu a corrida. Ele alegou falta de comunicação por rádio com aquele trecho e assumiu que a fumaça vinha de pneus queimados pela torcida.

Atraso dos bombeiros: O caminhão de bombeiros oficial levou 8 minutos para chegar ao local, cruzando a pista no sentido contrário enquanto os carros de Fórmula 1 ainda corriam em alta velocidade.


O Desfecho Técnico

Quando o incêndio foi finalmente controlado, Roger Williamson já havia falecido. A autópsia revelou que o piloto de 25 anos não sofreu queimaduras fatais no corpo, vindo a falecer puramente por asfixia provocada pela inalação de fumaça tóxica. Purley foi retirado da pista à força pelas autoridades, completamente desolado. Pelo seu ato de bravura extrema, ele foi condecorado posteriormente com a George Cross (a maior honraria civil do Reino Unido por coragem).

A tragédia serviu como um severo divisor de águas na segurança do esporte. A partir desse episódio, a FIA tornou obrigatório o uso de macacões antichamas para os fiscais de pista, criou equipes médicas de intervenção rápida e reformulou os protocolos de paralisação de corridas em acidentes com fogo.



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NGC 5679 Group

NGC 5679


NGC 5679 (also popularly known as Arp 274) is an impressive triplet of galaxies located approximately 400 million light-years from Earth, in the direction of the constellation Virgo (theskylive.com). Although at first glance they appear to be violently colliding, astronomical studies suggest that they may be at slightly different distances and only partially overlapping in our line of sight. 



NGC 5670, otherwise known as Arp 274, with the individual galaxies labled.


Components of the Triplet 

The cluster extends for approximately 200,000 light-years and is composed of three distinct galaxies cataloged by Halton Arp's Atlas of Peculiar Galaxies. 

Central Galaxy (NGC 5679B / MCG+1-37-35): It is the largest component of the group. This is a spiral galaxy (possibly barred) that exhibits its shape and arms virtually intact, reinforcing the theory that there is no strong destructive gravitational interaction between them. 

Right Galaxy (NGC 5679A / MCG+1-37-34): A spiral galaxy classified as having a high starburst rate. Its spiral arms are filled with bright blue clusters full of young stars. 

Left Galaxy (NGC 5679C): The smallest and most compact of the three. Despite its small size, it also shows strong evidence of new star formation activity. 


Key Astronomical Features: 

Historical Discovery: The main structure was originally discovered by the German-British astronomer William Herschel on May 12, 1793. 

Star Nursery: High-resolution images captured by the NASA/ESA Hubble Space Telescope reveal bright blue knots (young stars) scattered throughout the galactic arms and pink nebulae illuminated by star birth. 

Foreground Stars: Near the galaxy on the right, two very bright stars can be seen. They are not part of the triplet; they are foreground stars belonging to our own galaxy, the Milky Way.


Speed

Redshift measurements of the three galaxies give these radial velocity values, from left to right: 7483, 8654, and 7618 km/s. The relatively high redshift for the center galaxy means that it is much farther away - about 65 million light years (20 megaparsecs) behind the other two galaxies. Thus, the center galaxy is likely a background object. The NGC 5679 group was previously thought to be interacting gravitationally, however the newer Hubble image seems to confirm suspicions that the center galaxy is not interacting, as the galaxy arms are not distorted like typical interacting galaxies.


Supernovae

One supernova has been observed in NGC 5679: SN 1982D (type unknown, mag. 18) was discovered by Halton Arp and Jack W. Sulentic on 23 March 1982.


Characteristics of the NGC 5679 Group






Key Highlights

Partial Optical Illusion: Although listed as an interacting system by Halton Arp, velocity data suggests the central galaxy might lie at a slightly different distance, making the triplet a line-of-sight overlap rather than a violent merger.

Active Star Nurseries: Hubble Space Telescope imagery shows that the vibrant blue knots in the spiral arms are massive clusters of young stars, all less than 10 million years old.



