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26 agosto 2014

IIPC e EDITARES na BIENAL DO LIVRO 2014

Por se tratar de Instituição muito séria, faço divulgação de mais um importante evento.

IIPC e Editares na Bienal do Livro

Convidam você a visitar a BIENAL do LIVRO 2014.
De 22 a 31 de Agosto de 2014 - Pavilhão Anhembi - SP.


Resumo do conteúdo em exposição (clique na imagem para ampliar).

Vá fazer uma visita e aproveite o desconto de 20% em todos os títulos da Conscienciologia. Programe-se!

O IIPC e a EDITARES estão no corredor M, estande M601.
Já está em andamento, mas ainda dá tempo!

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E acesse o site do IIPC www.iipc.org.br

15 agosto 2014

ESCALA DO TEMPO GEOLÓGICO (Significado)

Éon geológico

Os geólogos se referem a um Éon como a maior subdivisão de tempo na escala de tempo geológico.

Apesar da proposta feita, em 1957, de se definir "aeon" como sendo uma unidade de tempo igual a um bilhão de anos (1 Ga - mil milhões de anos), a ideia não foi aceita como sendo uma unidade de medida científica e é raramente usada para especificar um período exato de tempo.


Etimologia

Origem Grega: a palavra em português éon é oriunda do termo em Grego "aion", que significa "era" ou "força vital".

Origem Latina: um termo similar em Latim é "aevum" que significa "era" e está presente na construção de palavras como "longevidade" e "medieval". (em inglês)


Convenções atuais

A Comissão Internacional sobre Estratigrafia reconhece em sua Tabela Cronoestratigráfica Internacional quatro éons:

Hádico: inspirado no deus do mundo inferior na mitologia grega Hades, este período vai da formação da Terra (4,6 bilhões de anos, aproximadamente) até o início do processo de formação das rochas que marcou o início do período Arcaico.
Arcaico: compreendido entre 4 e 2,5 bilhões de anos atrás, aproximadamente, marcada pela atividade vulcânica e fluxo de calor três vezes maior que o atual.
Proterozoico: do Latim ("primeira vida") está compreendido entre 2,5 bilhões e 541 milhões de anos e compreende o período onde houve acúmulo de oxigênio na atmosfera (atribuído às algas azuis).
Fanerozoico: Começou cerca de 550 milhões de anos e se estende até hoje. Abrange o período de tempo em que animais com cascos duros que se fossilizariam eram abundantes.



Relógio Geológico.


Era geológica

Uma era geológica é a divisão de um éon na escala de tempo geológico. As eras geológicas podem ser subdivididas em períodos. A entidade responsável pela definição e classificação das eras geológicas é a The International Commission on Stratigraphy (ICS) (Comissão Internacional de Estratigrafia) que, por sua vez, é o maior corpo científico dentro da International Union of Geological Sciences (União Internacional das Ciências Geológicas).


Eras

Das mais antigas para as mais jovens as eras geológicas são as seguintes:

Eon Hadeano - Dificilmente pode ser caracterizado em escala temporal, tendo somente como prova de sua existência as rochas lunares. O mais antigo eon, não possui subdivisão formal pela ICS.

Eon Arqueano ou Arcaico - entre 3,85 bilhões de anos e 2,5 bilhões de anos atrás, aproximadamente:

Era Eoarqueana
Era Paleoarqueana
Era Mesoarqueana
Era Neoarqueana

Eon Proterozóico (vida primitiva) - está compreendido entre 2,5 bilhões e 542 milhões de anos atrás:

Era Paleoproterozóica
Era Mesoproterozóica
Era Neoproterozóica

Eon Fanerozóico - 542 milhões de anos atrás até agora:

Era Paleozóica: vida antiga
Era Mesozóica: vida intermediária
Era Cenozóica: vida recente


Referências

As eras geológicas são divisões da escala de tempo geológico que podem ser subdivididos em períodos a fim de se conhecer a longa vida do planeta. As eras são caracterizadas pelas formas em que os continentes e os oceanos se distribuíam e os seres viventes que neles se encontravam Da mesma maneira que o historiador faz a reconstituição da história do homem, a geologia histórica, que é um ramo da ciência geológica, faz a reconstituição da história da Terra. Para o historiador fazer a reconstituição da história do homem, ele se baseia nas fontes históricas. Por exemplo, os objetos, os documentos e ruínas de aldeias e cidades são fontes históricas. Através do estudo desses materiais ou elementos, o historiador faz a reconstituição da história do homem. Para o geólogo realizar a reconstituição da história da Terra, ele se baseia nos estudos das rochas e dos fósseis. O estudo das rochas possibilitou ao geólogo conhecer:

a antigüidade da Terra, calculada através do estudo das rochas radioativas, como por exemplo o urânio;
os climas de épocas passadas, existentes em várias partes da Terra;
os terremotos e vulcanismos do passado;
as distribuições dos continentes e oceanos à superfície da Terra e suas variações através do tempo geológico.


As eras geológicas são as seguintes:

Pré-Cambriano - É a maior extensão de tempo geológico da Terra que tem início nos primórdios de sua formação e termina no período Cambriano. É um período muito longo com quatro bilhões de anos. Neste período ocorreu a formação da Terra como um corpo planetário, inclusive a geosfera, hidrosfera, atmosfera, como também o aparecimento da biosfera. São oito décimos da história da Terra e nela foram encontradas complexas redes de rochas ígneas e metamórficas, que abaixo das rochas sedimentares mais recentes foram chamadas de rochas primárias ou primordiais.

Era Paleozóica - Paleozóica significa vida antiga, marca a existência das primeiras formas pluricelulares estruturadas de vida nos oceanos. Os continentes formavam um bloco único: a Pangéia. A Era Paleozóica é conhecida como o Período Primário da história geológica da Terra.

Era MesozóicaMesozóica significa vida intermediária, desenvolveu-se a vida nas terras emersas, primeiro com os répteis e posteriormente com os mamíferos e as aves. Foi nessa era que se iniciou a deriva dos continentes. A Era Mesozóica é conhecida como o Período Secundário.

