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THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE -  CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....

18 setembro 2026

THE AGE OF REPTILES

O afresco (The Age of Reptiles - A Era dos Répteis), pintado por Rudolph Zallinger entre 1942 e 1947 no Yale Peabody Museum, é uma das obras mais importantes da história da paleoarte e da divulgação científica. Com 34 metros de comprimento por 4,8 metros de altura, a obra rendeu ao artista o prestigiado Prêmio Pulitzer de Pintura em 1949.






A importância histórica e cultural do mural reside em três pilares principais:


1. Moldou o Imaginário Popular sobre Dinossauros


Antes da era digital e do cinema moderno, o mural de Zallinger ditou como o mundo enxergava a pré-história. A obra ganhou alcance global ao ser publicada como um pôster desdobrável na revista Life Magazine na década de 1950, tornando-se a referência visual definitiva de dinossauros para gerações de crianças, cientistas e cineastas. O Tyrannosaurus rex do afresco, por exemplo, serviu diretamente de inspiração para o design original do monstro japonês Godzilla.


2. Retrato Fiel da Ciência da Época (e Cápsula do Tempo)

Zallinger passou mais de seis meses estudando anatomia e paleobotânica com cientistas de Yale e Harvard para garantir o máximo de precisão científica possível para a década de 1940.

A visão antiga dos dinossauros: O mural é uma "cápsula do tempo" que registra a percepção da época: animais lentos, pesados, de sangue frio e caudas arrastando no chão. Embora a ciência atual (a partir do "Renascimento dos Dinossauros" nos anos 1970) saiba que eles eram ativos, ágeis e ávidos, o afresco mantém valor histórico inestimável por documentar a evolução do pensamento científico.

A transição linear: O mural funciona como uma linha do tempo contínua de 319 milhões de anos, usando árvores altas para separar esteticamente os períodos geológicos (do Devoniano ao Cretáceo).


3. Primor Técnico e Artístico

A obra foi executada utilizando a técnica clássica de fresco seco (fresco secco), inspirada nos métodos da Renascença italiana que Zallinger aprendeu na Escola de Belas Artes de Yale. O nível de detalhamento paisagístico, as transições de cores para simular diferentes atmosferas climáticas e a harmonia da composição em grande escala elevaram a paleoarte ao status de alta arte de museu.




(Nota: Zallinger também pintou posteriormente um segundo afresco no museu, o "The Age of Mammals", focando na evolução dos mamíferos).



* * *

17 setembro 2026

◙ NÉBULA SOLAR PRIMORDIAL

A nébula solar primordial (ou disco protoplanetário) foi uma estrutura dinâmica de gás e poeira que colapsou há cerca de 4,567 bilhões de anos, dando origem ao Sistema Solar. A sua evolução é explicada pelo modelo de acreção de núcleo sob as leis da hidrodinâmica e da termodinâmica astrofísica.




1. Colapso Hidrodinâmico e o Limite de Jeans

Tudo começou em uma Nuvem Molecular Gigante (NMG) fria (∼ 10 a 20 K) e tênue. O colapso foi desencadeado quando a massa da região excedeu a Massa de Jeans (Mj), onde a energia potencial gravitacional superou a energia cinética dos g
ases:



Alfa significa proporcionalidade nesse caso: (Mj) proporcional a (Temperatura ÷ Densidade) tudo elevado a 1,5.



Constantes Físicas Fixas: (kB): Constante de Boltzmann. Quantifica a energia térmica por partícula. (G): Constante Gravitacional Universal. Determina a intensidade da gravidade. (mH): Massa do átomo de hidrogênio. É a base de massa do gás. (pi): Número Pi. Representa a geometria esférica da nuvem.

Propriedades da Nuvem: (mu): Peso molecular médio do gás (indica a composição química). (T): Temperatura absoluta (em Kelvin). (rho): Densidade volumétrica da nuvem [em (kg/m)^3].

Gatilho Externo: Isótopos de vida curta (como o 26Al e 60Fe) encontrados em meteoritos primitivos sugerem que o colapso foi induzido pelas ondas de choque de uma supernova vizinha.

Conservação do Momento Angular: À medida que a nuvem encolhia, sua rotação infinitesimal acelerava (L = mvr). A força centrífuga impediu o colapso direto nas regiões equatoriais, achatando a nuvem em um disco de acreção, enquanto o centro hiperdenso formou o Proto-Sol.


2. Estrutura Térmica e a Linha de Gelo (Snowline)

O disco não era homogêneo. A viscosidade e a fricção do material caindo em direção ao centro geraram um forte gradiente térmico e de densidade:



A Linha de Gelo foi o divisor
 de águas: além dela, a densidade de matéria sólida saltou drasticamente (devido à abundância de água congelada), permitindo que núcleos planetários crescessem rápido o suficiente para capturar o gás ao redor antes que ele se dissipasse.


3. Mecanismos de Crescimento Planetário (Acreção)

O processo de formação de corpos sólidos ocorreu em fases distintas, governadas por diferentes forças físicas:


Poeira Micrométrica
(Forças de Van der Waals)
⬇️
Guixos / Pebbles
(Instabilidade de Fluxo / Arrasto Aerodinâmico)
⬇️
Planetesimais
(~1 a 100 km - Atração Gravitacional Direta)
⬇️
Embriões Planetários / Núcleos
(Acreção Limpa vs. Captura de Gás)


1. Fase de Coagulação (Mícrons a Metros): A poeira microscópica colidia a baixas velocidades, colando-se por Forças de Van der Waals.

