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BRAVE NEW WORLD / ADMIRÁVEL MUNDO NOVO / UN MUNDO FELIZ (Part 2 of 2)

THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE -  CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....

08 outubro 2019

VIVALDI – WINTER (Four Seasons) ORGAN

Organ of Basílica de Santa María, Elche, Spain - JONATHAN SCOTT




Jonathan Scott plays his organ arrangement of Winter (L'Inverno) from Antonio Vivaldi's "The Four Seasons" on the organ of Basilica de Santa Maria, Elche Spain. 

The Organ was built by Gerhard Grenzing in 2006

The score of this arrangement is available here: scott brothers duo

The accompanying words are from The Four Seasons sonnets:

THE FOUR SEASONS SONNETS

Concerto No. 4 in F minor, Op. 8 No. 4, RV 297, L’Inverno (“Winter”)

1.
To tremble from cold in the frozen snow,
in the severe blowing of a horrid wind;
To run, stamping one's feet all the time,
our teeth chattering in the extreme cold;

2.
To pass peaceful contented days before the fire
as the rain pours down outside.

3.
To walk on the ice slowly and cautiously,
for fear of tripping and falling.
Turn suddenly, slip, fall to the ground.
Then run hard across the ice
until it cracks and breaks up;
We feel Sirocco, Boreas and all the winds course through
the home despite the locked and bolted doors.
This is winter, but nonetheless it brings its own delights!

Film and sound by Tom Scott

For more information about Jonathan Scott, please visit:


*   *   *   *   *   *   *

06 outubro 2019

O SOL NO CÉU DOS PLANETAS

O Sol do ponto de vista de cada planeta do Sistema Solar



Mercúrio:
o planeta fica a 58 milhões de quilômetros do sol, ou 39% da distância da Terra do Sol. Em Mercúrio, o Sol surge, aproximadamente, três vezes maior do que na Terra.




Vênus:
o Sol quase não apareceria em Vênus por causa das densas nuvens carregadas de ácido sulfúrico. O astro fica a 107,8 milhões de quilômetros do planeta - 72% da distância da Terra do Sol.




Terra:
estamos a 149,6 milhões de quilômetros do Sol. A esta distância, o Sol cobre uma área do céu de cerca de 0,5 grau. A Lua cobre a mesma área. Isto significa que quando a Lua passa entre o Sol e o nosso planeta, somos presenteados com o eclipse solar.




Marte:
o Sol no empoeirado Planeta Vermelho está a 228,5 milhões de quilômetros e se apresenta menor do que na Terra. 




Júpiter:
o Sol visto de Europa, uma das luas de Júpiter. Este planeta fica a 779 milhões de quilômetros da estrela, ou cerca de 5,2 vezes mais longe do que a distância da Terra do Sol. Aqui vemos Júpiter prestes a eclipsar um Sol cinco vezes menor do que o que vemos da Terra. A luz solar que passa através da densa atmosfera do planeta o ilumina na forma de um anel de luz vermelha.




Saturno:
aqui o Sol está a, aproximadamente, 1,4 bilhão de quilômetros de Saturno, ou seja, 9,5 vezes mais longe do que a distância da Terra do sol. Em Saturno, cristais de água e gases, incluindo amônia, refratam a luz do Sol, criando belos efeitos ópticos, como halos e Sol ilusório. Embora a luz solar seja 100 vezes mais fraca em Saturno do que na Terra, ele ainda é muito brilhante por lá e um óculos seria muito bem-vindo.




Urano:
O Sol visto de Ariel, uma das luas de Urano. O planeta fica a 2,8 bilhões de quilômetros do Sol, ou cerca de 19 vezes mais longe do que estamos do astro.




Netuno:
O Sol visto de Tritão, uma das luas de Netuno. Este gigante gasoso fica a 4,5 bilhões de quilômetros do Sol. Ou seja, 30 vezes mais longe do que a distância da Terra do Sol. Nuvens de poeira e gás expelidos por gêiseres de Tritão obscurecem parcialmente um pequeno Sol, que é apenas um ponto no céu, 30 vezes menor do que visto da Terra.




Plutão:
o Sol fica a uma distância absurda de 5,9 bilhões de quilômetros, ou seja, 40 vezes a distância da Terra em relação à estrela. A partir daqui, a luz do Sol é 1.600 vezes mais fraca do que na Terra. Ainda assim, é 250 vezes mais brilhante que uma Lua cheia aqui na Terra - brilhante o suficiente para ofuscar todos os outros objetos no céu e também difícil de olhar diretamente.


Segue tabela de distâncias dos planetas ao Sol


Considerando o planetoide (planeta anão) Plutão.



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30 agosto 2019

1º ANO DO ÍCONE DO PORTAL FURNARI

30 de agosto de 2018
PRIMEIRO ANO DA CRIAÇÃO DO ÍCONE DO PORTAL FURNARI

Inspirado no Brasão da Família Furnari (Heráldica).

Visualização do ícone do PORTAL FURNARI.

Ícone do Portal Furnari.

"FURNARI" - Stemma di famiglia - Araldica.

Veja também a postagem: FURNARI.




25 maio 2019

KARPOV & KASPAROV 1985



O Campeonato Mundial de Xadrez de 1985 foi a 31ª edição da competição sendo disputada entre o campeão Anatoly Karpov e novamente o desafiante Garry Kasparov. A disputa foi realizada entre 3 de setembro e 9 de novembro em Moscou num match de 24 partidas no qual Kasparov consagrou-se o décimo terceiro campeão mundial.

Karpov & Kasparov - DOCUMENTÁRIO - Aprox. 35 minutos.

1985 WORLD CHESS TITLE MATCH.

ANATOLY KARPOV & GARRY KASPAROV

Em 9 de novembro de 1985, um mundo dividido assistiu ao fim de uma exaustiva série de partidas pelo título mundial de xadrez. Aos 22 anos, Garry Kasparov se tornava, naquele dia, o mais jovem campeão da modalidade em todos os tempos. O prodígio havia derrotado Anatoli Karpov, que detinha a coroa desde 1975. Ambos tinham nascido na hoje extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a URSS. Entretanto, naqueles tensos anos 80, eles representavam interesses bastante diferentes. Karpov, membro do Partido Comunista, era o preferido dos burocratas de Moscou, enquanto o desafiante Kasparov, anticomunista e crítico do sistema, era encarado quase como um dissidente do regime. Sua vitória foi uma metáfora do fim do comunismo e um prenúncio do declínio da União Soviética, que alcançaria seu desfecho em 1992, com a desintegração do país.

