Postagem em destaque

BRAVE NEW WORLD / ADMIRÁVEL MUNDO NOVO / UN MUNDO FELIZ (Part 2 of 2)

THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE -  CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....

30 junho 2026

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 5 de 16)

DIFERENCIAÇÕES E DEFINIÇÕES IMPORTANTES


As principais diferenças biológicas e evolutivas entre os grupos baseiam-se na classificação taxonômica, na anatomia craniana/dietética e na locomoção.


A) Hominídeos & Hominineae

A diferença está no nível de parentesco dentro da árvore taxonômica dos primatas.
  • Hominídeos (Família Hominidae): Grupo maior. Inclui humanos, chimpanzés, gorilas e orangotangos.
  • Hominineae (Subfamília Homininae): Grupo menor. Exclui os orangotangos. Inclui apenas humanos, chimpanzés, gorilas e seus ancestrais extintos.


B) Australopithecus & Paranthropus & Homo

A diferença está na anatomia craniana, na dieta e na capacidade tecnológica.
  • Australopithecus: Hominídeos bípedes primitivos. Possuíam dentes e mandíbulas generalistas. Cérebro pequeno.
  • Paranthropus: Linhagem extinta de "australopitecíneos robustos". Possuíam cristas sagitais e megadontia (dentes enormes) para triturar vegetais duros.
  • Homo: Linhagem humana. Apresenta grande expansão cerebral. Uso e fabricação de ferramentas complexas. Dentes menores.


C) Macacos & Apes & Humanos

A diferença está na presença de cauda, no tamanho cerebral e na postura bípede.
  • Macacos (Monkeys): Primatas menores. Possuem cauda. Locomoção majoritariamente quadrúpede sobre os galhos.
  • Apes (Grandes Primatas/Hominoideia): Primatas maiores. Não possuem cauda. Cérebro mais desenvolvido. Inclui chimpanzés, gorilas e orangotangos.
  • Humanos: Primatas bípedes obrigatórios. Cérebro altamente hipertrofiado. Linguagem articulada complexa. Dependência total de cultura e tecnologia.

* * *

O termo antigo Pithecanthropus
Pitecanthropus (ou Pithecanthropus erectus) é o termo histórico e científico antigo para o que hoje classificamos oficialmente como Homo erectus.

Pithecanthropus erectus - Homo erectus. 


Origem do Nome

  • Significado: "Homem-macaco ereto" (do grego píthekos = macaco; ánthropos = homem).
  • Descoberta: Encontrado em Java (Indonésia) em 1891 por Eugène Dubois.
  • Apelido Famoso: Ficou mundialmente conhecido como o Homem de Java.

Mudança Científica

  • Reclassificação: O termo Pithecanthropus caiu em desuso taxonômico.
  • Gênero Atual: Cientistas moveram o fóssil para o gênero Homo.
  • Motivo: Ficou provado que ele já era um humano verdadeiro, bípede e com cérebro expandido.

Importância Evolutiva

  • Ele se encaixa no Gênero Homo.
  • Foi o primeiro hominídeo a dominar o fogo de forma sistemática.
  • Foi a primeira espécie humana a migrar em massa para fora da África.


* * *

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 4 de 16)

Diferenciação

Para diferenciar um grande macaco antigo (hominídeo) de um ancestral da linhagem humana (hominínio), os cientistas buscam principalmente duas mudanças anatômicas drásticas no esqueleto: o bipedalismo e a redução dos caninos.



Posições do forame magno no Chimpanzé, Australopithecus, Homo erectus e Homo sapiens.

