- Reação principal: O metano reage com o oxigênio atmosférico O{2}, gerando dióxido de carbono CO{2}, vapor de água H{2}O e liberação massiva de calor.
- Equação química: CH{4}(g) + 2O{2}(g) → CO{2}(g) + 2H{2}O(g) + ΔH
- Termodinâmica: Trata-se de uma reação altamente exotérmica ΔH aprox. -890 kJ/mol, o que significa que ela produz seu próprio calor para continuar ativa.
- Combustão incompleta: Devido à variação na oferta de oxigênio dentro das frestas das rochas, ocorre combustão incompleta, produzindo monóxido de carbono CO e fuligem (carbono puro).
- Impurezas: O gás da região contém traços de sulfeto de hidrogênio H{2}S, que confere o cheiro característico de "ovo podre" nos arredores.
- Pressão geológica: O metano está confinado em reservatórios subterrâneos sob alta pressão. Ele escapa continuamente para a superfície através das fraturas geradas pelo colapso do solo.
- Correntes de convecção: O ar quente gerado pelas chamas sobe rapidamente por ser menos denso. Isso cria uma zona de baixa pressão na base da cratera, que suga constantemente o ar frio e rico em oxigênio das laterais, alimentando o fogo.
- Transferência de calor: O calor se propaga por radiação térmica (aquecendo o ar ao redor) e condução pelas rochas, que atingem temperaturas superiores a 400 graus centígrados nas paredes internas.
Cratera de Darvaza
A cratera de gás de Darvaza (em turcomano: Jähennem derwezesi, Җәхеннем дервезеси), também conhecida como "Porta do Inferno", é um antigo local de exploração de gás natural situado no deserto de Karakum, perto da pequena vila de Darvaza, no Turcomenistão, a cerca de 260 km ao norte de Ashgabat. O deserto, que cobre 70% do país, ou 350.000 km², é muito rico em petróleo e gás natural. A cratera tem entre 60 e 70 m de diâmetro e cerca de 30 m de profundidade, e a temperatura em seu interior chega a 400 °C. O odor acre de enxofre queimado impregna a área.
Em 2025, as autoridades afirmaram que o tamanho do incêndio havia sido reduzido a um terço do seu tamanho original durante um período não especificado, enquanto vários poços foram perfurados ao redor da cratera para capturar metano. Em agosto, a cratera, outrora considerada a principal atração turística do país, tinha apenas alguns pequenos focos de incêndio ativos.
História
Em 1971, durante a exploração de gás natural, geólogos soviéticos viram seus equipamentos e tendas serem acidentalmente engolidos pela terra. Eles haviam descoberto uma caverna subterrânea repleta de gás natural. Temendo que a cratera causasse o vazamento de vários gases naturais perigosos, a equipe decidiu atear fogo nela, estimando que se extinguiria em poucos dias. No entanto, o fogo queima continuamente desde então. Houve tentativas de extinguir o incêndio, mas sem sucesso.
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