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28 julho 2026

800.000 ACESSOS AO PORTAL FURNARI

Selo de 800.000 acessos



PORTAL FURNARI


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PALEONTOLOGIA (Parte 4 de 4)

PALEONTOLOGIA (Volume 3)



Volume 3: 430 páginas.


Volume 3: Conceitos e Métodos


O último volume concentra-se nas formas de vida macroscópicas que capturam o imaginário popular, além da flora que moldou a atmosfera e as paisagens terrestres ao longo das eras.

Paleovertebrados: Detalha a evolução dos animais com coluna vertebral. Abrange desde os primeiros peixes paleozoicos, passando por anfíbios primitivos, répteis basais, os icônicos dinossauros e crocodilomorfos (grandes especialidades de pesquisa do próprio editor Ismar Carvalho), até as aves e a irradiação dos mamíferos.

Paleobotânica: Analisa a transição das plantas para o meio terrestre, cobrindo briófitas, pteridófitas, o surgimento das gimnospermas e a posterior dominância das angiospermas (plantas com flores). Também aborda materiais orgânicos derivados, como o âmbar.

Icnologia: Estuda os registros de atividade biológica preservados, conhecidos como icnofósseis (pegadas, pistas de caminhada, marcas de mordidas e escavações), fundamentais para entender o comportamento de animais extintos.



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PALEONTOLOGIA (Parte 3 de 4)

PALEONTOLOGIA (Volume 2)



Volume 2: 532 páginas.


Volume 2:
Microfósseis e Paleoinvertebrados

O segundo volume é dedicado aos grupos de organismos que mais frequentemente deixam vestígios abundantes no registro rochoso, sendo vitais para a indústria de combustíveis fósseis (como o petróleo) e análises paleoambientais.

Micropaleontologia: Destrincha os microfósseis, incluindo foraminíferos, radiolários, ostrocodos e palinomorfos (pólen e esporos), fornecendo as chaves para entender climas antigos e ecossistemas marinhos profundos.

Paleoinvertebrados: Faz uma varredura sistemática pelos grandes filos de invertebrados extintos ou com longa história evolutiva. Inclui artrópodes (como os trilobitas), moluscos (como as amonitas), braquiópodes, equinodermos e cnidários (corais).

Análise de Bacias: Conecta esses organismos ao estudo de depósitos específicos e jazigos fossilíferos do Brasil, auxiliando na compreensão de ecossistemas costeiros e marinhos do passado geológico nacional.


27 julho 2026

PALEONTOLOGIA (Parte 2 de 4)

PALEONTOLOGIA (Volume 1)



Volume 1: 734 páginas.


Volume 1: Conceitos e Métodos


Este volume serve como a base teórica e procedimental indispensável para qualquer estudante ou pesquisador da área. Ele foca em explicar o que é a ciência, como ela se estruturou e quais ferramentas estruturam a investigação empírica de campo e laboratório.

Histórico da Ciência: Contextualiza a evolução do pensamento paleontológico, com capítulos voltados especificamente à trajetória das pesquisas no cenário nacional.

Processos de Fossilização: Aborda detalhadamente a Tafonomia, o estudo de como os organismos morrem, se decompõem, são soterrados e se transformam em fósseis.

Aplicações Geológicas: Ensina a utilização de fósseis como ferramentas essenciais para a Bioestratigrafia (datação de camadas de rochas) e a Paleobiogeografia (reconstrução da distribuição geográfica antiga dos continentes e mares).

Prática Laboratorial e Curadoria: Orienta sobre as técnicas adequadas para a coleta de campo, preparação técnica dos blocos de rocha e os procedimentos éticos e organizacionais de curadoria em museus e coleções científicas.




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26 julho 2026

PALEONTOLOGIA (Parte 1 de 4)

PALEONTOLOGIA


A coletânea "Paleontologia - volumes 1, 2 e 3", editada pelo renomado paleontólogo brasileiro Ismar de Souza Carvalho, é considerada a principal obra de referência acadêmica e didática sobre o tema no Brasil. Publicada pela Editora Interciência, sua terceira edição divide-se em três volumes fundamentais que mapeiam os 3,8 bilhões de anos de história geológica da vida na Terra.


