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THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE -  CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....

05 setembro 2026

A QUEDA DA CASA DE USHER

O Solar Maldito
House of Usher
The Fall of the House of Usher

É um clássico filme de terror gótico lançado em 1960, dirigido pelo lendário Roger Corman e estrelado pelo mestre do horror Vincent Price.

O longa-metragem é a primeira de uma aclamada série de oito adaptações das obras de Edgar Allan Poe realizadas pela dupla Corman-Price. Em 2005, o filme foi selecionado para preservação no National Film Registry dos Estados Unidos por sua relevância cultural e estética.

Direção: Roger Corman

Roteiro: Richard Matheson (baseado no conto original de Edgar Allan Poe)

Elenco Principal: Vincent Price (Roderick Usher), Mark Damon (Philip Winthrop) e Myrna Fahey (Madeline Usher).

Duração: Aproximadamente 80 minutos.


Sinopse





The Fall of the House of Usher | Full Hollywood Classic Movie | Drama Horror.


O jovem Philip Winthrop viaja até a isolada e decadente mansão da família Usher com o objetivo de se casar com sua noiva, Madeline. No entanto, ele encontra forte oposição do irmão dela, Roderick Usher (Vincent Price). Roderick revela que a família carrega uma antiga e incurável linhagem de loucura e maldade. Obcecado em colocar um fim definitivo a essa maldição de sangue, Roderick fará de tudo para impedir a união - o que desencadeia uma série de eventos sinistros, desespero e enterros prematuros à medida que a própria estrutura da casa começa a ruir.


Edgar Allan Poe

"A Queda da Casa de Usher" (The Fall of the House of Usher) é um dos contos de terror gótico mais célebres do escritor americano Edgar Allan Poe, publicado originalmente em setembro de 1839 na revista Burton's Gentleman's Magazine.




A obra é considerada uma obra-prima da literatura de horror por sua atmosfera opressiva, exploração da psicologia humana e pelo uso do "terror psicológico", onde o isolamento e a sanidade mental se deterioram em paralelo com a própria estrutura física da casa.


Sinopse e Enredo

Um narrador inominado viaja até a isolada e sombria mansão de seu amigo de infância, Roderick Usher, que o convocou por meio de uma carta desesperada. Roderick sofre de uma misteriosa doença mental e hipersensibilidade aguda dos sentidos. Ele vive na casa com sua irmã gêmea, Madeline Usher, que também está gravemente doente e sofre de ataques catalépticos (que mimetizam a morte).




À medida que os dias passam, a atmosfera da casa torna-se cada vez mais sufocante. Após a aparente morte de Madeline, os dois homens decidem sepultá-la temporariamente em uma cripta nos porões da própria mansão. Em uma noite de tempestade, o terror atinge o ápice quando ruídos estranhos ecoam pela propriedade, revelando que eles cometeram o erro mais temido dos contos de Poe: um enterro prematuro.


Principais Temas Explorados

Conexão Psicológica e Física: A conexão simbiótica entre os irmãos gêmeos (Roderick representa a mente/intelecto e Madeline o físico/corpo) e entre a própria família e a estrutura física da mansão. Se a linhagem cai, a casa cai.

Enterro Prematuro: Um dos medos mais recorrentes e obsessivos na obra de Edgar Allan Poe.

Decadência e Isolamento: O isolamento geográfico e social que acelera a loucura, a depressão e a ruína moral dos personagens.



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03 setembro 2026

Journey 1980 Dream, After Dream (Yume, Yume no Ato) Full Album

Dream, After Dream - Journey 1980



夢、夢のあと オリジナル・サウンドトラック


Lançado em 1980, Dream, After Dream é o sétimo álbum de estúdio da banda Journey e serve como trilha sonora para o filme de fantasia romântica japonês Yume, Yume No Ato.




O disco destaca-se por três pontos principais:

Desvio de estilo: Afasta-se do hard rock comercial de sucesso da época e resgata as origens da banda no rock progressivo e instrumental, com músicas complexas, arranjos orquestrais e de metais.

Menos Steve Perry: O vocalista principal tem uma participação reduzida, já que a maior parte das faixas é instrumental.