1. Anatomia do Bipedalismo (Caminhar Ereto)

A transição para andar em dois pés modificou completamente a estrutura óssea do corpo. Ao analisar fósseis, os cientistas procuram por três pontos críticos:
  • O Forame Magno: É o orifício na base do crânio por onde passa a medula espinhal. Nos macacos quadrúpedes (como os gorilas), ele fica na parte traseira do crânio, pois o pescoço fica inclinado para frente. Nos hominínios (como o Sahelanthropus), ele migrou para o centro da base do crânio, permitindo que a cabeça ficasse equilibrada diretamente no topo de uma coluna vertical.
  • A Pelve (Bacia): Nos macacos que andam apoiados nos nós dos dedos, a bacia é longa e estreita. Nos hominínios (como o Ardipithecus), ela se tornou curta e larga, em formato de bacia ou tigela, para suportar o peso dos órgãos internos na posição vertical e ancorar músculos que estabilizam o caminhar.
  • O Ângulo do Fêmur: Nos grandes macacos, o fêmur (osso da coxa) desce reto até o joelho. Nos hominínios (visto claramente no Orrorin), o fêmur é inclinado para dentro. Isso joga os joelhos e os pés diretamente abaixo do centro de gravidade do corpo, permitindo o equilíbrio em uma perna só enquanto a outra dá o passo.

2. Mudança na Dentição (O Complexo de Afiação)

Os grandes macacos usam os dentes para exibição de dominância, agressão e defesa. A linhagem humana mudou essa dinâmica completamente:
  • Caninos Menores: Machos de chimpanzés e gorilas possuem caninos longos, afiados e projetados para fora. Nos hominínios, desde o Sahelanthropus, os caninos tornaram-se visivelmente menores, mais rombudos e com formato semelhante ao dos dentes incisivos.
  • Fim do Complexo C/P3 (Honig): Em macacos, para que os caninos superiores enormes caibam na boca ao fechá-la, existe um espaço físico na arcada inferior chamado diastema. Além disso, o primeiro pré-molar inferior funciona como uma espécie de "afiador" natural para o canino superior. Nos hominínios, esse complexo de afiação desaparece completamente, permitindo uma mastigação com movimentos tridimensionais (para os lados), ideal para uma dieta mais variada no solo.


Resumo Comparativo

Estrutura ÓsseaGrandes Macacos (Hominídeos do Mioceno)Primeiros Ancestrais Humanos (Hominínios)
Forame MagnoVoltado para trásVoltado para baixo (centralizado)
Formato da PelveLonga e planaCurta e em formato de tigela
Dentes CaninosGrandes, afiados e projetadosPequenos, rombudos e sem afiação
Postura PrincipalQuadrúpede (apoio nos nós dos dedos)Bípede (facultativo ou habitual)

LIMITE INFERIOR 
O Sahelanthropus tchadensis (fóssil conhecido como "Toumaï", datado de cerca de 7 milhões de anos atrás) representa o limite inferior conhecido do nosso clado. Ele é o ponto inicial da linhagem dos hominínios, a fronteira final da nossa separação com os chimpanzés.
Essa posição de "fronteira" gera debates intensos na ciência por três razões principais:

Limiar da anatomia
O Sahelanthropus exibe uma combinação única de traços que o coloca perfeitamente nesse limite:
Lado Humano: O forame magno (orifício da base do crânio) é deslocado para a frente, indicando bipedalismo, e os caninos são menores, sem o complexo de afiação dos macacos.
Lado Macaco: O volume cerebral é extremamente reduzido (cerca de 350 cm³, similar ao de um chimpanzé) e a face apresenta um maxilar muito projetado para a frente (prognatismo).

Debate científico
Por ser o limite inferior, alguns cientistas (como os paleoantropólogos Milford Wolpoff e Brigitte Senut) questionaram no passado se ele era realmente um ancestral humano. Eles argumentaram que as evidências de bipedalismo no crânio eram inconclusivas e que o Sahelanthropus poderia ser um ancestral dos gorilas ou um grande macaco extinto que desenvolveu características bípedes de forma independente.
No entanto, estudos de modelagem 3D do crânio e a análise posterior de elementos pós-cranianos (como o fêmur) reforçaram a sua posição como o hominínio mais antigo conhecido.

Relógio molecular
A genética estima que a separação entre humanos e chimpanzés (o CHLCA) ocorreu entre 8 e 6 milhões de anos atrás. O Sahelanthropus, estando cravado em 7 milhões de anos, encaixa-se perfeitamente na janela temporal prevista pelo DNA, operando como o primeiro "elo" físico dessa transição.
Abaixo do Sahelanthropus, entramos no território dos hominídeos puramente simiescos do Mioceno (como o Nakalipithecus).