Era Cenozóica - Cenozóica significa vida recente, a vida evoluiu, com o surgimento de novas espécies. Formaram-se as grandes cadeias de montanhas jovens, por dobramentos em áreas de colisão de placas. Ocorreram as grandes glaciações e apareceram os primeiros hominídeos, isto é, os ancestrais do homem, isso há cerca de 4 milhões de anos. O Cenozóico é subdivido em dois períodos: o Terciário e o Quaternário, sendo que este último é marcado por processos geomorfológicos recentes, a exemplo da formação das planícies costeiras.


Período geológico

Um período geológico é a divisão de uma era na escala de tempo geológico. Somente as eras do Éon Arqueano e o Éon Hadeano não se dividem em períodos. Os períodos das eras do éon Fanerozóico subdividem-se em épocas.


Época geológica

Uma época geológica é a divisão de um período na escala de tempo geológico. Somente os períodos das eras do éon Proterozóico não se dividem em épocas. As épocas dos períodos das eras do éon Fanerozóico subdividem-se em idades.


Andar (estratigrafia)

Andar é uma unidade cronoetratigráfica que representa uma sucessão de estratos rochosos dispostos em uma única idade na escala de tempo geológico, que geralmente representa milhões de anos de deposição. O andar é na hierarquia cronoestratigráfica a unidade de categoria mais baixa, e representa curtos intervalos de tempo.



Éons, eras, períodos, épocas e andares.



*     *     *     *     *

11 agosto 2014

METEOROIDES, METEOROS E METEORITOS (Chuvas de meteoros)

Definições

Diferença entre meteoroide, meteoro e meteorito

Muitas pessoas acham que a diferença desses nomes está relacionada com o tamanho do objeto celeste que cai na Terra. Isto é um erro! Esses nomes são dados ao tipo de situação em que o objeto celeste se encontra: se está no espaço, se está na atmosfera e se está na superfície da Terra.


Diferenças entre meteoroides, meteoros e meteoritos.

Meteoroide

É um corpo sólido, ou qualquer objeto, do espaço interplanetário que gira em volta do Sol. O meteoroide é o objeto que ainda está no espaço e é pequeno demais para ser chamado de asteroide. Sua massa pode ser de miligramas a alguns quilogramas, e a sua constituição pode ser de rochosa (a maioria dos meteoroides), ferrosa ou uma mistura dos dois. Caso o meteoroide seja pequeno demais, tão pequeno que tenha menos de 1 milímetro, os astrônomos costumam chamar de micro meteoroide.

Meteoro

Quando um meteoroide entra na atmosfera da Terra, ele começa a pulverizar e a ficar incandescente (ou seja, luminoso). É ai que entra o termo meteoro, que é dado ao fenômeno luminoso na atmosfera pela queda de um meteoroide. Essa incandescência é causada pela fricção do objeto com a atmosfera da Terra tornando-o muito quente. Essa queda conturbada pode fazer com que ele se despedaçasse em vários fragmentos. Se o meteoro ficar muito brilhante ao passar na atmosfera, ele pode ser chamado de "bólido" ou "bola de fogo".
O que é uma "estrela cadente"? Não é nada mais que um meteoro! (Você vai continuar fazendo um pedido para um meteoro?)

Meteorito

Se o meteoro sobreviver à dura passagem pela atmosfera da Terra, ele vai cair no solo e será chamado finalmente de meteorito. Para que um meteoroide consiga chegar ao solo terrestre ele precisa ter no mínimo o tamanho de um metro (do tamanho aproximado de uma melancia). Isto porque, durante a sua entrada na atmosfera, ele irá diminuir gradualmente de tamanho devido à sua pulverização e possível fragmentação.


No espaço e na atmosfera terrestre.

Introdução

Todos nós, em alguma época das nossas vidas, já devemos ter olhado para o céu em um dia sem nuvens a fim de ver um pouco as estrelas e sem o menor aviso fomos surpreendidos por um risco brilhante cortando o céu e depois desaparecendo da mesma forma repentina. Todos nós, quando crianças, já pensamos em fazer algum pedido para uma estrela cadente na esperança de que ela realize o nosso desejo. Mas, o que realmente são esses objetos que encantam o olhar e a imaginação das pessoas?

Meteoros

Meteoro, fenômeno conhecido popularmente como "estrela cadente", ocorre quando fragmentos de material sólido como rochas, metais, etc. (chamados de meteoroides), que vagam pelo espaço em torno do Sol em regiões próximas à Terra, penetra na alta atmosfera da Terra. O atrito com os gases da alta atmosfera faz com que estas partículas alcancem altíssimas temperaturas e literalmente incendeiem. O rastro luminoso produzido por este processo é o meteoro que avistamos aqui do chão, durante a noite. O tamanho dos fragmentos que dão origem aos meteoros quando entram na atmosfera da Terra varia desde alguns milímetros até alguns metros. Os maiores são extremamente raros e podem atingir a superfície da Terra (no caso destes fragmentos quando atingem a superfície da Terra passam a ser chamados de meteoritos).


Exemplo de chuva de meteoros.

Chuvas de Meteoros

Em certas épocas do ano podemos observar ao longo de uma noite um numero muito maior de meteoros do que podemos observar em uma noite qualquer. A esses eventos damos o nome de chuvas de meteoros.

Uma chuva de meteoros ocorre quando a Terra passa por uma região da sua órbita onde um cometa deixou um rastro de matéria, composto por gases e poeira desprendida do cometa quando este se aproximou do Sol. As partículas sólidas desse rastro de matéria, que são "varridas" pela Terra entram na atmosfera, aumentando consideravelmente o numero de meteoros observados do solo.

Como a grande maioria dessas partículas são bastante pequenas e não conseguem chegar ao solo, uma chuva de meteoros não representa nenhum risco para nós, no entanto, elas podem vir a danificar satélites em órbita.


Desenho ilustrativo de uma chuva de meteoros e sua relação com a passagem de um cometa.