No plano internacional, o planeta vivia a chamada Guerra Fria, que colocava de um lado os Estados Unidos e seus aliados do Ocidente e, do outro, os soviéticos e seus parceiros comunistas. Para compreender o significado do duelo entre Karpov e Kasparov, que durou mais de um ano, é preciso voltar no tempo e perceber a importância do xadrez nos tempos da Guerra Fria. Desde o fim da década de 1920, o regime soviético, por ordem do ditador Josef StAlin, resolveu tratar esse esporte como assunto de Estado. O objetivo era usar o xadrez como instrumento de propaganda política e tentar provar a superioridade intelectual dos comunistas frente aos capitalistas.

“O xadrez sempre foi um simulacro dos confrontos políticos e militares, com todas as suas jogadas de abertura e xeques-mates”, escreveu o jornalista Daniel Johnson, na revista britânica Prospect. “O jogo funcionou como uma megametáfora para aquela guerra psicológica. Os russos podem ter ficado para trás em termos de tecnologia militar ou competição econômica, mas nos tabuleiros de xadrez eles reinaram supremos”, afirma. Desde o fim dos anos 30, todos os campeões mundiais (Alexander Alekhine, Mikhail Botvinnik, Tigran Petrosian, Boris Spassky) haviam saído da União Soviética. A exceção foi o americano Bob Fischer, que levou o troféu para o Ocidente em 1972, derrotando Spassky. Foi a primeira vez que um ocidental ousou desafiar e vencer um campeão soviético.

ÚLTIMA DAS 24 PARTIDAS DO MATCH DE 1985 ENTRE KARPOV E KASPAROV QUE DECIDIU O TÍTULO MUNDIAL DE XADREZ (DO EXCELENTE CANAL XADREZ BRASIL DE RAFAEL LEITE).

SALA DAS COLUNAS

Pelas regras da Federação Internacional de Xadrez (Fide, na sigla em francês), o campeão precisava defender o título a cada três anos. O desafiante era definido no Torneio dos Candidatos, uma exaustiva maratona trienal em que enxadristas de todo o planeta se enfrentavam. Karpov venceu a competição e se credenciou para a disputa do título de 1975. Mas, por discordar das regras da disputa, Fischer recusou-se a colocar seu troféu em jogo. Assim, o soviético acabou sendo sagrado campeão.

Três anos depois, Karpov enfrentou o desertor soviético Victor Korchnoi, que tinha se naturalizado suíço. A disputa ocorreu em Baguio City, nas Filipinas – o desafiante não poderia entrar na União Soviética sem correr o risco de ser detido. Karpov ganhou por 6 a 5, com 21 empates. Alguns anos depois da final, Korchnoi declarou que perdera a disputa, mas salvara a própria vida. Era uma alusão aos rumores de que, caso tivesse vencido, os soviéticos teriam forjado um acidente para matá-lo. A disputa pelo campeonato de 1981 opôs, mais uma vez, Karpov e Korchnoi. Desta vez, o desafiante não resistiu ao bom jogo do campeão e perdeu por 6 a 1.

A história dos combates entre Karpov e Kasparov teve início na luta pelo título de melhor enxadrista de 1984. “Kasparov era uma estrela ascendente. Havia derrotado grandes jogadores para chegar à final”, afirma o enxadrista Luiz Loureiro, cronista da Federação Paulista de Xadrez. “Karpov, por sua vez, era considerado um herói nacional por causa das vitórias contra Korchnoi. Ele havia sido condecorado com uma distinção emérita por ter defendido a honra do país contra um dissidente.”

A disputa começou em setembro e teve como palco a célebre Sala das Colunas, em Moscou (local em que os líderes soviéticos, desde Lênin, haviam sido velados após a morte). Assim como no embate entre Karpov e Korchnoi, venceria quem chegasse primeiro a seis vitórias, sem que houvesse um número limitado de partidas.

O confronto começou acirrado, com empate nas duas primeiras partidas, mas logo Karpov abriu uma ampla vantagem. Em nove jogos, fez 4 a 0 e deu a impressão de que venceria com facilidade. Seguiram-se, então, 17 empates até Karpov levar mais uma partida e ficar a uma vitória do título consagrador. Mas não foi o que aconteceu. Depois de três empates, Kasparov registrou sua primeira vitória e resistiu bravamente a mais 14 jogos que terminaram sem vencedor.

Àquela altura, com 45 partidas jogadas, o confronto estava perdendo interesse e tinha virado uma dor de cabeça para seus organizadores. A Federação Soviética de Xadrez não esperava uma disputa tão longa, muito menos arcar com o custo do aluguel da suntuosa Sala das Colunas. Após a partida 47 (empate, assim como a 46), realizada em janeiro de 1985, quatro meses depois de iniciado o confronto, a final foi deslocada para o Hotel Sport, em Moscou. A mudança de ares beneficiou Kasparov, que ganhou duas partidas consecutivas e encostou no placar (3 a 5). Como Karpov era o queridinho do regime, a reação do desafiante acendeu a luz vermelha. “A impressão que se teve é que Kasparov, muito mais jovem e atlético do que Karpov, poderia inverter o jogo”, conta Luiz Loureiro.

Em 13 de fevereiro de 1985, o presidente da Fide, o russo Florêncio Campomanes, amigo de Karpov e defensor do regime comunista, decidiu suspender a disputa, alegando que os jogadores estavam exaustos e que seria improvável um dos dois conseguir a sexta vitória. Ficou acertado que uma nova final seria disputada dentro de seis meses. O tiro acabou saindo pela culatra. “Do ponto de vista esportivo, Karpov foi o maior prejudicado, pois tinha dado aulas de graça para seu adversário”, diz Loureiro. “Kasparov ganhara uma enorme experiência, que o transformou num jogador mais forte, equilibrado e completo.”