Despedida histórica: É o último registro em estúdio com o tecladista e membro fundador Gregg Rolie, que deixou o grupo após este lançamento.

Com apenas 35 minutos de duração e um caráter bastante experimental, o álbum acabou se tornando muito mais famoso e duradouro do que o próprio filme que o originou.



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02 setembro 2026

AOS QUE CONHECEM F1

 Aos que conhecem...



Vídeo: "THE RACERS" - Time 06 min. 07 seg.



Robin Herd, Bruce McLaren, Teddy Mayer.



Hawthorn, Collins.



Lauda, Fangio.



Reims 1959.



Senna.



Monza - 1955.



Moss.



Senna, Häkkinen.



Eau Rouge - Spa - 1965.



Fangio, McQueen.



Fittipaldi, Landi, Senna.



Hesketh, Hunt.



Clark.



Senna, Prost, Schumacher.



Montezemolo, de Adamich.



Moss, Vanwall.



Emerson.



Villeneuve.



México 1989.



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01 setembro 2026

F1 - Os acidentes de Bandini, Schlesser, Courage, Siffert e Williamson

Bandini / Schlesser / Courage / Siffert / Williamson

Estes cinco acidentes trágicos da Fórmula 1 guardam profundas semelhanças: capotamentos seguidos de incêndios violentos e instantâneos. Naquela época, os carros possuíam tanques de combustível laterais vulneráveis e chassis que utilizavam ligas de magnésio, um metal extremamente inflamável e cuja queima é impossível de apagar com extintores comuns de pó químico.


Detalhes específicos dos acidentes:


1. Lorenzo Bandini IT 1967


Equipe / Carro: Scuderia Ferrari / Ferrari 312

Local exato: Chicane do Porto, Circuito de Mônaco

Sessão: Corrida (Volta 82 de 100)

Dinâmica: Perdeu o controle na chicane, bateu em um poste de luz e o carro capotou, colidindo contra fardos de palha protetores que ajudaram a alimentar o fogo. Ele ficou preso inconsciente sob o veículo de cabeça para baixo.

Tempo de incêndio / Socorro: Ficou preso sob as chamas por cerca de 3 a 5 minutos até ser retirado. Os fiscais usaram extintores inadequados e houve até uma breve reignição do fogo. Foi levado ao hospital de barco, mas faleceu 3 dias depois devido a queimaduras em 70% do corpo.


2. Jo Schlesser FR 1968


Equipe / Carro: Honda Racing / Honda RA302 (Chassi experimental refrigerado a ar e construído com magnésio)

Local exato: Curva de Six Frères, Circuito de Rouen-Les-Essarts (França)

Sessão: Corrida (Volta 3)

Dinâmica: O piloto regular da equipe, John Surtees, havia se recusado a pilotar o carro alegando que era uma armadilha mortal. Schlesser aceitou a vaga, perdeu o controle na pista molhada, bateu em um barranco e capotou.

Tempo de incêndio / Socorro: O incêndio foi instantâneo e total. O carro estava carregado com combustível para as 60 voltas da prova. O fogo de magnésio gerou um calor tão brutal que impossibilitou qualquer aproximação imediata do socorro. Durou minutos intensos até apagar e o piloto morreu carbonizado de imediato.


3. Piers Courage GB 1970


Equipe / Carro: Frank Williams Racing Cars / De Tomaso 505/38-Ford (Chassi construído com ligas leves de magnésio)

Local exato: Curva de Tunnel Oost, Circuito de Zandvoort (Holanda)

Sessão: Corrida (Volta 23)

Dinâmica: A suspensão ou direção quebrou, fazendo o carro passar direto, subir um aterro de areia, capotar e explodir. No impacto, um dos pneus dianteiros e o capacete de Courage se soltaram.

Tempo de incêndio / Socorro: O fogo alimentado pelo magnésio foi tão intenso que as equipes de resgate não conseguiram se aproximar. Para conter o incêndio florestal nas dunas vizinhas e abafar o metal em chamas, o veículo foi coberto com areia. A autópsia revelou que Piers morreu instantaneamente devido ao impacto de uma roda na cabeça, antes de ser atingido pelo fogo.