Nomenclatura das Chuvas

Quando olhamos o fenômeno aqui do chão, temos a impressão que todos os meteoros que vemos parecem vir de um mesmo ponto no céu. Esta é a mesma impressão que uma pessoa em um carro tem com relação às pistas de uma autoestrada que se aproximam em um ponto distante. Em Astronomia, chamamos esta direção de "radiante". Toda chuva de meteoros tem um radiante determinado, que acaba nomeando a chuva de meteoros. Por exemplo, os Leonides tem este nome porque o seu radiante é na constelação do Leão.

Algumas dessas chuvas são bastante famosas e ocorrem de forma regular anualmente. A tabela a seguir mostra algumas das principais chuvas de meteoros que ocorrem ao longo do ano, com dados aproximados para o ano de 2007.


A Taxa Horária é o numero estimado de meteoros que poderão ser vistos em uma determinada época do ano.

Como Observar uma Chuva de Meteoros?

É importante dizer que chuvas de meteoros são fenômenos de difícil previsão. Podemos prever com alguma exatidão o instante em que a Terra intercepta a órbita do cometa, mas não se haverá uma quantidade razoável de grãos de poeira para provocar um fenômeno visualmente bonito. O instante de máximo da chuva também tem pouca confiabilidade.

O que se observa é uma grande quantidade de meteoros em um espaço relativamente curto de tempo, essa quantidade é dada através da taxa horária, ou seja, a quantidade de meteoros que é vista por hora. Assim, quando dizemos que a taxa da chuva é de 60 meteoros/hora, não significa que teremos 1 por minuto, mas que o observador verá aproximadamente 60 meteoros se tiver a paciência de ficar olhando o céu durante uma hora sendo que eles aparecem de forma irregular.

Para se ver bem o fenômeno, deve-se estar em um lugar o mais escuro possível e com ampla visão de todo céu (lugares altos e afastados de cidades são ótimas opções). Não é necessário olhar em uma direção específica, no entanto, olhando para a região do radiante é possível ver mais meteoros porem com os riscos luminosos mais curtos, assim como olhando em noventa graus em relação a essa região observamos menos riscos porem mais longos, efeito esse devido a perspectiva do observador. A melhor forma, é ficar deitado, de modo a se olhar todo o céu acomodando-se de forma confortável e aguardando de 20 a 30 minutos para que a visão se adapte ao escuro para poder observar o fenômeno da melhor forma possível. Nas cidades, avistam-se apenas os meteoros mais intensos e com um brilho aparente menor do que veríamos em uma região escura. Ainda assim, dependendo da intensidade da Chuva, pode-se ter um bonito espetáculo. Alguns meteoros são muito rápidos (duram cerca de 1 seg.), outros podem durar um pouco mais (cerca de 10 seg.). Os mais brilhantes e demorados apresentam colorações variadas, desde o prata até um verde claro intenso. Com alguma sorte, você poderá ver alguns fenômenos mais raros, como a explosão de um meteoro (parte-se em vários pedaços) ou as nuvens remanescentes (o material sublimado do meteoro forma um pequeno cirrus, que desfaz-se aos poucos, podendo durar até uns 30 minutos).

Tipos de Meteoritos

Como em todos os campos da Ciência, a meteorítica também procura agrupar seus objetos de trabalho segundo critérios bem definidos. Por convenção, dividem-se todos os meteoritos em 3 classes principais, segundo os seus tipos de componentes. Os metálicos, compostos basicamente de ferro, níquel e uma pequena quantidade de silicatos, também chamados de sideritos. Os meteoritos rochosos, aerólitos, formado na sua maioria por silicatos e quase nenhuma ou nenhuma porção de metais e um terceiro tipo, os siderólitos, onde encontramos quantidades similares de metais e silicatos.

Os minerais meteoríticos mais comuns são: ferro, níquel e cobalto, presentes em grande parte dos meteoritos e principalmente os metálicos; a troilita, o principal sulfeto meteorítico; os piroxenos, um silicato ferro-magnésio-cálcio comum; as olivinas, um silicato ferro-magnésio e o plagioclassio, um outro silicato, só que desta vez de sódio-cálcio-alumínio.

Algumas características de cada um dos grupos principais:

Os meteoritos rochosos podem ser divididos em duas categorias. A grande maioria apresenta pequenos objetos redondos, chamados de côndrulos, que dão origem à essa categoria, os condritos. O restante dos rochosos que não apresentam côndrulos são denominados acondritos.

Os meteoritos rochosos, condritos e acondritos são os tipos mais comuns. Sendo o primeiro com uma quantidade muito maior que a quantidade de todos os outros tipos juntos.

Por causa da afirmativa anterior sobre a quantidade nos diversos tipos, pode surgir uma pergunta: Como é que existem mais meteoritos rochosos se em todos os lugares que visitei que tinha um meteorito era do tipo metálico?

A razão para isso é muito simples, os meteoritos rochosos possuem uma beleza que não é fácil de ser apreciada. É necessário colocá-los e um microscópio para admirar a riqueza de cores e texturas que estes apresentam. Vistos a olho nu, parecem pedaços de rochas comuns, com alguns grãos de areia. Além disso, os meteoritos rochosos são maiores, uma vez que conseguem resistir mais ao processo de entrada na atmosfera e de choque com a superfície terrestre, além de terem uma estrutura interna muito bonita e fácil de ser observada quando polida.

Os meteoritos de rocha e metais em quantidades parecidas, siderolitos, dividem-se em quatro tipos distintos, sendo classificados de acordo com o tipo de mineral que se encontra junto com o metal, como pode ser visto na tabela abaixo.

Por fim temos os, sideritos, meteoritos compostos basicamente de ferro e níquel, cuja estrutura interna possui uma beleza rara quando tratada simplesmente com uma lixa e ácido.

20 julho 2014

SINCRONICIDADE (Tertúlia Conscienciológica 1361)

Sincronicidade

Sincronicidade.

Vídeo: "SINCRONICIDADE" Tertúlia Conscienciológica n° 1361 com Waldo Vieira (tempo aproximado de 2 horas.)

Vídeo: Tertúlia 1361 - SINCRONICIDADE.

