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BRAVE NEW WORLD / ADMIRÁVEL MUNDO NOVO / UN MUNDO FELIZ (Part 2 of 2)
THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE - CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....
30 julho 2026
29 julho 2026
Formula 1 Dutch Grand Prix 1973
Roger Williamson
O acidente fatal do piloto britânico Roger Williamson ocorreu em 29 de julho de 1973, durante a oitava volta do Grande Prêmio da Holanda, no circuito de Zandvoort. O evento entrou para a história do automobilismo como uma das tragédias mais agonizantes e escandalosas devido à precariedade e à omissão das equipes de socorro na época.
A Causa do Acidente
Tentativa física: Purley tentou desvirar o March sozinho diversas vezes enquanto ouvia os gritos de socorro de Williamson.
Combate ao fogo: Ele tomou o extintor de um dos fiscais de pista e tentou aplacar as chamas, mas o equipamento era pequeno demais.
Súplica por ajuda: Purley gesticulava e gritava pedindo o auxílio dos fiscais e do público, mas ninguém se moveu.
Falta de trajes e equipamentos: Os fiscais de pista na curva não vestiam roupas antichama e não possuíam treinamento adequado para agir.
Confusão na pista: Como Purley estava de pé tentando salvar o companheiro, a direção da prova e os outros competidores pensaram que o piloto acidentado já estava fora do cockpit e em segurança.
A corrida continuou: O diretor da prova não interrompeu a corrida. Ele alegou falta de comunicação por rádio com aquele trecho e assumiu que a fumaça vinha de pneus queimados pela torcida.
Atraso dos bombeiros: O caminhão de bombeiros oficial levou 8 minutos para chegar ao local, cruzando a pista no sentido contrário enquanto os carros de Fórmula 1 ainda corriam em alta velocidade.
NGC 5679 Group
NGC 5679 (also popularly known as Arp 274) is an impressive triplet of galaxies located approximately 400 million light-years from Earth, in the direction of the constellation Virgo (theskylive.com). Although at first glance they appear to be violently colliding, astronomical studies suggest that they may be at slightly different distances and only partially overlapping in our line of sight.
Central Galaxy (NGC 5679B / MCG+1-37-35): It is the largest component of the group. This is a spiral galaxy (possibly barred) that exhibits its shape and arms virtually intact, reinforcing the theory that there is no strong destructive gravitational interaction between them.
Right Galaxy (NGC 5679A / MCG+1-37-34): A spiral galaxy classified as having a high starburst rate. Its spiral arms are filled with bright blue clusters full of young stars.
Left Galaxy (NGC 5679C): The smallest and most compact of the three. Despite its small size, it also shows strong evidence of new star formation activity.
Historical Discovery: The main structure was originally discovered by the German-British astronomer William Herschel on May 12, 1793.
Star Nursery: High-resolution images captured by the NASA/ESA Hubble Space Telescope reveal bright blue knots (young stars) scattered throughout the galactic arms and pink nebulae illuminated by star birth.
Foreground Stars: Near the galaxy on the right, two very bright stars can be seen. They are not part of the triplet; they are foreground stars belonging to our own galaxy, the Milky Way.
Speed
Redshift measurements of the three galaxies give these radial velocity values, from left to right: 7483, 8654, and 7618 km/s. The relatively high redshift for the center galaxy means that it is much farther away - about 65 million light years (20 megaparsecs) behind the other two galaxies. Thus, the center galaxy is likely a background object. The NGC 5679 group was previously thought to be interacting gravitationally, however the newer Hubble image seems to confirm suspicions that the center galaxy is not interacting, as the galaxy arms are not distorted like typical interacting galaxies.
Supernovae
One supernova has been observed in NGC 5679: SN 1982D (type unknown, mag. 18) was discovered by Halton Arp and Jack W. Sulentic on 23 March 1982.
Characteristics of the NGC 5679 Group
28 julho 2026
PALEONTOLOGIA (Parte 4 de 4)
PALEONTOLOGIA (Volume 3)
Volume 3: Conceitos e Métodos
O último volume concentra-se nas formas de vida macroscópicas que capturam o imaginário popular, além da flora que moldou a atmosfera e as paisagens terrestres ao longo das eras.
