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THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE - CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....
10 dezembro 2013
ONDE PODE EXISTIR VIDA FORA DA TERRA?
Onde pode existir vida fora da Terra?
Marte é o mais investigado na busca por vida fora da Terra. O robô Curiosity, da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), que está no planeta vermelho desde agosto de 2012, já achou vestígios que indicam que pode ter existido vida microbiana no passado. Os cientistas identificaram enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono - alguns dos ingredientes químicos essenciais para a vida - no pó retirado do solo marciano.
Europa, lua de Júpiter, é uma das grandes candidatas a abrigar vida no nosso Sistema Solar. Já se sabe que ela tem água líquida abaixo da espessa camada de gelo de sua superfície. Há também outros elementos favoráveis à vida como gás carbônico, água oxigenada e enxofre. Na imagem, uma concepção artística mostra a água sob camada de gelo na lua e Júpiter ao fundo.
Io, uma das grandes lua de Júpiter, possui características diferentes das demais: sua superfície é cheia de vulcões e rica em enxofre. Por outro lado, o satélite parece possuir água e atmosfera (fraca, mas existe), de acordo com dados da sonda Galileo, e poderia ter uma forma de vida diferente das que estamos acostumados na Terra.
Já Enceladus, lua de Saturno, é outra candidata a abrigar vida no Sistema Solar. Foram encontrados gêiseres de água (em vapor), mas as possibilidades aqui são menores do que em Europa, lua de Júpiter, por exemplo. O satélite é uma bola de gelo e possui uma paisagem diferente de outras luas e planetas, com ranhuras e colinas, mas não crateras. Na imagem da direita, é possível ver nuvens de cristais de gelo, o que pode indicar a existência de um mar abaixo da superfície -- a presença de água é a primeira grande característica favorável à vida. Há também atmosfera, outra característica essencial. A lua é tão branca que reflete cerca de 99% da luz que recebe do planeta e só uma pequena porção dela é iluminada diretamente pelo Sol; por isso, a temperatura na superfície é de -201 graus Celsius. Apesar disto, o polo Sul dessa lua é mais quente, o que indica uma fonte de calor interna.
Titã, a maior lua de Saturno, também possui água e, por isso, é tida como um local possivelmente habitável. Entretanto, possui muito metano, o que obrigaria a existência de uma forma de vida diferente da que encontramos na Terra. Ela também possui atmosfera marrom alaranjada e elementos químicos complexos, como hidrocarbonetos. Na imagem da direita, é possível ver a atmosfera e pequenos grãos de areia do satélite.
Já fora do Sistema Solar, os grandes candidatos a abrigar vida são os "Keplers", exoplanetas descobertos pelo telescópio da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana). Esta concepção artística compara os tamanhos dos exoplanetas Kepler-22b, Kepler-69c, Kepler-62e e Kepler-62f com o da Terra. Todos estão na zona habitável de suas respectivas estrelas.
O sistema planetário Kepler-62 possui cinco planetas a 1.200 anos-luz da Terra, na constelação de Lira, sendo dois deles na zona habitável, Kepler-62f e Kepler-62e. Os outros três planetas são muito quentes e, por isso, inóspitos para a vida. A estrela do sistema mede 2/3 do nosso Sol e é mais fria e velha do que ele. Neste esquema da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), é possível comparar a zona habitável do sistema Kepler-62 com a do nosso Sistema Solar -- que vai de Vênus até além de Marte.
O Kepler-62e (em concepção artística na imagem acima) é 60% maior do que a Terra e está a 1.200 anos-luz de distância, na zona habitável de seu sistema planetário. Sua órbita é de 122 dias e o coloca em uma região em que sua temperatura seria favorável à vida; entretanto, os cientistas não sabem se o planeta tem água ou uma superfície sólida.
O Kepler-62f (em concepção artística na imagem) é um planeta 40% maior do que a Terra, a 1.200 anos-luz de distância. A órbita em torno de seu sol é de 267 dias, o que o coloca na zona habitável do sistema planetário. Seu tamanho é conhecido, mas a composição não, apesar de os cientistas acreditarem que ele é rochoso.
O sistema planetário Kepler-69 possui dois planetas a 2.700 anos-luz da Terra, na constelação de Cisne, sendo um deles na zona habitável, Kepler-69c. Neste esquema da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), é possível comparar a zona habitável do sistema Kepler-62 com a do nosso Sistema Solar -- que vai de Vênus até além de Marte.
O Kepler-69c (em concepção artística na imagem) é tido como um super-Vênus, a 2.700 anos-luz da Terra. Ele é 70% maior do que nosso planeta e está na zona habitável de seu sistema planetário, com órbita de 242 dias, o que o coloca na região que fica Vênus em nosso Sistema Solar.
Exoplaneta 581d, que gira ao redor da estrela-anã Gliese 581, é sete vezes mais maciço que a Terra e aparentemente rochoso. Detectado em 2007, a 20 anos-luz do nosso planeta, ele foi considerado na ocasião frio demais para ser "habitável", categoria que alcançou apenas em 2011.
Astrônomos encontraram evidências da existência de ao menos seis planetas ao redor da estrela Gliese 667C, localizada na constelação do Escorpião, a 22 anos-luz de distância, segundo o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). Três deles são "super Terras" (eles têm mais massa do que o nosso planeta, mas são menos massivos do que Urano ou Netuno, por exemplo) que orbitam uma região onde a água pode existir sob forma líquida e com temperatura adequada, o que os faz bons candidatos à presença de vida como a conhecemos. Esta é a primeira vez que três corpos são descobertos na zona habitável de um mesmo sistema planetário, destaca o ESO.
Concepção artística mostra o sistema planetário da estrela Gliese 667C, localizada na constelação do Escorpião, a 22 anos-luz de distância. Estudos anteriores já haviam descoberto que a estrela acolhia três planetas (b, c e d), sendo que um deles estava na zona habitável (mancha verde). Como a Gliese 667C é muito mais fria e tênue do que o nosso Sol, a zona habitável fica dentro de uma órbita do tamanho da de Mercúrio, ou seja, muito mais próxima da estrela do que ocorre no Sistema Solar. Agora, uma equipe internacional de astrônomos voltou a estudar o sistema e encontrou evidências da existência de ao menos seis exoplanetas (falta confirmação do h), aumentando para três o número de candidatos com chances de abrigar vida fora da Terra.
08 dezembro 2013
A COISIFICAÇÃO DO HOMEM
A Coisificação do Homem
Coisificação.
A “coisificação” do homem é um sinal do trágico destino da humanidade: a banalização da vida, a perda de valores éticos e morais, invertendo a prioridade da “coisa” sobre a vida. O crescente hedonismo coisifica o homem, pois este passa a ser um instrumento com uma finalidade única e suprema do prazer.
Vende-se a todo instante, através dos meios de comunicação ou por propagandas disseminadas entre as pessoas, a vida fácil, o prazer instantâneo, o valor do “ter” sobre o “ser” das pessoas. O jovem é o alvo mais freqüente e é bombardeado insistentemente com essa inversão de valores. Mas os adultos também são vítimas. Basta uma olhadela na rua ou folhear uma revista para percebermos a banalização da vida humana.
O relativismo moral e religioso é o responsável por essa inversão de valores, que coloca em risco a própria existência do homem. Tudo é verdadeiro e tudo é permitido desde que seja agradável e prazeroso; melhor ainda se for rápido, instantâneo! As pessoas precisam ser críticas a tudo que é colocado à sua disposição, principalmente quando algo é oferecido de forma muito fácil e graciosa: há que se investigar o que está por trás dessa generosidade suspeita.
A pressão para a legalização do aborto, alegando motivos invertidos como justificativa é um exemplo. Oras, alega-se que se há abortos clandestinos, precisamos legalizá-los. Baseando-se nesse raciocínio: se ninguém respeita o limite de velocidade na cidade e estradas, porque não liberá-los? Não! Limita-se a velocidade porque o seu excesso é um risco para vidas humanas. O mesmo raciocínio deve ser aplicado com relação ao aborto – um atentado contra a vida humana. Ainda: se há assaltos a bancos, porque não estudamos uma forma de legalizá-los? Porque o dinheiro é poderoso e é necessário guardá-lo a sete chaves. Então porque não preservar a sete chaves a vida humana, ainda que tenha apenas dias ou semanas, dentro de um útero materno?
Mais uma vez, a solução mágica é apresentada. Como no caso das cotas, aonde é muito mais fácil e eleitoreiro criá-las do que o demorado, mas necessário, investimento na melhora da qualidade da educação pública (Ensino Fundamental e Médio). Se há abortos clandestinos, é muito mais fácil legalizá-lo do que investir em educação e saúde para impedir gestações inconseqüentes. Há a necessidade de parar com os abortos – clandestinos ou não! O caminho correto é a educação. Também urge fiscalizar e condenar aqueles que promovem essa prática clandestinamente.
É preciso parar com essa inversão de valores. É preciso por os “pingos nos is” corretamente. Definitivamente. E assim, livrar as pessoas da banalização da vida humana.
O ser humano é dotado de inteligência. Deve utilizá-la para tomar suas decisões. Deve empregá-la a serviço da vida e da permanência da humanidade sobre a terra. Campanhas de proteção de árvores e matas são lançadas a todo o momento: sim, necessitamos preservar a natureza para sobrevivermos. Mas de que adiantará preservá-las, se o homem aniquila-se a si próprio?
Texto publicado no Jornal de Londrina - edição de 19/10/2007 - pág 02 (como publicado).