PALEONTOLOGIA - Volumes 1, 2 e 3:

Sinopse: Desde o surgimento da vida na Terra, as adaptações, transformações e inovações demonstradas pelos organismos, evidenciam-nos fenômenos e uma temporalidade que em muito transcende a dimensão da existência humana, marcada pelo surgimento e desaparecimento de continentes, bem como catástrofes ecológicas que levaram à extinção incontáveis espécies animais e vegetais. A presente edição do livro Paleontologia apresenta os diversos grupos que existiram no últimos 3,8 bilhões de anos, além dos contextos geológico e paleobiológico em que se inseriam.

PALEONTOLOGIA (3ª edição 2010) encontra-se dividido em três volumes. O primeiro abrange os conceitos e métodos para o estudo dos fósseis. No segundo volume encontram-se aspectos relativos aos Paleoinvertebrados e Microfósseis. Já o terceiro volume apresenta os Paleovertebrados e a Paleobotânica.

Estes livros, contam-nos a instigante história geológica da vida. Tratam-se de obras destinadas a todos aqueles que desejam ampliar seus conhecimentos sobre a diversidade e transformações pelas quais passou o mundo orgânico no decurso do tempo profundo.




Algumas das ilustrações contidas nos livros.


Formato 21x28 cm, BROCHURA:

          - Vol. 1: 734 páginas;

          - Vol. 2: 532 páginas;

          - Vol. 3: 430 páginas.

Total: 1.696 páginas.



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25 julho 2026

Ilíada e Odisseia em prosa

Ler a Ilíada e a Odisseia em prosa é uma escolha que equilibra acessibilidade e perda de ritmo poético original. Originalmente compostos como longos poemas épicos cantados em versos (hexâmetros datílicos), esses clássicos de Homero ganham uma dinâmica totalmente diferente quando transpostos para o formato de romance ou narrativa contínua.




Vantagens da Prosa

Fluidez na leitura: Elimina as barreiras da métrica rígida e da inversão sintática da poesia antiga.

Foco no enredo: Facilita o acompanhamento das tramas complexas, como os cinquenta dias finais da Guerra de Troia na Ilíada ou os dez anos de retorno de Ulisses na Odisseia.

Porta de entrada: Funciona perfeitamente para estudantes e leitores iniciantes que se sentem intimidados pelo formato em verso.


Desvantagens da Prosa

Perda da musicalidade: O texto perde os recursos sonoros criados para a tradição oral e a performance pública.

Repetições exaustivas: Fórmulas fixas como "Atena dos olhos cinzentos" ou "o mar escuro como vinho", que ajudavam os poetas antigos a memorizar e rimar, perdem o sentido estético e podem parecer redundantes na prosa.

Distanciamento do épico: A grandiosidade trágica do gênero épico original é atenuada, aproximando a obra de um romance de aventura comum.


Sequência indicada

A sequência recomendada depende do seu objetivo de leitura, pois a ordem cronológica dos fatos é diferente da ordem em que as obras foram escritas.


1. Ordem de Publicação (Recomendada)

Esta é a sequência tradicional e a mais indicada para a leitura:

1º: Ilíada (Foco na Guerra de Troia)

2º: Odisseia (Foco no retorno para casa)

A Odisseia pressupõe que o leitor já conhece os heróis, os deuses e os acontecimentos da guerra descritos na Ilíada. O impacto psicológico do retorno dos guerreiros só faz sentido após testemunhar a brutalidade do combate no primeiro livro.


2. Ordem Cronológica dos Fatos (Para contextualização)

Acompanha a linha do tempo linear dos mitos gregos, a ordem se expande:

Guerra de Troia (Mito): O rapto de Helena e o início do cerco (não narrados na Ilíada).

Ilíada: Narra apenas algumas semanas do último ano da guerra.

A Queda de Troia: O Cavalo de Troia e a destruição da cidade (narrados brevemente na Odisseia e detalhados na Eneida de Virgílio).