PALEONTOLOGIA (Parte 3 de 4)
PALEONTOLOGIA (Volume 2)
Volume 2: Microfósseis e Paleoinvertebrados
O segundo volume é dedicado aos grupos de organismos que mais frequentemente deixam vestígios abundantes no registro rochoso, sendo vitais para a indústria de combustíveis fósseis (como o petróleo) e análises paleoambientais.
Micropaleontologia: Destrincha os microfósseis, incluindo foraminíferos, radiolários, ostrocodos e palinomorfos (pólen e esporos), fornecendo as chaves para entender climas antigos e ecossistemas marinhos profundos.
Paleoinvertebrados: Faz uma varredura sistemática pelos grandes filos de invertebrados extintos ou com longa história evolutiva. Inclui artrópodes (como os trilobitas), moluscos (como as amonitas), braquiópodes, equinodermos e cnidários (corais).
Análise de Bacias: Conecta esses organismos ao estudo de depósitos específicos e jazigos fossilíferos do Brasil, auxiliando na compreensão de ecossistemas costeiros e marinhos do passado geológico nacional.
27 julho 2026
PALEONTOLOGIA (Parte 2 de 4)
Volume 1: Conceitos e Métodos
Este volume serve como a base teórica e procedimental indispensável para qualquer estudante ou pesquisador da área. Ele foca em explicar o que é a ciência, como ela se estruturou e quais ferramentas estruturam a investigação empírica de campo e laboratório.
Histórico da Ciência: Contextualiza a evolução do pensamento paleontológico, com capítulos voltados especificamente à trajetória das pesquisas no cenário nacional.
Processos de Fossilização: Aborda detalhadamente a Tafonomia, o estudo de como os organismos morrem, se decompõem, são soterrados e se transformam em fósseis.
Aplicações Geológicas: Ensina a utilização de fósseis como ferramentas essenciais para a Bioestratigrafia (datação de camadas de rochas) e a Paleobiogeografia (reconstrução da distribuição geográfica antiga dos continentes e mares).
Prática Laboratorial e Curadoria: Orienta sobre as técnicas adequadas para a coleta de campo, preparação técnica dos blocos de rocha e os procedimentos éticos e organizacionais de curadoria em museus e coleções científicas.
26 julho 2026
PALEONTOLOGIA (Parte 1 de 4)
PALEONTOLOGIA
A coletânea "Paleontologia - volumes 1, 2 e 3", editada pelo renomado paleontólogo brasileiro Ismar de Souza Carvalho, é considerada a principal obra de referência acadêmica e didática sobre o tema no Brasil. Publicada pela Editora Interciência, sua terceira edição divide-se em três volumes fundamentais que mapeiam os 3,8 bilhões de anos de história geológica da vida na Terra.
PALEONTOLOGIA - Volumes 1, 2 e 3:
Sinopse: Desde o surgimento da vida na Terra, as adaptações, transformações e inovações demonstradas pelos organismos, evidenciam-nos fenômenos e uma temporalidade que em muito transcende a dimensão da existência humana, marcada pelo surgimento e desaparecimento de continentes, bem como catástrofes ecológicas que levaram à extinção incontáveis espécies animais e vegetais. A presente edição do livro Paleontologia apresenta os diversos grupos que existiram no últimos 3,8 bilhões de anos, além dos contextos geológico e paleobiológico em que se inseriam.
PALEONTOLOGIA (3ª edição 2010) encontra-se dividido em três volumes. O primeiro abrange os conceitos e métodos para o estudo dos fósseis. No segundo volume encontram-se aspectos relativos aos Paleoinvertebrados e Microfósseis. Já o terceiro volume apresenta os Paleovertebrados e a Paleobotânica.
Estes livros, contam-nos a instigante história geológica da vida. Tratam-se de obras destinadas a todos aqueles que desejam ampliar seus conhecimentos sobre a diversidade e transformações pelas quais passou o mundo orgânico no decurso do tempo profundo.