2. A Barreira do Metro e a Instabilidade de Fluxo: Corpos de tamanho métrico sofriam com o arrasto aerodinâmico do gás (que orbitava a velocidade sub-kepleriana devido à pressão interna). Isso fazia com que eles perdessem momento angular e espiralassem em direção ao Sol rapidamente ("barreira do metro"). O problema foi resolvido pelo modelo de Instabilidade de Fluxo (Streaming Instability), onde nuvens de guixos (pebbles) se concentravam espontaneamente devido ao arrasto, colapsando sob sua própria gravidade diretamente em planetesimais quilométricos.

3. Acreção de Planetesimais a Núcleos (Fase Gravitacional): Corpos maiores passaram a exercer atração gravitacional. O crescimento seguiu o regime Runaway (o maior cresce exponencialmente mais rápido) seguido pelo regime Oligárquico (poucos corpos grandes dominam e limpam suas órbitas).


4. Dissipação e a Fase T Tauri

O disco primordial teve uma vida curta, durando entre 3 a 10 milhões de anos. O fim da nuvem foi ditado pelo amadurecimento do próprio Sol:

Fase T Tauri: Ao atingir a estabilidade mecânica, o Sol entrou na fase T Tauri, gerando um vento solar violento.

Fotoevaporação: A intensa radiação ultravioleta (UV) e raios-X do jovem Sol ionizaram e "sopraram" o gás hidrogênio e hélio remanescentes para fora do sistema. Os planetas que não haviam acumulado suas atmosferas gasosas até este momento (como os terrestres) perderam a oportunidade, restando-lhes apenas núcleos rochosos.





Estrutura e Gatilhos Iniciais

Nuvem Molecular Gigante (NMG): Vasta estrutura interestelar composta por gás denso (principalmente hidrogênio molecular, (H2) e poeira cósmica, mantida a temperaturas extremamente baixas (entre 10 e 30 K). É o "berçário" onde o colapso de bolsões de matéria dá origem a estrelas e sistemas planetários.

Massa de Jeans (Mj): O limite de massa crítico a partir do qual uma nuvem de gás colapsa sob a sua própria gravidade. Se a massa de uma região da nuvem for maior que (Mj), a pressão térmica interna não consegue mais conter a força gravitacional, iniciando a contração.

Proto-Sol: O núcleo central hiperdenso e quente gerado pelo colapso da nébula. Nesta fase, o corpo central acumula massa ativamente através do disco de acreção, mas ainda não iniciou a fusão nuclear do hidrogênio em seu interior (o que só ocorre ao se tornar uma estrela de fato).


Termodinâmica e Dinâmica Orbital

Linha de Gelo (Snowline): A fronteira térmica no disco protoplanetário além da qual a temperatura era baixa o suficiente (entre 150 e 170 K) para que a água e outros compostos voláteis condensassem diretamente em grãos de gelo sólidos. Ela dividiu o Sistema Solar entre planetas rochosos (internos) e gigantes (externos).

Forças de Van der Waals: Forças de atração eletrostática fracas que atuam entre átomos e moléculas eletricamente neutros. Na nebulosa solar, foram fundamentais na fase inicial de coagulação, permitindo que a poeira micrométrica colidisse e "colasse" para formar os primeiros agregados sólidos.

Velocidade Sub-Kepleriana: Velocidade de rotação ligeiramente menor do que a velocidade de uma órbita puramente gravitacional (Kepleriana). O gás do disco orbitava de forma sub-kepleriana porque era sustentado tanto pela gravidade quanto por uma força de pressão interna voltada para fora.


Mecanismos de Acreção e Crescimento

Arrasto Aerodinâmico: A força de fricção que os corpos sólidos sofriam ao orbitar dentro do gás do disco. Como o gás orbitava em velocidade sub-kepleriana, os objetos sólidos (que tentavam orbitar em velocidade kepleriana, mais rápida) colidiam contra esse gás, perdendo momento angular e espiralando rapidamente em direção ao Proto-Sol.

Instabilidade de Fluxo (Streaming Instability): Mecanismo hidrodinâmico em que o arrasto do gás faz com que nuvens de guixos (pebbles) se concentrem espontaneamente em filamentos densos. Essa superconcentração local faz com que o grupo de guixos colapse diretamente sob sua própria gravidade, superando a "barreira do metro" e formando planetesimais de até centenas de quilômetros.

Regime Runaway (Crescimento Desgovernado): Fase de formação planetária onde os maiores planetesimais, ao adquirirem uma massa ligeiramente superior à média, passam a ter um campo gravitacional forte o suficiente para focar e capturar os corpos menores ao seu redor. Nesse regime, a taxa de crescimento é proporcional à massa, fazendo o maior corpo crescer exponencialmente mais rápido que os vizinhos.

Regime Oligárquico: Fase subsequente ao regime Runaway. Quando os corpos dominantes (embriões planetários) crescem tanto que começam a perturbar gravitacionalmente as órbitas dos planetesimais vizinhos, eles freiam o próprio crescimento exponencial. O sistema passa a ser dominado por alguns poucos "oligarcas" que crescem de forma mais lenta e controlada, competindo entre si pelos recursos restantes em suas respectivas zonas de alimentação.


Evolução Final e Dissipação

Fase T Tauri: Um estágio inicial e altamente ativo na evolução de estrelas de baixa massa (como era o jovem Sol), que ocorre antes do início da fusão estável de hidrogênio. É caracterizada por campos magnéticos extremos, fortes emissões de raios X e UV, e um vento estelar violento e contínuo.