*   *   *

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 3 de 16)

Primatas Anteriores aos Primeiros Hominínios

Os primatas diretamente anteriores aos primeiros hominínios conhecidos (Sahelanthropus tchadensis, Orrorin tugenensis, Ardipithecus kadabba e Ardipithecus ramidus) foram os grandes hominídeos do Mioceno Médio e Superior, que viveram aproximadamente entre 13 e 7 milhões de anos atrás).

Essa época marca o período que antecedeu ou coincidiu com o Ancestral Comum entre Humanos e Chimpanzés (CHLCA). Como o registro fóssil dessa transição exata é escasso na África, a ciência aponta para gêneros de fósseis euroasiáticos e africanos muito próximos dessa divisão basal.

Principais Primatas e Gêneros Anteriores

Os candidatos evolutivos e parentes mais próximos que antecedem esse grupo dividem-se principalmente em:

1. O Ancestral Comum Humano-Chimpanzé (CHLCA Chimpanzee-human last common ancestor)

  • Status: Conceito evolutivo (ainda sem um fóssil consensual definitivo).
  • Período: Entre 8 e 7 milhões de anos atrás.
  • O que era: O último primata cuja população se dividiu em duas linhagens independentes: uma que levou aos chimpanzés e bonobos modernos (Pan) e outra que originou a linhagem humana (Hominina).


CHLCA (Ancestral Comum) Chimpanzee-human last common ancestor.

 "Se os humanos evoluíram dos macacos, por que ainda existem macacos?"
A resposta é simples — e fascinante. Os humanos não vieram dos macacos que vemos hoje. Em vez disso, tanto os humanos quanto os macacos modernos compartilham um ancestral comum que viveu há milhões de anos.
Essas espécies antigas se dividiram em ramos separados. Um ramo eventualmente levou aos humanos, enquanto outros levaram às muitas espécies de macacos e símios que vivem hoje. Portanto, a evolução não funciona como uma escada com humanos no topo e todo o resto embaixo. É uma árvore ramificada - cheia de caminhos, becos sem saída e surpresas.
E aqui está algo notável: humanos e chimpanzés ainda compartilham cerca de 98% de seu DNA, mostrando o quão próximas nossas histórias evolutivas permanecem.
A conclusão? Os humanos não substituíram os macacos - evoluímos junto com eles.
Somos todos parte da mesma árvore viva, que continua crescendo e mudando com o tempo. 
Fontes: National Geographic. (2023). Evolução Humana: Ancestrais Compartilhados e Caminhos Divergentes.
Scientific American. (2022). A Árvore da Vida: Como a Evolução se Ramifica, Não Sobe.
Britannica. (2024). Evolução Humana.

2. Grandes Macacos do Mioceno (Hominidae Basais)

Antes da divergência, a África e a Eurásia eram povoadas por hominídeos que compartilhavam traços que depois se separariam entre humanos e grandes símios:
  • Nakalipithecus nakayamai (África): Vivido há cerca de 9,9 milhões de anos na região onde hoje é o Quênia. É considerado por muitos paleoantropólogos como o parente evolutivo mais próximo do ancestral comum entre humanos, chimpanzés e gorilas descoberto em solo africano.
  • Ouranopithecus macedoniensis (Europa/Grécia): Datado de 9,6 a 8,7 milhões de anos atrás. Embora encontrado na Europa, possui semelhanças impressionantes na anatomia da face e dentes com os primeiros hominínios africanos.
  • Samburupithecus (África): Viveu há cerca de 9,5 milhões de anos no Quênia. Conhecido por fósseis maxilares, situando-se cronologicamente logo antes da separação das linhagens dos gorilas e humanos.
  • Pierolapithecus catalaunicus e Dryopithecus (Europa): Hominídeos ainda mais antigos (entre 12 e 10 milhões de anos) que mostram o início das adaptações anatômicas do tronco dos grandes primatas, antes de qualquer bipedalismo ou diferenciação em hominínios.