4. Jo Siffert CH 1971


Equipe / Carro: Yardley BRM / BRM P160

Local exato: Curva Hawthorn Bend, Circuito de Brands Hatch (Reino Unido)

Sessão: Corrida (Volta 15 da World Championship Victory Race, prova extra que não valia pontos)

Dinâmica: Após um toque na largada, uma falha mecânica fez o carro sair da pista em alta velocidade, colidir contra um barranco e capotar totalmente de ponta-cabeça, prendendo o piloto.

Tempo de incêndio / Socorro: O fogo começou de imediato. Os fiscais de pista demoraram a chegar e os extintores falharam ou eram insuficientes. Embora tenha sofrido apenas uma fratura na perna e queimaduras leves, Siffert permaneceu preso sob a fumaça tóxica por vários minutos e morreu por asfixia (inalação de fumaça) antes de ser retirado


5. Roger Williamson GB 1973


Equipe / Carro: STP March Racing Team / March 731-Ford

Local exato: Próximo ao Tunnel Oost, Circuito de Zandvoort (Holanda)

Sessão: Corrida (Volta 8)

Dinâmica: Um pneu estourou em alta velocidade, fazendo o carro colidir com o guardrail e capotar, parando de cabeça para baixo arrastando-se pela pista enquanto o combustível vazava e incendiava. Williamson estava consciente e ileso do impacto, mas preso.

Tempo de incêndio / Socorro: Considerado um dos momentos mais vergonhosos da F1. O piloto David Purley parou seu próprio carro e tentou descapotar o March sozinho. Os fiscais de pista não tinham roupas antichama, usavam apenas pequenos extintores e assistiram à cena sem agir adequadamente. O caminhão de bombeiros levou 15 minutos para dar a volta completa na pista porque a corrida não foi interrompida. Williamson faleceu por asfixia em meio às chamas.




As trágicas mortes desses pilotos geraram uma enorme pressão (liderada principalmente por pilotos como Jackie Stewart) e forçaram a FIA a implementar transformações profundas na Fórmula 1. O esporte deixou de ser uma atividade de cavalheiros com riscos aceitáveis para se tornar uma categoria regulada profissionalmente.


Mudanças específicas no regulamento de segurança adotadas diretamente após esses acidentes:


Mudanças na Proteção do Piloto e Cockpit

Fim do Magnésio e ligas inflamáveis: O uso de magnésio estrutural nos chassis foi banido. Os carros passaram a adotar estruturas de alumínio mais seguras e, posteriormente, fibra de carbono.

Cintos de segurança de 6 pontos: Tornaram-se estritamente obrigatórios após os capotamentos de Bandini e Siffert mostrarem que os pilotos precisavam permanecer firmes no cockpit sem o risco de serem arremessados ou esmagados.

Sistemas automáticos de extinção: Após o acidente de Siffert, os carros passaram a ser equipados com sistemas internos de extintores acionáveis pelo piloto ou por fiscais através de botões externos, com linhas de spray direcionadas ao motor e ao cockpit.

Tanques de combustível deformáveis (Células de Sobrevivência): Os tanques laterais de alumínio que rasgavam no impacto foram substituídos por "bexigas" de borracha reforçada (padrão militar da aviação), que se moldavam ao impacto sem romper.


Mudanças nos Circuitos e Infraestrutura

Banimento total dos fardos de palha: A morte de Bandini extinguiu o uso de palha como barreira de proteção. Elas foram substituídas por barreiras de pneus e guardrails triplos de metal.

Zonas de escape e asfalto plano: Valas, barrancos de terra e dunas de areia (como as de Zandvoort que capotaram o carro de Courage) foram eliminados. Áreas de escape planas e largas de brita (e depois asfalto) foram introduzidas.

Caminhões de bombeiros e ambulâncias em pontos estratégicos: O atraso de 15 minutos em Zandvoort (Williamson) forçou a F1 a adotar veículos de resgate médico e de incêndio posicionados a cada poucos metros da pista, eliminando a necessidade de um caminhão dar a volta completa no circuito em meio aos carros de corrida.