Fotoevaporação: O processo pelo qual a radiação energética (fótons UV e raios X) do jovem Sol aqueceu e ionizou as camadas superficiais de gás hidrogênio e hélio restantes no disco. Esse gás superaquecido atingiu a velocidade de escape e evaporou para o espaço interestelar, limpando e encerrando a era do disco protoplanetário.

A datação de 4,567 bilhões de anos: Foi determinada através da técnica de geocronologia radiométrica de alta precisão (principalmente o método Urânio-Chumbo, (235U → 207Pb e 238U → 206Pb) aplicada em Inclusões Ricas em Cálcio e Alumínio (CAIs).As CAIs são as estruturas sólidas mais antigas do Sistema Solar, encontradas preservadas no interior de meteoritos primitivos (condritos), como o famoso meteorito Allende. Como o tempo de meia-vida do Urânio é fixo e conhecido, medir a proporção exata entre os átomos de Urânio restantes e os átomos de Chumbo gerados pelo decaimento permitiu fixar a idade do colapso da nébula com precisão de margem de erro milenar.



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16 setembro 2026

Divina Commedia

A Divina Comédia


Literatura medieval italiana:

Autor: Dante Alighieri;
Idioma: Italiano;
País: República Florentina (hoje pertencente à Itália);
Gênero: Épico e teológico;
Lançamento: 1304-1321.


"O Poema Sagrado de Dante", séculos após registrado como "A Divina Comédia" (em italiano: "Divina Commedia", originalmente "Comedìa" e, mais tarde, denominada "Divina Comédia" por Giovanni Boccaccio) é um poema de viés épico e teológico da literatura italiana e da mundial, escrito por Dante Alighieri no século XIV e dividido em três partes:

- Inferno
- Purgatório
- Paraíso



Cena extraída do filme: "A DIVINA COMÉDIA - INFERNO (1911) - L'inferno de Dante.

Dante e Virgílio.


Escrito originalmente em dialeto toscano, dialeto popular semelhante ao italiano atual, e não em latim como fazia-se comum à época, trata-se de um poema articulado por trilogias, entre elas as formadas por Razão-Humano-Fé, Onça-Leão-Loba, Pai-Filho-Espirito Santo; e com final feliz segundo sugerido pelo próprio nome. À época em que Dante escreveu o poema os textos eram separados entre Comédia, obras dotadas de finais felizes, e Tragédias, com finais contrastantes aos das Comédias.

Não há registo da data exata em que foi escrita, mas as opiniões mais reconhecidas asseguram que o Inferno pode ter sido composto entre 1304 e 1307-1308, o Purgatório de 1307-1308 a 1313-1314 e, por último, o Paraíso, de 1313-1314 a 1321 (esta última data coincide com a morte de Dante).

O poema (talvez o maior do Ocidente) descreve uma viagem onde se sucedem diversos acontecimentos. Sua força está na riqueza das alegorias, que tornam o relato atemporal.

Dante escreveu a "Comédia" (um poema de estrutura épica, com propósitos filosóficos) no seu dialeto local, o florentino, que é uma variedade do toscano. O poeta demonstrou que o florentino (muito próximo do que hoje é conhecido como língua italiana), uma língua vulgar (em oposição ao latim, que se considerava como a língua apropriada para discursos mais sérios), era adequado para o mais elevado tipo de expressão, estabelecendo-o como italiano padrão. De fato, é a matriz do italiano atual.

Há quem veja esta obra como a Suma Teológica, de São Tomás de Aquino, em verso.

Grandes pintores de diferentes épocas criaram ilustrações para a Divina Comédia, destacando-se Botticelli, Gustave Doré e Dalí.

A Divina Comédia é a fonte original mais acessível para a cosmovisão medieval, que dividia o Universo em círculos concêntricos. A obra moderna mais conhecida a respeito dessa cosmovisão é The Discarded Image, de C. S. Lewis, ilustrada por Gustave Doré.



Filme: "A DIVINA COMÉDIA - INFERNO (1911) - "L'inferno de Dante" - Legendado em português.

Baseado no poema "A Divina Comédia" de Dante Alighieri (1304 - 1321).
O filme teve sua primeira exposição em Nápoles, no Teatro Mercadante, em 10 de março de 1911.

Trilha sonora adaptada posteriormente com música de "Tangerine Dream".

Total playing time: 01 hora, 07 minutos e 47 segundos.

Para assistir em Alta Definição, acesse: Divina Comédia - L'inferno de Dante.


Estrutura

Cada uma das três partes do poema (Inferno, Purgatório e Paraíso) está dividida em cantos, compostos de tercetos. A composição do poema é baseada no simbolismo do número 3, que remete à Santíssima Trindade, ao triângulo, assim como ao equilíbrio e à estabilidade, em algumas culturas. Possui três personagens principais: Dante, que personifica o homem; Beatriz, que personifica a fé; e Virgílio, que personifica a razão. Cada estrofe tem três versos e cada uma de suas três partes contém 33 cantos.

Os três livros que compõem a Divina Comédia são divididos em 33 cantos, possuindo o Inferno um canto a mais que serve de introdução ao poema, em um total de 100 cantos e 14.230 versos hendecassílabos em terza rima. Os lugares de cada livro (o inferno, o purgatório e o paraíso) são divididos em nove círculos cada, formando no total 27 (por sua vez, o número 3 elevado à terceira potência). Os três livros rimam no último verso, pois terminam com a mesma palavra: stelle, que significa "estrelas".