Humanização das coisas e coisificação do homem?
A população cada vez mais troca de celular, optam por smartphones que por sua vez veem com lemas como "MAIS HUMANO COMO NUNCA", ferramentas que não usamos, mas mesmo assim almejamos por puro status. A tênue linha entre ser e querer está prestes a se romper.
Ex: Uma pessoa cai no chão é motivo de gargalhadas, mas se o nosso celular cai no chão e, na maioria das vezes, quase temos um ataque cardíaco.
Afinal o que está sendo consumido? Nós ou o que compramos? Compramos cada vez mais, sem nos preocuparmos com as consequências disso, Lord Henry, antagonista do homônimo de Oscar Wilde (O Retrato de Dorian Grey) disse: "A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos a ela". Essa tentação compulsiva de ter está sendo nosso lobo?
Ex: Hoje em dia compramos desde aparelhos que não utilizamos a carros exorbitantes, apenas por status. Estamos sendo comercializados, uma prisão sem muros, estampados em uma vitrine onde quem tem mais é melhor. E nosso consumo não para apenas nos objetos, ele se alastra até nossos corpos, compramos silicone, retiramos aqui, colocamos lá. Estamos virando coisas e as coisas estão virando humanas.
06 dezembro 2013
AMIGOS DA ENCICLOPÉDIA (CEAEC) - Conscienciologia
Programa Amigos da Enciclopédia da Conscienciologia
O Programa Amigos da Enciclopédia foi criado para dar suporte e sustentação financeira para a materialização do megaprojeto da CCCI: a Enciclopédia da Conscienciologia.
Amigos da Enciclopédia da Conscienciologia.
Todos os recursos advindos deste programa são revertidos para a sustentação financeira das pesquisas da Enciclopédia, na forma de compra de livros e dicionários temáticos, assinaturas de periódicos e jornais, aquisição de material de escritório e infra-estrutura.
Para gerenciamento o programa conta com uma coordenação-geral composta por duas pessoas, e uma equipe que deverá ter um representante em cada região do Brasil e exterior, onde a Conscienciologia se faz presente por meio de alguma Instituição Conscienciocêntrica.
Além do Plano Único, há também dois outros modos de participação no programa:
- IC Amiga da Enciclopédia. A Instituição Conscienciocêntrica (IC) interessada em ser amiga da Enciclopédia pode se inscrever institucionalmente no programa contribuindo com valor mensal fixo igual ou acima do valor do Plano Único.
- EC Amiga da Enciclopédia. A Empresa Conscienciológica(EC) interessada em ser amiga da Enciclopédia pode se inscrever empresarialmente no programa contribuindo com valor mensal fixo igual ou acima do valor do Plano Único.
Objetivos Interassistenciais
Infra-estrutura. O programa permitirá captação de recursos financeiros para atender as necessidades rotineiras da Enciclopédia referentes à infra-estrutura da Holoteca, Holociclo e Tertuliarium.
Aquisição de Dicionários. A Lexicoteca (Holociclo) precisa ser atendida em 10 mil dicionários temáticos para auxiliar na elaboração da Enciclopédia.
Aquisição de Livros e periódicos. Obtenção de livros e periódicos necessários à elaboração da Enciclopédia e que depois servirão também aos demais pesquisadores na Holoteca e Holociclo.
Holopensene. A propagação do holopensene do projeto, a compreensão do significado da consolidação da Enciclopédia da Conscienciologia para a ciência Conscienciologia e o comprometimento dos voluntários e pesquisadores nesta empreitada grupal, a maxiproéxis, através da divulgação do programa e realização das oficinas do Holociclo em todo o Brasil e exterior contribuindo para este holopensene.
Consciência Grupal. O fortalecimento da comunidade conscienciológica através da conscientização sobre a importância da contribuição de cada um,por menor que seja, nesta megagescon grupal. Interdependência Evolutiva.
Quem quiser conhecer pode acessar o link: Enciclopédia da Conscienciologia.
24 novembro 2013
THE BEATLES (Let It Be)
THE BEATLES
The Beatles foi uma banda de rock britânica, formada em Liverpool em 1960. É o grupo musical mais bem-sucedido e aclamado da história da música popular. A partir de 1962, o grupo era formado por John Lennon (guitarra rítmica e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal). Enraizada do skiffle e do rock and roll da década de 1950, a banda veio mais tarde a assumir diversos gêneros que vão do folk rock ao rock psicodélico, muitas vezes incorporando elementos da música clássica e outros, em formas inovadoras e criativas. Sua crescente popularidade, que a imprensa britânica chamava de "Beatlemania", fez com que eles crescessem em sofisticação. Os Beatles vieram a ser percebidos como a encarnação de ideais progressistas e sua influência se estendeu até as revoluções sociais e culturais da década de 1960.
The Beatles.
Com a formação inicial de Lennon, McCartney, Harrison, Stuart Sutcliffe (baixo) e Pete Best (bateria), os Beatles construíram sua reputação nos pubs de Liverpool e Hamburgo durante um período de três anos a partir de 1960. Sutcliffe deixou o grupo em 61, e Best foi substituído por Starr no ano seguinte. Abastecida de equipamentos profissionais moldados por Brian Epstein, que depois se ofereceu para gerenciar a banda, e com seu potencial reforçado pela criatividade do produtor George Martin, os Beatles alcançaram um sucesso imediato no Reino Unido com seu primeiro single "Love Me Do". Ganhando popularidade internacional a partir do ano seguinte, excursionaram extensivamente até 1966, quando retiraram-se para trabalhar em estúdio até sua dissolução definitiva em 1970. Cada músico então seguiu para uma carreira independente. McCartney e Starr continuam ativos; Lennon foi baleado e morto em 1980, e Harrison morreu de câncer em 2001.
Durante seus anos de estúdio, os Beatles produziram o que a crítica considera um dos seus melhores materiais, incluindo o álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967), amplamente visto como uma obra-prima. Quatro décadas após sua dissolução, a música do grupo continua a ser muito popular. Os Beatles tiveram mais álbuns em número 1 nas paradas britânicas do que qualquer outro grupo musical. De acordo com a RIAA, eles venderam mais álbuns nos Estados Unidos do que qualquer outro artista. Em 2008, a Billboard divulgou uma lista dos top-selling de todos os tempos dos artistas Hot 100 para celebrar o cinquentenário das paradas de singles dos Estados Unidos, e a banda permaneceu em primeiro lugar. Eles já foram honrados com 8 Grammy Awards, e 15 Ivor Novello Awards da BASCA. Já venderam mais de um bilhão de discos. Os Beatles foram coletivamente incluídos na compilação da revista Time das 100 pessoas mais importantes e influentes do século XX.
"Let It Be" - The Beatles.
Let it Be (The Beatles)
When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be
Let it be, let it be
Let it be, let it be
Whisper words of wisdom
Let it be
And when the brokenhearted people
Living in the world agree
There will be an answer, let it be
For though they may be parted
There is still a chance that they will see
There will be an answer, let it be
Let it be, let it be
Let it be, let it be
Yeah, there will be an answer let it be
Let it be, let it be
Let it be, let it be
Whisper words of wisdom
Let it be
Let it be, let it be
Let it be, yeah, let it be
Whisper words of wisdom
Let it be
And when the night is cloudy
There is still a light that shines on me
Shine on until tomorrow, let it be
I wake up to the sound of music
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be
Yeah, let it be, let it be
Let it be, yeah, let it be
There will be an answer, let it be
Let it be, let it be
Let it be, yeah, let it be
Whisper words of wisdom
Let it be
The Beatles foi uma banda de rock britânica, formada em Liverpool em 1960. É o grupo musical mais bem-sucedido e aclamado da história da música popular. A partir de 1962, o grupo era formado por John Lennon (guitarra rítmica e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal). Enraizada do skiffle e do rock and roll da década de 1950, a banda veio mais tarde a assumir diversos gêneros que vão do folk rock ao rock psicodélico, muitas vezes incorporando elementos da música clássica e outros, em formas inovadoras e criativas. Sua crescente popularidade, que a imprensa britânica chamava de "Beatlemania", fez com que eles crescessem em sofisticação. Os Beatles vieram a ser percebidos como a encarnação de ideais progressistas e sua influência se estendeu até as revoluções sociais e culturais da década de 1960.
The Beatles.
Com a formação inicial de Lennon, McCartney, Harrison, Stuart Sutcliffe (baixo) e Pete Best (bateria), os Beatles construíram sua reputação nos pubs de Liverpool e Hamburgo durante um período de três anos a partir de 1960. Sutcliffe deixou o grupo em 61, e Best foi substituído por Starr no ano seguinte. Abastecida de equipamentos profissionais moldados por Brian Epstein, que depois se ofereceu para gerenciar a banda, e com seu potencial reforçado pela criatividade do produtor George Martin, os Beatles alcançaram um sucesso imediato no Reino Unido com seu primeiro single "Love Me Do". Ganhando popularidade internacional a partir do ano seguinte, excursionaram extensivamente até 1966, quando retiraram-se para trabalhar em estúdio até sua dissolução definitiva em 1970. Cada músico então seguiu para uma carreira independente. McCartney e Starr continuam ativos; Lennon foi baleado e morto em 1980, e Harrison morreu de câncer em 2001.
