Postagem em destaque

BRAVE NEW WORLD / ADMIRÁVEL MUNDO NOVO / UN MUNDO FELIZ (Part 2 of 2)

THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE -  CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....

Mostrando postagens com marcador GEOLOGIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GEOLOGIA. Mostrar todas as postagens

10 setembro 2026

◙ TERRA RARA / RARE EARTH (Livro / Book)

RARE EARTH

O livro "Rare Earth: Why Complex Life Is Uncommon in the Universe" (2000), escrito pelo geólogo e paleontólogo Peter Ward e pelo astrônomo e astrobiólogo Donald Brownlee, introduziu a famosa Hipótese da Terra Rara. A tese central da obra é que, embora a vida simples (como bactérias e micróbios) possa ser comum no universo, a vida complexa (animais, plantas e inteligência) é extremamente rara devido a uma combinação de fatores geológicos, astronômicos e biológicos altamente improváveis de se repetirem.



Capa do livro - edição em inglês. Capa: Ilustração de Chesley Bonestell.


Os autores se posicionam contra o chamado "Princípio da Mediocridade" (defendido por cientistas como Carl Sagan), que argumentava que a Terra é apenas um planeta comum em um sistema comum. Em vez disso, Rare Earth demonstra que nosso planeta se beneficiou de uma "loteria cósmica".


Os Pilares da Hipótese da Terra Rara

Para sustentar a ideia de que a vida complexa é uma exceção no universo, os autores detalham uma série de condições obrigatórias que a Terra preencheu:

Zona Habitável Galáctica: Não basta estar na zona habitável de uma estrela; o próprio sistema solar precisa estar no lugar certo da galáxia. Perto demais do centro galáctico, a radiação de supernovas e buracos negros destrói a vida. Muito na periferia, faltam elementos pesados (metais) para formar planetas rochosos.

O "Filtro" de Júpiter: A presença de um planeta gigante gasoso na órbita externa funciona como um escudo cósmico. A gravidade de Júpiter atrai e desvia a grande maioria dos asteroides e cometas que, de outra forma, colidiriam com a Terra constantemente, eliminando qualquer chance de evolução contínua.

Tectônica de Placas: O movimento das placas tectônicas funciona como o termostato global da Terra. Ele recicla o carbono, mantém a atmosfera estável e impede que o planeta sofra um efeito estufa irreversível (como Vênus) ou um congelamento eterno (como Marte).

Uma Lua Incomumente Grande: A Lua estabiliza a inclinação do eixo de rotação da Terra. Sem ela, o eixo terrestre variaria de forma caótica, provocando mudanças climáticas extremas e catastróficas que impediriam o desenvolvimento de organismos complexos.

A Explosão Cambriana e os Filtros Biológicos: Ward e Brownlee argumentam que a transição da vida unicelular para a pluricelular (animal) levou bilhões de anos e exigiu eventos ambientais muito específicos, como a oxigenação da atmosfera e episódios de glaciação global ("Terra Bola de Neve"), que funcionaram como gatilhos evolutivos.


Resumo Comparativo dos Princípios



Conclusão do Livro


A mensagem de Rare Earth não é de isolamento pessimista, mas de responsabilidade e valorização. Ao demonstrar o quão frágil, complexa e improvável é a existência da biosfera animal e da inteligência humana, os autores defendem que a Terra deve ser tratada como um santuário único, já que encontrar um "segundo lar" ou fazer contato com civilizações complexas pode ser uma impossibilidade estatística real.



* * *

25 agosto 2026

VIDA NA TERRA PODE TER TIDO DUAS ORIGENS DISTINTAS

E se a vida não tiver começado de uma única vez — nem em uma simples “sopa primordial”? Neste vídeo, seguimos uma hipótese provocadora: a vida pode ter emergido de uma parceria entre atmosfera, lagos, oceanos, rochas, metais e a dinâmica do Sistema Solar jovem.

A conversa começa com LUCA, o último ancestral comum universal. Em vez de imaginá-lo automaticamente como uma célula moderna, exploramos a possibilidade de que esse ancestral — ou um precursor dele — dependesse profundamente do ambiente, vivendo em poros de rochas junto a fontes hidrotermais alcalinas. Ferro, cobalto, níquel e possivelmente paládio poderiam ter participado de reações químicas que hoje dependem de enzimas.