Mudanças para Fiscais de Pista e Procedimentos

Roupas antichama obrigatórias para os fiscais: A imagem dos fiscais de bermuda e camiseta sem conseguir se aproximar do March de Williamson mudou o regulamento. Todos os comissários de pista passaram a usar macacões de Nomex idênticos aos dos pilotos.

Criação do Safety Car e Interrupções de Corrida: Ficou determinado que corridas deveriam ser paradas (bandeira vermelha) ou neutralizadas imediatamente em caso de acidentes graves com fogo ou carros obstruindo a pista.

Treinamento profissional: Os fiscais deixaram de ser voluntários locais entusiastas e passaram por treinamentos rígidos de simulação de capotamento e combate rápido a incêndios industriais.


Por quê esses acidentes ocorriam?

Esses acidentes começaram a ocorrer em massa no final da década de 1960 e início de 1970 porque a velocidade dos carros aumentou drasticamente enquanto as pistas e a segurança permaneceram medievais.

Esta combinação fatal foi gerada por três fatores principais que colidiram exatamente nessa época:

1. A Explosão de Potência dos Motores (1966)

Em 1966, a Fórmula 1 mudou o regulamento de motores, dobrando a capacidade máxima de 1.5 para 3.0 litros. Da noite para o dia, os carros saltaram de cerca de 220 cavalos para mais de 400 a 500 cavalos de potência. Os chassis e suspensões da época não estavam prontos para lidar com esse ganho brutal de velocidade.

2. A Obsessão pela Leveza (Magnésio e Combustível)

Para compensar o peso dos motores maiores, as equipes começaram a usar materiais experimentais extremamente leves e perigosos:

Chassis de Magnésio: Ligas leves de magnésio foram adotadas na estrutura. O magnésio, quando incendeia, queima a mais de 2.000°C e reage com a água, tornando o fogo impossível de apagar.

Tanques Laterais Expostos: Para equilibrar o peso, os tanques de combustível ficavam nas laterais externas dos carros, moldando o corpo do veículo. Qualquer impacto lateral rompia o alumínio fino, derramando centenas de litros de gasolina no motor quente.

3. A Chegada das Asas e da Aerodinâmica (1968)

A partir de 1968, os carros ganharam aerofólios. Isso permitia fazer curvas em velocidades absurdamente maiores. Porém, as asas da época eram rudimentares e quebravam com frequência em plena pista. Quando uma asa quebrava em alta velocidade, o piloto perdia o controle instantaneamente, virando um passageiro rumo ao desastre.

Enquanto os carros se tornavam verdadeiros "mísseis sobre rodas", os circuitos continuavam cercados por árvores, postes de luz, valas de terra e fardos de palha, sem nenhuma equipe de resgate profissionalizada para conter os incêndios resultantes.


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29 agosto 2026

Jethro Tull - Living in the Past - 1972

Living in the Past




Jethro Tull - Living in the Past - 1972 - Full album



Jethro Tull - Living in the Past - Live at Tower Theater Philadelphia, PA 1987.



Jethro Tull: «Still living in the past» (1972, 2025).




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26 agosto 2026

25 agosto 2026

VIDA NA TERRA PODE TER TIDO DUAS ORIGENS DISTINTAS

E se a vida não tiver começado de uma única vez — nem em uma simples “sopa primordial”? Neste vídeo, seguimos uma hipótese provocadora: a vida pode ter emergido de uma parceria entre atmosfera, lagos, oceanos, rochas, metais e a dinâmica do Sistema Solar jovem.

A conversa começa com LUCA, o último ancestral comum universal. Em vez de imaginá-lo automaticamente como uma célula moderna, exploramos a possibilidade de que esse ancestral — ou um precursor dele — dependesse profundamente do ambiente, vivendo em poros de rochas junto a fontes hidrotermais alcalinas. Ferro, cobalto, níquel e possivelmente paládio poderiam ter participado de reações químicas que hoje dependem de enzimas.

Também investigamos o que a comparação entre Bacteria e Archaea pode sugerir sobre os primeiros metabolismos. Será que os dois grupos completaram, de forma independente, a transição para células de vida livre? A chamada hipótese de duas transições para a vida celular é ousada e abre novas perguntas sobre como a complexidade biológica surgiu.

