Durante seus anos de estúdio, os Beatles produziram o que a crítica considera um dos seus melhores materiais, incluindo o álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967), amplamente visto como uma obra-prima. Quatro décadas após sua dissolução, a música do grupo continua a ser muito popular. Os Beatles tiveram mais álbuns em número 1 nas paradas britânicas do que qualquer outro grupo musical. De acordo com a RIAA, eles venderam mais álbuns nos Estados Unidos do que qualquer outro artista. Em 2008, a Billboard divulgou uma lista dos top-selling de todos os tempos dos artistas Hot 100 para celebrar o cinquentenário das paradas de singles dos Estados Unidos, e a banda permaneceu em primeiro lugar. Eles já foram honrados com 8 Grammy Awards, e 15 Ivor Novello Awards da BASCA. Já venderam mais de um bilhão de discos. Os Beatles foram coletivamente incluídos na compilação da revista Time das 100 pessoas mais importantes e influentes do século XX.
Let it Be (The Beatles)
When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be
Let it be, let it be
Let it be, let it be
Whisper words of wisdom
Let it be
And when the brokenhearted people
Living in the world agree
There will be an answer, let it be
For though they may be parted
There is still a chance that they will see
There will be an answer, let it be
Let it be, let it be
Let it be, let it be
Yeah, there will be an answer let it be
Let it be, let it be
Let it be, let it be
Whisper words of wisdom
Let it be
Let it be, let it be
Let it be, yeah, let it be
Whisper words of wisdom
Let it be
And when the night is cloudy
There is still a light that shines on me
Shine on until tomorrow, let it be
I wake up to the sound of music
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be
Yeah, let it be, let it be
Let it be, yeah, let it be
There will be an answer, let it be
Let it be, let it be
Let it be, yeah, let it be
Whisper words of wisdom
Let it be
CINTURÃO DE KUIPER / KUIPER BELT
Cinturão de Kuiper
Na visão tradicional, o Sistema Solar é formado pelo Sol, os planetas e um cinturão de asteroides, composto por objetos menores, a grande maioria com formas irregulares, e todos situados entre as órbitas de Marte e Júpiter.
Esse modelo ignora a presença dos cometas e dos asteroides cujas trajetórias passam por entre as órbitas de vários planetas – mas até que seria aceitável, não tivéssemos hoje uma visão um tanto mais sofisticada, onde o “velho” cinturão de asteroides há muito deixou de ser o único.
Barreira natural: Os asteroides também são comumente vistos como uma região densamente povoada, quase impenetrável. Não é verdade. Ali, um cubo com 100 milhões de quilômetros de lado contém, em média, um único corpo com mais de 100 km de diâmetro.
Oort e Kuiper
Em 1950 o astrônomo Jan Oort formulou a hipótese de que os cometas seriam originários de uma vasta região que circunda o Sol, uma espécie de nuvem em forma de concha, cerca de cinquenta mil vezes mais afastada que a Terra.
Um ano mais tarde o astrônomo Gerard Kuiper sugeriu que alguns desses objetos, tipicamente asteroides, deveriam se concentrar numa faixa contínua localizada nos limites do Sistema Solar.
Essa hipótese foi reforçada pela constatação de que existem populações separadas de cometas (chamadas "famílias de Júpiter") com indivíduos bastante distintos daqueles provenientes da nuvem de Oort.
Eles se movem em volta do Sol em cerca de 20 anos ou menos, contra os milhares ou mesmo milhões de anos de um cometa de Oort, e além disso percorrem suas trajetórias no mesmo sentido e quase no mesmo plano orbital dos planetas.
(1) Gerard Peter Kuiper (1905-1973).
(2) Jan Hendrik Oort (1900-1992).Finalmente, simulações em computador no início dos anos 80 previram a formação natural do cinturão de asteroides proposto por Kuiper. De acordo com este cenário, os planetas teriam se formado ao redor do Sol a partir da aglomeração de diversos elementos primordiais (os chamados protoplanetas), sendo que os resíduos não aproveitados neste processo foram gradualmente varridos da vizinhança da estrela.
Porém, além da órbita de Netuno, o último planeta gigante, ainda deveria haver uma espécie de depósito desses entulhos planetários.
Uma nova visão
A constatação veio em 1992, com a descoberta de um objeto chamado 1992QB1, com 240 km de diâmetro e à distância prevista por Kuiper. Logo foram encontrados diversos outros asteroides com dimensões similares, confirmando que o cinturão de Kuiper era real.
Dois satélites de Netuno, Nereida e Tritão, e Febe, uma lua de Saturno, por suas características orbitais incomuns são hoje considerados objetos do cinturão de Kuiper, capturados pela força gravitacional dos planetas a que agora pertencem.
Hoje existem mais de 600 objetos conhecidos no cinturão de Kuiper, todos descobertos após 1992. Entre eles está Plutão, que agora pertence a categoria dos, Éris (que é maior que Plutão) e também Varuna (com 900 km de diâmetro) e Quaoar (com 1.250 km). Já, descoberto em 2003, tem praticamente toda sua órbita fora dessa região, indo até o limite inferior da nuvem de Oort.
Concepção artística de Quaoar, um dos maiores objetos encontrados no Sistema Solar desde 1930, ano da descoberta de Plutão.
Imagens do Cinturão de Kuiper
Simulação de computador do Cinturão de Kuiper ao longo do tempo, desde a sua formação.
Kuiper Belt. / Cinturão de Kuiper
22 novembro 2013
FÊNIX / PHOENIX / ϕοῖνιξ
Fênix (Fonte: "Wikipedia")
A Fênix (em grego clássico: ϕοῖνιξ) é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da Fênix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo.
Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a Fênix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97 200 anos. No final de cada ciclo de vida, a Fênix queimava-se numa pira funerária. A vida longa da fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.
Suas lágrimas tem propriedades para curar qualquer tipo de doença ou ferida. Ela também suportava cargas muito pesadas, como elefantes, e dominava a arte da Pirocinese (produzia e manipulava o fogo).
Os gregos parecem ter se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à garça, hoje extinta, que habitava o Egito. Cumprido o ciclo de vida do Bennu, ele voava a Heliópolis, pousava sobre a pira do deus Rá, ateava fogo em seu ninho e se deixava consumir pelas chamas, renascendo das cinzas.
Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a Fênix vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97 200 anos.
De forma semelhante a Bennu, quando a ave sentia a morte se aproximar, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova Fênix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com ele à cidade egípcia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol.
Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de Fênix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois.
Atualmente os estudiosos creem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fénix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.
Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por fênix (phoenix), a palmeira (phoinix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.
Onde surgiu e o que representa a mitológica ave Fênix? (Fonte: "Mundo Estranho" - Abril)
Ela surgiu no Egito antigo, milhares de anos antes de Cristo, representando a imortalidade e os ciclos da natureza. Segundo o mito, quando sentia que ia morrer, a Fênix montava um ninho com incenso e outras ervas aromáticas para ser incinerada pelos raios do Sol. De suas cinzas, nasceria uma nova ave. Assim que se sentia forte, a nova Fênix embalava as cinzas de onde surgiu em um ovo de mirra e o transportava para o templo do deus Rá, na cidade de Heliópolis. "Para os egípcios, a Fênix também representava a alma de Rá, o deus Sol", afirma o historiador Norberto Luiz Guarinello, da USP. Segundo a mitologia, essa ave poderia viver mais de mil anos e durante todo esse período só existiria uma única Fênix, por isso ela também simbolizava grandes ciclos da natureza - como os astronômicos. Sua aparência seria semelhante à de uma cegonha de plumas douradas e vermelhas. O mito também foi incorporado por outras culturas, como a greco-romana.
A Fênix (em grego clássico: ϕοῖνιξ) é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da Fênix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo.
Fênix preparando sua pira funerária.
Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a Fênix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97 200 anos. No final de cada ciclo de vida, a Fênix queimava-se numa pira funerária. A vida longa da fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.
Suas lágrimas tem propriedades para curar qualquer tipo de doença ou ferida. Ela também suportava cargas muito pesadas, como elefantes, e dominava a arte da Pirocinese (produzia e manipulava o fogo).
Os gregos parecem ter se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à garça, hoje extinta, que habitava o Egito. Cumprido o ciclo de vida do Bennu, ele voava a Heliópolis, pousava sobre a pira do deus Rá, ateava fogo em seu ninho e se deixava consumir pelas chamas, renascendo das cinzas.
Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a Fênix vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97 200 anos.
De forma semelhante a Bennu, quando a ave sentia a morte se aproximar, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova Fênix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com ele à cidade egípcia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol.
Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de Fênix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois.
Atualmente os estudiosos creem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fénix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.
Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por fênix (phoenix), a palmeira (phoinix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.
- A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da Antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim.
- Para os gregos, a Fênix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da Fênix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.
- Os egípcios a tinham por "Bennu" e estava relacionada a estrela "Sótis", ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.
- Na China antiga a fénix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. Na sua plumagem, brilham as cinco cores sagradas. Púrpura, azul, vermelha, branco e dourado.
- No início da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou.
- A bandeira da cidade de São Francisco mostra uma Fênix, acreditado de estar um símbolo de renovação depois o sismo que devastou a cidade em 1906. A bandeira e o selo da cidade de Atlanta mostram uma fênix também.
- No Acidente na mina San José em 2010, a cápsula que estava retirando um por um dos 33 mineiros foi chamada de Fênix, porque o resgate deles a uma profundidade muito funda de terra lembra a ressurreição da ave mítica das cinzas.
