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BRAVE NEW WORLD / ADMIRÁVEL MUNDO NOVO / UN MUNDO FELIZ (Part 2 of 2)

THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE -  CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....

17 junho 2026

STARS WITH RESOLVED IMAGES - 2026

List of stars with resolved images (2026)


The following is a list of stars with resolved images, that is, stars whose images have been resolved beyond a point source. Aside from the Sun, observed from Earth, stars are exceedingly small in apparent size, requiring the use of special high-resolution equipment and techniques to image. For example, Betelgeuse, the first star other than the Sun to be resolved, has an angular diameter of only 50 milliarcseconds (mas).









Wikipedia.



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16 junho 2026

ZERO ABSOLUTO

Zero Absoluto e além


O zero absoluto é a temperatura limite inferior do universo, equivalente a 0 Kelvin, -273,15 °C ou -459,67 °F. Nessa marca teórica, a energia térmica de um sistema atinge o seu valor mínimo e o movimento clássico dos átomos cessa por completo.
Embora o termo "absoluto" sugira uma barreira intransponível, a física moderna revela fenômenos impressionantes que acontecem exatamente nesse limite e até "além" dele.

O Bloqueio Quântico: Por que não podemos chegar ao 0 K?
Na física clássica, os átomos parariam totalmente no zero absoluto. No entanto, as leis do universo microscópico ditam regras diferentes:
  • Princípio da Incerteza de Heisenberg: Este princípio afirma que é impossível determinar simultaneamente a posição e o momento (velocidade) exatos de uma partícula. Se um átomo parasse perfeitamente, saberíamos sua velocidade (zero) e sua posição, violando a lei quântica.
  • Energia de Ponto Zero: Devido a essa restrição, mesmo no zero absoluto, os átomos retêm uma vibração residual mínima inevitável.
  • A Terceira Lei da Termodinâmica: Matematicamente, resfriar um objeto exige transferir calor para algo ainda mais frio. Como não existe nada abaixo de zero absoluto na termodinâmica convencional, alcançar o 0 K exato exigiria um número infinito de etapas e energia.
Cientistas em laboratórios avançados já alcançaram temperaturas na casa dos picos Kelvin (trilionésimos de grau acima de zero), mas o limite exato permanece inacessível. Na natureza, o local mais frio conhecido é a Nebulosa de Bumerangue, que opera a cerca de -272 °C (1 Kelvin).

O Além: Temperaturas Negativas Absolutas
Ir "além" do zero absoluto não significa congelar algo ainda mais. Em sistemas quânticos específicos e controlados, físicos conseguiram criar temperaturas Kelvin negativas.
Para entender este conceito, a física redefine a temperatura não como mera velocidade, mas pela relação entre a energia e a entropia (o nível de desordem do sistema):
  • Sistemas Normais: Quando você adiciona energia a um sistema convencional (como a água), os átomos se espalham e a desordem (entropia) aumenta.
  • Sistemas Invertidos: Em laboratório, usando lasers e campos magnéticos com átomos de potássio, cientistas alinharam as partículas de forma que elas atingiram um limite máximo de energia. Ao injetar ainda mais energia, o sistema foi forçado a se organizar melhor, fazendo a entropia diminuir à medida que a energia aumentava.
Matematicamente, essa inversão resulta em uma temperatura quântica negativa na escala Kelvin.

O Paradoxo Térmico
O fato mais surpreendente sobre o reino além do zero absoluto é que as temperaturas negativas não são mais frias que o zero absoluto, mas sim extremamente quentes.
Como esses sistemas possuem uma quantidade massiva de energia concentrada e tendem a liberar calor para qualquer objeto normal, eles se comportam como os estados mais quentes já observados no Universo.




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15 junho 2026

14 junho 2026

Demais galáxias do Grupo Local

Demais galáxias do Grupo Local, características físicas e interações gravitacionais


Além dos cinco membros principais, o Grupo Local abriga mais de 50 a 80 galáxias menores. A esmagadora maioria delas é composta por galáxias anãs (esferoidais ou irregulares), caracterizadas por baixa luminosidade, menor quantidade de estrelas e forte dependência gravitacional das gigantes Via Láctea e Andrômeda.