Cronologia da Transição Clade

Período (Anos)Grupo / EspéciePapel Evolutivo
~12 a 9 MaNakalipithecus / OuranopithecusÚltimos grandes macacos unificados da África/Europa.
~8 a 7 MaCHLCA (Ancestral Comum) Chimpanzee-human last common ancestorPonto exato de divisão genética entre humanos e chimpanzés.
~7 MaSahelanthropus tchadensisInício da linhagem hominínia (bipedalismo facultativo primitivo).
~6 MaOrrorin tugenensisAdaptação mais clara para caminhar ereto.
~5.5 a 4.4 MaArdipithecus (kadabba / ramidus)Transição avançada adaptada à vida arbórea e terrestre.

Considerados hominídeos 
Eles são considerados hominídeos (família Hominidae), mas a classificação muda de acordo com o nível de parentesco com a nossa espécie.
Na biologia moderna, a árvore genealógica é dividida em "degraus" taxonômicos para separar os grandes macacos dos ancestrais exclusivos do ser humano. Veja como funciona essa divisão:

1. Hominídeos (Família Hominidae)

  • Quem faz parte: Humanos, chimpanzés, bonobos, gorilas, orangotangos e todos os seus ancestrais extintos (incluindo Nakalipithecus, Ouranopithecus e Dryopithecus).
  • Por que eles entram aqui: O termo "hominídeo" engloba todos os grandes primatas antropomórficos. Como esses fósseis do Mioceno são parentes próximos ou ancestrais diretos desse grupo completo, eles são classificados tecnicamente como hominídeos.

2. Hominínios (Subtribo Hominina)

Esta é a distinção mais importante que os cientistas fazem hoje:
  • Quem faz parte: Apenas os humanos modernos (Homo sapiens) e todas as espécies extintas que surgiram depois da separação do ancestral comum com os chimpanzés.
  • Sahelanthropus, Orrorin e Ardipithecus: já são considerados hominínios. Eles possuem características únicas — como o bipedalismo (caminhar ereto) e dentes caninos reduzidos — que os colocam exclusivamente na nossa linhagem.
  • O grupo anterior: Os primatas como o Nakalipithecus viveram antes dessa divisão. Por isso, eles são hominídeos, mas não são hominínios.

Resumo Visual da Classificação

  • Hominídeos (Termo Amplo) ──► Inclui Nakalipithecus, Gorilas, Chimpanzés e Humanos.
    • Hominínios (Termo Estrito) ──► Inclui apenas a linhagem humana (Sahelanthropus até Homo sapiens).

*   *   *

29 junho 2026

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 2 de 16)

FAMÍLIA HOMINIDÆ

Os Hominídeos atuais formam uma família taxonômica dos grandes primatas, incluindo os quatro gêneros existentes:

  • Chimpanzés (Pan) - 2 espécies
  • Gorilas (Gorilla) - 2 espécies
  • Humanos (Homo) - 1 espécie
  • Orangotangos (Pongo) - 2 espécies


Construção de modelo forense com utilização de software, que no exemplo mostra como seria o rosto de um hominídeo (nesse caso gênero Homo) a partir de fóssil do seu crânio.


Até recentemente, considerava-se que a família Hominidae incluía apenas o gênero Homo; os orangotangos, gorilas, bonobos, e chimpanzés eram classificados na família Pongidae, que também incluía os gibões que atualmente se encontram classificados na família Hylobatidae - esta família é por vezes considerada a família-irmã dos hominídeos na super-família Hominoidea, dentro da ordem dos primatas.

Estudos realizados com técnicas moleculares indicam que os chimpanzés, gorilas e humanos formam uma "clade", com os orangotangos um pouco mais separados filogeneticamente. Os membros não-humanos atuais desta família encontram-se apenas na África equatorial, na Sumatra e em Bornéu. No entanto, foram encontrados fósseis de hominídeos desde o Mioceno (de há cerca de 20 milhões de anos) em praticamente todos os continentes (aparentemente, nas Américas, os fósseis de hominídeos não vão para além dos 60 mil anos).