Ou acesse o link: TERTÚLIA 1361 SINCRONICIDADE - Waldo Vieira.

A Tertúlia Conscienciológica do CEAEC é o curso de longo curso circular ministrado pelo Prof. Waldo Vieira no qual são apresentados e debatidos os verbetes em construção da Enciclopédia da Conscienciologia.

SINCRONICIDADE

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Sincronicidade é um conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. Desta forma, é necessário que consideremos os eventos sincronísticos não a relacionado com o princípio da causalidade, mas por terem um significado igual ou semelhante. A sincronicidade é também referida por Jung de "coincidência significativa".

O termo foi utilizado pela primeira vez em publicações científicas em 1929, porém Jung demorou ainda mais 21 anos para concluir a obra "Sincronicidade: um princípio de conexões acausais", onde o expõe e propõe o início da discussão sobre o assunto. Uma de suas últimas obras foi, segundo o próprio, a de elaboração mais demorada devido à complexidade do tema e da impossibilidade de reprodução dos eventos em ambiente controlado.

Em termos simples, sincronicidade é a experiência de ocorrerem dois (ou mais) eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a pessoa (ou pessoas) que vivenciaram essa "coincidência significativa", onde esse significado sugere um padrão subjacente, uma sincronia .

A sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativos. Foi este princípio, que Jung sentiu abrangido por seus conceitos de Arquétipo e Inconsciente coletivo, justamente o que uniu o médico psiquiatra Jung ao físico Wolfgang Pauli, dando início às pesquisas interdisciplinares em Física e Psicologia. Ocorre que a sincronicidade se manifesta às vezes atemporalmente e/ou em eventos energéticos acausais, e em ambos os casos são violados princípios associados ao paradigma científico vigente. Segundo Rocha Filho (2007), inclusive o insight pode ser um fenômeno sincronístico, assim como muitas descobertas científicas que, de acordo com dados históricos, ocorreram quase simultaneamente em diferentes lugares do mundo, sem que os cientistas tivessem qualquer contato. Acredita-se que a sincronicidade é reveladora e necessita de uma compreensão, e essa compreensão poderia surgir espontaneamente, sem nenhum raciocínio lógico. A esse tipo de compreensão instantânea Jung dava o nome de "insight".

Fundamentacão

As leis naturais são verdades estatísticas, absolutamente válidas ante magnitudes macrofísicas, mas não microfísicas. Isto implica um princípio de explicação diferente do causal. Cabe a indagação se em termos muito gerais existem não somente um possibilidade senão uma realidade de acontecimentos acausais. Para isto há de se confrontar com o consolidado pensamento de causalidade circundando tudo, e tratar de separar o causalidade da acausalidade.

Causalidade → Casualidade ← Acausalidade

A acausalidade é esperável quando parece impensável a causalidade. Ante a casualidade só resulta viável a avaliação numérica ou o método estatístico. As agrupações ou séries de casualidades hão de ser consideradas casuais enquanto não se ultrapasse os limites da probabilidade. Pois, caso seja ultrapassado, implica-se um princípio acausal ou "conexão transversal de sentido".

Experimentos científicos de Rhine

A prova decisiva para a existência de vinculações acausais reside nos experimentos científicos de Joseph Banks Rhine efectuados a partir de adivinhação em cartas de zener, ainda que também tenham sido experimentados dados.

Cartas de Zener.

Sendo a média estatística de prováveis 5 acertos sobre 25 cartas, se chegaria a três conclusões seguintes:

1. Superação da probabilidade estatística.
2. A distância não afecta os resultados: não se pode tratar de um fenómeno de força ou energia.
3. O tempo tampouco altera os resultados do experimento.

Faz-se necessário ressaltar que o envolvimento do sujeito experimentador influencia diretamente nos resultados da experiência, e, consequentemente, na ocorrência de eventos sincronísticos. Carl Jung, em sua obra "Sincronicidade, um princípio de conexões acausais", aduz que o "ceticismo e a resistência produzem o contrário, isto é, criam disposições desfavoráveis no sujeito".

Exemplos

Abaixo seguem dois exemplos citados pelo próprio Jung:

"Uma jovem paciente sonhou, em um momento decisivo de seu tratamento, que lhe presenteavam com um escaravelho de ouro. Enquanto ela me contava sonho, eu estava sentado de costas à janela fechada. De repente, ouvi detrás de mim um ruído como se algo golpeasse suavemente a janela. Dei meia volto e vi que foi um inseto voador que chocava contra ela. Abri-a e o apanhei. Era a analogía mais próxima a um escaravelho de ouro que se pode encontrar em nossas latitudes, a saber, um escarabeido (crisomélido), a Cetonia aurata, que, ao que parece, ao contrário de costumes habituais, se via na necessidade de entrar em uma sala escura precisamente naquele momento. Tenho que dizer que não me havia ocorrido algo semelhante nem antes nem depois disso, e que o sonho daquela paciente segue sendo um caso único em minha experiência."

"Na manhã do dia 1º de abril de 1949 eu transcrevera uma inscrição referente a uma figura que era metade homem, metade peixe. Ao almoço houve peixe. Alguém nos lembrou o costume do "Peixe em Abril" (primeiro de abril). De tarde, uma antiga paciente minha, que eu já não via por vários meses, me mostrou algumas figuras impressionantes de peixe. De noite, alguém me mostrou uma peça de bordado, representando um monstro marinho. Na manhã seguinte, bem cedo, eu vi uma outra antiga paciente, que veio me visitar pela primeira vez depois de dez anos. Na noite anterior ela sonhara com um grande peixe. Alguns meses depois, ao empregar esta série em um trabalho maior, e tendo encerrado justamente a sua redação, eu me dirigi a um local à beira do lago, em frente à minha casa, onde já estivera diversas vezes, naquela mesma manhã. Desta vez encontrei um peixe morto, de mais ou menos um pé (30 cm) de comprimento, sobre a amurada do lago. Como ninguém pôde estar lá, não tenho ideia de como o peixe foi parar ali."