Também investigamos o que a comparação entre Bacteria e Archaea pode sugerir sobre os primeiros metabolismos. Será que os dois grupos completaram, de forma independente, a transição para células de vida livre? A chamada hipótese de duas transições para a vida celular é ousada e abre novas perguntas sobre como a complexidade biológica surgiu.

















Mas uma vida em formação precisaria de ingredientes. O vídeo conecta o Sol jovem, com sua atividade intensa, à possível produção de compostos de nitrogênio; Júpiter, à distribuição de materiais no Sistema Solar jovem; e o fosfato, essencial para DNA, RNA e proteínas, a um desafio químico: mantê-lo disponível na água. Nesse cenário, um lago alcalino e salgado pode servir como análogo moderno de ambientes capazes de concentrar fosfato.

Por fim, olhamos para a astrobiologia: se água, energia, rochas, metais e química concentrada podem agir em conjunto, talvez a busca por vida além da Terra deva considerar combinações de processos — inclusive em lugares como Europa e Encélado.

Importante: várias proposições discutidas aqui são hipóteses e inferências em estudo, construídas a partir de organismos, experimentos e ambientes atuais. Elas não são conclusões definitivas sobre o que aconteceu na Terra primitiva. A graça da ciência está justamente em testar essas ideias, buscar evidências independentes e melhorar as perguntas.


Acesse o Canal SpaceToday do Sérgio Sacani.




*   *   *

28 julho 2026

PALEONTOLOGIA (Parte 4 de 4)

PALEONTOLOGIA (Volume 3)



Volume 3: 430 páginas.


Volume 3: Conceitos e Métodos


O último volume concentra-se nas formas de vida macroscópicas que capturam o imaginário popular, além da flora que moldou a atmosfera e as paisagens terrestres ao longo das eras.

Paleovertebrados: Detalha a evolução dos animais com coluna vertebral. Abrange desde os primeiros peixes paleozoicos, passando por anfíbios primitivos, répteis basais, os icônicos dinossauros e crocodilomorfos (grandes especialidades de pesquisa do próprio editor Ismar Carvalho), até as aves e a irradiação dos mamíferos.

Paleobotânica: Analisa a transição das plantas para o meio terrestre, cobrindo briófitas, pteridófitas, o surgimento das gimnospermas e a posterior dominância das angiospermas (plantas com flores). Também aborda materiais orgânicos derivados, como o âmbar.

Icnologia: Estuda os registros de atividade biológica preservados, conhecidos como icnofósseis (pegadas, pistas de caminhada, marcas de mordidas e escavações), fundamentais para entender o comportamento de animais extintos.



*     *     *

PALEONTOLOGIA (Parte 3 de 4)

PALEONTOLOGIA (Volume 2)



Volume 2: 532 páginas.


Volume 2:
Microfósseis e Paleoinvertebrados

O segundo volume é dedicado aos grupos de organismos que mais frequentemente deixam vestígios abundantes no registro rochoso, sendo vitais para a indústria de combustíveis fósseis (como o petróleo) e análises paleoambientais.

Micropaleontologia: Destrincha os microfósseis, incluindo foraminíferos, radiolários, ostrocodos e palinomorfos (pólen e esporos), fornecendo as chaves para entender climas antigos e ecossistemas marinhos profundos.

Paleoinvertebrados: Faz uma varredura sistemática pelos grandes filos de invertebrados extintos ou com longa história evolutiva. Inclui artrópodes (como os trilobitas), moluscos (como as amonitas), braquiópodes, equinodermos e cnidários (corais).

Análise de Bacias: Conecta esses organismos ao estudo de depósitos específicos e jazigos fossilíferos do Brasil, auxiliando na compreensão de ecossistemas costeiros e marinhos do passado geológico nacional.


27 julho 2026

PALEONTOLOGIA (Parte 2 de 4)

PALEONTOLOGIA (Volume 1)



Volume 1: 734 páginas.


Volume 1: Conceitos e Métodos


Este volume serve como a base teórica e procedimental indispensável para qualquer estudante ou pesquisador da área. Ele foca em explicar o que é a ciência, como ela se estruturou e quais ferramentas estruturam a investigação empírica de campo e laboratório.

Histórico da Ciência: Contextualiza a evolução do pensamento paleontológico, com capítulos voltados especificamente à trajetória das pesquisas no cenário nacional.

Processos de Fossilização: Aborda detalhadamente a Tafonomia, o estudo de como os organismos morrem, se decompõem, são soterrados e se transformam em fósseis.