Odisseia: Os 10 anos de viagem de Ulisses de volta para Ítaca.




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24 julho 2026

TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS (Parte 4 de 4)

Tabela Periódica Espiral de Baumhauer

Um exemplo particularmente notável é a espiral de Heinrich Baumhauer, publicada em 1870, com o hidrogénio no centro e elementos com massa atómica crescente a girar para fora. Os elementos que caem em cada um dos raios da roda partilham propriedades comuns, assim como aqueles numa coluna (ou grupo) na tabela de hoje.




A Tabela Periódica Espiral de Baumhauer, criada pelo químico alemão Heinrich Baumhauer em 1870, foi uma das primeiras tentativas de organizar os elementos químicos em um formato helicoidal ou espiral.


A Espiral de Heinrich Baumhauer original foi proposta em 1870 pelo químico alemão Heinrich Adolph Baumhauer como uma alternativa geométrica para organizar os elementos químicos. Ela posicionava o hidrogênio no centro e distribuía os demais elementos para fora em ordem crescente de massa atômica, alinhando propriedades semelhantes ao longo de raios ou raias da roda.




Hidrogênio no centro.


Características Principais

Eixo de Massa Atômica: Os elementos eram posicionados ao longo de uma linha espiral contínua em ordem crescente de peso atômico.

Alinhamento de Afinidade: Elementos com propriedades químicas semelhantes (da mesma família) ficavam alinhados verticalmente nos raios da espiral.

Periodicidade Visual: O aumento do raio da espiral representava visualmente o início de um novo período químico.

Embora o modelo histórico original de Baumhauer não tenha sido oficialmente "atualizado" pela comunidade científica moderna (já que o padrão internacional adotado universalmente foi o formato horizontal de Alfred Werner e as convenções da IUPAC), o conceito de tabela periódica em espiral evoluiu de forma moderna e atualizada através de outras formulações científicas baseadas na mesma lógica


Evoluções Modernas do Formato em Espiral

Tabela Periódica Espiral de Theodor Benfey (1964): É considerada a evolução direta mais famosa das tabelas circulares. Ela posiciona os elementos em uma espiral contínua a partir do hidrogênio, criando "braços" que agrupam os elementos pelas propriedades químicas atuais, abrindo espaço para acomodar perfeitamente os metais de transição e os lantanídeos/actinídeos (elementos de transição interna).

A "Forma Atômica" de Philip Strong (1959/1985): Um arranjo em círculos concêntricos e espirais que atualizou os modelos antigos tridimensionais ou radiais, correlacionando o arranjo geométrico diretamente com a moderna estrutura de camadas eletrônicas dos átomos.

Abordagens Contemporâneas de Design: Softwares de química e cientistas de dados frequentemente recriam o modelo radial de Baumhauer utilizando os 118 elementos químicos conhecidos da atualidade e ordenando-os pelo número atômico (e não pela massa atômica, que era o critério falho de 1870), o que corrige distorções com elementos como o Argônio e o Potássio.





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23 julho 2026

TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS (Parte 3 de 4)

A TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS de Alfred Werner e a de Charles Janet

No início do século XX, a tabela estabeleceu-se num formato horizontal, como a versão aparentemente contemporânea de Alfred Werner em 1905. Pela primeira vez, os gases nobres apareceram na sua posição à direita da tabela. Werner também deixou lacunas para futuras descobertas, embora tenha exagerado nas previsões, com sugestões de elementos mais leves que o hidrogénio, bem como um entre o hidrogénio e o hélio (que não existem).



Criada pelo químico suíço Alfred Werner em 1905 (ganhador do Nobel), foi uma das primeiras tentativas de integrar as "terras raras" (lanthanídeos) diretamente no corpo principal da tabela. Formato expandido: É uma tabela de formato longo que elimina a necessidade de colocar blocos separados no rodapé. Foco químico: Agrupa os elementos com base em suas semelhanças de valência e afinidade química, antecipando a tabela moderna de 18 colunas. Transição: Conecta claramente os elementos de transição interna com o restante da tabela.