Citações
"Existe outro pássaro sagrado, também, cujo nome é Fênix. Eu mesmo nunca o vi, apenas figuras dele. O pássaro raramente vem ao Egito, uma vez a cada cinco séculos, como diz o povo de Heliópolis. É dito que a fénix vem quando seu pai morre. Se o retrato mostra verdadeiramente seu tamanho e aparência, sua plumagem é em parte dourado e em parte vermelho. É parecido com uma águia em sua forma e tamanho. O que dizem que este pássaro é capaz de fazer é incrível para mim. Voa da Arábia para o templo de Hélio (o Sol), dizem, ele encerra seu pai em um ovo de mirra e enterra-o no templo de Hélio. Isto é como dizem: primeiramente molda um ovo de mirra tão pesado quanto pode carregar, então abre cavidades no ovo e coloca os restos de seu pai nele, selando o ovo. E dizem, ele encerra o ovo no templo do Sol no Egito. Isto é o que se diz que este pássaro faz." - Heródoto,
"E a Fênix, ele disse, é o pássaro que visita o Egito a cada cinco séculos, mas no resto do tempo ela voa até a Índia; e lá podem ser visto os raios de luz solar que brilham como ouro, em tamanho e aparência assemelha-se a uma águia; e senta-se em um ninho; que é feito por ele nas primaveras do Nilo. A história do Aigyptos sobre ele é testificada pelos indianos também, mas os últimos adicionam um toque a história, que a Fênix enquanto é consumida pelo fogo em seu ninho canta canções de funeral para si" - Apolônio de Tiana,
"Estas criaturas (outras raças de pássaros) todas descendem de seus primeiros, de outros de seu tipo. Mas um sozinho, um pássaro, renova e renasce dele mesmo - a Fênix da Assíria, que se alimenta não de sementes ou folhas verdes mas de óleos de bálsamo e gotas de olíbano. Este pássaro, quando os cinco longos séculos de vida já se passaram, cria um ninho em uma palmeira elevada; e as linhas do ninho com cássia, mirra dourados e pedaços de canela, estabelecida lá, inflama-se, rodeada de perfumes, termina a extensão de sua vida. Então do corpo de seu pai renasce uma pequena Fênix, como se diz, para viver os mesmos longos anos. Quando o tempo reconstrói sua força ao poder de suportar seu próprio peso, levanta o ninho - o ninho que é berço seu e túmulo de seu pai - como imposição do amor e do dever, dessa palma alta e carrega-o através dos céus até alcançar a grande cidade do Sol (Heliópolis, no Egito), e perante as portas do sagrado templo do Sol, sepulta-o" - Ovidio,
A Fênix, símbolo de ressurreição.
A Fênix entre os persas
O poeta persa sufista Farid al-Din Attar, no livro A Conferência dos Pássaros, de 1177, descreve a fênix:
"Na Índia vive um pássaro que é único: a encantadora Fênix tem um bico extraordinariamente longo e muito duro, perfurado com uma centena de orifícios, como uma flauta. Não tem fêmea, vive isolada e seu reinado é absoluto. Cada abertura em seu bico produz um som diferente, e cada um desses sons revela um segredo particular, sutil e profundo. Quando ela faz ouvir essas notas plangentes, os pássaros e os peixes agitam-se, as bestas mais ferozes entram em êxtase; depois todos silenciam. Foi desse canto que um sábio aprendeu a ciência da música. A Fênix vive cerca de mil anos e conhece de antemão a hora de sua morte. Quando ela sente aproximar-se o momento de retirar o seu coração do mundo, e todos os indícios lhe confirmam que deve partir, constrói uma pira reunindo ao redor de si lenha e folhas de palmeira. Em meio a essas folhas entoa tristes melodias, e cada nota lamentosa que emite é uma evidência de sua alma imaculada. Enquanto canta, a amarga dor da morte penetra seu íntimo e ela treme como uma folha. Todos os pássaros e animais são atraídos por seu canto, que soa agora como as trombetas do Último Dia; todos aproximam-se para assistir o espetáculo de sua morte, e, por seu exemplo, cada um deles determina-se a deixar o mundo para trás e resigna-se a morrer. De fato, nesse dia um grande número de animais morre com o coração ensanguentado diante da Fênix, por causa da tristeza de que a veem presa. É um dia extraordinário: alguns soluçam em simpatia, outros perdem os sentidos, outros ainda morrem ao ouvir seu lamento apaixonado. Quando lhe resta apenas um sopro de vida, a Fênix bate suas asas e agita suas plumas, e deste movimento produz-se um fogo que transforma seu estado. Este fogo espalha-se rapidamente para folhagens e madeira, que ardem agradavelmente. Breve, madeira e pássaro tornam-se brasas vivas, e então cinzas. Porém, quando a pira foi consumida e a última centelha se extingue, uma pequena Fênix desperta do leito de cinzas.
Aconteceu alguma vez a alguém deste mundo renascer depois da morte? Mesmo que te fosse concedida uma vida tão longa quanto a da Fênix, terias de morrer quando a medida de tua vida fosse preenchida. A Fênix permaneceu por mil anos completamente só, no lamento e na dor, sem companheira nem progenitora. Não contraiu laços com ninguém neste mundo, nenhuma criança alegrou sua idade e, ao final de sua vida, quando teve de deixar de existir, lançou suas cinzas ao vento, a fim de que saibas que ninguém pode escapar à morte, não importa que astúcia empregue.
Em todo o mundo não há ninguém que não morra. Sabe, pelo milagre da Fênix, que ninguém tem abrigo contra a morte. Ainda que a morte seja dura e tirânica, é preciso conviver com ela, e embora muitas provações caiam sobre nós, a morte permanece a mais dura prova que o Caminho nos exigirá”.
Em todo o mundo não há ninguém que não morra. Sabe, pelo milagre da Fênix, que ninguém tem abrigo contra a morte. Ainda que a morte seja dura e tirânica, é preciso conviver com ela, e embora muitas provações caiam sobre nós, a morte permanece a mais dura prova que o Caminho nos exigirá”.
Imagens da Fênix
Onde surgiu e o que representa a mitológica ave Fênix? (Fonte: "Mundo Estranho" - Abril)
Ela surgiu no Egito antigo, milhares de anos antes de Cristo, representando a imortalidade e os ciclos da natureza. Segundo o mito, quando sentia que ia morrer, a Fênix montava um ninho com incenso e outras ervas aromáticas para ser incinerada pelos raios do Sol. De suas cinzas, nasceria uma nova ave. Assim que se sentia forte, a nova Fênix embalava as cinzas de onde surgiu em um ovo de mirra e o transportava para o templo do deus Rá, na cidade de Heliópolis. "Para os egípcios, a Fênix também representava a alma de Rá, o deus Sol", afirma o historiador Norberto Luiz Guarinello, da USP. Segundo a mitologia, essa ave poderia viver mais de mil anos e durante todo esse período só existiria uma única Fênix, por isso ela também simbolizava grandes ciclos da natureza - como os astronômicos. Sua aparência seria semelhante à de uma cegonha de plumas douradas e vermelhas. O mito também foi incorporado por outras culturas, como a greco-romana.
Os romanos viam na ave uma metáfora para o caráter imortal e intocável do Império Romano e chegaram a estampá-la em algumas de suas moedas. Com o surgimento do cristianismo, a Fênix passou a representar a ideia de ressurreição e de vida após a morte.
16 novembro 2013
NUVEM DE OORT
Nuvem de Oort
A nuvem de Oort, também chamada de nuvem de Öpik-Oort, é uma nuvem esférica de cometas e asteroides hipotética (ou seja, não observada diretamente) que possivelmente se localize nos limites do Sistema Solar, a cerca de 50.000 UA, ou quase um ano-luz, do Sol. Isso faz com que ela fique a aproximadamente um quarto da distância a Proxima Centauri, a estrela mais próxima da Terra além do Sol. O cinturão de Kuiper e o disco disperso, as outras duas regiões do Sistema Solar que contêm objetos transnetunianos, se localizam a menos de um centésimo da distância estimada da nuvem de Oort. A parte externa da nuvem de Oort define o limite gravitacional do Sistema Solar.
Segundo algumas estimações estatísticas, a nuvem poderia abrigar entre um bilhão e cem bilhões de cometas (10^12 e 10^14), sendo a sua massa cerca de cinco vezes a da Terra.
Acredita-se que a nuvem de Oort, que recebe o seu nome graças ao astrônomo holandês Jan Oort, compreende duas regiões distintas: uma parte externa esférica e uma parte interna em forma de disco, ou nuvem de Hills. Os objetos da nuvem de Oort são compostos principalmente por gelo, amônia e metano, entre outros, e foram formados perto do Sol, nos primeiros estágios de formação do Sistema Solar. Então, chegaram às suas posições atuais na nuvem de Oort devido a efeitos gravitacionais causados pelos planetas gigantes.
Embora não se tenha feito nenhuma observação direta da nuvem de Oort, astrônomos acreditam que ela é a fonte de todos os cometas de longo período e de tipo Halley, além de muitos centauros e cometas de Júpiter. A parte externa da nuvem de Oort é muito pouco influenciada pela gravidade do Sol, e isso faz com que outras estrelas, incluse a própria Via Láctea, possam interferir na órbita de seus objetos e mandá-los para o Sistema Solar interior. De todos os cometas de curto período do Sistema Solar, muitos podem vir do disco disperso, mas alguns podem ter se originado na nuvem de Oort. Apesar de que o cinturão de Kuiper e o disco disperso tenham sido estudados e observados, apenas quatro objetos transnetunianos conhecidos—90377 Sedna, 2000 CR105, 2006 SQ372 e 2008 KV42—são considerados possíveis membros da nuvem de Oort interna. Os cometas da nuvem de Oort exterior encontram-se pouco ligados pela gravidade ao Sol, e isto faz com que outras estrelas, e até mesmo a própria Via Láctea, possam influir neles e provocar que saiam despedidos para o Sistema Solar interior. A maioria dos cometas de período curto originaram-se no disco disperso. No entanto, acredita-se que um grande número deles tem a sua origem na nuvem de Oort. Apesar de que tanto o cinturão de Kuiper como o disco disperso tenhem sido observados e estudados, bem como classificados muitos dos seus componentes, somente há evidências na nuvem de Oort de quatro possíveis membros: 90377 Sedna, 2000 CR105, 2006 SQ372, e 2008 KV42, todos eles na nuvem de Oort interior.