Os hominídeos são os maiores primatas, com pesos variando entre 48 kg e 270 kg - em geral, os machos são maiores que as fêmeas -, com corpos robustos e braços bem desenvolvidos. Têm o polegar e o hallux (o dedo grande do pé) oponível aos outros dedos (exceto no gênero humano que perdeu a oponibilidade no pé) e todos os dedos têm unhas achatadas. Nenhum hominídeo tem cauda nem calosidades isquiais. Existem ainda numerosas diferenças no esqueleto entre os hominídeos e os outros primatas relacionadas com o seu porte vertical.

Todos os membros desta família têm um crânio maior (relativamente ao tamanho do corpo) e um cérebro mais desenvolvido e mais complexo do que qualquer outro animal e são catarrinos, ou seja, têm as narinas próximas uma da outra e viradas para frente e para baixo. A fórmula dental é a mesma em todos os membros deste grupo: 2.1.2.3 / 2.1.2.3 X 2 = 32, os incisivos largos e os caninos nunca se encontram transformados em presas.



EVOLUÇÃO HUMANA: Concepção artística de um grupo de hominídeos pré-históricos em atividade.


Os hominídeos são omnívoros, mas a base da sua alimentação são vegetais. Outra característica é a complexidade do seu comportamento social, expressão facial e vocalização complexa. Todos constroem ninhos e exercem cuidados parentais durante um largo período; geralmente as fêmeas têm um único filhote em cada gestação.


TAXONOMIA DA FAMÍLIA HOMINIDAE GRAY, 1825

SUBFAMÍLIA "KENYAPITHECINI" (="EOHOMINOIDEA" BEGUN, 2005)


- Griphopithecus †
     - Griphopithecus alpani - Paşalar e Çandir, Turquia
     - Griphopithecus suessi (=G. darwini) - Hungria, Alemanha, Áustria e Eslováquia.

- Austriacopithecus †
     - Austriacopithecus weinfurteri - Klein Hadersdorf e Rakúsku
     - Austriacopithecus abeli - Klein Hadersdorf e Rakúsku

- Equatorius Ward et alii, 1999
     - Equatorius africanus (Le Gros Clark and Leakey, 1951) (=Kenyapithecus africanus) - Quênia

- Nacholapithecus Ishida et alii, 1999
     - Nacholapithecus kerioi Ishida et alii, 1999- Mioceno Médio, Quênia

- Kenyapithecus - Quênia
     - Kenyapithecus wickeri Leakey, 1962 - 14 Ma, Quênia.



SUBFAMÍLIA PONGINAE

- Ankarapithecus Ozansoy, 1965 †
     - Ankarapithecus meteai Ozansoy, 1965 - Mioceno Superior, Turquia.

- Lufengpithecus Wu, 1987 †
     - Lufengpithecus lufengensis (Xu et alii, 1978) (=Ramapithecus lufengensis)
     - Lufengpithecus keiyuanensis (Woo, 1957) (=Dryopithecus keiyuanensis) - Xiaolongtan, China
     - Lufengpithecus hudienensis Zhang et alii, 1987

- Sivapithecus Pilgrim, 1910 †
     - Sivapithecus parvada Kelley, 1988 - Mioceno Superior (9,1 Ma), Potwar, Paquistão
     - Sivapithecus punjabicus (=Ramapithecus punjabicus)
     - Sivapithecus sivalensis - Mioceno Superior (8,7-8 Ma), Siwaliks, Paquistão
     - Sivapithecus indicus Pilgrim, 1910 - Mioceno Superior (8,7-8 Ma), Siwaliks, Paquistão
     - Sivapithecus simonsi
     - Sivapithecus brevirostris (=Ramapithecus brevirostris)

- Indopithecus Von Koenigswald, 1950
     - Indopithecus giganteus (Pilgrim, 1915) (=Gigantopithecus bilaspurensis) Mioceno Superior (7,8-7,3 Ma), Siwaliks, Paquistão

- Gigantopithecus Von Koenigswald, 1935
     - Gigantopithecus blacki von Koenigswald, 1935 - Pleistoceno, China

- Khoratpithecus Chaimanee et alii, 2004
     - Khoratpithecus chiangmuanensis (Chaimanee et alii, 2003) - Mioceno Superior (MN9), Chiang Muan, Tailândia
     - Khoratpithecus piriyai Chaimanee et alii, 2004 - Nakhon Ratchasima, Tailândia.