Grupo Local.


Elas funcionam como "fósseis cósmicos", preservando pistas sobre o Universo primitivo.


Satélites da Via Láctea

A nossa galáxia possui dezenas de pequenas galáxias presas em sua teia gravitacional. As principais são:


Galáxia Anã de Sagitário (SagDEG):

* Características: Uma galáxia anã esferoidal elíptica localizada a cerca de 70.000 anos-luz da Terra.

* Interações: Está em processo avançado de canibalismo galáctico. Ela cruza o disco da Via Láctea repetidamente, o que fragmentou sua estrutura e espalhou suas estrelas em longas caudas de maré ao redor da nossa galáxia.


Galáxia Anã de Fornax:

* Características: Uma das maiores anãs esferoidais da Via Láctea, situada a 460.000 anos-luz. Possui seis aglomerados globulares próprios, o que é incomum para seu tamanho reduzido.

* Interações: Segue uma órbita elíptica relativamente estável, mas perde gás progressivamente devido à pressão de arraste do halo de plasma quente da Via Láctea.


Galáxia Anã de Escultor (Sculptor):

* Características: Uma galáxia anã esferoidal dominada por estrelas muito antigas e com baixíssima metalicidade.

* Interações: Praticamente estéril de gás livre; toda a matéria-prima para novas estrelas foi ejetada no passado ou arrancada pelas forças de maré da Via Láctea.


Satélites de Andrômeda (M31)

Andrômeda controla um vasto cortejo de galáxias satélites que mimetiza um "sistema solar em escala galáctica".


Messier 32 (M32):

* Características: Uma galáxia elíptica compacta extremamente densa, localizada a apenas 22.000 anos-luz do centro de Andrômeda.

* Interações: Sofre efeitos de maré severos. Acredita-se que Andrômeda arrancou completamente os braços espirais originais de M32 no passado, deixando para trás apenas o seu núcleo estelar denso e compactado.


Messier 110 (M110):

* Características: Uma galáxia elíptica anã peculiar situada na periferia de Andrômeda. Ao contrário de M32, ela ainda retém alguma poeira e exibe sinais de formação estelar recente.

* Interações: Está vinculada a Andrômeda, mas sua órbita mais distante permitiu que ela mantivesse sua estrutura menos perturbada até o momento.


NGC 147 e NGC 185:

* Características: Um par de galáxias anãs esferoidais distantes que formam um sistema binário gravitacional próprio.

* Interações: Elas orbitam Andrômeda juntas, mas interagem fortemente uma com a outra, gerando distorções em suas distribuições estelares internas. 


Membros Isolados (Galáxias de Campo)

Algumas galáxias habitam as fronteiras do Grupo Local, livres da influência direta das duas grandes espirais.


NGC 6822 (Galáxia de Barnard):

* Características: Uma galáxia irregular barrada semelhante às Nuvens de Magalhães, mas totalmente isolada a 1,6 milhão de anos-luz da Terra.

* Interações: Por não sofrer assédio gravitacional de vizinhas gigantes, ela serve como laboratório ideal para estudar a evolução estelar em ambientes intocados.


IC 10:

* Características: Uma galáxia anã irregular classificada como uma galáxia starburst (com surto de formação estelar).

* Interações: É a única galáxia do Grupo Local com essa característica. Ela abriga uma quantidade massiva de estrelas do tipo Wolf-Rayet altamente instáveis, impulsionada por alguma compressão gravitacional interna ou colapso de nuvens de gás primordiais ainda não totalmente compreendido. 


Dinâmica de Interação Geral


A tabela resume os diferentes papéis dinâmicos desempenhados pelas demais galáxias do grupo.


Andrômeda I

Descoberta na década de 1970, é uma galáxia satélite muito próxima à galáxia principal.

  • Distância: Aproximadamente 2,4 milhões de anos-luz da Terra.
  • Tipo: Galáxia anã esferoidal, conhecida por possuir uma população de estrelas antigas e variáveis.


Andrômeda II

Uma galáxia anã esferoidal que orbita o sistema principal de Andrômeda.