Primeiras hipóteses
Em 1932, o astrônomo estoniano Ernst Öpik postulou que os cometas de período longo se originaram numa nuvem que orbitava nos confins do Sistema Solar. Em 1950, o astrônomo holandês Jan Oort postulou a teoria de modo independente para resolver um paradoxo. As órbitas dos cometas são muito inestáveis, sendo sua dinâmica que, ou colidirão contra o Sol ou com qualquer outro planeta, ou sairão despedidos do Sistema Solar devido às perturbações dos planetas. Adicionalmente, ao ser formados na sua maior parte por gelo e outros elementos volátéis, estes vão depreendendo-se gradualmente devido à radiação eletromagnética até o cometa se dividir ou adquirir uma casca isolante que freia a desgasificação. Assim, Oort razoou que os cometas não puderam ter-se formado na sua órbita atual, e que deviam ter permanecido durante toda a sua existência num afastado depósito repleto destes corpos celestes, caindo com o tempo para o Sistema Solar e tornando-se cometas de período longo.
Existem dois tipos de cometas: os de período curto (também chamados cometas eclípticos), que apresentam órbitas por baixo das 10 UA, e os de período longo (cometas quase isótropos), que possuem órbitas de mais de 1.000 UA. Oort pesquisou os cometas quase isótropos, e encontrou que a maioria deles possuíam um afélio (a sua distância mais afastada ao Sol) de aproximadamente 20.000 UA e pareciam provir de todas direções, o qual fortalecia a sua hipótese e sugeria um depósito esférico. Os escassos cometas que possuíam afélios de 10.000 UA deveram passar em algum momento muito perto do Sistema Solar, sendo influenciados pela gravidade dos planetas e, portanto, fazendo menor a sua órbita.
Composição e estrutura
Acredita-se que a nuvem de Oort se estende desde 2.000 ou 5.000 UA até 50.000 UA do Sol, embora algumas fontes situem o seu limite entre 100.000 UA e 200.000 UA. A nuvem de Oort pode-se dividir em duas regiões: a nuvem de Oort exterior, esférica, e a nuvem de Oort interior (2.000-20.000 UA), que tem forma toroidal.
A nuvem exterior fica pouco ligada ao Sol, e é a fonte da maior parte dos cometas de período longo. A nuvem interior que também se conhece como nuvem de Hills, em honra a J. G. Hills, o astrônomo que propôs a sua existência em 1981. Os modelos predizem que a nuvem interior deveria possuir dezenas ou centenas de vezes mais cometas do que a nuvem exterior; parece ser que a nuvem de Hills fornece a nuvem exterior com cometas à medida que se vão esgotando, e explica a existência da nuvem de Oort após milhares de milhões de anos.
Acredita-se que a nuvem de Oort pode abrigar vários bilhões de cometas de mais de 1,3 quilômetro de diâmetro e quinhentos mil milhões com uma magnitude absoluta menor a +10,9 (quanto menor é o valor, maior é o brilho). Apesar do número tão elevado de cometas, cada um deles estaria separado em média várias dezenas de milhões de quilômetros com referência ao cometa mais próximo. A massa da nuvem de Oort não se sabe com certeza, mas tomando o cometa Halley como protótipo de cometa da nuvem exterior, estima-se que a massa seria de 3x10^25 quilogramas, cerca de cinco vezes a da Terra. Anteriormente acreditava-se que a sua massa poderia alcançar até 380 vezes a massa terrestre, mas a atual compreensão da distribuição de tamanhos dos cometas de período longo reduziu as estimações. Atualmente, a massa da nuvem de Oort interior continua sendo desconhecida.
Considerando os cometas analisados como estimativa dos que se encontram na nuvem de Oort, a grande maioria deles estaria formada por gelo, metano, etano, monóxido de carbono e ácido cianídrico. Contudo, a descoberta do asteroide "1996 PW", que possui uma órbita mais característica de um cometa de período longo, sugere que a nuvem também abriga objetos rochosos. As análises das isótopos de carbono e nitrogênio revelam que quase não existem diferenças entre os cometas da nuvem de Oort e os cometas de Júpiter, apesar das enormes distâncias que os separam. Este fato sugere que todos eles se formaram na nuvem protosolar, durante a formação do Sistema Solar. Estas conclusões são também aceites pelos estudos do tamanho granular nos cometas da nuvem de Oort, assim como também pelo estudo dos impactos do cometa 9P/Tempel 1.
Origem
Tudo indica que a nuvem de Oort foi formada como remanente do disco protoplanetário que se originou em torno do Sol há 4,6 milhares de milhões de anos. A hipótese mais aceite é que os objetos da nuvem de Oort formaram-se muito perto do Sol, no mesmo processo no que se criaram os planetas e os asteroides, mas as interações gravitacionais com os novos planetas gasosos como Júpiter e Saturno expulsaram estes objetos para longas órbitas elípticas ou parabólicas. Simulações da evolução da nuvem de Oort foram realizadas, cobrindo da sua formação até a atualidade, e estas mostram que a sua máxima massa adquiriu-a 800 milhões de anos após a sua formação.
Os modelos realizados pelo astrônomo uruguaio Julio Ángel Fernández sugerem que o disco disperso, que é a principal fonte de cometas periódicos do Sistema Solar, poderia ser também a principal fonte dos objetos da nuvem de Oort. De acordo com os seus modelos, a metade dos objetos dispersados viajam para a nuvem de Oort, um quarto deles fica orbitando Júpiter, e outro quarto sai expulso em órbitas parabólicas. O disco disperso ainda poderia continuar alimentando a nuvem de Oort, proporcionando-lhe novo material. Calculou-se que, ao cabo de 2,5 milhares de milhões de anos, um terço dos objetos do disco disperso acabarão na nuvem de Oort.
Os modelos computacionais sugerem que as colisões dos entulhos dos cometas ocorridas durante o período de formação desempenham um rol muito mais importante do que anteriormente se acreditava. De acordo com estes modelos, durante as fases mais temporãs do Sistema Solar sucederam tal quantidade de colisões que muitos cometas ficaram destruídos antes de atingir a nuvem de Oort. Assim, a massa acumulada atualmente na nuvem de Oort é muito menor do estimado. Acredita-se que a massa da nuvem de Oort é somente uma pequena parte das 50-100 massas terrestres de material expulso.
A interação gravitacional de outras estrelas e a maré galáctica modificam as órbitas dos cometas, fazendo-as mais circulares. Isto poderia explicar a forma esférica da nuvem de Oort exterior. Por outro lado, a nuvem interior, que se encontra mais ligada gravitacionalmente ao Sol, ainda não adquiriu tal forma. Estudos recentes mostram que a formação da nuvem de Oort é compatível com a hipótese de que o Sistema Solar se formou como parte de um aglomerado dentre 200 e 400 estrelas. Se a hipótese for correta, as primeiras estrelas do aglomerado que se formaram poderiam afetar em larga medida à formação da nuvem de Oort, ocasionando frequentes perturbações.
Cometas
Acredita-se que os cometas se originaram em dois pontos bem diferenciados do Sistema Solar. Os cometas de período curto geraram-se na sua maior parte em no cinturão de Kuiper ou no disco disperso, que começam a partir da órbita de Plutão (38 UA do Sol) e estendem-se até as 100 UA. Os de período longo, como o cometa Hale-Bopp, que tardam milhares de anos em completarem uma órbita, originaram-se todos na nuvem de Oort. O cinturão de Kuiper gera poucos cometas devido à sua órbita estável, ao contrário do disco disperso, que é dinamicamente muito ativo. Os cometas escapam do disco disperso e caem sob os domínios gravitacionais dos planetas exteriores, tornando-se "centauros". Estes centauros, com o tempo, são enviados mais adentro do Sistema Solar e tornam-se cometas de período curto.
Os cometas de período curto podem ser divididos em dois tipos: os da família Júpiter e os da família Halley (também chamados cometas tipo Halley). A sua principal diferença radica no período; os primeiros tardam menos de vinte anos em completá-lo e têm semieixos maiores em torno de 5 UA, e os segundos tardam mais de vinte anos e o seu semieixo maior costuma ser de mais de 10 UA. Também se pode usar o parâmetro de Tisserand para os diferenciar, sendo “Tp = 2” a fronteira de separação entre ambos, embora a sua efetividade está disputada. Adicionalmente, os cometas da família Júpiter têm inclinações orbitais baixas, cerca de 10º de média, enquanto os de tipo Halley têm inclinações orbitais muito desiguais, embora geralmente muito pronunciadas, de cerca de 41º de média. Todas estas diferenças ocorrem devido ao sua origem: os cometas da família Júpiter foram formados no seu maior parte em no disco disperso, enquanto os da família Halley originaram-se na nuvem de Oort. Acredita-se que estes últimos foram cometas de período longo que foram capturados pela gravidade dos planetas gigantes e enviados para o Sistema Solar interior.