Uma versão particularmente influente foi a de Charles Janet, de 1928. Ele adotou a abordagem de um físico para a tabela, usando uma teoria quântica recém-descoberta para criar um layout baseado em configurações de elétrons. A tabela resultante é até hoje privilegiada por muitos físicos. Curiosamente, Janet também forneceu espaço para elementos até ao número 120, apesar de apenas 92 serem conhecidos na época. Estamos agora com 118.



Tabela de Janet (Left-Step Periodic Table) - Criada pelo engenheiro francês Charles Janet em 1928, esta tabela organiza os elementos estritamente pela ordem de preenchimento dos orbitais atômicos (Regra de Madelung). Posição do Hélio: O Hélio (He) fica no topo do bloco s, logo acima do Berílio (Be), e não com os gases nobres. Blocos à esquerda: Os blocos de elementos são movidos para a esquerda na ordem inversa: f, d, p, s. Ordem perfeita: Não há quebras na sequência do número atômico; ela flui perfeitamente de acordo com a mecânica quântica. Estética: É ideal para físicos, pois reflete perfeitamente a estrutura do núcleo e dos elétrons.


A organização proposta pelo francês Charles Janet em 1928 é a alternativa mais aceita à proposta de Mendeleev. Janet rearranjou os elementos segundo o seu preenchimento orbital, ou seja, a probabilidade de encontrar um elétron a uma determinada distância do núcleo de um átomo.

Os blocos são lidos da direita para a esquerda (a tabela também é conhecida como “left-step”, ou passo à esquerda). Em cada linha, a soma dos números quânticos principal e secundário corresponde a um valor constante.



A tabela em blocos proposta por Charles Janet (Foto: Wikicommons).




Comparações.



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22 julho 2026

TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS (Parte 2 de 4)

A Tabela Periódica de Otto Theodor Benfey, criada em 1964, é uma representação alternativa do sistema periódico dos elementos químicos em formato de espiral bidimensional.




Tabela Periódica de Theodor Benfey.


Diferente do modelo tradicional em blocos, ela organiza os elementos em uma linha contínua que acompanha o aumento do número atômico, eliminando as quebras artificiais de linhas da tabela padrão.


Características Principais

Formato de caracol: Os elementos partem do Hidrogênio no centro e expandem-se para fora.

Projeções externas: Possui protuberâncias (como penínsulas) para acomodar os metais de transição, lantanídeos e actinídeos.

Previsão espacial: Deixa espaços abertos para os elementos que ainda não haviam sido descobertos (como os superactinídeos).


Vantagens e Objetivos

Continuidade: Mostra claramente a transição suave entre os períodos químicos.

Relações de grupo: Mantém os elementos com propriedades semelhantes alinhados em raios da espiral.

Didática: Foi desenvolvida para ajudar estudantes a visualizarem a periodicidade de forma mais intuitiva e menos fragmentada.


Diferenças Estruturais

A tabela de Otto Benfey (espiral) rompe com o modelo tradicional de Mendeleev (linhas e colunas) em três pontos estruturais principais:


1. Continuidade vs. Fragmentação

Tradicional: Usa quebras de linha artificiais. O hélio (He, número atômico fica isolado na ponta direita e o lítio (Li, 3) recomeça na extrema esquerda.

Benfey: É uma corda contínua. Os elementos seguem uma ordem numérica direta e ininterrupta, sem saltos visuais.


2. Integração dos Lantanídeos e Actinídeos

Tradicional: Isola essas duas séries em blocos separados na parte inferior da folha para economizar espaço físico.

Benfey: Integra esses elementos organicamente no fluxo principal por meio de "penínsulas" ou alças que saem da espiral e depois retornam a ela.


3. Geometria dos Grupos e Famílias

Tradicional: Alinha elementos com propriedades semelhantes (famílias) em colunas verticais rígidas.

Benfey: Alinha as famílias quimicamente semelhantes ao longo de raios (linhas imaginárias que partem do centro para as bordas da espiral).