  • Distância: Cerca de 2,22 milhões de anos-luz da Terra.
  • Localização no Céu: Constelação de Peixes.


Andrômeda III

Também descoberta pelo astrônomo Sidney van den Bergh, é uma pequena galáxia satélite constituída essencialmente por estrelas antigas.

  • Distância: A cerca de 2,44 milhões de anos-luz da Terra.
  • Órbita: Faz parte dos corpos que orbitam o sistema de Andrômeda em órbitas que intrigam os astrônomos por parecerem organizadas.



Veja também:



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12 junho 2026

Galaxia do Triângulo, Pequena Nuvem de Magalhães, Grande Nuvem de Magalhães, Andrômeda e Via Láctea

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Análise comparativa das características físicas das cinco galáxias principais do Grupo Local: Galaxia do Triângulo, Pequena Nuvem de Magalhães, Grande Nuvem de Magalhães, Andrômeda e Via Láctea, características físicas.



Via Láctea

A nossa galáxia natal é uma espiral gigante e dinamicamente ativa.

* Tipo: Espiral barrada (SBc).

* Diâmetro: 100.000 anos-luz.

* Massa: 1,5 trilhão de massas solares.

* Estrelas: 100 a 400 bilhões.

* Estrutura: Possui quatro braços espirais principais e um buraco negro supermassivo central (Sagitário A*).


Galáxia de Andrômeda (M31)

A maior galáxia do Grupo Local, em rota de colisão com a Via Láctea.

* Tipo: Espiral barrada (SA(s)b).

* Diâmetro: 220.000 anos-luz.

* Massa: 1,2 trilhão de massas solares.

* Estrelas: Cerca de 1 trilhão.

* Estrutura: Núcleo duplo concentrado e um halo galático massivo com centenas de aglomerados globulares. 


Galáxia do Triângulo (M33)

O terceiro maior membro do grupo, conhecida pela alta taxa de formação estelar.

* Tipo: Espiral regular (SA(s)cd).

* Diâmetro: 60.000 anos-luz.

* Massa: 50 bilhões de massas solares.

* Estrelas: Cerca de 40 bilhões.

* Estrutura: Sem barra central ou bojo proeminente, rica em poeira e maternidades estelares (como a nebulosa NGC 604).


Grande Nuvem de Magalhães (GNM)

Uma galáxia satélite da Via Láctea visível a olho nu no hemisfério sul.

* Tipo: Espiral magalhânica irregular (SBm).

* Diâmetro: 14.000 anos-luz.

* Massa: 10 bilhões de massas solares.

* Estrelas: Cerca de 30 bilhões.

* Estrutura: Barra central distorcida por forças de maré da Via Láctea e abriga a Nebulosa da Tarântula.


Pequena Nuvem de Magalhães (PNM)

Galáxia anã satélite, fortemente fragmentada pela gravidade de suas vizinhas maiores.

* Tipo: Irregular barrada (SB(s)m pec).

* Diâmetro: 7.000 anos-luz.

* Massa: 7 bilhões de massas solares.

* Estrelas: Cerca de 3 bilhões.

* Estrutura: Formato alongado e dividido, com baixa metalicidade (poucos elementos pesados).



Distâncias, interações gravitacionais e órbitas dentro do grupo local

As distâncias, órbitas e interações gravitacionais definem a evolução e o destino final das galáxias do Grupo Local.


Distâncias em Relação à Terra e à Via Láctea

A distribuição espacial dos cinco membros principais varia de satélites muito próximos a vizinhas independentes.

* Grande Nuvem de Magalhães: ~163.000 anos-luz (satélite direta).

* Pequena Nuvem de Magalhães: ~200.000 anos-luz (satélite direta).

* Galáxia de Andrômeda (M31): ~2,5 milhões de anos-luz (independente).

* Galáxia do Triângulo (M33): ~2,7 milhões de anos-luz (satélite de Andrômeda).


Órbitas e Vínculos Gravitacionais

O movimento dessas galáxias é ditado por dois grandes centros de gravidade: a Via Láctea e Andrômeda.

* Subgrupo da Via Láctea: As Nuvens de Magalhães orbitam a Via Láctea em trajetórias excêntricas de longo período.