Jan Oort apercebeu-se de que o número de cometas era menor que o predito pelo seu modelo, e ainda atualmente o problema fica sem resolver. As hipóteses apontam para a destruição dos cometas por impacto ou para a sua desagregação por forças de maré; também se sugere a perda de todos os compostos voláteis ou a formação de uma camada não volátil na sua superfície, o qual tornaria invisível o cometa. Foi observado também que a incidência dos cometas nos planetas exteriores é muito maior que nos interiores. O mais provável é que se deva à atração gravitacional de Júpiter, que agiria a modo de barreira, pegando os cometas e fazendo que colidissem contra ele, do mesmo jeito que aconteceu com o cometa Shoemaker-Levy 9 em 1994.
Forças de maré
As forças de maré ocorrem devido a que a gravidade que exerce um corpo decresce com a distância. Os efeitos mais cotidianos são as marés que a Lua provoca sobre os oceanos terrestres, causando que estes subam ou baixem segundo a sua cercania ao satélite. Do mesmo jeito, a Via Láctea exerce estas forças de maré sobre a nuvem de Oort, deformando-a ligeiramente para o centro da galáxia (pelo qual a nuvem de Oort não é uma esfera perfeita). No Sistema Solar interior esta maré galáctica é ínfima, pois a gravidade solar predomina, mas quanto maior é a distância ao Sol mais perceptível se torna aquela. Esta pequena força é suficiente para perturbar o movimento de alguns membros da nuvem, e uma parte deles são enviados para o Sol.
Alguns experts acreditam que a maré galáctica pôde aumentar os periélios (distância mais próxima ao Sol) de alguns planetesimais com grandes afélios, contribuindo assim para a formação da nuvem de Oort. Os efeitos da maré galáctica são muito complexos, e dependem em larga medida do comportamento de cada um dos objetos do sistema planetário. Pelo contrário, globalmente os efeitos são evidentes: acredita-se que cerca de 90% dos cometas que expulsa a nuvem de Oort são devidos a ela. Os modelos estatísticos baseados nas órbitas dos cometas de período longo apoiam esta ideia.
Ciclos de extinção
Ao estudarem as extinções na Terra os cientistas advertiram um padrão que se repete cada certo tempo. Observaram que aproximadamente cada 26 milhões de anos na Terra desaparece uma percentagem de espécies considerável, embora ainda não se saiba com certeza o que a causa.
A maré galáctica poderia explicar estes ciclos de extinções. O Sol gira em torno do centro da Via Láctea, e a sua órbita passa pelo plano galáctico com certa regularidade. Quando o nosso astro fica fora do plano galáctico, a força de maré provocada pela galáxia é mais fraca; do mesmo jeito, quando cruza o plano galáctico a intensidade desta força chega ao seu máximo, resultando num acréscimo da perturbação da nuvem de Oort e, portanto, do envio de cometas para o Sistema Solar interior até um fator de quatro. Acredita-se que o Sol passa através do plano galáctico cada 20-25 milhões de anos. Contudo, alguns astrônomos crêem que a passagem do Sol pelo plano galáctico não pode explicar por si só o aumento do envio de cometas, argumentando que atualmente o Sol fica perto do plano galáctico e, no entanto, o último evento de extinção aconteceu apenas 15 milhões de anos atrás. Em lugar disso propõem como causa a passagem do Sol pelos braços espirais da galáxia, os quais, além de albergar a multidão de nuvens moleculares que perturbam a nuvem de Oort, também abrigam numerosas gigantes azuis, cujo tempo de vida é muito curto ao consumirem mais depressa o seu combustível nuclear e em questão de cerca de poucos milhões de anos explodem violentamente originando supernovas.
Perturbações estelares
Além da maré galáctica, há mais mecanismos capazes de enviar cometas para o Sistema Solar interior, como os campos gravitacionais das estrelas próximas ou das grandes nuvens moleculares. Por vezes, durante a sua órbita através da galáxia, o Sol aproxima-se a outros sistemas estelares. Por exemplo, calculou-se que durante os próximos 10 milhões de anos a estrela conhecida com maiores possibilidades de afetar a nuvem de Oort é Gliese 710 (de fato, acredita-se que dentro de cerca de 1,4 milhões de anos transitará pela nuvem de Oort, aumentando até em 50% a taxa de expulsão de cometas). Este processo também dispersa os objetos fora do plano eclíptico, explicando a distribuição esférica da nuvem.
Hipótese de Nêmesis
Em 1984, Richard A. Muller, Piet Hut e Mark Davis, sugeriram a possibilidade de que o Sol pudesse ter uma companheira estelar que o orbitasse. Este objeto hipotético recebeu o nome de Nêmesis, que seria provavelmente uma anã marrom e orbitaria muito perto donde se acredita que se encontra a nuvem de Oort. Nêmesis possuiria uma órbita elíptica, pelo qual cada 26 milhões de anos passaria através da nuvem, jogando cometas para o Sistema Solar interior, o que explicaria a periodicidade das extinções na Terra. Um ano depois, D. Whitmire e J. J. Matese sugeriram a possibilidade de que Nêmesis fosse um pequeno buraco negro, e em 2002 este último propôs a existência de um planeta gigante muito distante que seria o causador de que uma grande parte dos cometas que chegam ao Sistema Solar interior provenham de uma região concreta da nuvem de Oort.
Contudo, não se encontraram provas definitivas da sua existência, e muitos cientistas argumentam que uma companheira estelar a uma distância tão enorme do Sol não poderia ter uma órbita estável, pois seria expulsa pelas perturbações das demais estrelas.
Objetos da nuvem de Oort
Deixando de lado os cometas de período longo, apenas se conhecem quatro objetos que pertenceriam à nuvem de Oort; trata-se de 90377 Sedna, 2000 CR105, 2006 SQ372 e 2008 KV42. Por causa da sua distância, o periélio dos dois primeiros, ao contrário dos objetos do disco disperso, não fica afetado pela gravidade de Neptuno, pelo que as suas órbitas não podem ser explicadas desde as perturbações dos planetas gigantes. Se fossem formados nas suas posições atuais, as suas órbitas deveriam ser circulares; além disso, a acreção fica descartada, pois a enorme velocidade com a que se movimentavam os planetesimais teria resultado prejudicial demais.
Há várias hipóteses que poderiam explicar as suas excêntricas órbitas: poderiam ter sido afetados pela gravidade de uma estrela próxima quando o Sol ainda se encontrava no aglomerado estelar no que se formou. Caso de ser assim, poderiam também ter sido perturbados por um corpo ainda desconhecido do tamanho de um planeta que se encontrasse na nuvem de Oort, poderia ser devido também a uma dispersão exercida por Netuno durante um período de grande excentricidade ou pela gravidade de um afastado disco transnetuniano primitivo, ou até mesmo ter sido capturadas por pequenas estrelas que passavam esporadicamente perto do Sol. De todas elas, a perturbação de outras estrelas parece ser por enquanto o mais provável. Alguns astrônomos preferem incluir tanto Sedna como 2000 CR105 no que denominam "disco disperso estendido", em lugar de na nuvem de Oort interna.
Representação artística da nuvem de Oort e do cinturão de Kuiper.
A nuvem de Oort, também chamada de nuvem de Öpik-Oort, é uma nuvem esférica de cometas e asteroides hipotética (ou seja, não observada diretamente) que possivelmente se localize nos limites do Sistema Solar, a cerca de 50.000 UA, ou quase um ano-luz, do Sol. Isso faz com que ela fique a aproximadamente um quarto da distância a Proxima Centauri, a estrela mais próxima da Terra além do Sol. O cinturão de Kuiper e o disco disperso, as outras duas regiões do Sistema Solar que contêm objetos transnetunianos, se localizam a menos de um centésimo da distância estimada da nuvem de Oort. A parte externa da nuvem de Oort define o limite gravitacional do Sistema Solar.
Segundo algumas estimações estatísticas, a nuvem poderia abrigar entre um bilhão e cem bilhões de cometas (10^12 e 10^14), sendo a sua massa cerca de cinco vezes a da Terra.
Acredita-se que a nuvem de Oort, que recebe o seu nome graças ao astrônomo holandês Jan Oort, compreende duas regiões distintas: uma parte externa esférica e uma parte interna em forma de disco, ou nuvem de Hills. Os objetos da nuvem de Oort são compostos principalmente por gelo, amônia e metano, entre outros, e foram formados perto do Sol, nos primeiros estágios de formação do Sistema Solar. Então, chegaram às suas posições atuais na nuvem de Oort devido a efeitos gravitacionais causados pelos planetas gigantes.
Embora não se tenha feito nenhuma observação direta da nuvem de Oort, astrônomos acreditam que ela é a fonte de todos os cometas de longo período e de tipo Halley, além de muitos centauros e cometas de Júpiter. A parte externa da nuvem de Oort é muito pouco influenciada pela gravidade do Sol, e isso faz com que outras estrelas, incluse a própria Via Láctea, possam interferir na órbita de seus objetos e mandá-los para o Sistema Solar interior. De todos os cometas de curto período do Sistema Solar, muitos podem vir do disco disperso, mas alguns podem ter se originado na nuvem de Oort. Apesar de que o cinturão de Kuiper e o disco disperso tenham sido estudados e observados, apenas quatro objetos transnetunianos conhecidos—90377 Sedna, 2000 CR105, 2006 SQ372 e 2008 KV42—são considerados possíveis membros da nuvem de Oort interna. Os cometas da nuvem de Oort exterior encontram-se pouco ligados pela gravidade ao Sol, e isto faz com que outras estrelas, e até mesmo a própria Via Láctea, possam influir neles e provocar que saiam despedidos para o Sistema Solar interior. A maioria dos cometas de período curto originaram-se no disco disperso. No entanto, acredita-se que um grande número deles tem a sua origem na nuvem de Oort. Apesar de que tanto o cinturão de Kuiper como o disco disperso tenhem sido observados e estudados, bem como classificados muitos dos seus componentes, somente há evidências na nuvem de Oort de quatro possíveis membros: 90377 Sedna, 2000 CR105, 2006 SQ372, e 2008 KV42, todos eles na nuvem de Oort interior.