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21 julho 2026

TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS (Parte 1 de 4)

A Tabela Periódica de Mendeleev

A tabela periódica original foi criada pelo químico russo Dmitri Mendeleev em 1869. Ela organizava os 63 elementos químicos conhecidos na época com base em suas massas atômicas crescentes e em suas propriedades químicas semelhantes.

Diferente da versão atual, a primeira versão de Mendeleev era organizada de forma vertical (as linhas eram os grupos com propriedades parecidas) e continha vários espaços vazios, deixados propositalmente para elementos que ele previu que seriam descobertos no futuro (como o gálio e o germânio).


Estrutura Simplificada da Tabela de 1869

Abaixo está uma representação adaptada de como Mendeleev organizou os elementos em seu manuscrito original ("Ensaio de um Sistema de Elementos Baseado em seus Pesos Atômicos e Afinidades Químicas"):





O químico russo Dmitri Mendeleev criou a primeira versão da tabela periódica em 1º de março de 1869. Ele organizou os 63 elementos químicos conhecidos na época em ordem crescente de seus pesos atômicos, deixando espaços vazios para elementos que ainda seriam descobertos.


Principais Características da Tabela Original

Organização por Massa: Os elementos ficavam em ordem crescente de peso atômico.

Previsão de Elementos: Mendeleev deduziu as propriedades de elementos invisíveis para a ciência da época apenas observando os "buracos" na lógica de sua tabela.

Inversões Intuitivas: Quando a massa atômica não batia com a propriedade do elemento, Mendeleev priorizava a propriedade química (mudando o elemento de posição), prevendo corretamente que a massa medida na época estava errada.

Ausência de Gases Nobres: Elementos como Hélio (He) e Argônio (Ar) não constavam na primeira versão porque ainda não haviam sido descobertos.


Previsões de Mendeleev

Mendeleev previu com precisão impressionante a existência e as propriedades de vários elementos usando o prefixo sânscreto "Eka" (que significa "um" ou "primeiro"), indicando que o novo elemento estaria uma posição abaixo do elemento conhecido na mesma coluna.

Os três casos mais famosos e que consagraram a tabela periódica no mundo científico foram:


1. Eka-Alumínio (Descoberto como Gálio)

A previsão: Mendeleev previu um elemento logo abaixo do alumínio, com massa atômica próxima a 68 e baixa temperatura de fusão.

A descoberta: Em 1875, o químico francês Paul-Émile Lecoq de Boisbaudran descobriu o Gálio (Ga) (massa atômica 69,7). O metal literalmente derrete na palma da mão, confirmando a previsão.


2. Eka-Boro (Descoberto como Escândio)

A previsão: Um elemento com massa atômica em torno de 44, posicionado logo após o cálcio.

A descoberta: Em 1879, o químico sueco Lars Fredrik Nilson isolou o Escândio (Sc) (massa atômica 44,9), cujas propriedades químicas batiam perfeitamente com o Eka-Boro.


3. Eka-Silício (Descoberto como Germânio)

A previsão: Mendeleev previu um elemento cinza-escuro abaixo do silício, com massa atômica de 72 e alta densidade.

A descoberta: Em 1886, o alemão Clemens Winkler descobriu o Germânio (Ge) (massa atômica 72,6). As propriedades medidas em laboratório eram quase idênticas às que Mendeleev havia calculado no papel anos antes.




Descoberta e inserção dos gases nobres

A descoberta dos gases nobres foi um dos maiores desafios para a tabela de Mendeleev. Como eles são quimicamente inertes (não reagem com outros elementos) e incolores, eles eram completamente invisíveis para a química do século XIX.

A existência deles não foi prevista por Mendeleev, o que inicialmente ameaçou desmoronar toda a lógica da sua lei periódica.


A Descoberta Espacial e Terrestre

Hélio (He - 1868): Foi descoberto no Sol antes de ser encontrado na Terra. O astrônomo Pierre Janssen e o cientista Norman Lockyer analisaram a luz solar durante um eclipse e viram uma linha amarela desconhecida.