Modalidades

Carl Jung defende que os fenômenos sincronísticos podem ser agrupados em três categorias:

1. Coincidência de um estado psíquico do observador com um acontecimento objetivo externo e simultâneo, que corresponde ao estado ou conteúdo psíquico (p. ex., o escaravelho), onde não há nenhuma evidência de uma conexão causal entre o estado psíquico e o acontecimento externo e onde, considerando-se a relativização psíquica do espaço e do tempo tal conexão é simplesmente inconcebível.

2. Coincidência de um estado psíquico com um acontecimento exterior correspondente (mais ou menos simultâneo), que tem lugar fora do campo de percepção do observador, ou seja, espacialmente distante, e só se pode verificar posteriormente.

3. Coincidência de um estado psíquico com um acontecimento futuro, portanto, distante no tempo e ainda não presente, e que só pode ser verificado também posteriormente.

Ademais, Jung acrescenta que "nos casos dois e três, os acontecimentos coincidentes ainda não estão presentes no campo de percepção do observador, mas foram antecipados no tempo, na medida em que só podem ser verificados posteriormente. Por este motivo, diz que semelhantes acontecimentos são "sincronísticos", o que não deve ser confundido com "sincrônicos"."

19 julho 2014

FÓSSIL DE 520 MILHÕES DE ANOS

FÓSSIL PRESERVA CÉREBRO DE CRIATURA

Faz mais de meio bilhão de anos desde que o invertebrado batizado de Lyrarapax unguispinus viveu no mar que existia onde hoje é o sudoeste da China. Por incrível que pareça, boa parte do cérebro do invertebrado de apenas 8 cm foi preservado na forma de fóssil.

“Tecidos neurais sao muito raros nos registros fósseis”, contou Nicholas Strausfeld, da Universidade do Arizona (EUA), um dos responsáveis por descrever o animal em estudo na revista “Nature”.

“No entanto, os fósseis de invertebrados que nós estudamos têm essa peculiaridade de preservar órgãos internos, além da morfologia externa. Mesmo nesses casos, o sistema nervoso central só aparece em alguns exemplares.

Lyrarapax unguispinus.

O Lyrarapax unguispinus pertence a um grupo de animais de sua era, o dos anomalocaridídeos. Às vezes comparados a “camarões infernais”, eles parecem ter sido os superpredadores do oceano há 520 milhoes de anos. Algumas espécies chegavam a 1,5 m de comprimento, com apêndices frontais ameaçadores, além de uma boca em forma de disco com projeções que lembram dentes.

A questão é saber como classificar as criaturas. Tudo indica que tinham alguma ligação com os atuais artrópodes (grupo dos insetos, crustáceos e aracnídeos de hoje), mas o problema é em que parte da árvore genealógica encaixar os anomalocaridídeos.

Classificação.

Agora, com o cérebro do Lyrarapax unguispinus, surgiu uma nova pista. Organizado em segmentos, ele lembra o dos atuais onicóforos, bichos que parecem lagartas, mas não são insetos (nem artrópodes). Isso pode indicar que o criatura e seus parentes estariam próximos do ancestral comum desses grupos de invertebrados, daí suas características intermediárias.

A análise da estrutura cerebral também dá pistas sobre o seu comportamento. “Era um cérebro organizado para realizar a integração e o controle de todas as ações corporais, tal como o dos vertebrados”, diz Strausfeld.

15 julho 2014

HOLOSSOMA (Corpos de Manifestação da Consciência)

Holossoma

Conceitos


Holossoma - é o conjunto de corpos ou veículos de manifestação da consciência. O termoholos (do Grego) significa “conjunto, todo, inteiro” e soma (também do Grego) representa veículo, corpo. Ou seja, Holossoma é a reunião de todos os corpos ou veículos empregados pela consciência: o humano (soma), o energético (energossoma ou holochacra), o emocional (psicossoma) e o mental (mentalsoma). O holossoma da conscin é composto destes 4 veículos, enquanto o holossoma da consciex é composto apenas de 2 corpos: psicossoma e mentalsoma. Além dos 4 veículos, temos também 2 apêndices: o cordão de prata e o cordão de ouro. Ambos se formam quando ocorre a separação ou descoincidência dos veículos.

Projeção Consciente através do psicossoma.

Coincidência e descoincidência - No estado da vigília física ordinária, a conscin mantém seu holossoma coincidente. Ou seja, quando acordados, mantemos nosso holossoma encaixado, coicidente, de modo que todos nossos 4 corpos são utilizados simultaneamente. Entretanto, o holossoma pode descoincidir-se, desencadeando assim os chamados Estados Alterados de Consciência, que por sua vez predispõem a consciência a experimentar fenômenos parapsíquicos tais como a projeção consciente. A descoincidência se caracteriza pela separação temporária dos veículos de manifestação da consciência.

Soma. Definição - Soma humano é a substância física ou estrutura material de cada homem, mulher e criança, que compõe a ponta mais rústica de nosso Holossoma. Foi chamado de corpo animal, corpo biológico, corpo denso, corpo físico.
A principal estrutura do soma é o cérebro. Uma estrutura que devemos também conhecer é a Glândula Pineal, pois há hipóteses que sugerem seu envolvimento no fenômeno da projeção consciencial. Ela é responsável pelo controle do ritmo circadiano ou ciclo vigília-sono (relógio biológico interno), através da secreção do hormônio melatonina.

Energossoma ou Holochacra - Definição. É um invólucro vibratório, energético, luminoso, vaporoso e provisório que coexiste estruturalmente e circunvolve o corpo humano, estreitamente ligado à circulação de energias, ao cordão de prata, e aos chacras, agente energético intermediário entre o psicossoma e o corpo humano. É o conjunto das energias conscienciais que une o corpo emocional – psicossoma – ao corpo humano – soma (Livro: Nossa Evolução, p.17, Editora Editares).
O energossoma é o veículo que sai com mais facilidade da coincidência dos VMC – Veículos de Manifestação da Consciência. Não atua como veículo separado, individual, para a manifestação da consciência, ou seja, não é instrumento de lucidez da consciência, não somos capazes de ter projeções lúcidas de holochacra/energossoma.