Formato 21x28 cm, BROCHURA:
- Vol. 1: 734 páginas;
- Vol. 2: 532 páginas;
- Vol. 3: 430 páginas.
Total: 1.696 páginas.
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25 julho 2026
Ilíada e Odisseia em prosa
Fluidez na leitura: Elimina as barreiras da métrica rígida e da inversão sintática da poesia antiga.
Foco no enredo: Facilita o acompanhamento das tramas complexas, como os cinquenta dias finais da Guerra de Troia na Ilíada ou os dez anos de retorno de Ulisses na Odisseia.
Porta de entrada: Funciona perfeitamente para estudantes e leitores iniciantes que se sentem intimidados pelo formato em verso.
Desvantagens da Prosa
Perda da musicalidade: O texto perde os recursos sonoros criados para a tradição oral e a performance pública.
Repetições exaustivas: Fórmulas fixas como "Atena dos olhos cinzentos" ou "o mar escuro como vinho", que ajudavam os poetas antigos a memorizar e rimar, perdem o sentido estético e podem parecer redundantes na prosa.
Distanciamento do épico: A grandiosidade trágica do gênero épico original é atenuada, aproximando a obra de um romance de aventura comum.
A sequência recomendada depende do seu objetivo de leitura, pois a ordem cronológica dos fatos é diferente da ordem em que as obras foram escritas.
1. Ordem de Publicação (Recomendada)
Esta é a sequência tradicional e a mais indicada para a leitura:
1º: Ilíada (Foco na Guerra de Troia)
2º: Odisseia (Foco no retorno para casa)
A Odisseia pressupõe que o leitor já conhece os heróis, os deuses e os acontecimentos da guerra descritos na Ilíada. O impacto psicológico do retorno dos guerreiros só faz sentido após testemunhar a brutalidade do combate no primeiro livro.
2. Ordem Cronológica dos Fatos (Para contextualização)
Acompanha a linha do tempo linear dos mitos gregos, a ordem se expande:
Guerra de Troia (Mito): O rapto de Helena e o início do cerco (não narrados na Ilíada).
Ilíada: Narra apenas algumas semanas do último ano da guerra.
A Queda de Troia: O Cavalo de Troia e a destruição da cidade (narrados brevemente na Odisseia e detalhados na Eneida de Virgílio).
Odisseia: Os 10 anos de viagem de Ulisses de volta para Ítaca.
24 julho 2026
TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS (Parte 4 de 4)
Um exemplo particularmente notável é a espiral de Heinrich Baumhauer, publicada em 1870, com o hidrogénio no centro e elementos com massa atómica crescente a girar para fora. Os elementos que caem em cada um dos raios da roda partilham propriedades comuns, assim como aqueles numa coluna (ou grupo) na tabela de hoje.
Eixo de Massa Atômica: Os elementos eram posicionados ao longo de uma linha espiral contínua em ordem crescente de peso atômico.Alinhamento de Afinidade: Elementos com propriedades químicas semelhantes (da mesma família) ficavam alinhados verticalmente nos raios da espiral.Periodicidade Visual: O aumento do raio da espiral representava visualmente o início de um novo período químico.
Embora o modelo histórico original de Baumhauer não tenha sido oficialmente "atualizado" pela comunidade científica moderna (já que o padrão internacional adotado universalmente foi o formato horizontal de Alfred Werner e as convenções da IUPAC), o conceito de tabela periódica em espiral evoluiu de forma moderna e atualizada através de outras formulações científicas baseadas na mesma lógica
Evoluções Modernas do Formato em Espiral
23 julho 2026
TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS (Parte 3 de 4)
No início do século XX, a tabela estabeleceu-se num formato horizontal, como a versão aparentemente contemporânea de Alfred Werner em 1905. Pela primeira vez, os gases nobres apareceram na sua posição à direita da tabela. Werner também deixou lacunas para futuras descobertas, embora tenha exagerado nas previsões, com sugestões de elementos mais leves que o hidrogénio, bem como um entre o hidrogénio e o hélio (que não existem).