Sinopse

A Divina Comédia propõe que a Terra está no meio de uma sucessão de círculos concêntricos que formam a Esfera armilar e o meridiano onde é Jerusalém hoje, seria o lugar atingido por Lúcifer ao cair das esferas mais superiores e que fez da Terra Santa o Portal do Inferno. Portanto o Inferno, responderia pela depressão do mar Morto onde todas as águas convergem, e o Paraíso e o Purgatório seriam os segmentos dos círculos concêntricos que juntos respondem pela mecânica celeste e os cenários comentados por Dante num poema que envolve todos os personagens bíblicos do antigo ao novo testamento são costumeiramente encontrados nas entranhas do inferno sendo que os personagens principais da Divina Comédia são o próprio autor, Dante Alighieri, que realiza uma jornada espiritual pelos três reinos do além-túmulo, e seu guia e mentor nessa empreitada é Virgílio o próprio autor da Eneida.


Inferno

Dante e Virgílio chegam ao vestíbulo do Inferno (que tem nove círculos). Entre o vestíbulo e o 1° Círculo, está o rio Aqueronte, no qual se encontra Caronte, o barqueiro que faz a travessia das almas. Porém Dante é muito pesado para fazer a travessia no barco de Caronte, pelo fato de ser vivo. Porém, Virgílio adverte o mitológico barqueiro de que a travessia do rio através de seu barco é mister devido a uma ordem celeste. É através deste barco que Virgílio e Dante atravessam o rio.

O limbo é o local onde as almas que não puderam escolher a Cristo, mas escolheram a virtude, vivem a vida que imaginaram ter após a morte. Não têm a esperança de ir ao céu pois não tiveram fé em Cristo. Aqui também ficam os não batizados e aqueles que nasceram antes de Cristo, como Virgílio. Na mitologia clássica, o Limbo não fica no inferno, mas suspenso entre o céu e o mundo dos mortos. Na poesia de Dante não se tem uma noção precisa de como se chega lá, pois o poeta desmaia no ante-inferno e quando acorda já está no Limbo, o primeiro círculo infernal.



O "Inferno" na concepção de Dante.


No Limbo, Dante encontra Homero (século IX a.C. ou século VIII a.C.) a quem tradicionalmente se atribui a autoria dos poemas épicos Ilíada, que narra a queda de Troia, e Odisseia, que narra o retorno de Ulisses da guerra de Troia e suas viagens; Ovídio (43 a.C. a 17 d.C.) poeta romano autor de várias obras, entre as quais obras de mitologia como: Metamorfoses; e Horácio (65 a.C. a 8 d.C.) poeta romano lírico e satírico, autor de várias obras primas da língua latina, entre as quais Ars Poetica.

No segundo círculo começa o Inferno propriamente dito. Nesse círculo ficam os luxuriosos que sofrem com uma tempestade de vento. Lá ele encontra Francesca de Rimini e seu amante, que é o seu cunhado.

No terceiro círculo os gulosos são flagelados por uma chuva putrefacta e são vigiados pelo mitológico cão de três cabeças, Cérbero. No quarto círculo desfilam os avarentos empurrando pesos enormes. No quinto círculo ficam os iracundos, imersos em lama ardente do Pântano do Estige. Os insolentes soberbos também.

Para atravessar o pântano eles apanham boleia do demônio Etagias, este os deixa na porta da cidade de Dite. Essa cidade tem muralhas de fogo e está na parte mais funda do Inferno, onde as culpas são muito mais fortes e as punições também. Os demônios não querem que Dante nem Virgílio entrem, pois Dante não está morto. Então aparecem as três Fúrias, e com elas aparece a Medusa, que petrifica quem a olhe. Um enviado celeste chega e abre as portas de Dite.

No sexto círculo, Dante e Virgílio recomeçam a viagem por dentro de Dite. Lá eles vêem nos túmulos de fogo os hereges. Os hereges eram queimados em fogueiras quando estavam vivos. Em rios de fogo estão os assassinos, os violentos com o próximo e ficam sendo atingidos por flechas dos centauros. Os violentos contra si mesmos são transformados em árvores. Os esbanjadores são perseguidos e devorados por cadelas ferozes e famintas.

No sétimo círculo ficam os violentos com Deus e contra a natureza. Estão deitados e levam chuva de fogo e os outros além da chuva de fogo ficam caminhando. Os usurários (agiotas) estão sentados e sofrem a chuva de fogo.

Saindo da cidade encontram um precipício que não conseguem cruzar, existe um monstro alado, que voa vagarosamente e os leva até o o fundo do precipício e lá eles encontram o oitavo círculo. O oitavo círculo é dividido por dez fossos que são ligados por pontes. Aqui as torturas só pioram e os pecados também. Nas saídas dos fossos há três gigantes acorrentados.

No último círculo infernal (nono) não há fogo, e sim frio. Lá ficam os traidores. Os três maiores são Judas, Brutus e Cássio Longino. Lúcifer está lá e devora os três. Então eles finalmente chegam ao centro da Terra e começam a subir para a saída. Nesse túnel eles vislumbram quatro estrelas, o Cruzeiro do Sul (isso mostra que o paraíso fica ao sul do Equador). Para chegar ao Paraíso é necessário antes passar pelo Purgatório.