Aplicações Geológicas: Ensina a utilização de fósseis como ferramentas essenciais para a Bioestratigrafia (datação de camadas de rochas) e a Paleobiogeografia (reconstrução da distribuição geográfica antiga dos continentes e mares).

Prática Laboratorial e Curadoria: Orienta sobre as técnicas adequadas para a coleta de campo, preparação técnica dos blocos de rocha e os procedimentos éticos e organizacionais de curadoria em museus e coleções científicas.




*     *     *

26 julho 2026

PALEONTOLOGIA (Parte 1 de 4)

PALEONTOLOGIA


A coletânea "Paleontologia - volumes 1, 2 e 3", editada pelo renomado paleontólogo brasileiro Ismar de Souza Carvalho, é considerada a principal obra de referência acadêmica e didática sobre o tema no Brasil. Publicada pela Editora Interciência, sua terceira edição divide-se em três volumes fundamentais que mapeiam os 3,8 bilhões de anos de história geológica da vida na Terra.


PALEONTOLOGIA - Volumes 1, 2 e 3:

Sinopse: Desde o surgimento da vida na Terra, as adaptações, transformações e inovações demonstradas pelos organismos, evidenciam-nos fenômenos e uma temporalidade que em muito transcende a dimensão da existência humana, marcada pelo surgimento e desaparecimento de continentes, bem como catástrofes ecológicas que levaram à extinção incontáveis espécies animais e vegetais. A presente edição do livro Paleontologia apresenta os diversos grupos que existiram no últimos 3,8 bilhões de anos, além dos contextos geológico e paleobiológico em que se inseriam.

PALEONTOLOGIA (3ª edição 2010) encontra-se dividido em três volumes. O primeiro abrange os conceitos e métodos para o estudo dos fósseis. No segundo volume encontram-se aspectos relativos aos Paleoinvertebrados e Microfósseis. Já o terceiro volume apresenta os Paleovertebrados e a Paleobotânica.

Estes livros, contam-nos a instigante história geológica da vida. Tratam-se de obras destinadas a todos aqueles que desejam ampliar seus conhecimentos sobre a diversidade e transformações pelas quais passou o mundo orgânico no decurso do tempo profundo.




Algumas das ilustrações contidas nos livros.


Formato 21x28 cm, BROCHURA:

          - Vol. 1: 734 páginas;

          - Vol. 2: 532 páginas;

          - Vol. 3: 430 páginas.

Total: 1.696 páginas.



*   *   *   *   *

19 junho 2026

THE GATES OF HELL! OS PORTÕES DO INFERNO!




POÇO DE DARVAZA - THE GATES OF HELL! OS PORTÕES DO INFERNO! A Cratera de Darvaza, conhecida como a "Porta do Inferno" no Turcomenistão, é governada por uma combustão contínua de metano CH{4} alimentada por pressão geológica e correntes de convecção térmica.


Abaixo está a análise direta dos processos físicos e químicos que mantêm a cratera em chamas há décadas.

Química: A Reação de Combustão
O principal motor químico da cratera é a queima do gás natural.
  • Reação principal: O metano reage com o oxigênio atmosférico O{2}, gerando dióxido de carbono CO{2}, vapor de água H{2}O e liberação massiva de calor.
  • Equação química: CH{4}(g) + 2O{2}(g) → CO{2}(g) + 2H{2}O(g) + ΔH
  • Termodinâmica: Trata-se de uma reação altamente exotérmica ΔH aprox. -890 kJ/mol, o que significa que ela produz seu próprio calor para continuar ativa.
  • Combustão incompleta: Devido à variação na oferta de oxigênio dentro das frestas das rochas, ocorre combustão incompleta, produzindo monóxido de carbono CO e fuligem (carbono puro).
  • Impurezas: O gás da região contém traços de sulfeto de hidrogênio H{2}S, que confere o cheiro característico de "ovo podre" nos arredores.

Equação química.

Física: Termodinâmica e Dinâmica de Fluidos
A física da cratera explica como o gás se espalha e por que o fogo não se apaga.

  • Pressão geológica: O metano está confinado em reservatórios subterrâneos sob alta pressão. Ele escapa continuamente para a superfície através das fraturas geradas pelo colapso do solo.
  • Correntes de convecção: O ar quente gerado pelas chamas sobe rapidamente por ser menos denso. Isso cria uma zona de baixa pressão na base da cratera, que suga constantemente o ar frio e rico em oxigênio das laterais, alimentando o fogo.
  • Transferência de calor: O calor se propaga por radiação térmica (aquecendo o ar ao redor) e condução pelas rochas, que atingem temperaturas superiores a 400 graus centígrados nas paredes internas.