Cordão de prata - O cordão de prata é o laço semi-material, que mantém o psicossoma ligado ao corpo humano. Ele é composto pelo energossoma, formando-se a partir da descoincidência (projeção), ao modo de quando se pisa sobre um chiclete.

Psicossoma - Definição. O psicossoma “é o corpo emocional com que nos manifestamos na maioria de nossas projeções conscientes ou inconscientes na dimensão extrafísica” (Nossa Evolução, p.16). Também conhecido por corpo astral, corpo emocional, perispírito, corpo dos desejos (Tibetanos), corpo espiritual, corpo fluídico, duplo astral, modelo morfogenético, kha (Egito) e outros. Embora todos o tenham e usem, poucos apresentam autoconsciência quanto à sua existência porque não conseguem controlá-lo corretamente e tampouco conseguem utilizá-lo com lucidez e desenvoltura fora do corpo humano (durante as projeções).

Cordão de Ouro - É o suposto elemento energético que mantém o mentalsoma ligado à paracabeça, ou mais propriamente, ao paracérebro do psicossoma. Funciona ao modo de ligação tipo controle remoto. Atua durante as projeções de mentalsoma, sendo a chave de acesso à dimensão mental, própria do mentalsoma.

Mentalsoma - É o veículo de manifestação da dimensão mental, que se insere no paracérebro do psicossoma. É o paracorpo do discernimento da consciência. Não apresenta forma definida sendo muitas vezes caracterizado por bola de luz ou consciência puntiforme.
As projeções através deste veículo ainda são raras, mesmo entre os projetores mais veteranos, em função do predomínio da emocionalidade, da instintividade e impulsividade nas manifestações da maioria das consciências. O equilíbrio desta situação, permitindo uma predisposição maior às projeções mentais, em geral só é alcançado a partir dos 40 ou 50 anos de idade.

Dessoma

É o descarte ou desativação de um veículo de manifestação.

São 3 as desativações somáticas:
  • a primeira dessoma, do corpo biológico (Soma), natural e inevitável. É também conhecida como projeção final, ou monotanatose.
  • a segunda, do corpo energético (energossoma/holochacra), incluindo a retirada dos resquícios do cordão de prata, restando à consciência o psicossoma e o mentalsoma, veículos mais permanentes do holossoma. É também conhecida como bitanatose.
  • e a terceira, do corpo emocional (Psicossoma). Representa o fim do ciclo multiexistencial, do vai-e-vem de mortes e renascimentos – ressomas e dessomas, que é em última instância, o objetivo inevitável de todas as consciências. É também conhecida como tritanatose.

Acesse também o site do IIPC:

Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia.

14 julho 2014

A MORTE DO FUTEBOL BRASILEIRO

Recordes negativos marcam a campanha do Brasil como anfitrião da Copa de 2014

A Copa realizada no Brasil depois de 64 anos em casa terminou de forma melancólica para a seleção brasileira. Duas derrotas seguidas, o que não acontecia desde 1974, sendo uma delas a maior da sua história no futebol, encerram a participação da equipe de Luiz Felipe Scolari neste Mundial.

Contra a Alemanha, ao perder por 7 a 1, o Brasil acumulou diversos recordes negativos. Mas, as marcas ruins foram ampliadas neste sábado ao perder de 3 a 0 para a Holanda na disputa de terceiro e quarto.



Os recordes negativos batidos pela seleção em 2014

Pior defesa de um anfitrião
Com 14 gols sofridos, o Brasil superou a Suíça como anfitrião mais vazado na história das Copas. Os europeus haviam tomado 11 gols em 1954.

Goleiro mais vazado
Júlio César superou Taffarel como brasileiro que mais tomou gols em Copas. O arqueiro da Copa de 2010 e de 2014 chegou aos 18 sofridos contra 15 do jogador do tetracampeonato.

Pior defesa
Com o atual formato da Copa, com oito grupos, o Brasil se tornou a pior defesa da história. Com 14 gols, deixou Coreia do Norte, 12, e Arábia Saudita, 12.

Cartões amarelos
Brasil recebeu 13 cartões amarelos na Copa de 2014 e se tornou o recordista de advertências na história.

Maior goleada da história
Na goleada por 7 a 1 contra a Alemanha, o Brasil sofreu a maior goleada da sua história no futebol. Antes, a marca era de 1920 na derrota por 6 a 0 para o Uruguai.

Cartão mais rápido
Contra a Holanda, Thiago Silva foi punido com apenas 98 segundos após cometer pênalti. Essa foi a advertência mais rápida das Copas.

Pior derrota em Copas
Antes havia sido o 3 a 0 para a França na final de 1998. Agora, essa marca é de 7 a 1 para a Alemanha.

Gols sofridos
O Brasil também chegou ao pior desempenho de sua defesa em uma Copa do Mundo ao ser vazado 14 vezes. Antes, o recorde era de 1938 com 11 gols sofridos.

Pior derrota de um anfitrião
O próprio Brasil vencera a Suécia por 5 a 2, mas essa derrota dos donos da casa de 1958 foi superada no duelo contra a Alemanha neste ano de 2014.

Maior goleada entre campeões
Também contra a Alemanha, o Brasil sofreu a maior goleada em um duelo entre campeões do mundo. Antes a marca era do jogo entre Alemanha 4 x 0 Uruguai, em 1966.

Gols sofridos em um jogo
Os sete gols sofridos pelo Brasil superou a marca de 1938, quando venceu a Polônia por 6 a 5. Aquela era a ocasião em que a seleção mais havia sido vazada.

Maior goleada em semifinais
Três semifinais já terminaram em 6 a 1: Uruguai 6 x 1 Iugoslávia, Argentina 6 x 1 EUA, e Alemanha 6 x 1 Áustria. Menos que o massacre alemão no Mineirão.

100º gol
Contra a Holanda, nos primeiros minutos do jogo, a seleção brasileira sofreu seu centésimo gol em Copas. Van Persie foi o autor.