KARPOV & KASPAROV 1985 CHESS MATCH - 24th GAME ENDING.

NOVO MUNDO

Enquanto o embate Karpov-Kasparov estava suspenso, o pano de fundo político havia mudado. Em 11 de março de 1985, chegou ao poder Mikhail Gorbachev, o novo secretário-geral do Partido Comunista Soviético. Autor dos programas de distensão do regime conhecidos como Perestroika (“reestruturação”) e Glasnost (“abertura” ou “transparência”), ele viria a ser o principal responsável pelo desmantelamento da União Soviética. Ele substituía Kostantin Chernenko, que morrera 13 meses depois de ser escolhido pelo partido.

Antes de Chernenko, o país havia sido governado por Yuri Andropov, ex-chefe da KGB. Ele também teve uma passagem efêmera pelo Kremlin (apenas 16 meses). Andropov e Chernenko sucederam o líder Leonid Brejnev, que mandou na União Soviética entre 1964 e 1982. “Os dois líderes que vieram depois dele eram figuras anódinas e desconhecidas. A idéia que se tinha é que o regime estava caindo aos pedaços e seus mandatários estavam enganando o povo”, afirma a historiadora Maria Aparecida de Aquino.

A final do campeonato de xadrez de 1985, portanto, foi realizada em meio a profundas transformações na vida soviética. “Karpov representava o período de estagnação de Brejnev e Kasparov era o símbolo da ruptura e dos novos ventos trazidos por Gorbachev”, diz o então enxadrista Luiz Roberto da Costa Júnior, sócio do Clube de Xadrez Epistolar Brasileiro. Para evitar o fiasco do embate anterior, a Fide mudou as regras do jogo e limitou em 24 o número de partidas. Seria campeão quem acumulasse mais pontos ao fim do confronto – as vitórias valeriam um ponto e os empates, meio ponto para cada competidor. Em caso de igualdade, Karpov manteria o título.

O reinício do confronto teve como palco a Sala de Concerto Tchaikovsky, em Moscou. Kasparov ganhou a primeira partida, mas Karpov recuperou-se e venceu os jogos 4 e 5, fazendo 2 a 1. O desafiante empatou a disputa no 11º jogo, após cinco empates sucessivos, e virou o placar no 16º embate, fazendo 3 a 2. Ampliou a vantagem ao ganhar o 19º jogo, mas, três partidas depois, Karpov conquistou sua terceira vitória, encostando no marcador (4 a 3). Faltando duas partidas para o fim da disputa, Karpov precisava de mais uma vitória e um empate para continuar com a coroa. O penúltimo jogo acabou sem vencedor e o último foi ganho por Kasparov, que enfim se sagrou campeão.

A vitória do jovem enxadrista foi comemorada no Ocidente, mas teve um gosto amargo para as autoridades de Moscou. “Nos bastidores, eu era visto como um alienígena. Primeiro, não gostavam de minha origem ‘pouco pura’: sou filho de pai judeu com mãe armênia”, declarou Kasparov em entrevista dada à revista Veja em 2004. “Depois, nunca me manifestei a favor do governo russo. Por causa disso, minha presença no pódio do xadrez soviético era incômoda para o regime. Eles teriam preferido dar o ouro a um sujeito como Anatoly Karpov, abertamente simpático ao comunismo.” Um ano depois, falando a uma revista espanhola, o derrotado deu o troco: “Kasparov é muito inteligente e absorve tudo muito rápido, mas só foi tão grande pelo que aprendeu comigo”.

Em outras três ocasiões (1986, 87 e 89), os enxadristas se enfrentaram pelo título e Kasparov, que se aposentou dos tabuleiros, sempre manteve a coroa. Um episódio curioso ocorreu na revanche de 1986. Após 16 partidas, Kasparov liderava com três pontos de vantagem. Foi quando Karpov venceu três partidas seguidas e empatou o jogo. “Kasparov pediu o adiamento da partida seguinte e demitiu um de seus analistas, suspeito de repassar a preparação das aberturas para a equipe rival”, conta Costa Júnior.

Posteriormente, Kasparov ganhou mais um jogo e manteve o título. Apesar da aparente superioridade de Kasparov, o páreo entre os dois “K”, talvez a maior rivalidade da história do xadrez, sempre foi muito equilibrado. Prova disso é que, das 144 partidas disputadas entre eles no período 1984-1989, Kasparov venceu 21 e Karpov, 19. Os outros 104 jogos terminaram em empate.

Além de transformar profundamente as relações internacionais, o fim da União Soviética teve enorme impacto sobre o mundo do xadrez. Livre da burocracia comunista, Kasparov decidiu abandonar a Fide, controlada por ex-soviéticos, e, em 1993, fundou a Associação Profissional de Xadrez (PCA, na sigla em inglês). Tornou-se, no mesmo ano, seu primeiro campeão. Com a dissidência do antigo rival, Karpov ficou com o título da Federação Internacional, posto que manteve até 1999. No ano seguinte, foi a vez de Kasparov perder a coroa da PCA. Mesmo jogando por associações diferentes, eles não pararam de se enfrentar.

1985 - RESULTADOS DO CAMPEONATO MUNDIAL DE XADREZ.


23 maio 2019

CAMPEONATO MUNDIAL DE XADREZ

O CAMPEONATO MUNDIAL DE XADREZ

Considera-se que a disputa do campeonato mundial iniciou em 1886, quando os dois principais enxadristas da época enfrentaram-se. De 1886 a 1946, o campeonato foi conduzido em uma base informal, com o desafiante tendo que vencer o campeão. De 1948 a 1993, a organização do campeonato foi administrada pela FIDE, a organização internacional de xadrez. Em 1993, o então campeão Garry Kasparov rompeu com a FIDE e criou a PCA e um campeonato paralelo. Esta situação durou até 2006, quando o título foi reunificado. Ainda em 2006, as duas entidades de xadrez foram unificadas.