Purgatório

Segundo Dante, o Purgatório é um espaço intermediário entre o Paraíso e o Inferno, que se encontra na porção austral, do planeta onde existe uma única ilha, Dante encontra nesta ilha uma montanha composta por círculos ascendentes, reservado àqueles que se arrependeram em vida de seus pecados e estão em processo de expiação dos mesmos. No Purgatório as almas assistem às punições das outras almas que por pecarem mais "intensamente" foram para o Inferno.



O "Purgatório" de acordo com a concepção de Dante.


No início da subida da montanha estão esperando arrependidos tardios, que têm que aguardar a permissão para passarem pela Porta de São Pedro antes de iniciarem sua ansiada subida. Cada um dos sete círculos correspondem a um dos Sete pecados capitais, na seguinte ordem: Orgulho, Inveja, Ira, Preguiça, Avareza junto ao Pródigo, Gula e Luxúria. Os Avarentos e Pródigos estão juntos no mesmo círculo, pois são os dois extremos, onde o avarento supervaloriza o dinheiro e o Pródigo o desperdiça.

No fim do Purgatório, Dante se despede de Virgílio, pois este não pode ter acesso ao Paraíso. Lá encontra Beatriz, sua amada quando estava na Terra. Esta o leva até o rio Lete. Quando Dante bebe a água do Lete, esta apaga a sua memória, seus pecados, é como se Dante tivesse renascido. Existe uma lenda que diz que o Paraíso fica entre o rio Tigre e o Eufrates. Quando Dante vê o rio, ele julga ser o Tigre, no atual Iraque. Finalmente, Dante chega ao Paraíso.


Paraíso

Existem sete céus móveis, cada céu corresponde a um planeta, sendo o primeiro o da Lua. Em cada um dos céus Dante é abençoado e depois vai ao encontro de Deus.


O "Universo Medieval", conforme as ideias em voga na Idade Média, com a Terra ainda sendo idealizada como o "Centro do Universo".


O oitavo céu, ou o primeiro céu fixo, é onde as estrelas têm a configuração que vemos no "nosso" céu. Depois vão para o segundo céu fixo, ou nono céu, que é o céu Cristalino ou seja, não tem estrelas, é quase só luz, mas é material. O décimo céu é só luz, é o terceiro céu fixo, e é imaterial. No centro desse céu há uma rosa branca, que é Deus rodeado por almas, espíritos bons (eleitos, bem aventurados, santos, anjos). É uma rosa poética. No centro da rosa existe um triângulo, a Santíssima Trindade. São Bernardo acompanha Dante a partir do terceiro céu. Dante então vê Deus, pois São Bernardo intercede junto à Virgem Maria e esta concede sua visita.



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12 setembro 2026

TRATADO DE ARQUITETURA (De architectura libri decem)

TRATADO DE ARQUITETURA

O Tratado de Arquitetura (originalmente De architectura libri decem), escrito pelo arquiteto romano Marco Vitrúvio Pólio por volta do século I a.C., é a única obra teórica sobre arquitetura que sobreviveu inteira desde a Antiguidade clássica. Dedicado ao imperador César Augusto, o livro funciona como um manual prático e filosófico, estabelecendo os fundamentos que guiaram a arquitetura ocidental, especialmente durante o Renascimento.



Manuscriptum operis De architectura Vitruviani. Charta pergamena anno fere 1390 scripta. Collectus Wolbert H. M. Vroom Amstelodamensis.


A TRÍADE VITRUVIANA (OS TRÊS PILARES)

A maior contribuição de Vitrúvio é a definição de que toda construção arquitetônica deve equilibrar três qualidades essenciais:

Firmitas (Solidez): Refere-se à estabilidade estrutural, à boa escolha de materiais e à capacidade da construção de resistir ao tempo.

Utilitas (Utilidade): Trata da funcionalidade do espaço, garantindo que a disposição interna seja prática e sirva perfeitamente aos seus propósitos.

Venustas (Beleza): Envolve a estética, as proporções harmoniosas e o prazer visual gerado pela obra.


DEZ LIVTOS

A obra é dividida de forma enciclopédica em dez partes distintas:

Livro I (Urbanismo e Formação): Define o que é arquitetura e qual deve ser a ampla educação de um arquiteto (geometria, história, filosofia, música, medicina e astronomia). Aborda a escolha de locais saudáveis para fundar cidades e o desenho de suas muralhas e ruas orientadas contra os ventos.

Livro II (Materiais de Construção): Explica a evolução da habitação humana. Descreve as propriedades de materiais como tijolos, areia, cal, pedra e diferentes tipos de madeira.

Livro III (Templos e Proporção): Foca na simetria e nas proporções ideais para edifícios sagrados. É aqui que Vitrúvio relaciona as proporções do corpo humano com a arquitetura (conceito que inspirou o famoso desenho do Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci). Aborda a Ordem Jônica.

Livro IV (Ordens Arquitetônicas): Continua o estudo dos templos, detalhando as origens e as regras de desenho das ordens Dórica, Coríntia e Toscana.

Livro V (Edifícios Públicos): Orienta a construção de fóruns, basílicas, teatros (com foco na acústica), banhos públicos e portos.

Livro VI (Arquitetura Doméstica): Discute as residências privadas (casas urbanas e vilas de campo). Analisa como o clima e a luz devem ditar a disposição dos cômodos para o conforto dos moradores.

Livro VII (Acabamentos e Decoração): Trata do gesso, dos pavimentos (mosaicos) e da preparação de tintas e pigmentos naturais para pinturas murais.