Maior placar de Brasil x Holanda
Brasil e Holanda chegaram a decisão do terceiro lugar da Copa empatados em número de vitórias e nunca qualquer seleção havia vencido por mais de dois gols de diferença até a partida deste sábado.

Pior aproveitamento desde 1966
O Brasil não tinha um aproveitamento tão ruim nos pontos desde a Copa de 1966. Em 2014, ele conquistou 52% dos pontos, só não foi pior do que naquele mundial, em que teve 33,3%.

Pior defesa desde 1986
Com 14 gols sofridos, o Brasil se tornou a pior defesa da Copa do Mundo desde a Copa de 1986, quando a Bélgica foi vazada 15 vezes.

"Não há nada que esteja tão ruim que não possa piorar."
Lei de Murphy.

10 julho 2014

VIA LÁCTEA (Coisas interessantes)

FATOS SOBRE A VIA LÁCTEA

A Via Láctea e o Monte Fuji (Japão).

Todos tem uma definição diferente para a palavra casa. Para alguns é a casa em que vivem, para outros com uma mentalidade mais avançada, casa é o planeta Terra.

Mas, como uma minhoca que vive num campo de futebol, nós realmente vivemos em algo muito maior do que qualquer um desses locais. Algo tão grande que é impossível compreender em qualquer sentido.


E não estamos sequer falando de algo tão grandioso como o universo, falamos apenas da Via Láctea, nossa pequena nuvem de poeira no meio da tempestade de areia infinita da realidade conhecida. Conheça 10 fatos interessantes sobre a nossa casa galáctica.


O braço de Orion

A Via Láctea é o que uma galáxia espiral barrada (tem o formato de uma espiral com uma barra em frente do seu centro). Cerca de dois terços das galáxias no universo conhecido são espirais, e cerca de dois terços das galáxias espirais são barradas, fazendo da Via Láctea um dos tipos mais comuns de galáxias. Espirais como a Via Láctea têm braços que se estendem para fora do centro como raios de uma roda e se enrolam em seu redor.

Braço de Orion.

O nosso sistema solar está situado no centro de um desses raios - o braço de Orion. O Braço de Orion é uma saliência menor em comparação com os braços principais, como o braço Perseus e o braço Carina-Sagitário. No entanto, tem sido sugerido recentemente que o Orion é realmente um ramo do Braço de Perseu e não se origina no centro da galáxia. O problema é que é difícil realmente obter uma imagem clara da nossa galáxia.

Buraco negro supermassivo

O menor buraco negro supermassivo que nós calculamos tem cerca de 200.000 vezes a massa do nosso sol. Nos últimos 10 anos, os astrônomos têm acompanhado a atividade de estrelas em órbita ao redor de Sagitário A*, a região densa no meio da espiral da nossa galáxia. Com base na forma como essas estrelas estão se movendo, eles determinaram que no meio de Sagitário A*, escondido atrás de uma espessa nuvem de poeira e gás, está um buraco negro supermassivo.

Buraco negro supermassivo.

Quando as estrelas se aproximam do buraco negro supermassivo, elas começam a girar em torno dele a uma velocidade incrível. Uma das estrelas, S0-2, move-se a 18 milhões de km por hora, com a influência do buraco negro puxando-a para perto e atirando-a para fora do outro lado. E mais recentemente, temos visto uma nuvem de gás aproximando-se do buraco negro e, em seguida, sendo deformada pela enorme força gravitacional do buraco.

Gêiseres de partículas

Além de um buraco gigante, o centro da Via Láctea é também o local de uma enorme quantidade de atividade de estrelas que estão morrendo e nascendo num ciclo constante. E, recentemente, temos visto saindo do centro galáctico, um fluxo de partículas de alta energia que se estende por 15 mil parsecs através da galáxia. Isso é mais do que a metade de toda a largura da Via Láctea.

Fluxo de partículas.

Eles são invisíveis a olho nu, mas com imagens magnéticas, os gêiseres de partículas podem ser vistos em quase dois terços do nosso céu. O que está a causar esse fenômeno? Cem milhões de anos de formação de estrelas e a sua decadência, alimentando um jato interminável de braços exteriores da galáxia. A energia total no gêiser é mais de um milhão de vezes maior que a de uma supernova e as partículas estão viajando em altas velocidades.

Novas estrelas

Então, quão frequente é o nascimento de uma nova estrela na em nossa galáxia? Essa é a pergunta que o Dr. Roland Diehl e a sua equipe de astrônomos têm tentado responder há anos. Eles mapearam a presença de alumínio-26, um isótopo de alumínio que é quase sempre encontrado na região onde uma estrela se forma ou morre. Com base na forma como este alumínio tem deteriorado, eles estimam que a Via Láctea dá à luz sete estrelas por ano.

Nascimento e morte de estrelas.

E cerca de duas vezes por século, uma grande estrela explode em supernova. No reino da atividade galáctica, a Via Láctea não é o maior produtor de estrela, mas é saudável. Quando uma estrela morre, ele esterioriza matéria como hidrogênio e hélio para o espaço. Ao longo de centenas de milhares de anos, essas partículas reúnem-se em nuvens moleculares, que eventualmente se tornam tão densas que o seu centro colapsa sob a sua própria força gravitacional e forma uma nova estrela.

É como um ecossistema morto que alimenta a vida. As partículas numa determinada estrela eram provavelmente parte de milhões de outras estrelas em algum ponto. O fato é que a Via Láctea é ativa e impulsiona a sua evolução química levando à formação de novos ambientes e aumentando a probabilidade de planetas semelhantes à Terra surgirem nesse processo.

100 mil milhões de planetas

Apesar de todas as mortes e nascimentos de estrelas na Via Láctea, há uma constante total de cerca de 100 bilhões de planetas. E com base num novo estudo, acredita-se que há pelo menos um planeta para cada estrela, e provavelmente há mais. Por outras palavras, há algo entre 100 e 200 bilhões de planetas na nossa Via Láctea.

Planetas.

Os planetas, ao contrário das estrelas, são difíceis de detectar, porque eles não emitem a sua própria luz. A única vez que podemos identificar um planeta com certeza é quando cruza entre a estrela mãe e a Terra, criando uma pequena mancha escura.