Campeonatos Mundiais de Xadrez oficiais (1886–1946)

1886 - Wilhelm Steinitz vs. Johannes Zukertort
1889 - Wilhelm Steinitz vs. Mikhail Chigorin
1891 - Wilhelm Steinitz vs. Isidor Gunsberg
1892 - Wilhelm Steinitz vs. Mikhail Chigorin
1894 - Wilhelm Steinitz vs. Emanuel Lasker
1897 - Emanuel Lasker vs. Wilhelm Steinitz 
1907 - Emanuel Lasker vs. Frank Marshall
1908 - Emanuel Lasker vs. Siegbert Tarrasch
1910 - Emanuel Lasker vs. Carl Schlechter
1910 - Emanuel Lasker vs. Dawid Janowski
1921 - Emanuel Lasker vs. José Raúl Capablanca
1927 - José Raúl Capablanca vs. Alexander Alekhine
1929 - Alexander Alekhine vs. Efim Bogoljubov
1934 - Alexander Alekhine vs. Efim Bogoljubov
1935 - Alexander Alekhine vs. Max Euwe
1937 - Max Euwe vs. Alexander Alekhine

Campeonato Mundial da FIDE (1948–1993)

1948 - Mikhail Botvinnik Campeão (Todos contra todos de 5 turnos, com 5 jogadores).
1951 - Mikhail Botvinnik vs. David Bronstein
1954 - Mikhail Botvinnik vs. Vasily Smyslov
1957 - Mikhail Botvinnik vs. Vasily Smyslov
1958 - Vasily Smyslov vs. Mikhail Botvinnik
1960 - Mikhail Botvinnik vs. Mikhail Tal
1961 - Mikhail Tal vs. Mikhail Botvinnik
1963 - Mikhail Botvinnik vs. Tigran Petrosian
1966 - Tigran Petrosian vs. Boris Spassky
1969 - Tigran Petrosian vs. Boris Spassky
1972 - Boris Spassky vs. Bobby Fischer
1978 - Anatoly Karpov vs. Viktor Korchnoi
1981 - Anatoly Karpov vs. Viktor Korchnoi
1984 - Anatoly Karpov vs. Garry Kasparov
1985 - Anatoly Karpov vs. Garry Kasparov
1986 - Garry Kasparov vs. Anatoly Karpov
1987 - Garry Kasparov vs. Anatoly Karpov
1990 - Garry Kasparov vs. Anatoly Karpov

Campeonato Mundial de Xadrez Clássico (1993–2006) 

O campeão mundial Garry Kasparov e o desafiante Nigel Short se separaram da FIDE e disputaram a partida sob as circunstâncias da Professional Chess Association.

1993 - Garry Kasparov vs. Nigel Short
1995 - Garry Kasparov vs. Viswanathan Anand
2000 - Garry Kasparov vs. Vladimir Kramnik
2004 - Vladimir Kramnik vs. Peter Leko

Campeonatos Mundiais de Xadrez da FIDE (1993–2006)

Garry Kasparov foi destituído de seu título da FIDE depois que ele e seu desafiante Nigel Short romperam com a organização em 1993. Anatoly Karpov, participante da última edição do torneio, em 1990, foi anunciado campeão mundial.

Em 1996, a FIDE mudou as regras do torneio, fazendo com que o então campeão mundial não fosse mais automaticamente classificado para a partida final.

1993 - Anatoly Karpov vs. Jan Timman
1996 - Anatoly Karpov vs. Gata Kamsky
1998 - Anatoly Karpov Campeão (Sistema eliminatório)
1999 - Alexander Khalifman Campeão (Sistema eliminatório)
2000 - Viswanathan Anand Campeão (Sistema eliminatório)
2002 - Ruslan Ponomariov Campeão (Sistema eliminatório)
2004 - Rustam Kasimdzhanov Campeão (Sistema eliminatório)
2005 - Veselin Topalov Campeão (Todos contra todos)

Campeonatos Mundiais de Xadrez (2006–atual)

2006 - Veselin Topalov vs. Vladimir Kramnik
2007 - Viswanathan Anand Campeão (Todos contra todos)
2008 - Viswanathan Anand vs. Vladimir Kramnik
2010 - Viswanathan Anand vs. Veselin Topalov
2012 - Viswanathan Anand vs. Boris Gelfand
2013 - Viswanathan Anand vs. Magnus Carlsen
2014 - Magnus Carlsen vs. Viswanathan Anand
2016 - Magnus Carlsen vs. Sergey Karjakin
2018 - Magnus Carlsen vs. Fabiano Caruana

30 abril 2019

BLACK HOLE / BURACO NEGRO / AGUJERO NEGRO (Part 3 of 3)

PRIMEIRAMENTE, SOBRE A PRIMEIRA IMAGEM DE UM BURACO NEGRO

Em 1979, Jean-Pierre Luminet criou a primeira “imagem” de um Buraco Negro usando nada além de um computador antigo, muita matemática e tinta da Índia. O problema com a imagem de um buraco negro é que, por definição, eles não emitem luz ou radiação. Felizmente, grandes buracos negros geralmente estão ao lado de outras estrelas e sugam sua matéria, algo que os astrônomos podem ver:


"À medida que os gases das estrelas caem em direção ao buraco negro, ele se torna mais quente e mais quente e começa a emitir radiação. Esta é uma boa fonte de luz: os anéis de acreção brilham e iluminam o buraco negro central ”, escreve Luminet em seu blog e-Luminesciences.

A característica distintiva de um buraco negro é o seu limite “horizonte de eventos”, o ponto sem retorno para a matéria e a luz. Na sua periferia, materiais sugados de estrelas adjacentes formam um “disco de acreção”, notoriamente representado em Interstellar como dois discos brilhantes e perpendiculares. Isso é apenas uma ilusão, no entanto - há apenas um disco, mas a luz é inclinada para cima pela gravidade extrema do buraco negro (via lente gravitacional). A imagem impressionante de Luminet retrata dois outros fenômenos importantes que não são vistos no filme interestelar. Uma é o fato de que a energia e a luz são mais fortes perto da borda de um buraco negro e mais fracas mais distantes. Outro são os efeitos Doppler e Einstein causados pela rotação do disco de acreção, o que faria a luz parecer mais brilhante de um lado, dependendo da direção do spin. Na imagem de Luminet, o disco de acreção gira no sentido anti-horário, de modo que sua luz se aproxima do espectador à esquerda e recua à direita, fazendo com que o lado esquerdo pareça mais brilhante. Tudo isso faz com que o buraco negro seja muito mais brilhante no centro e na esquerda, como mostrado na imagem de Luminet, mas não no buraco negro “Gargantua” criado pela equipe de efeitos da Interstellar. “Uma imagem realista deve mostrar uma forte assimetria do brilho do disco, de modo que um dos lados é mais brilhante e o outro mais distante”, diz ele.