Cratera de Darvaza

A cratera de gás de Darvaza (em turcomano: Jähennem derwezesi, Җәхеннем дервезеси), também conhecida como "Porta do Inferno", é um antigo local de exploração de gás natural situado no deserto de Karakum, perto da pequena vila de Darvaza, no Turcomenistão, a cerca de 260 km ao norte de Ashgabat. O deserto, que cobre 70% do país, ou 350.000 km², é muito rico em petróleo e gás natural. A cratera tem entre 60 e 70 m de diâmetro e cerca de 30 m de profundidade, e a temperatura em seu interior chega a 400 °C. O odor acre de enxofre queimado impregna a área.

Em 2025, as autoridades afirmaram que o tamanho do incêndio havia sido reduzido a um terço do seu tamanho original durante um período não especificado, enquanto vários poços foram perfurados ao redor da cratera para capturar metano. Em agosto, a cratera, outrora considerada a principal atração turística do país, tinha apenas alguns pequenos focos de incêndio ativos.


História

Em 1971, durante a exploração de gás natural, geólogos soviéticos viram seus equipamentos e tendas serem acidentalmente engolidos pela terra. Eles haviam descoberto uma caverna subterrânea repleta de gás natural. Temendo que a cratera causasse o vazamento de vários gases naturais perigosos, a equipe decidiu atear fogo nela, estimando que se extinguiria em poucos dias. No entanto, o fogo queima continuamente desde então. Houve tentativas de extinguir o incêndio, mas sem sucesso.



How the Soviets accidentally discovered the 'Gates of Hell' - BBC REEL.



*  *  *  *  *

20 fevereiro 2026

Ma Mega-annum

A sigla Ma não é uma unidade oficial do Sistema Internacional de Unidades (SI). Ela é utilizada em geologia e astronomia como uma abreviação para "Mega-annum", representando um milhão de anos (1.000.000 anos, 106 anos). Embora baseada no sistema métrico, não é uma unidade básica ou derivada recomendada oficialmente. 


Andrômeda está a cerca de 2,54 milhões de anos-luz (2,54 Ma) de distância da Terra.


Detalhes importantes

  • Significado: Mega (prefixo SI para 106) + annum (ano).
  • Uso: Principalmente em datações geológicas (ex: a extinção dos dinossauros ocorreu há ~66 Ma).
  • SI (Sistema Internacional): O SI utiliza o segundo (s) para tempo. O ano não é uma unidade SI, embora seu uso seja aceito em contextos específicos.
  • Alternativas oficiais: Dependendo do contexto, pode-se usar 106 anos ou converter para segundos, embora seja pouco prático para geologia. 


Ano-luz

O ano-luz é uma unidade de comprimento usada para expressar distâncias astronômicas e é equivalente a cerca de 9,461 trilhões de quilômetros (9,461×1012 km). Conforme definido pela União Astronômica Internacional (IAU), um ano-luz é a distância que a luz viaja no vácuo em um ano juliano (365,25 dias). Por incluir a palavra "ano", o termo ano-luz às vezes é mal interpretado como uma unidade de tempo.


10 anos luz.


1 ano luz = 9.460.730.472.580.800 metros (exatamente)

≈ 9,461 trilhão de quilômetros

≈ 63241,077 unidades astronômicas

≈ 0,306601 parsecs


1 ano luz em quilômetros.



*     *     *     *     *


Veja também: ESCALA DE TEMPO GEOLÓGICO COMPLETA / COMPLETE GEOLOGICAL TIME SCALE.



*     *     *     *     *

27 outubro 2025

A ERUPÇÃO DO VULCÃO VESÚVIO EM 79 d.C.

VESÚVIO EM 79 d.C.


Antes da erupção vulcânica de 79 d.C., o Vesúvio era uma montanha adormecida, sem nome. As cidades ao seu redor, como Pompeia, viviam uma era de prosperidade, com uma vida urbana vibrante, arquitetura avançada e atividades comerciais e culturais intensas. Embora não soubessem que era um vulcão, as cidades já tinham experimentado terremotos como o de 63 d.C., que foram sinais de alerta ignorados pelos habitantes.