Livro VIII (Água e Hidráulica): Explica como encontrar fontes de água subterrânea, testar sua qualidade e construir aquedutos, cisternas e sistemas de encanamento.

Livro IX (Gnomônica e Astronomia): Estuda a influência dos astros, as medidas do tempo e os métodos para desenhar relógios de sol e de água.

Livro X (Engenharia Mecânica): Apresenta máquinas de construção (guindastes, elevadores e bombas de água) e engenharia militar (catapultas, balistas e outras máquinas de cerco).



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10 setembro 2026

◙ TERRA RARA / RARE EARTH (Livro / Book)

RARE EARTH

O livro "Rare Earth: Why Complex Life Is Uncommon in the Universe" (2000), escrito pelo geólogo e paleontólogo Peter Ward e pelo astrônomo e astrobiólogo Donald Brownlee, introduziu a famosa Hipótese da Terra Rara. A tese central da obra é que, embora a vida simples (como bactérias e micróbios) possa ser comum no universo, a vida complexa (animais, plantas e inteligência) é extremamente rara devido a uma combinação de fatores geológicos, astronômicos e biológicos altamente improváveis de se repetirem.



Capa do livro - edição em inglês. Capa: Ilustração de Chesley Bonestell.


Os autores se posicionam contra o chamado "Princípio da Mediocridade" (defendido por cientistas como Carl Sagan), que argumentava que a Terra é apenas um planeta comum em um sistema comum. Em vez disso, Rare Earth demonstra que nosso planeta se beneficiou de uma "loteria cósmica".


Os Pilares da Hipótese da Terra Rara

Para sustentar a ideia de que a vida complexa é uma exceção no universo, os autores detalham uma série de condições obrigatórias que a Terra preencheu:

Zona Habitável Galáctica: Não basta estar na zona habitável de uma estrela; o próprio sistema solar precisa estar no lugar certo da galáxia. Perto demais do centro galáctico, a radiação de supernovas e buracos negros destrói a vida. Muito na periferia, faltam elementos pesados (metais) para formar planetas rochosos.

O "Filtro" de Júpiter: A presença de um planeta gigante gasoso na órbita externa funciona como um escudo cósmico. A gravidade de Júpiter atrai e desvia a grande maioria dos asteroides e cometas que, de outra forma, colidiriam com a Terra constantemente, eliminando qualquer chance de evolução contínua.

Tectônica de Placas: O movimento das placas tectônicas funciona como o termostato global da Terra. Ele recicla o carbono, mantém a atmosfera estável e impede que o planeta sofra um efeito estufa irreversível (como Vênus) ou um congelamento eterno (como Marte).

Uma Lua Incomumente Grande: A Lua estabiliza a inclinação do eixo de rotação da Terra. Sem ela, o eixo terrestre variaria de forma caótica, provocando mudanças climáticas extremas e catastróficas que impediriam o desenvolvimento de organismos complexos.

A Explosão Cambriana e os Filtros Biológicos: Ward e Brownlee argumentam que a transição da vida unicelular para a pluricelular (animal) levou bilhões de anos e exigiu eventos ambientais muito específicos, como a oxigenação da atmosfera e episódios de glaciação global ("Terra Bola de Neve"), que funcionaram como gatilhos evolutivos.


Resumo Comparativo dos Princípios



Conclusão do Livro


A mensagem de Rare Earth não é de isolamento pessimista, mas de responsabilidade e valorização. Ao demonstrar o quão frágil, complexa e improvável é a existência da biosfera animal e da inteligência humana, os autores defendem que a Terra deve ser tratada como um santuário único, já que encontrar um "segundo lar" ou fazer contato com civilizações complexas pode ser uma impossibilidade estatística real.



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09 setembro 2026

F1 - 1972

A temporada de Fórmula 1 de 1972 foi histórica por consagrar o brasileiro Emerson Fittipaldi como o mais jovem campeão mundial da história da categoria na época, com apenas 25 anos de idade. Pilotando o icônico carro preto e dourado da equipe Lotus-Ford, Fittipaldi garantiu o título de pilotos e ajudou o time britânico a conquistar o Mundial de Construtores.



Emerson Fittipaldi, Lotus 72D (Monza, 1972).



Formula 1 Season 1972.


O campeonato contou com 12 corridas e teve os seguintes destaques

O Domínio de Fittipaldi: Emerson venceu 5 das 12 corridas da temporada (Espanha, Bélgica, Grã-Bretanha, Áustria e Itália). O título foi selado matematicamente com a vitória no GP da Itália, em Monza, no dia 10 de setembro.

A Reação de Jackie Stewart: O campeão de 1971, Jackie Stewart (Tyrrell-Ford), teve problemas de saúde (úlceras) e abandonos por quebras mecânicas no meio do ano, terminando como vice-campeão apesar de vencer 4 corridas.

Segurança: Foi o primeiro ano em que todas as pistas do calendário contavam com recursos modernos de segurança, refletindo um forte esforço dos pilotos por maior proteção nos circuitos.

Primeiro GP do Brasil: 1972 também marcou a realização da primeira corrida de F1 em solo brasileiro, em Interlagos. A prova não valeu pontos para o campeonato mundial, servindo como teste oficial para a FIA antes de incluir o país de vez no calendário de 1973.