Luminet calculou tudo isso em 1979 usando o mainframe IBM 7040, um computador antigo com transistor e entradas para cartões perfurados. A máquina gerava isolinhas para sua imagem que eram “diretamente traduzíveis como curvas suaves usando o software de desenho disponível na época”. Para criar a imagem final, ele confiava em sua outra paixão: arte. Usando dados numéricos do computador, ele desenhou diretamente em papel de imagem negativo com tinta preta da Índia, colocando pontos mais densos onde a simulação mostrava mais luz. “Em seguida, tirei o negativo do meu negativo para obter o positivo, os pontos pretos tornando-se branco e o fundo branco tornando-se preto.”

O resultado é uma imagem que ainda se mantém e está mais próxima da realidade do que o foi feito pelo pessoal do filme Interstellar. Além disso, as simulações de computador subsequentes criadas pela NASA Goddard e outros ainda mostram os mesmos elementos definidores - um fino “anel de fótons” no centro, efeito Doppler e luz deslocada de Einstein e um duplo disco de acreção causado por lentes gravitacionais. Nada mal para alguém com apenas cartões perfurados e tinta da Índia.

BURACO NEGRO / BLACK HOLE

De acordo com a Teoria da Relatividade Geral, um buraco negro é uma região do espaço da qual nada, nem mesmo partículas que se movem na velocidade da luz, podem escapar, pois sua velocidade é inferior a velocidade de escape desses corpos celestes infinitamente densos. Este é o resultado da deformação do espaço-tempo, causada após o colapso gravitacional de uma estrela massiva com pelo menos 30 vezes a massa do Sol em uma supernova, e que logo depois, desaparecerá, dando lugar ao que a Física chama de singularidade, o coração de um buraco negro, onde espaço-tempo deixa de existir. Um buraco negro começa a partir de uma superfície esférica denominada horizonte de eventos, que marca a região a partir da qual, se algo, qualquer coisa que chegar perto e atravessar, não poderá mais voltar. O adjetivo negro em buraco negro se deve ao fato de que se presumia que este não refletia nenhuma parte da luz que venha atingir seu horizonte de eventos, atuando assim como se fosse um corpo negro perfeito em termodinâmica, porém, atualmente existe a teoria da radiação Hawking que, resumidamente, prevê que os buracos negros não são realmente negros, e emitem radiação devido à efeitos quânticos, tais como flutuações quânticas.

Acredita-se, também, com base na mecânica quântica, que buracos negros emitam radiação térmica, da mesma forma que os corpos negros da termodinâmica a temperaturas finitas. Esta temperatura, entretanto, é inversamente proporcional à massa do buraco negro, de modo que observar a radiação térmica proveniente destes objetos torna-se difícil quando estes possuem massas comparáveis às das estrelas. Apesar de serem praticamente invisíveis, pode-se detectar um buraco negro pelo efeito de sua massa sobre o movimento de estrelas em uma dada região do espaço-tempo. Pode-se também detectar um buraco negro pela radiação emitida quando sua intensa atração gravitacional atrai a materia de uma estrela companheira, que se deforma em um anel giratório em torno do buraco negro, tal anel é chamado de disco de acresção. A matéria em rotação acelera a uma velocidade próxima a velocidade da luz, assim a mesma emite radiação por ser aquecida a altas temperaturas. No final de 2015, pesquisadores do projeto LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) observaram "distorções no espaço e no tempo" causadas por um par de buracos negros com trinta massas solares em processo de fusão. Stephen Hawking, em 2016, declarou que já não pensa que o que é sugado para um buraco negro é completamente destruído, ele pensa que poderia haver um caminho para sair de um buraco negro através de um outro universo.

Efeito de lente gravitacional. No centro dessa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble, das agências espaciais, NASA e ESA, está o aglomerado de galáxias conhecido como SDSS J1038+4849.

Caso Hawking esteja correto, ele estaria mencionando os buracos de minhoca, e não os buracos negros, pois quando um buraco negro está conectado à um buraco branco, esse conjunto passa a se chamar buraco de minhoca, e a massa dos materiais que o buraco negro conseguir "devorar" não será incorporada à ele, e sim expelida no buraco branco. Atualmente, não existe uma prova da existência de buracos brancos.

Embora o conceito de buraco negro tenha surgido em bases teóricas, astrônomos têm identificado inúmeros candidatos a buracos negros estelares e também indícios da existência de buracos negros super maciços no centro de galáxias. OBS:mesmo com vários estudos e teorias o buraco negro continua sendo um dos vários mistérios existente ainda hoje. Há indícios de que no centro da própria Via Láctea, nas vizinhanças de Sagitário A, deve haver um buraco negro com mais de 2 milhões de massas solares.

Em abril de 2019 o Event Horizon Telescope divulgou os resultados das primeiras imagens de um buraco negro na galáxia M87. As observações comprovaram as previsões de Einstein e a métrica de Kerr.

Primeira imagem de um buraco negro supermassivo na galáxia M87.

História

A ideia de um corpo maciço do qual nada pode escapar foi formada primeiro pelo geólogo John Michell em uma carta escrita para Henry Cavendish em 1783 para a Royal Society:

"Se um semidiâmetro de uma esfera da mesma densidade do sol esta além do sol em uma proporção de 500 vezes, um corpo caindo de uma altura infinita para ele teria adquirido em sua superfície maior velocidade que a da luz e, consequentemente, supondo-se que a luz seja atraída pela mesma força em proporção ao sua inércia com outros organismos, toda a luz emitida por um corpo como este retorna em direção a ele por sua própria gravidade adequada."
John Michell

Em 1796, o matemático Pierre-Simon Laplace promoveu a ideia mesmo na primeira e segunda edição do livro Exposition du système du Monde (que foi removido nas seguintes edições). Mesmo as "estrelas negras (mecânica newtoniana)" foi muitas vezes ignorada no século XIV, pois não era compreendido como uma onda sem massa, como a luz, poderia influenciar na gravidade.