O pior dia de Pompeia e Herculano.


LINHA DO TEMPO

Erupção (13h00)

A pressão acumulada na câmara magmática levou à formação de um material semelhante à espuma dentro da rocha derretida. Quando essa pressão se tornou insuportável, a rocha que selava a boca do Vesúvio explodiu e o vulcão irrompeu em uma coluna de gás super aquecido e pedra-pomes que alcançou altitudes de até vinte milhas.

A coluna era visível em toda a Baía, mas muitos em Pompeia continuaram suas atividades cotidianas sem perceber a gravidade da situação. Em Herculano, no entanto, os habitantes sentiram com maior intensidade os tremores e foram os primeiros a testemunhar relâmpagos vulcânicos decorrentes da explosão.


30 minutos após a erupção (13h30)

À medida que a erupção prosseguia, os detritos lançados pela coluna começaram a perder força. Embora normalmente o vento levasse as cinzas para longe da cidade, nesse dia específico, as nuvens começaram a se deslocar diretamente sobre Pompeia. Com o aumento da altura da coluna, as cinzas ferventes se misturaram ao ar fresco e solidificaram-se em pedras de pedra-pomes que começaram a cair sobre a cidade.

A chuva contínua de pedra-pomes durou quase todo o período da erupção. Embora essas pedras leves causassem pouco dano imediato, elas cobriram ruas e telhados com uma camada espessa de cinzas. Por serem flutuantes na água, podiam ser vistas nos poços e fontes públicas, levando os cidadãos a acreditar que eram inofensivas. Contudo, entre as pedras mais leves estavam rochas vulcânicas densas e frias que caíam com velocidades superiores a duzentas milhas por hora — essas causaram as primeiras fatalidades entre os habitantes.

Conforme as nuvens avançavam pelo céu, o sol foi encoberto gradualmente por escuridão crescente. A cidade de Stabiae observava ansiosamente enquanto se aproximava a nuvem ameaçadora; Herculano permaneceu livre das chuvas de pedra-pomes, mas ficou sob efeito dos terremotos que aterrorizavam seus cidadãos.

No outro lado da Baía, Plínio, o Jovem foi despertado por sua mãe ao observarem juntos a imensa coluna que agora tomara forma semelhante à de um pinheiro-ombra. Seu tio Plínio, o Velho era almirante da frota baseada em Misenum e também um naturalista curioso. Assim que avistou a erupção, ordenou que um pequeno barco fosse preparado para estudar o fenômeno mais de perto.


1 hora após a erupção (14h00)

Pouco depois da explosão inicial, Pompeia mergulhou na escuridão total enquanto continuava a chuva incessante das pedras-pomes. O pânico tomou conta dos cidadãos que tentavam desesperadamente deixar a cidade pela Porta Marina. A quantidade massiva de pessoas tentando escapar obstruiu completamente os portões.

No acampamento naval em Misenum, Plínio estava prestes a lançar seu barco quando recebeu notícias alarmantes por meio de um mensageiro enviado por Rectina. Ela pedia ajuda, pois estava presa em Stabiae junto com outros moradores incapazes de fugir pelo mar devido às más condições climáticas.

Diante dessa urgência, Plínio ordenou que toda sua frota estivesse pronta para lançar-se ao mar e ajudar nas operações de resgate.


3 horas após a erupção (16h00)

No céu acima do Vesúvio, partículas de magma colidiam gerando relâmpagos vulcânicos visíveis à distância.


4 horas após a erupção (17h00)

A primeira estrutura começou a desabar sob o peso das pedras acumuladas nas coberturas das casas em Pompeia. O fornecimento de água tornou-se escasso; os poços estavam obstruídos pelas cinzas deixadas pela erupção e não havia acesso à água potável.

No porto em Misenum, Plínio lançou sua frota ao mar; seu sobrinho decidiu ficar para continuar seus estudos — uma escolha pela qual seu tio ficou desapontado inicialmente, mas cujas anotações seriam cruciais para registrar os eventos da tragédia.


5 horas após a erupção (18h00)

A frota cruzou pela Baía enfrentando tempestades compostas por cinzas e detritos ardentes ao passar por Herculano, onde os cidadãos tentavam sinalizar por socorro. Apesar das condições adversas no mar devido aos ventos contrários e chuvas intensas dos detritos vulcânicos acumulados no ar sobre eles.