Classificação Final de Pilotos (Top 5)

Posição / PilotoEquipePontos

Emerson FittipaldiLotus-Ford61
Jackie Stewart / Tyrrell-Ford / 45
Denny Hulme / McLaren-Ford / 39
Jacky Ickx / Ferrari / 27
Peter Revson / McLaren-Ford / 23



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06 setembro 2026

RECORDES DE VELOCIDADE

Lista completa e oficial do Recorde Absoluto de Velocidade em Terra reconhecido pela FIA (Federação Internacional do Automóvel)

Com a intensa disputa inicial entre Chasseloup-Laubat e Jenatzy, a era dos motores de avião e todos os passos que levaram o ser humano a quebrar a barreira do som.



Sunbeam em 1927, Segrave.



Blue Flame em 1970, Gabelish.



Blue Flame em 1970, Gabelish.



Thrust SSC em 1997, Green.



Thrust SSC em 1997, Green.


Abaixo está a cronologia completa de todos os recordes absolutos de velocidade em terra oficiais.


LISTA COMPLETA E CRONOLÓGICA DOS RECORDES (FIA / Oficial)

| DATA | VELOCIDADE (km/h) | VEÍCULO | PILOTO | PAÍS | TIPO DE MOTOR |

| 18/12/1898 | 63,15 | Jeantaud Duc | Gaston de Chasseloup-Laubat (França) | ⚡ Elétrico |

| 17/01/1899 | 66,66 | CGA Dogcart | Camille Jenatzy (Bélgica) | ⚡ Elétrico |

| 17/01/1899 | 70,31 | Jeantaud Duc | Gaston de Chasseloup-Laubat (França) | ⚡ Elétrico |

| 27/01/1899 | 80,35 | CGA Dogcart | Camille Jenatzy (Bélgica) | ⚡ Elétrico |

| 04/03/1899 | 92,78 | Jeantaud Duc | Gaston de Chasseloup-Laubat (França) | ⚡ Elétrico |

| 29/04/1899 | 105,88 | La Jamais Contente | Camille Jenatzy (Bélgica) | ⚡ Elétrico (1º a passar dos 100 km/h) |

| 13/04/1902 | 122,43 | Gardner-Serpollet | Léon Serpollet (França) | 💨 Vapor (1º recorde não elétrico) |

| 05/08/1902 | 122,94 | Mors Z | William K. Vanderbilt (EUA) | ⛽ Combustão interna |

| 05/11/1902 | 124,13 | Mors Z | Henri Fournier (França) | ⛽ Combustão interna |

| 17/11/1902 | 124,13 | Mors Z | Maurice Augières (França) | ⛽ Combustão interna |

| 17/07/1903 | 134,32 | Gobron-Brillié | Arthur Duray (França) | ⛽ Combustão interna |

| 05/11/1903 | 136,36 | Gobron-Brillié | Arthur Duray (França) | ⛽ Combustão interna |

| 12/01/1904 | 147,05 | Ford 999 | Henry Ford (EUA) | ⛽ Combustão (em lago congelado; não oficializado pela FIA) |

| 31/03/1904 | 152,54 | Gobron-Brillié | Louis Rigolly (França) | ⛽ Combustão interna |

| 25/05/1904 | 156,50 | Mercedes 35 hp | Pierre de Caters (Bélgica) | ⛽ Combustão interna |

| 21/07/1904 | 166,66 | Gobron-Brillié | Louis Rigolly (França) | ⛽ Combustão (1º a passar de 100 mph) |

| 13/11/1904 | 168,22 | Darracq | Paul Baras (França) | ⛽ Combustão interna |

| 30/12/1905 | 175,44 | Darracq 200 hp | Victor Hémery (França) | ⛽ Combustão interna |

| 26/01/1906 | 205,44 | Stanley Rocket Steamer | Fred Marriott (EUA) | 💨 Vapor (1º a passar de 200 km/h) |

| 08/11/1909 | 202,68 | Blitzen Benz | Victor Hémery (França) | ⛽ Combustão interna (1º sob regras modernas) |

| 24/06/1914 | 199,70 | Fiat S76 (The Beast of Turin) | Pietro Bordino (Itália) | ⛽ Combustão (apenas em uma direção, não homologado) |

| 17/05/1922 | 215,17 | Sunbeam 350 HP | Kenelm Lee Guinness (Reino Unido) | ✈️ Motor de avião V12 |

| 06/07/1924 | 230,64 | Delage V12 | René Thomas (França) | ✈️ Motor de avião |

| 12/07/1924 | 234,98 | Fiat Mephistopheles | Ernest Eldridge (Reino Unido) | ✈️ Motor de avião Fiat A.12 |

| 25/09/1924 | 235,22 | Blue Bird (Sunbeam) | Malcolm Campbell (Reino Unido) | ✈️ Motor de avião Sunbeam |

| 21/07/1925 | 242,62 | Blue Bird (Sunbeam) | Malcolm Campbell (Reino Unido) | ✈️ Motor de avião |

| 28/04/1926 | 245,10 | Higham Special (Babs) | J.G. Parry-Thomas (Reino Unido) | ✈️ Motor Liberty V12 |

| 28/04/1926 | 274,59 | Higham Special (Babs) | J.G. Parry-Thomas (Reino Unido) | ✈️ Motor Liberty V12 |

| 04/02/1927 | 281,44 | Blue Bird (Napier) | Malcolm Campbell (Reino Unido) | ✈️ Motor Napier Lion |

| 29/03/1927 | 327,97 | Sunbeam 1000 HP | Henry Segrave (Reino Unido) | ✈️ Dois motores aeronáuticos (1º acima dos 300 km/h) |

| 19/02/1928 | 333,05 | Blue Bird (Napier) | Malcolm Campbell (Reino Unido) | ✈️ Motor Napier Lion |