Mas uma vida em formação precisaria de ingredientes. O vídeo conecta o Sol jovem, com sua atividade intensa, à possível produção de compostos de nitrogênio; Júpiter, à distribuição de materiais no Sistema Solar jovem; e o fosfato, essencial para DNA, RNA e proteínas, a um desafio químico: mantê-lo disponível na água. Nesse cenário, um lago alcalino e salgado pode servir como análogo moderno de ambientes capazes de concentrar fosfato.

Por fim, olhamos para a astrobiologia: se água, energia, rochas, metais e química concentrada podem agir em conjunto, talvez a busca por vida além da Terra deva considerar combinações de processos — inclusive em lugares como Europa e Encélado.

Importante: várias proposições discutidas aqui são hipóteses e inferências em estudo, construídas a partir de organismos, experimentos e ambientes atuais. Elas não são conclusões definitivas sobre o que aconteceu na Terra primitiva. A graça da ciência está justamente em testar essas ideias, buscar evidências independentes e melhorar as perguntas.


Acesse o Canal SpaceToday do Sérgio Sacani.




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18 agosto 2026

Purcell: Complete Organ Works - John Butt




Purcell: Complete Organ Works - John Butt.



Purcell: Complete Organ Works ´John Butt (1992 - 1993).


O álbum "Purcell: Complete Organ Works", gravado pelo organista John Butt para o selo Harmonia Mundi, é uma das coleções mais importantes da música barroca inglesa. Ele reúne a obra completa para órgão de Henry Purcell, junto com peças de seus dois mentores: John Blow e Matthew Locke.

O disco funciona como uma "fotografia sonora" da era da Restauração Inglesa, mostrando o auge da música instrumental para teclado daquela época.


O Contexto Histórico e o Estilo Musical

Diferente do barroco alemão de J.S. Bach, que usava órgãos gigantescos em igrejas imensas, o barroco inglês de Purcell e Blow era mais íntimo. Na Inglaterra daquela época, os órgãos de igreja eram menores e, muitas vezes, não tinham a pedaleira (as teclas de madeira que o músico toca com os pés).

Por isso, as músicas desse álbum são focadas inteiramente na agilidade das mãos. O estilo é caracterizado por:

Contraponto: Duas ou mais melodias tocadas ao mesmo tempo que se entrelaçam perfeitamente.

Dramatismo Sombrio: Uso de harmonias tensas e melancólicas que lembram muito as óperas de Purcell.

Improvisação: Peças que parecem que o músico está criando a música na hora.


A Estrutura do Álbum: Os Três Compositores

O álbum se organiza como uma linha do tempo que conecta mestre e aluno:

A Base (Matthew Locke): O álbum traz peças do livro Melothesia de Locke. Elas são curtas, elegantes e servem como a fundação de como se escrevia para teclado na Inglaterra.

O Coração (Henry Purcell): O disco traz as raras obras sobreviventes de Purcell para órgão solo. Embora Purcell seja mais famoso por suas óperas e músicas para o Rei, suas peças para órgão (como os seus Voluntaries) mostram sua genialidade pura no teclado.

A Expansão (John Blow): Como Blow viveu mais e foi o organista oficial da Abadia de Westminster por décadas, ele escreveu muito mais para o instrumento. Seus Six Organ Voluntaries presentes no disco são o ponto alto da gravação, cheios de força, energia e passagens rápidas.


Voluntaries

A maioria das faixas tem a palavra "Voluntary" no nome. Na tradição inglesa, um Voluntary era uma peça instrumental tocada antes, durante ou depois de um culto religioso. Elas se dividiam em estilos fáceis de identificar no álbum:

Double Voluntary: Peças escritas para órgãos que tinham dois teclados (manuais). O compositor usa um teclado para fazer um eco ou para destacar uma melodia mais forte contra um fundo mais suave.

Verse: Peças mais curtas e meditativas.


A gravação

John Butt é um dos maiores especialistas do mundo nesse período. Ele gravou o álbum em um órgão histórico que tem a afinação e o som exatos do século XVII. O resultado é uma gravação de estúdio limpa, mas que mantém o eco natural e imponente de uma igreja antiga.





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