A organização proposta pelo francês Charles Janet em 1928 é a alternativa mais aceita à proposta de Mendeleev. Janet rearranjou os elementos segundo o seu preenchimento orbital, ou seja, a probabilidade de encontrar um elétron a uma determinada distância do núcleo de um átomo.
Os blocos são lidos da direita para a esquerda (a tabela também é conhecida como “left-step”, ou passo à esquerda). Em cada linha, a soma dos números quânticos principal e secundário corresponde a um valor constante.
22 julho 2026
TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS (Parte 2 de 4)
Diferente do modelo tradicional em blocos, ela organiza os elementos em uma linha contínua que acompanha o aumento do número atômico, eliminando as quebras artificiais de linhas da tabela padrão.
Características Principais
Formato de caracol: Os elementos partem do Hidrogênio no centro e expandem-se para fora.
Projeções externas: Possui protuberâncias (como penínsulas) para acomodar os metais de transição, lantanídeos e actinídeos.
Previsão espacial: Deixa espaços abertos para os elementos que ainda não haviam sido descobertos (como os superactinídeos).
Vantagens e Objetivos
Continuidade: Mostra claramente a transição suave entre os períodos químicos.
Relações de grupo: Mantém os elementos com propriedades semelhantes alinhados em raios da espiral.
Didática: Foi desenvolvida para ajudar estudantes a visualizarem a periodicidade de forma mais intuitiva e menos fragmentada.
Diferenças Estruturais
A tabela de Otto Benfey (espiral) rompe com o modelo tradicional de Mendeleev (linhas e colunas) em três pontos estruturais principais:
1. Continuidade vs. Fragmentação
Tradicional: Usa quebras de linha artificiais. O hélio (He, número atômico fica isolado na ponta direita e o lítio (Li, 3) recomeça na extrema esquerda.
Benfey: É uma corda contínua. Os elementos seguem uma ordem numérica direta e ininterrupta, sem saltos visuais.
2. Integração dos Lantanídeos e Actinídeos
Tradicional: Isola essas duas séries em blocos separados na parte inferior da folha para economizar espaço físico.
Benfey: Integra esses elementos organicamente no fluxo principal por meio de "penínsulas" ou alças que saem da espiral e depois retornam a ela.
3. Geometria dos Grupos e Famílias
Tradicional: Alinha elementos com propriedades semelhantes (famílias) em colunas verticais rígidas.
Benfey: Alinha as famílias quimicamente semelhantes ao longo de raios (linhas imaginárias que partem do centro para as bordas da espiral).
21 julho 2026
TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS (Parte 1 de 4)
A Tabela Periódica de Mendeleev
O químico russo Dmitri Mendeleev criou a primeira versão da tabela periódica em 1º de março de 1869. Ele organizou os 63 elementos químicos conhecidos na época em ordem crescente de seus pesos atômicos, deixando espaços vazios para elementos que ainda seriam descobertos.
Principais Características da Tabela Original
Organização por Massa: Os elementos ficavam em ordem crescente de peso atômico.
Previsão de Elementos: Mendeleev deduziu as propriedades de elementos invisíveis para a ciência da época apenas observando os "buracos" na lógica de sua tabela.
Inversões Intuitivas: Quando a massa atômica não batia com a propriedade do elemento, Mendeleev priorizava a propriedade química (mudando o elemento de posição), prevendo corretamente que a massa medida na época estava errada.
Ausência de Gases Nobres: Elementos como Hélio (He) e Argônio (Ar) não constavam na primeira versão porque ainda não haviam sido descobertos.
A previsão: Mendeleev previu um elemento logo abaixo do alumínio, com massa atômica próxima a 68 e baixa temperatura de fusão.A descoberta: Em 1875, o químico francês Paul-Émile Lecoq de Boisbaudran descobriu o Gálio (Ga) (massa atômica 69,7). O metal literalmente derrete na palma da mão, confirmando a previsão.