Relatividade Geral

Em 1915, Albert Einstein desenvolveu a teoria da relatividade geral, tendo sempre apresentado que a gravidade pode influenciar no movimento da luz. Pouco tempo depois, Karl Schwarzschild fez um sistema de unidades: Sistema métrico de Schwarzschild para as equações de campo de Einstein , onde é descrito o campo gravitacional de um ponto de massa e a massa esférica. Poucos meses depois de Schwarzschild, Johannes Droste, um estudante de Hendrik Lorentz, independentemente deu a mesma solução para o ponto de massa e escreveu mais extensamente sobre suas propriedades. Esta solução tem um funcionamento que é chamado de raio de Schwarzschild, tornando-se singularidade matemática, o que significa que alguns dos termos nas equações de Einstein são infinitos. A natureza dessa superfície não era bem compreendida na época. Em 1924, Arthur Eddington mostrou que a singularidade desapareceu depois de uma mudança de coordenadas , embora tenha demorado até 1933 para que Georges Lemaître percebesse que isso significava a singularidade no raio de Schwarzschild, e,não era uma propriedade física, mas matemática, a partir da descoberta da singularidade matemática.

Em 1931, Subrahmanyan Chandrasekhar calculou, usando a relatividade restrita, que um corpo não-rotativo de elétron de matéria degenerada acima de uma certa massa limite (hoje chamada de limite de Chandrasekhar de 1,4 massas solares) não tem soluções estáveis. Seus argumentos sofreram a oposição de muitos de seus contemporâneos como Eddington e Lev Landau, que argumentaram que algum mecanismo ainda desconhecido iria parar o colapso. Eles estavam parcialmente corretos: uma anã branca com massa ligeiramente superior ao limite de Chandrasekhar entrará em colapso em uma estrela de nêutrons, que é ela própria estável por causa do princípio de exclusão de Pauli. Mas em 1939 Robert Oppenheimer e outros previram que estrelas de nêutrons acima de aproximadamente três massas solares (o limite de Tolman-Oppenheimer-Volkoff) entrariam em colapso em buracos negros pelas razões apresentadas por Chandrasekhar, concluindo que nenhuma lei da física era suscetível de intervir e parar pelo menos algumas estrelas do colapso para buracos negros.

Ausência de singularidade central de acordo com outras teorias

Em 10 de dezembro de 2018, Abhay Ashtekar, Javier Olmedo e Parampreet Singh publicaram um artigo científico no campo da teoria da gravidade em laço demonstrando a ausência de singularidade central no buraco negro, sem especificar geometricamente o futuro da matéria neste ponto enquanto o modelo Janus propõe uma explicação. Este novo estudo apresenta as mesmas conclusões que as obtidas em trabalhos anteriores baseados na relatividade geral.

Era áurea

Em 1958, David Finkelstein identificou a superfície de Schwarzschild como um horizonte de eventos, "uma membrana um perfeito unidirecional: as influências causais podem atravessá-lo em uma única direção". Isto não, estritamente, contradizem os resultados de Oppenheimer, mas estendeu-os a incluir o ponto de vista de observadores. À Solução Finkelstein estenderam a solução de Schwarzschild para o futuro de observadores cair em um buraco negro. A extensão completa já haviam sido encontrados por Martin Kruskal, que foi publicador desta descoberta.

O buraco negro da NGC 1277

A descoberta

Em 2012, o mais massivo buraco negro foi descoberto por um grupo de astrônomos com massa equivalente à massa de 17 bilhões de sois. A galáxia NGC 1277 (que só tem um quarto do tamanho da Via Láctea) abriga um buraco negro 4.000 vezes maior do que a formação que se localiza no centro da Via Láctea - o buraco negro conhecido como Sagitário A.

A Galáxia NGC 1277 tem um buraco negro super massivo que foi descoberto em 2012.

Normalmente, um buraco negro tão enorme só seria encontrado em uma galáxia muito maior, o que sugere algo incomum no passado da NGC 1277. Na verdade, o buraco negro pode ser o que restou de uma galáxia ainda maior que fica nas proximidades. Há bilhões de anos, duas galáxias – cada uma carregando um buraco negro em seu núcleo – se chocaram para formar uma galáxia massiva chamada de NGC 1275. Durante a colisão, os buracos negros centrais se atraíram, se fundiram, e recuaram para o espaço intergalático. O recém-nascido buraco negro sem casa vagou pelo aglomerado galáctico de Perseu até a NGC 1277 passar perto o suficiente para atraí-lo gravitacionalmente.

A descoberta contradiz os atuais modelos de crescimento dos buracos negros, que sustentam que eles evoluem juntamente com as galáxias em que se encontram. Medir a massa de buracos negros é um processo complicado. Para fazer isso, os astrônomos observam sua "esfera de influência" - ou os efeitos gravitacionais que eles provocam nas nuvens de gás e nas estrelas que estão a sua volta.

Formação

Acredita-se que haja uma dessas formações no centro de todas as grandes galáxias. A galáxia NGC 1277 está a 220 milhões de anos-luz de distância da Terra, mas aparece nas imagens de alta resolução feitas pelo telescópio Hubble.

A equipe descobriu que o buraco negro da NGC 1277 era tão grande quanto o nosso Sistema Solar e concentrava cerca de 14% da massa de sua galáxia.

"Essa é a única maneira em que você poderia ter esse padrão de dispersão das estrelas: com um buraco negro muito grande (no centro da galáxia NGC 1277)", disse Van den Bosch.

Vantagem da descoberta

A observação da NGC 1277 poderia ajudar os astrônomos a entenderem como os buracos negros evoluem.

"Essa galáxia parece ser muito antiga", disse o Van den Bosch. "De alguma forma, seu buraco negro cresceu rapidamente há muito tempo, mas desde então está estabilizado, sem formar mais estrelas.".