- Pongo Lacépède, 1799
     - Pongo pygmaeus (Linnaeus, 1760)
     - Pongo abelii


SUBFAMÍLIA DRYOPITHECINAE

- Pierolapithecus
     - Pierolapithecus catalaunicus Moyà-Solà et al, 2004 - Mioceno (13 Ma), Espanha
     - Dryopithecus Lartet, 1856
     - Dryopithecus wuduensis
     - Dryopithecus carinthiacus - Mioceno Médio (MN 7-8, 12,5 Ma), Hungria
     - Dryopithecus fontani - Mioceno Médio (MN 8), Saint Gaudens, França; Seu d'Urgell, Espanha.
     - Dryopithecus brancoi (=Rudapithecus hungaricus) - Mioceno Superior (MN 9, 10 Ma), Hungria
     - Dryopithecus (Hispanopithecus) laietanus - Mioceno Superior (MN 9), Can Llobateres, Espanha
     - Dryopithecus crusafonti Begun, 1991 - Mioceno Superior , Can Ponsic, Espanha
     - Dryopithecus sihongensis
     - Dryopithecus (Udabnopithecus) garedziensis (Burchak-Abramovich & Gabashvili, 1945)

- Samburupithecus
     - Samburupithecus kiptalami - Mioceno Superior (9,5 Ma), Samburu Hills, Quênia.

- Ouranopithecus Bonis & Melentis, 1977
     - Ouranopithecus macedoniensis
     - Ouranopithecus turkae Güleç, Sevim, Pehlevan & Kaya, 2007

- Nakalipithecus Kunimatsu et alii, 2007
     - Nakalipithecus nakayamai Kunimatsu et alii, 2007 - Mioceno Superior (9,9 - 9,8 M.a.), Nakali, Quênia


SUBFAMILIA HOMININAE

     Tribo Gorillini


     - Chororapithecus Suwa et alii, 2007
          - Chororapithecus abyssinicus Suwa et alii, 2007 - Mioceno Superior (10,5-10 Ma), Formação Chorora, Etiópia

     - Orrorin Senut et alii, 2001
          - Orrorin tugenensis Senut et alii, 2001 - 6-5,7 Ma, Lukeino, Quênia

     - Sahelanthropus Brunet et alii, 2002
          - Sahelanthropus tchadensis Brunet et alii, 2002 - 7-6 Ma, Toros-Menalla, Chade

     - Kenyanthropus Leakey et alii, 2001
          - Kenyanthropus platyops Leakey et alii, 2001 - 3,5-3,2 Ma, Lago Turkana, Quênia

     - Gorilla (I. Geoffroy, 1852)
          - Gorilla gorilla (Savage & Wyman, 1847)
               - G. g. gorilla - Gorila-da-planície-ocidental
               - G. g. diehli (Matschie, 1904) - Gorila do Rio Cross
          - Gorilla beringei
               - G. b. beringei - Gorila-da-montanha
               - G. b. graueri - Gorila-da-planície-oriental


Tribo Hominini

     Subtribo Panina


          - Pan Oken, 1816
               - Pan troglodytes (Blumenbach, 1775) - chimpanzé
               - Pan paniscus, Schwartz, 1929 - bonobo ou chimpanzé-pigmeu

     Subtribo Hominina

          - Ardipithecus, White, 1994
               - Ardipithecus ramidus (White, Suwa et Asfaw, 1994)
                    - A. r. ramidus
                    - A. r. kadabba

          - Australopithecus, Dart, 1925
               - Australopithecus anamensis Leakey, Feibel, McDougall & Walker, 1995 - Kanapoi, Quênia
               - Australopithecus afarensis Johanson & White, 1978 (=Praeanthropus afarensis)
               - Australopithecus africanus Dart, 1925 (=Praeanthropus africanus)
               - Australopithecus bahrelgazali Brunet et alii, 1996 - Chade
               - Australopithecus garhi Asfaw et alii, 1999 - Etiópia

          - Paranthropus Broom, 1938
               - Paranthropus aethiopicus (Olson, 1985)
               - Paranthropus robustus Broom, 1938
               - Paranthropus boisei (Leakey & Leakey, 1959) † (=Zinjanthropus boisei)

