Primeiro "passeio no espaço" norte-americano, executado pelo astronauta Ed White da missão Gemini IV - 3 de junho de 1965
exploração espacial é o conjunto de esforços do homem em estudar o espaço e seus astros do ponto de vista científico e da sua exploração econômica, fazendo o uso de naves espaciais, satélites artificiais ou sondas espaciais, e muitas vezes fazendo uso de humanos em suas missões: os astronautas.
A ciência que estuda os vôos espaciais e a tecnologia relacionada com eles é chamada de astronáutica.
O céu sempre atraiu a atenção e os sonhos do homem. Há duzentos anos, em uma famosa obra de ficção intitulada "De la Terre à la Lune" (1865), Júlio Verne escreve sobre um grupo de homens que viajou até a Lua usando um gigantesco canhão. Na França, Georges Melies foi um dos pioneiros do cinema, e em seu filme "Le voyage dans la Lune" (1902) acabou criando um dos primeiros filmes de ficção científica em que descrevia uma incrível viagem à Lua. Em obras como "The War of the Worlds" (1898) e "The First Men On The Moon" (1901), H. G. Wells também concebe idéias de exploração do espaço e de contato com civilizações extraterrestres.
Muito ainda faltava para que o homem pudesse alcançar o espaço exterior, mas este sonho tornou-se realidade, em parte, através das idéias destes visionários e do trabalho de pioneiros. Entre estes pioneiros devemos lembrar os engenheiros de foguetes Robert Hutchings Goddard (EUA), Konstantin Tsiolkovsky (Rússia), Hermann Oberth (Alemanha), e mais recentemente Wernher von Braun (Alemanha) e Sergei Korolev (Ucrânia).
Observações primitivas do céu
Nebulosa NGC 604, que é um nascedouro de estrelas, localizada em um dos braços em espiral da galáxia M33, a 2,7 milhões de anos-luz de distância da Terra - foto tirada pelo Telescópio Espacial Hubble
Os astros sempre foram motivo de observação e estudo para o homem. Astecas, chineses, indianos e outras civilizações como a Mesopotâmia, e povos como os gregos e os árabes registraram ao longo da história diversos eventos celestes, como eclipses solares e lunares e efetuaram medidas dos astros e de suas órbitas principalmente com o objetivo de manter calendários precisos.
Os dois maiores astrônomos da antigüidade foram Hiparco e Ptolomeu.
Estas primeiras observações astronômicas eram feitas totalmente a olho nu e, portanto, limitadas. A invenção do telescópio deu maior impulso à observação do céu.
Início da Astronomia Moderna
O telescópio tem uma origem controversa, sendo sua invenção geralmente atribuída a Hans Lippershey, um fabricante de lentes neerlandês, em 1608. Em 1609, o astrônomo italiano Galileo Galilei apresentou um dos primeiros telescópios registrados pela história (uma "luneta") e dele obteve diversas observações astronômicas que o levaram a confirmar o sistema heliocêntrico de Copérnico.
As observações de Galileu incluíram a descoberta das manchas solares, do relevo lunar e dos satélites de Júpiter, entre outras importantes descobertas.
Os Primeiros Foguetes
Lançamento de um foguete Redstone
A tecnologia necessária para a exploração espacial ficou disponível com a construção dos primeiros foguetes. Eles permitem colocar em órbita satélites artificiais para estudo tanto da Terra quanto do espaço exterior. Também permitem o envio de astronautas ao espaço exterior.
Desde os antigos chineses, que inventaram a pólvora, que se fazem experiências com foguetes.
Mas foram Robert Hutchings Goddard (EUA), Konstantin Tsiolkovsky (Rússia) e Hermann Oberth (Alemanha) os pioneiros na concepção de foguetes. Estes homens fizeram com que a ciência astronáutica desse seus primeiros passos.
Robert Hutchings Goddard e o primeiro vôo de foguete propelido a combustível líquido (gasolina e oxigênio), lançado em 16 de março de 1926, em Auburn, Massachusetts, EUA
Goddard foi mais longe e construiu diversos foguetes pequenos. Ele especializou-se em conceber e construir foguetes propelidos por combustível líquido. Diversos de seus projetos apresentavam conceitos que até hoje são usados nos modernos foguetes, como por exemplo a estabilização do vôo com o uso de giroscópios.
De forma independente, na Alemanha nazista, engenheiros alemães desenvolviam um projeto que resultaria na bomba V-2 (tecnicamente mais bem descrita como míssil).
As V-2 eram propelidas a álcool (mistura de 75% de álcool etílico e 25% de água) e oxigênio líquido. Os motores geravam um máximo de 160 000 lbs (72 574 kg) de empuxo, desenvolvendo velocidade de 1 341 km/h, com um raio de alcance de 321 a 362 km. Elas foram usadas para bombardear Paris e Londres em 1944.
O projeto dos modernos foguetes muito deve a estes precursores.
O princípio de funcionamento do motor de foguete se baseia na terceira lei de Newton, a lei da ação e reação, que diz que "a toda ação corresponde uma reação, com a mesma intensidade, mesma direção e sentidos contrários". Assim, o foguete se deslocará para cima por reação à pressão exercida pelos gases em combustão na câmara de combustão do motor. Por isto este tipo de motor é chamado de propulsão por reação.
Aguardem as proximas postagens.
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