Milhões de planetas semelhantes à Terra

Cem mil milhões de planetas são muitos planetas, mas quantos desses são semelhantes à Terra? Relativamente falando: não muitos. Existem dezenas de diferentes tipos de planetas gigantes de gás, planetas de pulsar, anãs castanhas, e planetas onde chove metal fundido. Até mesmo os feitos de rocha são geralmente demasiado próximos ou longe da sua estrela para suportar qualquer coisa que se assemelhe à vida (vida da maneira como nós a conhecemos).

Planetas semelhantes à Terra.

No entanto, os resultados de um estudo recente revelaram que pode haver mais do que se pensava na nossa galáxia, estimando-se existirem cerca de entre 11 mil e 40 mil milhões. Os pesquisadores usaram uma amostra de 42.000 estrelas semelhantes ao nosso sol, para partir em busca de exoplanetas dentro da "Zona habitável".

Eles descobriram 603 exoplanetas (data 2014) em torno dessas estrelas, e 10 deles na zona habitável. Analisando os dados das estrelas permitiu aos cientistas deduzir a existência de milhões de planetas semelhantes que ainda temos de descobrir oficialmente. Teoricamente, estes planetas podem manter as temperaturas adequadas para a água líquida, o que facilitaria a semente da vida.

Galáxia canibal

Não importa quantas vezes uma estrela nasce, não há nenhuma maneira da Via Láctea crescer se não for buscar matéria de outro lugar. E a Via Láctea está definitivamente crescendo. Apesar de anteriormente não se ter certeza exa de como o crescimento estava acontecendo, descobertas recentes sugerem que a Via Láctea é uma galáxia canibal, que já consumiu outras galáxias no passado e provavelmente continuará a fazê-lo, pelo menos até uma galáxia maior aparecer e puxar a Via Láctea.

Interação entre galáxias.

Usando o Telescópio Espacial Hubble e as informações de cerca de sete anos de fotos, os pesquisadores descobriram estrelas ao longo da borda externa da Via Láctea, que estavam se movendo de forma tangencial. Em vez de se mover para perto ou para longe do núcleo da Via Láctea, como qualquer outra estrela, apenas ocorria uma espécie de deriva de lado.

Acredita-se que esse aglomerado de estrelas seja um remanescente de outra galáxia que foi absorvida pela Via Láctea, migalhas que sobraram da sua última grande refeição. Foi uma colisão provavelmente ocorrida há bilhões de anos, e que não será a última a acontecer. No ritmo a que nos estamos a movendo, vamos provavelmente interagir com a galáxia de Andrômeda daqui há alguns bilhões de anos.

Ondulação da Via Láctea

Embora a Via Láctea seja uma espiral, por definição, não é uma maneira inteiramente correta de pensar sobre isso, uma vez que há realmente uma protuberância no centro da galáxia. A secção deformada é o resultado de moléculas de gás de hidrogênio que se estendem para longe do plano bidimensional da espiral. Os astrônomos foram mistificados pela deformação aparentemente inexplicável. Pela lógica, o gás deve ser puxado em direção ao disco, não para longe dele.

Dark matter.

Quanto mais eles estudaram, mais profundo o mistério tem se tornado, porque as moléculas na urdidura não estão apenas se afastando, elas estão vibrando numa frequência própria. O que está a causando isso? Tanto quanto podemos dizer, a matéria escura e um duo de pequenas galáxias conhecidas como as Nuvens de Magalhães. Quando a matéria escura se move por entre as nuvens, cria ondulações que, aparentemente, afetam a sua atração gravitacional sobre a Via Láctea.

Galáxias parecidas

Enquanto a Via Láctea pode ser única em muitos aspectos, é seguro dizer que ela não é exatamente rara. Já mencionamos que as galáxias espirais são um dos tipos mais comuns no universo, adicione a isso o fato de que há cerca de 170 bilhões de galáxias visíveis, e não seria exagero imaginar que poderia haver algumas galáxias lá fora muito semelhante à nossa. Mas existirá alguma que é quase uma réplica exata da nossa? Em 2012, os astrônomos descobriram uma galáxia que partilha uma semelhança com tudo o que sabemos sobre a Via Láctea.

Ela até tem duas galáxias pequenas satélite orbitando-a, perfeitamente correspondente às nossas próprias Nuvens de Magalhães. E isso é raro, apenas 3% das galáxias espirais têm galáxias companheiras assim, e elas não duram muito tempo. As 2 Nuvens de Magalhães, provavelmente se dissiparão em poucos bilhões de anos, uma tarde agradável na escala de tempo cósmica. Para encontrar outra espiral barrada com um supermassivo buraco negro no centro que também tem duas galáxias satélites do mesmo tamanho é altamente improvável.

NGC 1073, semelhante à Via Láctea.

Chama-se NGC 1073, e é tão semelhante que os astrônomos estão realmente usando-a para aprender mais sobre a nossa própria galáxia. Uma vez que estamos muito profundamente enraizados para qualquer tipo de perspectiva sobre a Via Láctea, NGC 1073 nos dá essa visão top-down que nós sempre precisamos para estudar totalmente a nossa própria vizinhança.

Uma órbita de 250 milhões de anos

Na Terra, um ano é determinado pela quantidade de tempo que leva o planeta orbitando o sol. A cada 365 dias, estamos de volta a onde começamos, de modo geral. Faz sentido, então, que todo o nosso sistema solar esteja em órbita do buraco negro no centro da Via Láctea. Isso só demora mais de tempo, aproximadamente 250 milhões de anos, para cada rotação. Por outras palavras, nós fizemos cerca de um quarto de uma única órbita desde que os dinossauros desapareceram.

Ano Galáctico.

Estamos viajando a cerca de 792.000 quilômetros por hora em relação ao centro da Via Láctea. Cada vez que o Sol dá a volta na Via Láctea, diz-se tratar-se de um ano galáctico, ou ano cósmico. Estima-se que houve apenas 18 anos galácticos na história do nosso sol.