          - Homo Linnaeus, 1758
               - Homo rudolfensis (Alexeev, 1986) † - Olduvai, Tanzânia; Koobi Fora, Quênia; e Omo, Etiópia.
               - Homo habilis (Leakey et alii, 1964) †
               - Homo ergaster † Groves & Mazak, 1975
               - Homo georgicus Vekua et alii, 2002 †
               - Homo erectus (Dubois, 1892) †(=Pithecanthropus erectus)
                    - Homo erectus erectus - Homem de Java, Pitecantropo
                    - Homo erectus pekinensis - Homem de Pequim, Sinantropo
               - Homo floresiensis †
               - Homo antecessor Bermúdez de Castro et alii, 1997 †
               - Homo heidelbergensis Schoetensack, 1908 †
               - Homo neanderthalensis (King, 1864)†
               - Homo sapiens
                    - Homo sapiens idaltu †
                    - Homo sapiens sapiens


PALEONTOLOGIA - AUSTRALOPITECÍNEOS

Subfamília de Primatas fósseis pertencentes, segundo alguns autores, aos Hominídeos, enquanto para outros são simplesmente Pré-hominídeos. O grupo compreende diversos géneros, todos africanos, tais como Australopithecus, Paranthropus, Telanthropus, Zinjanthropus, etc. Até há pouco, só eram conhecidos na África do Sul (a que alude o nome de Australopithecus), mas recentemente apareceram restos de Paranthropus perto do lago Chade. Os Australopitecíneos eram Primatas cuja estatura atingia 1,20 m ou mais, tinham atitude erecta (bipedia) e possuíam capacidade craniana de 600 a 700 cm³ (superior à do chimpanzé e vizinha à do gorila). A dentição lembra a dos grandes símios, sobretudo pela forma em U da arcada dentária. Porém, os molares e os caninos são de tipo humano. Segundo tudo leva a crer, os Australopitecíneos não atingiram a fase instrumental, embora alguns autores os considerem ligados à pebble culture.


GRUPOS DE ANCESTRAIS HUMANOS



Árvore que abrange os últimos 7 milhões de anos com os hominídeos distribuídos em 4 grupos: Ardipithecus, Australopithecus, Paranthropus, e os mais recentes Homo.




*   *   *   *   *



Fonte principal: Wikipedia.




28 junho 2026

EVOLUÇÃO HUMANA (Parte 1 de 16)

HISTÓRICO DA PALEOANTROPOLOGIA

EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA



Diagrama da divergência dos grupos taxonômicos modernos em relação aos seus ancestrais comuns.


A evolução humana é a origem e a evolução do Homo sapiens como uma espécie distinta dos outros hominídeos, dos grandes macacos e mamíferos placentários. O estudo da evolução humana engloba muitas disciplinas científicas, incluindo a antropologia física, primatologia, a arqueologia, linguística e genética.

O termo "humano" no contexto da evolução humana refere-se ao gênero Homo, mas os estudos da evolução humana usualmente incluem outros hominídeos, como os australopitecos. O gênero Homo se afastou dos Australopitecos entre 2,3 e 2,4 milhões de anos na África. Os cientistas estimam que os seres humanos ramificaram-se de seu ancestral comum com os chimpanzés - o único outro hominis vivo - entre 5 e 7 milhões anos atrás. Diversas espécies de Homo evoluíram e agora estão extintas. Estas incluem o Homo erectus, que habitou a Ásia, e o Homo neanderthalensis, que habitou a Europa. O Homo sapiens arcaico evoluiu entre 400.000 e 250.000 anos atrás.

A opinião dominante entre os cientistas sobre a origem dos humanos anatomicamente modernos é a "Hipótese da origem única", que argumenta que o Homo sapiens surgiu na África e migrou para fora do continente em torno 50-100,000 anos atrás, substituindo as populações de H. erectus na Ásia e de H. neanderthalensis na Europa. Já os cientistas que apoiam a "Hipótese multirregional" argumentam que o Homo sapiens evoluiu em regiões geograficamente separadas.