Primeiras hipóteses
Em 1932, o astrônomo estoniano Ernst Öpik postulou que os cometas de período longo se originaram numa nuvem que orbitava nos confins do Sistema Solar. Em 1950, o astrônomo holandês Jan Oort postulou a teoria de modo independente para resolver um paradoxo. As órbitas dos cometas são muito inestáveis, sendo sua dinâmica que, ou colidirão contra o Sol ou com qualquer outro planeta, ou sairão despedidos do Sistema Solar devido às perturbações dos planetas. Adicionalmente, ao ser formados na sua maior parte por gelo e outros elementos volátéis, estes vão depreendendo-se gradualmente devido à radiação eletromagnética até o cometa se dividir ou adquirir uma casca isolante que freia a desgasificação. Assim, Oort razoou que os cometas não puderam ter-se formado na sua órbita atual, e que deviam ter permanecido durante toda a sua existência num afastado depósito repleto destes corpos celestes, caindo com o tempo para o Sistema Solar e tornando-se cometas de período longo.
Existem dois tipos de cometas: os de período curto (também chamados cometas eclípticos), que apresentam órbitas por baixo das 10 UA, e os de período longo (cometas quase isótropos), que possuem órbitas de mais de 1.000 UA. Oort pesquisou os cometas quase isótropos, e encontrou que a maioria deles possuíam um afélio (a sua distância mais afastada ao Sol) de aproximadamente 20.000 UA e pareciam provir de todas direções, o qual fortalecia a sua hipótese e sugeria um depósito esférico. Os escassos cometas que possuíam afélios de 10.000 UA deveram passar em algum momento muito perto do Sistema Solar, sendo influenciados pela gravidade dos planetas e, portanto, fazendo menor a sua órbita.
Composição e estrutura
Distância da Nuvem de Oort respeito do resto de corpos do Sistema Solar.
Acredita-se que a nuvem de Oort se estende desde 2.000 ou 5.000 UA até 50.000 UA do Sol, embora algumas fontes situem o seu limite entre 100.000 UA e 200.000 UA. A nuvem de Oort pode-se dividir em duas regiões: a nuvem de Oort exterior, esférica, e a nuvem de Oort interior (2.000-20.000 UA), que tem forma toroidal.
A nuvem exterior fica pouco ligada ao Sol, e é a fonte da maior parte dos cometas de período longo. A nuvem interior que também se conhece como nuvem de Hills, em honra a J. G. Hills, o astrônomo que propôs a sua existência em 1981. Os modelos predizem que a nuvem interior deveria possuir dezenas ou centenas de vezes mais cometas do que a nuvem exterior; parece ser que a nuvem de Hills fornece a nuvem exterior com cometas à medida que se vão esgotando, e explica a existência da nuvem de Oort após milhares de milhões de anos.
Acredita-se que a nuvem de Oort pode abrigar vários bilhões de cometas de mais de 1,3 quilômetro de diâmetro e quinhentos mil milhões com uma magnitude absoluta menor a +10,9 (quanto menor é o valor, maior é o brilho). Apesar do número tão elevado de cometas, cada um deles estaria separado em média várias dezenas de milhões de quilômetros com referência ao cometa mais próximo. A massa da nuvem de Oort não se sabe com certeza, mas tomando o cometa Halley como protótipo de cometa da nuvem exterior, estima-se que a massa seria de 3x10^25 quilogramas, cerca de cinco vezes a da Terra. Anteriormente acreditava-se que a sua massa poderia alcançar até 380 vezes a massa terrestre, mas a atual compreensão da distribuição de tamanhos dos cometas de período longo reduziu as estimações. Atualmente, a massa da nuvem de Oort interior continua sendo desconhecida.
Considerando os cometas analisados como estimativa dos que se encontram na nuvem de Oort, a grande maioria deles estaria formada por gelo, metano, etano, monóxido de carbono e ácido cianídrico. Contudo, a descoberta do asteroide "1996 PW", que possui uma órbita mais característica de um cometa de período longo, sugere que a nuvem também abriga objetos rochosos. As análises das isótopos de carbono e nitrogênio revelam que quase não existem diferenças entre os cometas da nuvem de Oort e os cometas de Júpiter, apesar das enormes distâncias que os separam. Este fato sugere que todos eles se formaram na nuvem protosolar, durante a formação do Sistema Solar. Estas conclusões são também aceites pelos estudos do tamanho granular nos cometas da nuvem de Oort, assim como também pelo estudo dos impactos do cometa 9P/Tempel 1.
Origem
Imagens artísticas de discos protoplanetários, similares ao que formou o Sistema Solar. Acredita-se que os objetos da nuvem de Oort foram formados no interior destes discos (muito longe da atual posição da nuvem), perto dos planetas gigantes como Júpiter quando ainda estavam formando-se, e que a gravidade destes expulsou ao exterior os objetos que atualmente formam a nuvem de Oort.
Tudo indica que a nuvem de Oort foi formada como remanente do disco protoplanetário que se originou em torno do Sol há 4,6 milhares de milhões de anos. A hipótese mais aceite é que os objetos da nuvem de Oort formaram-se muito perto do Sol, no mesmo processo no que se criaram os planetas e os asteroides, mas as interações gravitacionais com os novos planetas gasosos como Júpiter e Saturno expulsaram estes objetos para longas órbitas elípticas ou parabólicas. Simulações da evolução da nuvem de Oort foram realizadas, cobrindo da sua formação até a atualidade, e estas mostram que a sua máxima massa adquiriu-a 800 milhões de anos após a sua formação.
Os modelos realizados pelo astrônomo uruguaio Julio Ángel Fernández sugerem que o disco disperso, que é a principal fonte de cometas periódicos do Sistema Solar, poderia ser também a principal fonte dos objetos da nuvem de Oort. De acordo com os seus modelos, a metade dos objetos dispersados viajam para a nuvem de Oort, um quarto deles fica orbitando Júpiter, e outro quarto sai expulso em órbitas parabólicas. O disco disperso ainda poderia continuar alimentando a nuvem de Oort, proporcionando-lhe novo material. Calculou-se que, ao cabo de 2,5 milhares de milhões de anos, um terço dos objetos do disco disperso acabarão na nuvem de Oort.
Os modelos computacionais sugerem que as colisões dos entulhos dos cometas ocorridas durante o período de formação desempenham um rol muito mais importante do que anteriormente se acreditava. De acordo com estes modelos, durante as fases mais temporãs do Sistema Solar sucederam tal quantidade de colisões que muitos cometas ficaram destruídos antes de atingir a nuvem de Oort. Assim, a massa acumulada atualmente na nuvem de Oort é muito menor do estimado. Acredita-se que a massa da nuvem de Oort é somente uma pequena parte das 50-100 massas terrestres de material expulso.
A interação gravitacional de outras estrelas e a maré galáctica modificam as órbitas dos cometas, fazendo-as mais circulares. Isto poderia explicar a forma esférica da nuvem de Oort exterior. Por outro lado, a nuvem interior, que se encontra mais ligada gravitacionalmente ao Sol, ainda não adquiriu tal forma. Estudos recentes mostram que a formação da nuvem de Oort é compatível com a hipótese de que o Sistema Solar se formou como parte de um aglomerado dentre 200 e 400 estrelas. Se a hipótese for correta, as primeiras estrelas do aglomerado que se formaram poderiam afetar em larga medida à formação da nuvem de Oort, ocasionando frequentes perturbações.
Cometas
Acredita-se que os cometas se originaram em dois pontos bem diferenciados do Sistema Solar. Os cometas de período curto geraram-se na sua maior parte em no cinturão de Kuiper ou no disco disperso, que começam a partir da órbita de Plutão (38 UA do Sol) e estendem-se até as 100 UA. Os de período longo, como o cometa Hale-Bopp, que tardam milhares de anos em completarem uma órbita, originaram-se todos na nuvem de Oort. O cinturão de Kuiper gera poucos cometas devido à sua órbita estável, ao contrário do disco disperso, que é dinamicamente muito ativo. Os cometas escapam do disco disperso e caem sob os domínios gravitacionais dos planetas exteriores, tornando-se "centauros". Estes centauros, com o tempo, são enviados mais adentro do Sistema Solar e tornam-se cometas de período curto.
Os cometas de período curto podem ser divididos em dois tipos: os da família Júpiter e os da família Halley (também chamados cometas tipo Halley). A sua principal diferença radica no período; os primeiros tardam menos de vinte anos em completá-lo e têm semieixos maiores em torno de 5 UA, e os segundos tardam mais de vinte anos e o seu semieixo maior costuma ser de mais de 10 UA. Também se pode usar o parâmetro de Tisserand para os diferenciar, sendo “Tp = 2” a fronteira de separação entre ambos, embora a sua efetividade está disputada. Adicionalmente, os cometas da família Júpiter têm inclinações orbitais baixas, cerca de 10º de média, enquanto os de tipo Halley têm inclinações orbitais muito desiguais, embora geralmente muito pronunciadas, de cerca de 41º de média. Todas estas diferenças ocorrem devido ao sua origem: os cometas da família Júpiter foram formados no seu maior parte em no disco disperso, enquanto os da família Halley originaram-se na nuvem de Oort. Acredita-se que estes últimos foram cometas de período longo que foram capturados pela gravidade dos planetas gigantes e enviados para o Sistema Solar interior.