A previsão: Um elemento com massa atômica em torno de 44, posicionado logo após o cálcio.A descoberta: Em 1879, o químico sueco Lars Fredrik Nilson isolou o Escândio (Sc) (massa atômica 44,9), cujas propriedades químicas batiam perfeitamente com o Eka-Boro.
A previsão: Mendeleev previu um elemento cinza-escuro abaixo do silício, com massa atômica de 72 e alta densidade.A descoberta: Em 1886, o alemão Clemens Winkler descobriu o Germânio (Ge) (massa atômica 72,6). As propriedades medidas em laboratório eram quase idênticas às que Mendeleev havia calculado no papel anos antes.
Hélio (He - 1868): Foi descoberto no Sol antes de ser encontrado na Terra. O astrônomo Pierre Janssen e o cientista Norman Lockyer analisaram a luz solar durante um eclipse e viram uma linha amarela desconhecida.Argônio (Ar - 1894): O físico Lord Rayleigh e o químico William Ramsay perceberam que o nitrogênio extraído do ar era mais pesado que o nitrogênio obtido por reações químicas. Eles isolaram o resíduo e descobriram o Argônio (do grego argos, que significa "preguiçoso" ou "inativo").A Explosão de Descobertas (1895-1898): Ramsay percebeu que o argônio não estava sozinho. Em poucos anos, ele isolou o Hélio na Terra (a partir de minerais de urânio) e descobriu o Criptônio (Kr), Neônio (Ne) e Xênon (Xe) destilando o ar líquido.
Serviu como uma ponte perfeita entre os elementos altamente eletronegativos (Halogênios, como F e Cl) e os altamente eletropositivos (Metais Alcalinos, como Li e Na).Permitiu que Ramsay e Mendeleev previssem a existência do Neônio, Criptônio e Xênon antes mesmo de isolá-los, preenchendo o novo grupo por completo.
20 julho 2026
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19 julho 2026
◙ OBJETOS TRANSNETUNIANOS
Um objeto transnetuniano (OTN), também escrito objeto transnetuniano, é qualquer planeta menor do Sistema Solar que orbita o Sol a uma distância média maior que a de Netuno, que possui um semieixo maior orbital de 30,1 unidades astronômicas (UA).
Normalmente, os OTNs são subdivididos em objetos clássicos e ressonantes do Cinturão de Kuiper, objetos do disco disperso e objetos separados, sendo os sednoides os mais distantes. Em fevereiro de 2025, o catálogo de planetas menores continha 1006 OTNs numerados e mais de 4000 não numerados. No entanto, quase 5900 objetos com semieixo maior superior a 30 UA estão presentes no catálogo MPC, sendo 1009 numerados.
O primeiro objeto transnetuniano a ser descoberto foi Plutão, em 1930. Foi preciso esperar até 1992 para descobrir um segundo objeto transnetuniano orbitando diretamente o Sol, o 15760 Albion. O OTN mais massivo conhecido é Éris, seguido por Plutão, Haumea, Makemake e Gonggong. Mais de 80 satélites foram descobertos orbitando objetos transnetunianos. Os OTNs variam em cor, sendo cinza-azulados (BB) ou muito vermelhos (RR). Acredita-se que sejam compostos por misturas de rocha, carbono amorfo e gelos voláteis, como água e metano, revestidos por tolinas e outros compostos orgânicos.
Doze planetas menores com um semieixo maior superior a 150 UA e periélio superior a 30 UA são conhecidos, denominados objetos transnetunianos extremos (OTNEs).
História
Descoberta de Plutão
A órbita de cada planeta é ligeiramente afetada pelas influências gravitacionais dos outros planetas. Discrepâncias no início do século XX entre as órbitas observadas e esperadas de Urano e Netuno sugeriram a existência de um ou mais planetas adicionais além de Netuno. A busca por esses planetas levou à descoberta de Plutão em fevereiro de 1930, que foi progressivamente considerado pequeno demais para explicar as discrepâncias. Estimativas revisadas da massa de Netuno, obtidas a partir da passagem da sonda Voyager 2 em 1989, mostraram que não há discrepância real: o problema residia em um erro nas expectativas para as órbitas. Plutão foi o mais fácil de encontrar por ser o mais brilhante de todos os objetos transnetunianos conhecidos. Ele também possui uma inclinação menor em relação à eclíptica do que a maioria dos outros grandes objetos transnetunianos, portanto, sua posição no céu geralmente está mais próxima da zona de busca no disco do Sistema Solar.