* Subgrupo de Andrômeda: A Galáxia do Triângulo (M33) está vinculada gravitacionalmente a Andrômeda, orbitando-a a cada poucos bilhões de anos.

* O Centro de Massa: Via Láctea e Andrômeda orbitam um centro de massa comum localizado no espaço entre as duas.


Interações Gravitacionais e Colisões

A gravidade está deformando a estrutura dessas galáxias e moldando o futuro do Grupo Local.

* Corrente de Magalhães: A força gravitacional da Via Láctea arrancou uma enorme ponte de gás hidrogênio das Nuvens de Magalhães.

* Canibalismo Galáctico: A Via Láctea está despedaçando e absorvendo lentamente as periferias gasosas das duas Nuvens de Magalhães.

* Perturbação de Triângulo: A proximidade com Andrômeda distorce o disco de gás e poeira da Galáxia do Triângulo.

* O Destino Final (Lactômeda): Via Láctea e Andrômeda estão se aproximando a 110 km/s. Elas vão colidir e se fundir em uma galáxia elíptica gigante em aproximadamente 4,5 bilhões de anos. M33 provavelmente será integrada nessa nova estrutura ou arremessada para o espaço intergaláctico.



Veja também:



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09 junho 2026

FORMA DO ELÉTRON

Esfericidade do elétron


Nesta representação artística, um elétron orbita o núcleo de um átomo, girando em torno de seu eixo enquanto uma nuvem de outras partículas subatômicas é constantemente emitida e reabsorvida. Várias hipóteses preveem que as partículas ainda não detectadas fariam com que a nuvem tivesse uma forma parecida com uma pera. (Imagem: Nicolle R. Fuller/NSF).


Onde quer que a "nova física" - a realidade da matéria e da energia além do que já compreendemos - esteja se escondendo, ela está muito bem disfarçada.

Depois da decepção com o LHC, mais uma das grandes esperanças de achar indícios de novas partículas acaba de dar em nada.

Físicos mediram a esfericidade do elétron com o mais alto nível de precisão já atingido - e descobriram que ele é teimosamente redondo, com uma redondeza particularmente irritante porque uma pequena variação em sua esfericidade poderia indicar a presença de novas partículas.

O Modelo Padrão da física de partículas descreve a maioria das forças e partículas fundamentais no Universo. O modelo é uma imagem matemática da realidade, e nenhum experimento de laboratório feito até agora conseguiu contradizê-lo. Essa falta de contradição vem intrigando os físicos há décadas.

"O Modelo Padrão, tal como está, não pode estar certo porque não pode prever por que o Universo existe. Se descobríssemos que a forma [do elétron] não era redonda, essa seria a maior manchete da física nas últimas décadas," disse Gerald Gabrielse, membro da colaboração ACME (Advanced Cold Molecule Electron Electric Dipole Moment).


O núcleo do átomo tem formato de pera, mas o elétron continua sendo esférico (Imagem: Liam Gaffney/Peter Butler/Universidade de Liverpool).


Estranha natureza do espaço vazio

Seja o vazio entre as estrelas ou o vazio entre os átomos, os experimentos mostram que, após um exame mais atento, nenhum vácuo é verdadeiramente vazio. Todos os tipos de partículas subatômicas - e suas equivalentes de antimatéria - constantemente entram e saem da existência no vácuo, ou se aniquilam mutuamente ao se chocarem.

Esse ambiente influencia o elétron, com sua carga negativa e sua esfericidade sendo definidas pela constante interação com esse pululante vácuo quântico.

"Um elétron sempre carrega consigo uma nuvem de partículas fugazes, distorções no vácuo ao redor," detalha o professor John Gillaspy, membro da colaboração. "As distorções não podem ser separadas da partícula, e suas interações levam à forma final da carga do elétron, chamada de momento de dipolo elétrico, ou EDM."

Várias teorias - incluindo conceitos como "supersimetria" e "grande unificação" - postulam que algumas partículas subatômicas desconhecidas seriam reveladas se os pesquisadores fossem capazes de olhar atentamente para um elétron e descobrir que sua carga esférica fosse apenas ligeiramente achatada. Isso exigiria uma observação extrema, semelhante a medir uma esfera do tamanho da Terra com uma precisão de alguns átomos de espessura.