6 horas após a erupção (19h00)

A coluna acima do Vesúvio havia alcançado alturas inimagináveis; nas ruas desertas de Pompeia restavam apenas animais abandonados amarrados nas calçadas. Aqueles que haviam decidido buscar abrigo nas casas agora estavam presos sob os escombros à medida que as estruturas começaram a sucumbir sob o peso das cinzas.


8 horas após a erupção (21h00)

Pela manhã seguinte, Plínio chegou ao porto em Stabiae onde encontrou seu amigo Pomponianus pronto para partir, mas impossibilitado pela força do vento contrário — assim como todos os demais na costa.


13 horas após a erupção (01h00)

A coluna começou então sua queda; parte dela desabou enviando uma onda quente e mortal rumo Herculano, onde muitos habitantes aguardavam socorro na praia sem saber do perigo iminente — sendo incinerados instantaneamente sob temperaturas extremas quando as nuvens quentes os alcançaram.


16 horas após a erupção (04h00)

A segunda onda colapsou totalmente; novas camadas sufocaram Herculano enquanto outra onda tóxica atingiu Pompeia — criando um cenário apocalíptico onde qualquer sobrevivente remanescente sucumbiu aos gases venenosos ou às cinzas sufocantes.


A Tragédia Final

Pelo amanhecer seguinte muito pouco restava das vidas outrora vibrantes nessas cidades: recursos foram mobilizados desde Roma para tentar auxiliar aqueles que haviam sobrevivido aos desastres naturais, mas encontraram apenas ruínas onde antes havia vida — fazendo com que esse evento fosse não apenas uma tragédia humana mas também uma lição histórica eterna sobre as forças poderosas da natureza.


"O Último Dia de Pompeia", pintura de Karl Brullov, 1830 - 1833.



*     *     *


A ERUPÇÃO DO VESÚVIO / THE ERUPTION OF VESUVIUS;


*     *     *

07 junho 2025

PHOTON (2017) SCIENCE MOVIE - Documentary

Photon 2017


Egypt, France, Italy, Poland, United States.


PHOTON poster.


"Photon" is a Polish science documentary and animation film that explores the history of the universe from the Big Bang to the present day, culminating in a glimpse into a post-human future. It examines the origins of matter, the development of life, and the potential future of humanity, often referencing the work of theoretical physicist David Deutsch. The film combines documentary, fictional, and animated sequences to deliver its message. 


CLICK HERE TO WATCH PHOTON.


Here's a more detailed breakdown:


  • The Big Bang to Now: The film begins with the formation of matter and the origins of life, using visual explanations and analogies to make complex scientific concepts accessible.
  • Humanity and Technology: It delves into the biological basis of human behavior and raises questions about free will, drawing on scientific research and everyday examples.
  • The Future of Humanity: The film speculates on the future of the human race, envisioning a closer intertwining of humans and technology, and the eventual fate of civilization and the universe.
  • Visuals and Style: "Photon" employs visually striking and often abstract imagery to convey its scientific message, combining documentary footage with animated sequences.




Scenes from the movie PHOTON.



*   *   *   *   *

08 abril 2024

CURVATURA DA TERRA


Terra: formação geoide, muito próxima de uma esfera.


SOBRE A CURVATURA DA TERRA


Vejam nestes links que ajudam:

https://www.gps.gov/;
https://techterms.com/definition/gps;
https://www.nasa.gov/directorates/heo/scan/communications/policy/GPS.html;
https://www.obaricentrodamente.com/2011/06/o-pendulo-de-foucault.html
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/a-terceira-lei-newton-relacao-entre-forcas-peso-normal.htm
https://roberto-furnari.blogspot.com/2018/07/keplers-laws-leis-de-kepler.html
https://roberto-furnari.blogspot.com/2018/07/idade-da-terra-4543-bilhoes-de-anos.html
https://www.oficinadanet.com.br/post/15974-10-gifs-para-entender-melhor-a-ciencia
https://www.sciencenews.org/article/great-american-solar-eclipse-wave-atmosphere



Eclipse solar em 21 de agosto de 2017 registrado pelo satélite artificial DSCOVR.



A Terra é uma formação geoide que aparece aqui em uma representação propositalmente acentuada das diferenças de cotas para facilitar a compreensão, com as cotas mais altas em vermelho e as cotas mais baixas em azul. Mesmo assim, a forma da Terra se aproxima muito à de um globo.



*  *  *  *  *  *  *