Plutão, o primeiro TNO conhecido, fotografado pela sonda New Horizons em 2015.
Descobertas subsequentes
Após a descoberta de Plutão, o astrônomo americano Clyde Tombaugh continuou a busca por objetos semelhantes durante alguns anos, mas não encontrou nenhum. Por muito tempo, ninguém procurou outros TNOs, pois acreditava-se que Plutão, classificado como planeta até agosto de 2006, era o único objeto importante além de Netuno. Somente após a descoberta de um segundo TNO, 15760 Albion, em 1992, começaram as buscas sistemáticas por outros objetos desse tipo. Uma ampla faixa do céu ao redor da eclíptica foi fotografada e avaliada digitalmente em busca de objetos de movimento lento. Centenas de TNOs foram encontrados, com diâmetros variando de 50 a 2.500 quilômetros. Éris, o TNO mais massivo conhecido, foi descoberto em 2005, reacendendo uma antiga disputa na comunidade científica sobre a classificação de grandes TNOs e se objetos como Plutão podem ser considerados planetas. Em 2006, Plutão e Éris foram classificados como planetas anões pela União Astronômica Internacional.
Classificação
De acordo com sua distância do Sol e seus parâmetros orbitais, os objetos transnetunianos (TNOs) são classificados em dois grandes grupos: os objetos do Cinturão de Kuiper (KBOs) e os objetos do disco disperso (SDOs). O diagrama abaixo ilustra a distribuição de objetos transnetunianos conhecidos além da órbita de Netuno a 30,07 UA. Diferentes classes de TNOs são representadas em cores diferentes. A parte principal do Cinturão de Kuiper é mostrada em laranja e azul entre as ressonâncias orbitais 2:3 e 1:2 com Netuno. Plutinos (laranja) são os objetos na ressonância 2:3, incluindo os planetas anões Plutão e Orcus. Os objetos clássicos do Cinturão de Kuiper são mostrados em azul, com os maiores deles, incluindo Haumea, Makemake e Quaoar, na população dinamicamente "quente", em azul claro, e a população dinamicamente "fria", incluindo 486958 Arrokoth, em órbitas de baixa excentricidade agrupadas perto de 44 UA, em azul escuro. O disco disperso pode ser encontrado além do Cinturão de Kuiper, mostrado em cinza e roxo. Esses objetos, incluindo os planetas anões Éris e Gonggong, foram excitados para órbitas excêntricas devido a perturbações gravitacionais de Netuno, resultando em uma concentração de seus periélios na faixa horizontal entre 30 e 40 UA. Alguns objetos desprendidos, como (612911) 2004 XR190, no entanto, possuem periélios mais altos. Os centauros, mostrados em verde, foram perturbados do disco disperso para órbitas que cruzam os planetas externos. Corpos em ambos os grupos podem ser encontrados em ressonâncias de movimento médio com Netuno; estes são representados em vermelho.
Finalmente, objetos transnetunianos extremos são mostrados à direita do diagrama, muitos com órbitas que se estendem por mais de 1000 UA do Sol. Estes podem ser divididos no disco disperso estendido (rosa), incluindo (768325) 2015 BP519, nos objetos distantes destacados (marrom), incluindo 2017 OF201, e nos quatro sednoides conhecidos, incluindo Sedna e 541132 Leleākūhonua.
Distribuição de objetos transnetunianos, com o semieixo maior no eixo horizontal e o periélio no eixo vertical. Objetos dispersos do disco ocupam a ampla região horizontal em cinza e roxo, enquanto objetos em ressonância com Netuno estão em vermelho. Objetos transnetunianos extremos e sednoides estão em rosa, marrom e amarelo. Por fim, o cinturão de Kuiper clássico está em azul.
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