Os pesquisadores da colaboração ACME, que já dura uma década, têm essa possibilidade como horizonte de longo prazo, e agora conseguiram melhorar suas observações do elétron em 10 vezes - mas as medições indicam que a pequena "esfera negativa" parece ser perfeitamente redonda.

"O investimento foi relativamente grande e a escala de tempo foi relativamente longa, mas esses novos resultados demonstram que o risco valeu a pena. Quando se trata de medições de precisão, grandes avanços geralmente exigem um espírito ousado e uma grande dose de paciência," justifica-se Gillaspy.


Há outra busca em andamento, pela quarta propriedade do elétron. (Imagem: Forschungszentrum Juelich).


Como medir a esfericidade do elétron

O laboratório ACME usa um processo único que envolve disparar um feixe de moléculas de óxido de tório - 1 milhão de moléculas por pulso, 50 vezes por segundo - em uma câmara do tamanho de uma mesa.

Dentro dessa câmara relativamente pequena, os lasers orientam as moléculas - e seus elétrons - à medida que eles chispam entre duas placas de vidro eletricamente carregadas, localizadas dentro de um campo magnético cuidadosamente controlado.

Os pesquisadores então observam a luz que as moléculas emitem quando são atingidas por um segundo conjunto de lasers de leitura cuidadosamente ajustados. Essa luz revela se a orientação do elétron "torce" durante o voo, como ocorreria se ele fosse achatado.

O Modelo Padrão prevê que a interação com partículas específicas achata levemente a carga dos elétrons, mas o efeito só seria perceptível em uma resolução 1 bilhão de vezes mais precisa do que a ACME atingiu agora. Mas os novos resultados já são precisos o suficiente para descartas algumas partículas pesadas aventadas por teorias emergentes. Essas partículas, se existirem, não teriam as propriedades necessárias para explicar a predominância da matéria sobre a antimatéria no Universo.

"O Modelo Padrão faz previsões que diferem radicalmente de suas [teorias] alternativas e o ACME pode diferenciar entre elas," observou o físico David DeMille. "Nosso resultado diz à comunidade científica que precisamos repensar seriamente algumas dessas teorias alternativas."

Mais esse "vácuo" que os físicos levaram de seus experimentos talvez aumente o interesse em observações de um laboratório natural, que indicou há poucos dias que partículas detectadas na Antártica não se encaixam no Modelo Padrão.


Bibliografia:

Artigo: Improved limit on the electric dipole moment of the electron

Autores: ACME Collaboration

Revista: Nature

Vol.: 562, pages 355-360


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Energia - Elétron é redondoRedação Inovação Tecnológica.



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08 junho 2026

O ESTRANHO CASO DE BETELGEUSE (Part 5 of 5)

BETELGEUSE'S IMAGES



This image, made with the Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), shows the red supergiant Betelgeuse — one of the largest stars known. In the millimeter continuum the star is around 1400 times larger than our Sun. The overlaid annotation shows how large the star is compared to the Solar System. Betelgeuse would engulf all four terrestrial planets — Mercury, Venus, Earth and Mars — and even the gas giant Jupiter. Only Saturn would be beyond its surface. Credit: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O’Gorman/P. Kervella (CC BY 4.0).



Orion's Constelation.



Orion constellation in the sky (Betelgeuse is identified by the marker), a zoom towards Betelgeuse, and the sharpest ever image of this supergiant star, which was obtained with NACO on ESO’s Very Large Telescope., image: ESO, P.Kervella, Digitized Sky Survey 2 and A. Fujii (CC BY 4.0)


This illustration plots changes in the brightness of the red supergiant star Betelgeuse, following the titanic mass ejection of a large piece of its visible surface. The escaping material cooled to form a cloud of dust that temporarily made the star look dimmer, as seen from Earth. This unprecedented stellar convulsion disrupted the monster star’s 400-day-long oscillation period that astronomers had measured for more than 200 years. The interior may now be jiggling like a plate of gelatin dessert. Illustration: NASA, ESA, Elizabeth Wheatley (STScI) (PD)