Argônio (Ar - 1894): O físico Lord Rayleigh e o químico William Ramsay perceberam que o nitrogênio extraído do ar era mais pesado que o nitrogênio obtido por reações químicas. Eles isolaram o resíduo e descobriram o Argônio (do grego argos, que significa "preguiçoso" ou "inativo").

A Explosão de Descobertas (1895-1898): Ramsay percebeu que o argônio não estava sozinho. Em poucos anos, ele isolou o Hélio na Terra (a partir de minerais de urânio) e descobriu o Criptônio (Kr), Neônio (Ne) e Xênon (Xe) destilando o ar líquido.


O Impasse e a Solução de Mendeleev

Quando o Argônio foi descoberto com massa atômica próxima a 40, a comunidade científica entrou em pânico. Não havia espaço para ele na tabela original. Se o colocassem junto ao Potássio (39) ou ao Cálcio (40), a lógica das propriedades químicas seria destruída.

Mendeleev inicialmente rejeitou a descoberta, sugerindo que o argônio era apenas uma molécula pesada de nitrogênio N3. No entanto, Ramsay propôs uma solução genial: os gases nobres não estragavam a tabela, eles criavam uma nova coluna.

Em 1900, Mendeleev viajou a Londres, reuniu-se com Ramsay e aceitou a evidência. Ele redesenhou sua tabela adicionando o "Grupo 0" (à esquerda do Grupo I ou à direita da tabela, dependendo da versão).




Por que a inserção foi perfeita?

A modificação acabou se tornando a maior prova de força da lei periódica. Em vez de quebrar o sistema, a inserção do Grupo 0:


Serviu como uma ponte perfeita entre os elementos altamente eletronegativos (Halogênios, como F e Cl) e os altamente eletropositivos (Metais Alcalinos, como Li e Na).

Permitiu que Ramsay e Mendeleev previssem a existência do Neônio, Criptônio e Xênon antes mesmo de isolá-los, preenchendo o novo grupo por completo.


Tabela Periódica dos Elementos atual



A Tabela Periódica dos Elementos como está hoje.



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20 julho 2026

EXTRAÇÃO DE RAÍZES - MÉTODO DE NEWTON (Parte 1 de 3)

RAIZ QUADRADA

Vamos começar por extração de RAIZ QUADRADA.

Por exemplo, o cálculo da raiz quadrada do número 37 com 3 casas decimais, que é 6,083 (na calculadora).


 



Método de Newton

Para encontrar esse valor utilizando o método de Newton (também conhecido como método das aproximações sucessivas ou fórmula de recorrência de Newton-Raphson para raízes quadradas), utilizamos a seguinte fórmula de iteração:

 

 

Onde S = 37 é o número do qual queremos extrair a raiz.

 

1. Definir aproximação inicial

Escolhemos um número cujo quadrado seja o mais próximo possível de 37. Como 62 = 36, o número 6 é uma excelente aproximação inicial x0 = 6.


2. Calcular primeira iteração

Substituímos x0 = 6 na fórmula para obter x1:

 

 

3. Calcular segunda iteração

Substituímos o valor fracionário de x1 na fórmula para obter x2:

 


 

Como a diferença entre as duas últimas iterações já é menor que 0,001, podemos interromper o processo. Arredondando para 3 casas decimais, o valor se estabiliza em 6,083.

 

Resultado Final

A raiz quadrada de 37 extraída pelo método de Newton com precisão de 3 casas decimais é igual a 6,083.



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Abordagem Gráfica

O método de Newton (também conhecido como método de Heron ou método babilônico) usa retas tangentes geométricas para gerar aproximações sucessivas. Ele encontra a raiz quadrada de um número a ao resolver a equação

 

 

usando aproximações repetidas:

 

 

Para visualizar este método passo a passo:

 


O Algoritmo

A fórmula matemática utilizada para refinar a cada etapa é:

 

 

Onde:

 

 

 

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