Formação e estrutura

Formação

Um buraco negro forma-se quando uma estrela super maciça fica sem combustível, o que faz seu núcleo diminuir até ficar reduzido a uma fração de seu tamanho original. Quando isso acontece, a gravidade produzida por ela sai do controle e começa a sugar tudo que encontra. Ela começa a sugar a massa da estrela, fazendo isso tão rápido que se engasga e expele enormes torrentes de energia. Ela é tão forte que fura a estrela e lança mais jatos de energia. A gravidade não suporta essa energia e a estrela, nem sempre, mas muitas vezes explode (esta explosão é chamada de supernova). Em apenas um segundo a explosão é capaz de gerar 100 vezes mais energia que o nosso Sol produzirá em toda sua existência. O que resta no centro é o buraco negro.

Esta explosão também é conhecida como Erupção de raios gama ou explosão de raios gama. A maioria das estrelas de classe W (Wolf-Rayet stars ou, em português, estrelas Wolf-Rayet) morrem nestas explosões.

Colapso de Oppenheimer-Snyder

O modelo deste colapso descreve uma esfera "de" pó (o conceito de poeira usado na relatividade) que inexoravelmente colide para formar um buraco negro. Esta é uma solução exata para as equações de campo relativísticas gerais. Os estágios do colapso são:

I) Fase estacionária antes do colapso. A estrela poderia estar imersa em uma esfera de fluido de simetria esférica perfeita. O tensor de momentum:


onde ρ, p, gμν são a densidade, pressão e métrica, respectivamente.

II) Fim da "queima" nuclear (reações de fusão nuclear) e começo do colapso, a pressão se quebra (p=0). Então:


A bola fica por um momento em repouso.

III) Fase de colapso. Desde que não haja pressão a esfera começará a encolher. Para poeira espera-se a contração e posterior colapso resultando em um buraco negro.

Obviamente poeira não reflete a complexidade química do material das estrelas que formam o buraco negro.

Colapso não-esférico

Os primeiros estudos sobre colapsos não-esféricos começou nos anos 60. Estes estudos mostraram que perturbações em torno da simetria esféricas não previnem a formação de um buraco negro. E que, quando atingido o estado estacionário, existe uma simetria esférica exata do horizonte. O problema para grandes desvios da simetria esférica foi respondido de maneira completamente diferente por Werner Israel em 1967. Sem aparelhos muito modernos conseguiu estabelecer um teorema:

"Um buraco negro estático, e no vácuo, com um horizonte de evento regular deve ser a solução de Schwarzschild."

Esta foi um base sólida para a elaboração de muitos teoremas posteriores que culminaram no teorema da calvície:

"Buracos negros podem ser caracterizados apenas pela massa, momento angular e carga elétrica."

Colapso gravitacional

O colapso gravitacional ocorre quando a pressão interna do objeto é insuficiente para fazê-lo resistir a sua própria gravidade. Com relação às estrelas, isso geralmente ocorre quando elas têm muito poucos recursos para manter sua temperatura por meio da nucleossíntese estelar; ou quando perdem sua estabilidade ao receber matéria extra de uma maneira que não aumenta sua temperatura central. Em ambos os casos, a temperatura da estrela não é alta o suficiente para evitar que ela desmorone sob seu próprio peso.

Enquanto a maior parte da energia liberada durante o colapso gravitacional é emitida muito rapidamente, um observador externo não vê realmente o fim desse processo. Mesmo que o colapso demore uma quantidade finita de tempo a partir do referencial da matéria em queda, um observador distante veria o material em uma queda lenta que pararia logo acima do horizonte de eventos, em razão da dilatação temporal gravitacional. A luz do material em colapso, por sua vez, leva mais tempo para alcançar o observador: o que faz a luz emitida pouco antes da formação do horizonte de eventos atrasarem uma quantidade infinita de tempo. Assim, o observador externo nunca vê a formação do horizonte de eventos; em vez disso, o material em colapso parece tornar-se mais escuro e cada vez mais desviado para o vermelho e acaba por desaparecer.

O Buraco negro de Schwarzschild

Karl Schwarzschild, no ano de 1916, encontrou a solução para a teoria da relatividade que representa o buraco negro como tendo uma forma esférica. Ele demonstrou que, se a massa de uma estrela estiver concentrada em uma região suficientemente pequena, ela gerará um campo gravitacional tão grande na superfície da estrela que nem mesmo a luz conseguirá escapar dele. Este é o chamado buraco negro. Einstein e muitos físicos não acreditavam que tal fenômeno pudesse acontecer no universo real. Porém, provou-se que esse fenômeno de fato acontece. Considerando um campo gravitacional esférico no vácuo, a solução para a Equação de Einstein tem a seguinte forma:



G é a constante de Gravitação Universal.

Uma propriedade importante desta solução é que ela é independente do tempo t. A solução é determinada simplesmente pelo parâmetro M, que é a massa total da fonte que produz o campo. A interpretação deste parâmetro surge imediatamente da forma assintótica da métrica. Longe do centro de gravidade, o espaço-tempo aproxima-se do espaço-tempo plano de Minkowski com a métrica:



E o campo gravitacional pode ser descrito usando a aproximação do campo fraco. Comprando esta aproximação e a métrica (1.1) temos que M é a massa do sistema que está gravitando.

A queda no buraco negro e a natureza quântica

Se conseguíssemos observar uma queda real de um objeto num buraco negro, de acordo com as simulações virtuais, veríamos este mover-se cada vez mais devagar à medida que se aproximasse do núcleo maciço. Segundo Einstein, há um desvio para o vermelho, e este também é dependente da intensidade gravitacional. Isto se dá porque, sob o ponto de vista corpuscular, a luz é um pacote quântico com massa e ocupa lugar no espaço, portanto tem obrigatoriamente uma determinada velocidade de escape. Ao mesmo tempo, este pacote é onda de natureza eletromagnética e esta se propaga no espaço livre. É sabido que longe de campo gravitacional intenso, a frequência emitida tende para o extremo superior (no caso da luz visível, para o violeta).

À medida que o campo gravitacional começa a agir sobre a partícula (luz), esta aumentará seu comprimento de onda, logo desviará para o vermelho. Devido à dualidade matéria-energia não é possível analisar a partícula como matéria e energia ao mesmo tempo: ou se a enxerga sob o ponto de vista vibratório ou corpuscular.