This artist’s impression shows the supergiant star Betelgeuse as it was revealed thanks to different state-of-the-art techniques on ESO’s Very Large Telescope, which allowed two independent teams of astronomers to obtain the sharpest ever views of the supergiant star Betelgeuse. They show that the star has a vast plume of gas almost as large as our Solar System and a gigantic bubble boiling on its surface. These discoveries provide important clues to help explain how these mammoths shed material at such a tremendous rate. The scale in units of the radius of Betelgeuse as well as a comparison with the Solar System is also provided. Image: ESO/L. Calçada (CC BY 4.0)



Veja também:



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07 junho 2026

O ESTRANHO CASO DE BETELGEUSE (Part 4 of 5)


A simulation of the boiling surface of Betelgeuse.


Betelgeuse é uma estrela supergigante vermelha localizada na constelação de Órion, sendo uma das maiores e mais brilhantes estrelas visíveis a olho nu. Ela marca o "ombro" do caçador mitológico e está na fase final de seu ciclo de vida.

Abaixo está a ficha técnica detalhada da estrela com base nos dados mais recentes da astronomia.


Identificação e Localização

Nome científico: Alpha Orionis (α Orionis).

Constelação: Órion (segunda estrela mais brilhante da região, atrás apenas de Rigel).

Distância da Terra: Aproximadamente 548 a 700 anos-luz.

Tipo espectral: M1-2Ia-ab (Supergigante Vermelha).


Dimensões e Propriedades Físicas

Tamanho/Raio: Cerca de 700 a 764 vezes o tamanho do Sol. Se estivesse no centro do nosso Sistema Solar, ela engoliria as órbitas de Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

Massa: Entre 10 e 20 vezes a massa do Sol.

Luminosidade: Cerca de 7.500 a 14.000 vezes mais brilhante que o Sol em luz visível (e ainda maior no infravermelho).

Idade estimada: Aproximadamente 10 milhões de anos. Apesar de jovem comparada ao Sol (4,6 bilhões de anos), seu tamanho massivo faz com que ela queime seu combustível de forma extremamente rápida.


Comportamento e Dinâmica Cósmica

Estrela Variável: Seu brilho muda constantemente. Ela possui ciclos principais de variação de brilho de cerca de 400 dias e ciclos secundários longos.

O Grande Escurecimento: Entre 2019 e 2020, a estrela sofreu uma queda drástica de brilho que intrigou cientistas. O mistério foi resolvido ao descobrirem que ela "espirrou" uma imensa nuvem de poeira e material de sua superfície, bloqueando temporariamente sua própria luz.

Estrela Companheira: Estudos astronômicos recentes revelaram que Betelgeuse possui uma estrela companheira menor em sua órbita interna, o que ajuda a explicar algumas de suas variações de brilho.


O Destino Final - Supernova

Betelgeuse esgotou o hidrogênio em seu núcleo e está fundindo elementos mais pesados. Por conta disso, ela explodirá em uma supernova.

Modelos matemáticos divergem sobre quando isso vai acontecer: pode levar algumas dezenas de milhares de anos ou ocorrer nas próximas décadas. Quando a explosão acontecer, o evento será tão brilhante que poderá ser visto no céu durante o dia e rivalizará com o brilho da Lua cheia por vários meses. Não há risco para a vida na Terra devido à grande distância de segurança.


Various spatially resolved observations of Betelgeuse. On each image North is up and East to the left. The spatial scale is indicated with a ruler at the bottom right corner of each image. Image inspired by presentations from P. Kervella. (First image) VLT/SPHERE adaptive optics image from January 2019 at 644.9 nm. (Second image) VLT/NACO composite image from 1.04 to 2.17 µm obtained in January 2009. (Third image) VLT/VISIR composite image from December 2019, between 9.81 and 12 µm (https://www.eso.org/public/images/eso2003d/, accessed on 21 April 2025). (Fourth image) Herschel/PACS observations of September 2010 and March 2012 between 70 and 160 µm. ESA/Herschel/PACS.