| 22/04/1928 | 334,00 | White Triplex | Ray Keech (EUA) | ✈️ Três motores Liberty V12 |

| 11/03/1929 | 372,46 | Golden Arrow | Henry Segrave (Reino Unido) | ✈️ Motor Napier Lion W12 |

| 05/02/1931 | 396,03 | Blue Bird (Napier) | Malcolm Campbell (Reino Unido) | ✈️ Motor Napier Lion supercomprimido |

| 24/02/1932 | 408,72 | Blue Bird (Napier) | Malcolm Campbell (Reino Unido) | ✈️ 1º acima dos 400 km/h |

| 22/02/1933 | 438,48 | Blue Bird (Rolls-Royce) | Malcolm Campbell (Reino Unido) | ✈️ Motor Rolls-Royce R V12 |

| 07/03/1935 | 445,47 | Blue Bird (Rolls-Royce) | Malcolm Campbell (Reino Unido) | ✈️ Motor Rolls-Royce R V12 |

| 03/09/1935 | 484,62 | Blue Bird (Rolls-Royce) | Malcolm Campbell (Reino Unido) | ✈️ 1º recorde nas planícies de sal de Bonneville |

| 19/11/1937 | 502,11 | Thunderbolt | George Eyston (Reino Unido) | ✈️ Dois motores Rolls-Royce V12 (1º acima dos 500 km/h) |

| 27/08/1938 | 556,00 | Thunderbolt | George Eyston (Reino Unido) | ✈️ Dois motores Rolls-Royce V12 |

| 15/09/1938 | 563,58 | Railton Special | John Cobb (Reino Unido) | ✈️ Dois motores Napier Lion |

| 16/09/1938 | 575,34 | Thunderbolt | George Eyston (Reino Unido) | ✈️ Dois motores Rolls-Royce V12 |

| 23/08/1939 | 595,04 | Railton Special | John Cobb (Reino Unido) | ✈️ Dois motores Napier Lion |

| 16/09/1947 | 634,39 | Railton Mobil Special | John Cobb (Reino Unido) | ✈️ Último recorde de motor a pistão/hélice |

| 05/08/1963 | 657,11 | Spirit of America | Craig Breedlove (EUA) | 🚀 Turbina a Jato (1º da era a jato; homologado pela FIA) |

| 17/07/1964 | 648,73 | Bluebird-Proteus CN7 | Donald Campbell (Reino Unido) | ⚙️ Turbina com tração integral (oficial FIA para rodas motrizes) |

| 05/10/1964 | 665,00 | Wingfoot Express | Tom Green (EUA) | 🚀 Motor a Jato J46 |

| 07/10/1964 | 698,49 | Green Monster | Art Arfons (EUA) | 🚀 Motor a Jato J79 |

| 13/10/1964 | 754,33 | Spirit of America | Craig Breedlove (EUA) | 🚀 Motor a Jato |

| 15/10/1964 | 850,92 | Spirit of America | Craig Breedlove (EUA) | 🚀 Motor a Jato |

| 27/10/1964 | 867,92 | Green Monster | Art Arfons (EUA) | 🚀 Motor a Jato J79 |

| 02/11/1965 | 893,96 | Spirit of America - Sonic 1 | Craig Breedlove (EUA) | 🚀 Motor a Jato J79 |

| 07/11/1965 | 927,87 | Green Monster | Art Arfons (EUA) | 🚀 Motor a Jato J79 |

| 15/11/1965 | 966,57 | Spirit of America - Sonic 1 | Craig Breedlove (EUA) | 🚀 Motor a Jato J79 |

| 23/10/1970 | 1.001,66 | Blue Flame | Gary Gabelich (EUA) | 🚀 Foguete (1º a passar de 1.000 km/h) |

| 04/10/1983 | 1.019,46 | Thrust2 | Richard Noble (Reino Unido) | 🚀 Turbina a Jato Rolls-Royce Avon |

| 25/09/1997 | 1.149,30 | Thrust SSC | Andy Green (Reino Unido) | 🚀 Dois motores a Jato Rolls-Royce Spey |

| 15/10/1997 | 1.227,98 | Thrust SSC | Andy Green (Reino Unido) | 🚀 Recorde Atual Absoluto (Supersônico) |


(Nota: Conforme as regras da FIA, para o recorde ser validado, o veículo precisa fazer duas corridas na mesma pista em sentidos opostos dentro de uma hora, tirando a média entre as duas passagens para anular o efeito do vento).


A barreira do som só foi quebrada em outubro de 1997

Em 1996, o Thrust SSC realizou apenas os seus primeiros testes iniciais e de baixa velocidade no deserto de Al-Jafr, na Jordânia. Naquele ano, o carro não passou nem perto da velocidade do som — o objetivo era puramente testar os sistemas básicos de direção, freios e aerodinâmica estrutural.

Toda a verdadeira evolução supersônica aconteceu por etapas no ano seguinte, no deserto de Black Rock (EUA):

Setembro de 1997: O carro começou a fazer corridas de alta velocidade e estabeleceu um recorde mundial inicial (mas ainda subsônico) de 1.149,30 km/h.

15 de Outubro de 1997: Foi o dia histórico em que Andy Green e a equipe de Richard Noble finalmente ultrapassaram Mach 1. O veículo atingiu 1.227,985 km/h, gerando o primeiro estrondo sônico (sonic boom) provocado por um veículo terrestre na história da humanidade.


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