A luz e a singularidade

Em simulações no espaço virtual, descobriu-se que próximo a campos maciços ocupando lugares singulares, a atração gravitacional é tão forte que pode fazer parar o movimento oscilatório, no caso da luz enxergada como comprimento de onda, esta literalmente se apaga. No caso da luz enxergada como objeto que possui velocidade de escape esta é atraída de volta à região de onde foi gerada, pois a velocidade de escape deve ser igual à velocidade de propagação, ambas sendo iguais, a luz matéria é atraída de volta.

Logo, a radiação sendo atraída de volta, entra em colapso gravitacional, juntamente à massa que a criou, caindo sobre si mesma.

Simulação computadorizada


Visão simulada de um buraco negro em frente a Grande Nuvem de Magalhães. A razão entre o raio de Schwarzschild do buraco negro e a distância do observador é 1:9.

É possível simular em um computador as condições físicas que levam à formação de um buraco negro, como consequência do colapso gravitacional de uma estrela supergigante ou supernova. Para isso, os astrofísicos teóricos implementam complexos programas, que recriam as condições físicas da matéria e do espaço-tempo durante o processo de implosão das estrelas, as quais esgotam seu combustível nuclear e colapsam, com o transcorrer do tempo, devido a seu peso gravitacional, formando um objeto de densidade e curvatura do espaço-tempo infinita. Desses objetos, nada, nem mesmo a luz consegue escapar. O resultado é a formação de uma singularidade gravitacional contida num buraco negro de Schwarzschild.
Um método para simulação computacional de um buraco negro é o Método de Monte Carlo. Neste método é possível a simulação de um buraco negro microscópico. O gerador de eventos de Monte Carlo neste método é o CATFISH (Collider grAviTational FIeld Simulator for black Holes), desenvolvido na Universidade do Mississippi.

Termodinâmica

Termodinâmica de um buraco negro clássico

Um buraco negro, fisicamente, é um lugar de onde nem mesmo a luz pode escapar. Uma descrição matemática precisa dele é dada pelo espaço-tempo assintoticamente plano. A fronteira de um buraco negro é chamado de horizonte do evento. Schoen e Yau em 1983 formularam que uma superfície dentro de uma armadilha pode ser formada desde que uma quantidade suficiente de massa esteja confinada em um espaço suficientemente pequeno. Segue-se então dos teoremas de relatividade geral [Hawking e Hellis (1973)] que uma singularidade do espaço-tempo deve surgir.

A partir destas grandes descobertas seguiram-se várias conclusões importantes como a solução da Equação de Maxwell-Einstein independente do tempo mostrando que buracos negros podem ser descritos por três simples parâmetros (massa, carga e momentum angular). Além disso, foi mostrado que energia pode ser extraída de buracos negros estacionários que estão girando ou carregados (Efeito Hawking). Foi, porém, a descoberta de uma analogia matemática entre buracos negros e a termodinâmica ordinária o maior avanço destas investigações (Bardeen et al, 1973).

Nesta analogia a massa faz o papel de energia e, gravidade da superfície do buraco negro faz o papel da temperatura e a área do horizonte, da entropia. A analogia entre buracos negros e termodinâmica pode ser estendida além do formal, similaridade matemática pode ser encontrada no fato de que quantidades de pares de análogos são de fato fisicamente análogos. De acordo com a relatividade geral a massa total do buraco negro tem a mesma quantidade de sua energia total.

Esta analogia é quebrada na Teoria Clássica, que considera a temperatura de um buraco negro igual ao zero absoluto.

Entropia

Entropia é uma medida que caracteriza o número de estados internos de um buraco negro. A fórmula da entropia foi desenvolvida em 1974 pelo físico britânico Stephen Hawking.



          S: Entropia
          A: Área
          k: Constante de Boltzmann
          ħ: Constante de Planck normalizada
          G: Constante Gravitacional Universal de Newton
          c: Velocidade da luz no vácuo

Esta equação pôde ser formulada levando-se em conta a teoria quântica. Então, admite-se que buracos negros emitem radiação térmica:



No caso especial da métrica de Schwarzschild:



A formulação de Bekenstein-Hawking obtida da combinação entre a primeira lei e do fato de que dM = TdS. No Caso do buraco de Schwarzschild, esta formulação fica:



A entropia do buraco negro é muito maior que a entropia da estrela que se colapsou para que ele fosse gerado.

Evaporação do Buraco Negro

A principal limitação do Efeito Hawking é que ele é baseado em aproximações. Este efeito não está de acordo com o princípio de conservação de energia, uma vez que a irradiação de energia do buraco negro deveria ser contrabalanceada pela diminuição de sua massa, na mesma taxa de saída de energia. No entanto, para buracos negros macroscópicos a temperatura é muito baixa. A luminosidade do buraco negro é uma estimativa da vida de um buraco negro não-rotativo integrando-se a equação:



Onde β é uma constante adimensional.

E o processo total de evaporação requer um grande tempo:



Onde mp é a massa de Planck, a saber: 0.000022 g.

Informação no Buraco Negro

Há com o efeito da formação e subsequente evaporação do buraco negro uma consequência dramática: a perda de informação. Esta questão foi levantada em 1976 por Stephen Hawking. Entende-se que em um sentido refinado informação quântica seria perdida, o que desafiaria então Primeria Lei da Termodinâmica. A discussão era fácil e persuasiva e baseava-se na única ferramenta disponível naquela época: a teoria quântica de campo. Apesar da conclusão de Hawking estar sem dúvida errada, pôs em movimento velhas ideias que há muito tempo permaneciam paradas, desafiando-as com um novo paradigma.

A teoria quântica apresenta um sério problema quando descreve sistemas com horizontes. Ela fornece uma densidade infinita de entropia em um buraco negro, diferente da densidade de Bekenstein-Hawking.



Numa possibilidade final de se estabelecer uma saída lógica para este problema foi proposta a possibilidade dos buracos negros não evaporarem completamente. No lugar disso, vivem de maneira estável como remanescentes de massa de Planck que contém todas as informações perdidas. Obviamente estes remanescentes deveriam conter uma enorme, ou talvez entropia infinita.


Veja também: (PART 1 OF 3)
Veja também: (PART 2 OF 3)



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