The rotating Betelgeuse. (Left) UV continuum direct image taken with HST/FOC in March 1995 [8] showing the hot spot and the direction of rotation of the star 


O impacto visual que a explosão da supernova terá no céu da Terra

Quando Betelgeuse finalmente colapsar e explodir, ela proporcionará o maior espetáculo astronômico da história da humanidade.

  • Brilho de Lua Cheia: A explosão gerará uma luminosidade avassaladora. No seu ápice, a supernova brilhará tanto quanto a Lua em quarto crescente ou até mesmo uma Lua cheia concentrada em um único ponto. 

  • Visível de Dia: O ponto de luz será tão intenso que poderá ser facilmente visto a olho nu sob a luz do sol durante o dia por várias semanas. 

  • Projeção de Sombras: À noite, a luz emitida pela explosão será forte o suficiente para projetar sombras na Terra, alterando temporariamente a paisagem noturna do nosso planeta. 

  • Duração do Show: O brilho extremo deve durar de alguns meses a um ano. Depois desse período, a luz começará a enfraquecer gradualmente. 

  • O Desaparecimento: Após o remanescente da explosão se dissipar, o famoso "ombro" da constelação de Órion desaparecerá para sempre do nosso mapa estelar.


Fotos diretas da superfície de Betelgeuse

  • Interferometria Óptica: Astrônomos utilizaram o complexo de telescópios Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile. Combinando a luz de múltiplos telescópios distantes através da técnica de interferometria, eles criaram um "super telescópio virtual". 

  • Imagens Diretas: Graças ao instrumento SPHERE do VLT, os cientistas conseguiram resolver o disco da estrela em alta resolução. As imagens revelaram que a superfície de Betelgeuse não é lisa, mas sim coberta por gigantescas células de convecção (bolhas de plasma fervente) e manchas térmicas que mudam de formato. 

  • Flagrante de Poeira: Essas fotografias diretas foram fundamentais para decifrar "O Grande Escurecimento" de 2019/2020, provando visualmente que a queda de brilho foi causada por uma imensa ejeção de material gasoso que se resfriou e virou poeira, bloqueando a estrela.


Detalhes sobre a estrela companheira

Por séculos, o ritmo secundário de variação de brilho de Betelgeuse (que oscila a cada 6 anos) intrigou a ciência. Cientistas confirmaram que o mistério era causado por uma estrela companheira apelidada carinhosamente de "Betelbuddy" e batizada oficialmente como Siwara (termo árabe para "bracelete").

  • A Descoberta: A confirmação ocorreu por meio do telescópio Gemini Norte, no Havaí, utilizando o instrumento de imagem de manchas chamado 'Alopeke'. Esse equipamento tira milhares de fotos ultrarrápidas por minuto para anular a distorção causada pela atmosfera da Terra. 

  • O Perfil da Companheira: A Siwara é uma estrela jovem, quente, de coloração azul-branca (tipo espectral A ou B). Ela possui cerca de 1,6 vezes a massa do Sol. 

  • Órbita Íntima: Ela orbita extremamente perto de Betelgeuse, viajando essencialmente dentro da atmosfera externa gasosa da supergigante vermelha. 

  • O Efeito "Rastro": Recentemente, dados do Telescópio Espacial Hubble ajudaram a detectar o rastro hidrodinâmico (uma espécie de esteira de gás de choque) que a Siwara cria ao "arar" o envelope de matéria e poeira expelido por Betelgeuse. Esse movimento limpa periodicamente a poeira ao redor, o que explica a variação cíclica de brilho que víamos daqui da Terra.




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04 junho 2026

O ESTRANHO CASO DE BETELGEUSE (Part 3 of 5)

Hubble detecta "rastro" da estrela companheira de Betelgeuse


A ilustração mostra a estrela supergigante vermelha Betelgeuse e uma estrela companheira em órbita. A companheira, que orbita no sentido horário a partir deste ponto de vista, gera um rastro denso de gás que se expande para fora. Ela está tão próxima de Betelgeuse que atravessa a extensa atmosfera externa da supergigante. A estrela companheira não está em escala; seria um ponto minúsculo em comparação com Betelgeuse, que é centenas de vezes maior. A distância da companheira a Betelgeuse está em escala relativa ao diâmetro de Betelgeuse. Ilustração: NASA, ESA, Elizabeth Wheatley (STScI); Ciência: Andrea Dupree (CfA).