HISTÓRICO DA PALEOANTROPOLOGIA



Distribuição geográfica e temporal do gênero "Homo". Outras interpretações podem diferir na taxonomia e distribuição geográfica.


A moderna área da paleoantropologia começou com o descobrimento do H. neanderthal e evidências de outros "homens das cavernas" no século 19. A ideia de que os humanos eram similares a certos macacos era óbvia para alguns há algum tempo. Mas, a ideia de evolução biológica das espécies em geral não foi legitimada até à publicação de A Origem das Espécies por Charles Darwin em 24 de novembro de 1859. Apesar do primeiro livro de Darwin sobre evolução não abordar a questão da evolução humana, era claro para leitores contemporâneos o que estava em jogo. Debates entre Thomas Huxley e Richard Owen focaram na ideia de evolução humana, e quando Darwin publicou seu próprio livro sobre o assunto (A descendência do Homem e Seleção em relação ao Sexo), essa já era uma conhecida interpretação da sua teoria - e seu bastante controverso aspecto. Até muitos dos apoiantes originais de Darwin (como Alfred Russel Wallace e Charles Lyell) rejeitaram a ideia de que os seres humanos poderiam ter evoluído sua capacidade mental e senso moral pela seleção natural.

Desde o tempo de Lineu, alguns grandes macacos foram classificados como sendo os animais mais próximos dos seres humanos, baseado na similaridade morfológica. No século XIX, especulava-se que nossos parentes mais próximos eram os chimpanzés e gorilas. E, baseado na distribuição natural dessas espécies, supunha-se que os fósseis dos ancestrais dos humanos seriam encontrados na África e que os humanos compartilhavam um ancestral comum com os outros antropoides africanos.

Foi apenas na década de 1890 que fósseis além dos de Neandertais foram encontrados. Em 1925, Raymond Dart descreveu o Australopithecus africanus. O espécime foi o Bebê de Taung, um infante de Australopithecus descoberto em Taung, África do Sul. Os restos constituíam-se de um crânio muito bem preservado e de um molde endocranial do cérebro do indivíduo. Apesar do cérebro ser pequeno (410 cm³), seu formato era redondo, diferentemente daqueles dos chimpanzés e gorilas, sendo mais semelhante ao cérebro do homem moderno. Além disso, o espécime exibia dentes caninos pequenos e a posição do foramen magnum foi uma evidência da locomoção bípede. Todos esses traços convenceram Dart de que o "Bebê de Taung" era um ancestral humano bípede, uma forma transitória entre "macacos" e humanos. Mais 20 anos passariam até que as reivindicações de Dart fossem levadas em consideração, seguindo a descoberta de mais fósseis que lembravam o achado de Dart. A visão prevalecente naquele tempo era a de que um cérebro grande desenvolveu-se antes da locomoção bípede. Pensava-se que a inteligência presente nos humanos modernos fosse um pré-requisito para o bipedalismo.

Os Australopithecíneos são agora vistos como os ancestrais imediatos do gênero Homo, grupo ao qual os homens modernos pertencem. Tanto os Australopithecines quanto o Homo pertencem à família Hominidae, mas dados recentes têm levado a questionar a posição do A. africanus como um ancestral direto dos humanos modernos; ele pode muito bem ter sido um primo mais distante. Os Australopithecines foram originalmente classificados em dois tipos: gráceis e robustos. A variedade robusta de Australopithecus tem, desde então, sido reclassificada como Paranthropus. Na década de 1930, quando os espécimes robustos foram descritos pela primeira vez, o gênero Paranthropus foi utilizado. Durante a década de 1960, a variedade robusta foi transformada em Australopithecus. A tendência recente tem-se voltado à classificação original como um gênero separado.


ÁRVORE GENEALÓGICA HUMANA


  

Árvore da genealogia humana: nas barras magenta a localização de cada espécie no tempo (em milhões de anos) no período geológico Neogeno (Pleistoceno, Plioceno e Mioceno).



Árvore genealógica humana: nas barras verdes a localização de cada espécie no tempo (em milhões de anos) com suas capacidades cerebrais (em c
).



Árvore da família humana simplificada.



*     *     *


Fonte principal: Wikipedia.