Jan Oort apercebeu-se de que o número de cometas era menor que o predito pelo seu modelo, e ainda atualmente o problema fica sem resolver. As hipóteses apontam para a destruição dos cometas por impacto ou para a sua desagregação por forças de maré; também se sugere a perda de todos os compostos voláteis ou a formação de uma camada não volátil na sua superfície, o qual tornaria invisível o cometa. Foi observado também que a incidência dos cometas nos planetas exteriores é muito maior que nos interiores. O mais provável é que se deva à atração gravitacional de Júpiter, que agiria a modo de barreira, pegando os cometas e fazendo que colidissem contra ele, do mesmo jeito que aconteceu com o cometa Shoemaker-Levy 9 em 1994.
Forças de maré
Assim como a Lua exerce marés sobre os oceanos da Terra, a nuvem de Oort também sofre estas forças de maré; seguindo o símile a Lua seria a Via Láctea, e os oceanos os objetos da nuvem de Oort.
As forças de maré ocorrem devido a que a gravidade que exerce um corpo decresce com a distância. Os efeitos mais cotidianos são as marés que a Lua provoca sobre os oceanos terrestres, causando que estes subam ou baixem segundo a sua cercania ao satélite. Do mesmo jeito, a Via Láctea exerce estas forças de maré sobre a nuvem de Oort, deformando-a ligeiramente para o centro da galáxia (pelo qual a nuvem de Oort não é uma esfera perfeita). No Sistema Solar interior esta maré galáctica é ínfima, pois a gravidade solar predomina, mas quanto maior é a distância ao Sol mais perceptível se torna aquela. Esta pequena força é suficiente para perturbar o movimento de alguns membros da nuvem, e uma parte deles são enviados para o Sol.
Alguns experts acreditam que a maré galáctica pôde aumentar os periélios (distância mais próxima ao Sol) de alguns planetesimais com grandes afélios, contribuindo assim para a formação da nuvem de Oort. Os efeitos da maré galáctica são muito complexos, e dependem em larga medida do comportamento de cada um dos objetos do sistema planetário. Pelo contrário, globalmente os efeitos são evidentes: acredita-se que cerca de 90% dos cometas que expulsa a nuvem de Oort são devidos a ela. Os modelos estatísticos baseados nas órbitas dos cometas de período longo apoiam esta ideia.
Ciclos de extinção
Ao estudarem as extinções na Terra os cientistas advertiram um padrão que se repete cada certo tempo. Observaram que aproximadamente cada 26 milhões de anos na Terra desaparece uma percentagem de espécies considerável, embora ainda não se saiba com certeza o que a causa.
A maré galáctica poderia explicar estes ciclos de extinções. O Sol gira em torno do centro da Via Láctea, e a sua órbita passa pelo plano galáctico com certa regularidade. Quando o nosso astro fica fora do plano galáctico, a força de maré provocada pela galáxia é mais fraca; do mesmo jeito, quando cruza o plano galáctico a intensidade desta força chega ao seu máximo, resultando num acréscimo da perturbação da nuvem de Oort e, portanto, do envio de cometas para o Sistema Solar interior até um fator de quatro. Acredita-se que o Sol passa através do plano galáctico cada 20-25 milhões de anos. Contudo, alguns astrônomos crêem que a passagem do Sol pelo plano galáctico não pode explicar por si só o aumento do envio de cometas, argumentando que atualmente o Sol fica perto do plano galáctico e, no entanto, o último evento de extinção aconteceu apenas 15 milhões de anos atrás. Em lugar disso propõem como causa a passagem do Sol pelos braços espirais da galáxia, os quais, além de albergar a multidão de nuvens moleculares que perturbam a nuvem de Oort, também abrigam numerosas gigantes azuis, cujo tempo de vida é muito curto ao consumirem mais depressa o seu combustível nuclear e em questão de cerca de poucos milhões de anos explodem violentamente originando supernovas.
Perturbações estelares
Além da maré galáctica, há mais mecanismos capazes de enviar cometas para o Sistema Solar interior, como os campos gravitacionais das estrelas próximas ou das grandes nuvens moleculares. Por vezes, durante a sua órbita através da galáxia, o Sol aproxima-se a outros sistemas estelares. Por exemplo, calculou-se que durante os próximos 10 milhões de anos a estrela conhecida com maiores possibilidades de afetar a nuvem de Oort é Gliese 710 (de fato, acredita-se que dentro de cerca de 1,4 milhões de anos transitará pela nuvem de Oort, aumentando até em 50% a taxa de expulsão de cometas). Este processo também dispersa os objetos fora do plano eclíptico, explicando a distribuição esférica da nuvem.
Hipótese de Nêmesis
Em 1984, Richard A. Muller, Piet Hut e Mark Davis, sugeriram a possibilidade de que o Sol pudesse ter uma companheira estelar que o orbitasse. Este objeto hipotético recebeu o nome de Nêmesis, que seria provavelmente uma anã marrom e orbitaria muito perto donde se acredita que se encontra a nuvem de Oort. Nêmesis possuiria uma órbita elíptica, pelo qual cada 26 milhões de anos passaria através da nuvem, jogando cometas para o Sistema Solar interior, o que explicaria a periodicidade das extinções na Terra. Um ano depois, D. Whitmire e J. J. Matese sugeriram a possibilidade de que Nêmesis fosse um pequeno buraco negro, e em 2002 este último propôs a existência de um planeta gigante muito distante que seria o causador de que uma grande parte dos cometas que chegam ao Sistema Solar interior provenham de uma região concreta da nuvem de Oort.
Contudo, não se encontraram provas definitivas da sua existência, e muitos cientistas argumentam que uma companheira estelar a uma distância tão enorme do Sol não poderia ter uma órbita estável, pois seria expulsa pelas perturbações das demais estrelas.
Objetos da nuvem de Oort
Deixando de lado os cometas de período longo, apenas se conhecem quatro objetos que pertenceriam à nuvem de Oort; trata-se de 90377 Sedna, 2000 CR105, 2006 SQ372 e 2008 KV42. Por causa da sua distância, o periélio dos dois primeiros, ao contrário dos objetos do disco disperso, não fica afetado pela gravidade de Neptuno, pelo que as suas órbitas não podem ser explicadas desde as perturbações dos planetas gigantes. Se fossem formados nas suas posições atuais, as suas órbitas deveriam ser circulares; além disso, a acreção fica descartada, pois a enorme velocidade com a que se movimentavam os planetesimais teria resultado prejudicial demais.
Há várias hipóteses que poderiam explicar as suas excêntricas órbitas: poderiam ter sido afetados pela gravidade de uma estrela próxima quando o Sol ainda se encontrava no aglomerado estelar no que se formou. Caso de ser assim, poderiam também ter sido perturbados por um corpo ainda desconhecido do tamanho de um planeta que se encontrasse na nuvem de Oort, poderia ser devido também a uma dispersão exercida por Netuno durante um período de grande excentricidade ou pela gravidade de um afastado disco transnetuniano primitivo, ou até mesmo ter sido capturadas por pequenas estrelas que passavam esporadicamente perto do Sol. De todas elas, a perturbação de outras estrelas parece ser por enquanto o mais provável. Alguns astrônomos preferem incluir tanto Sedna como 2000 CR105 no que denominam "disco disperso estendido", em lugar de na nuvem de Oort interna.
* * *
14 novembro 2013
FOR THE LOVE OF GOD (Steve Vai)
For the Love of God
This is "For the Love of God" by amazing and skillful guitarist, Steve Vai.
Hope you enjoy this instrumental song.
Live version and studio version.
Video: Steve Vai - For the Love of God (Live) HD.
For the Love of God - Original Video (Steve Vai).
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12 novembro 2013
FORA DO CORPO (Um Curta Sobre a Projeção da Consciência)
A ViaCons Filmes lança "FORA DO CORPO", um documentário de curta metragem sobre a projeção da consciência. Roteiro, edição e efeitos de Mário Luna, fotografia de Acyr Campos, revisão de Ana Alexandrino e sonoplastia e trilha sonora de Lunachill. O trabalho foi feito a partir de recortes de imagens e fotos do YouTube e do banco de imagens da Videoblocks.
Projeção da Consciência.
"O interesse era criar um filme educacional, didático e de fácil entendimento sobre a projeção da consciência, voltado para leigos e pessoas interessadas no tema que ainda não estudaram ou pesquisaram o assunto e eu acho que conseguimos esse objetivo". Mário Luna.
Fora do Corpo - Um Curta Sobre a Projeção da Consciência - (14 min.).
Para maiores informações sobre cursos e palestras sobre Projeciologia e Conscienciologia, procure o IIPC (Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia) na sua cidade - www.iipc.org.br
Projeção da Consciência.
"O interesse era criar um filme educacional, didático e de fácil entendimento sobre a projeção da consciência, voltado para leigos e pessoas interessadas no tema que ainda não estudaram ou pesquisaram o assunto e eu acho que conseguimos esse objetivo". Mário Luna.
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