Usando o telescópio Hubble da NASA e telescópios terrestres nos Observatórios Fred Lawrence Whipple e Roque de Los Muchachos, a equipe conseguiu observar um padrão de mudanças em Betelgeuse, que forneceu evidências claras de uma estrela companheira há muito suspeitada e seu impacto na atmosfera externa da supergigante vermelha. Essas mudanças incluem alterações no espectro da estrela, ou seja, as cores específicas da luz emitida por diferentes elementos, e na velocidade e direção dos gases na atmosfera externa devido a um rastro de material mais denso, ou esteira. Esse rastro aparece logo após a companheira passar em frente a Betelgeuse a cada seis anos, ou cerca de 2.100 dias, confirmando modelos teóricos.

“É um pouco como um barco se movendo na água. A estrela companheira cria um efeito de ondulação na atmosfera de Betelgeuse que podemos de fato observar nos dados”, disse Andrea Dupree, astrônoma do CfA e principal autora do estudo. “Pela primeira vez, estamos vendo sinais diretos desse rastro, ou trilha de gás, confirmando que Betelgeuse realmente tem um companheiro oculto que molda sua aparência e comportamento.”

For decades, astronomers have tracked changes in Betelgeuse’s brightness and surface features in hopes of figuring out why the star behaves the way it does. Curiosity intensified after the giant star appeared to “sneeze” and became unexpectedly faint in 2020. Two distinct periods of variation in the star were especially puzzling for scientists: a short 400-day cycle, recently attributed to pulsations within the star itself, and the long, 2,100-day secondary period.


Cientistas usaram o Telescópio Espacial Hubble da NASA para procurar evidências de um rastro gerado por uma estrela companheira orbitando Betelgeuse. A equipe encontrou uma diferença notável na luz mostrada no pico à esquerda quando a estrela companheira estava em diferentes pontos de sua órbita. Ilustração: NASA, ESA, Elizabeth Wheatley (STScI); Ciência: Andrea Dupree (CfA).


Até agora, os cientistas consideraram tudo, desde grandes células de convecção e nuvens de poeira até atividade magnética e a possibilidade de uma estrela companheira oculta. Estudos recentes concluíram que o longo período secundário era melhor explicado pela presença de uma companheira de baixa massa orbitando profundamente na atmosfera de Betelgeuse, e outra equipe de cientistas relatou uma possível detecção, mas até então, os astrônomos não tinham evidências para comprovar o que acreditavam estar acontecendo. Agora, pela primeira vez, eles têm evidências concretas de que uma companheira está perturbando a atmosfera desta estrela supergigante.

“A ideia de que Betelgeuse tinha uma companheira não detectada vem ganhando popularidade nos últimos anos, mas sem evidências diretas, era uma teoria não comprovada”, disse Dupree. “Com essa nova evidência direta, Betelgeuse nos dá um lugar privilegiado para observar como uma estrela gigante muda ao longo do tempo. Encontrar o rastro deixado por sua companheira significa que agora podemos entender como estrelas como essa evoluem, expelem material e, eventualmente, explodem como supernovas.”

Com Betelgeuse agora eclipsando sua companheira do nosso ponto de vista, os astrônomos estão planejando novas observações para seu próximo aparecimento em 2027. Essa descoberta também pode ajudar a explicar mistérios semelhantes em outras estrelas gigantes e supergigantes.

O Telescópio Espacial Hubble está em operação há mais de três décadas e continua a fazer descobertas inovadoras que moldam nossa compreensão fundamental do universo. O Hubble é um projeto de cooperação internacional entre a NASA e a ESA (Agência Espacial Europeia). O Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland, gerencia o telescópio e as operações da missão. A Lockheed Martin Space, com sede em Denver, também apoia as operações da missão em Goddard. O Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, em Baltimore, operado pela Associação de Universidades para Pesquisa em Astronomia, realiza as operações científicas do Hubble para a NASA.


Acesse: NASA Hubble Mission Team.



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