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BRAVE NEW WORLD / ADMIRÁVEL MUNDO NOVO / UN MUNDO FELIZ (Part 2 of 2)

THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE -  CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....

11 dezembro 2025

◙ NETUNO / NEPTUNE (Part 2 of 3)

Estrutura interna

Estrutura interna de Netuno


Juntamente com Urano, Netuno pertence à classe dos gigantes gasosos, pois possui uma grande massa de compostos voláteis que são encontrados sob a forma de gelo nas regiões longínquas do Sistema Solar. Além disso, os modelos que descrevem a composição interna dos dois planetas são bastante semelhantes entre si. Enquanto que nos dois maiores gigantes gasosos, Júpiter e Saturno, hidrogênio e hélio compõem a maior parte da massa dos planetas, em Netuno estes elementos são abundantes somente na atmosfera, cuja espessura estimada é de cinco mil quilômetros.



Estrutura interna de Netuno.


Embora possua dimensões ligeiramente menores, Netuno possui massa maior do que a de Urano, pelo fato de que a massa específica de Netuno é de 1,64 g/cm³ em comparação com 1,3 g/cm³ de Urano. Infere-se, a partir da densidade do planeta (não tão leve para ser composto por gases leves nem tão pesado para ser composto de silicatos e metais) que seja formado predominantemente por água, metano e amônia. Embora essas substâncias sejam conhecidas como "gelos", não estão necessariamente em estado sólido no interior do planeta. Possivelmente estes compostos estão mais comprimidos no interior do planeta, o que aumenta sua densidade, o que poderia ser causado também pelo maior teor de compostos rochosos nas suas camadas internas.


A observação do planeta em infravermelho evidencia a emissão de energia térmica do planeta, muito superior à energia recebida do Sol.


Netuno provavelmente possui um núcleo de material rochoso de massa similar à da Terra, cuja temperatura deve ser superior a 5 100 °C, possivelmente maior do que o núcleo de Urano. Ao seu redor, existiria um grande "oceano", uma camada formada principalmente por oxigênio, nitrogênio, carbono e hidrogênio, mantidos sob grande pressão e temperatura. Contudo o termo não implica que exista necessariamente uma camada líquida no planeta, mas na verdade uma região onde estes elementos podem ser encontrados em átomos isolados ou formando substâncias químicas, principalmente água, metano e amônia. Não se sabe, contudo, a proporção desses elementos na constituição do planeta. Uma quantidade superior de hidrogênio poderia implicar sua manifestação com características metálicas, o que permitiria o fluxo de corrente elétrica e influenciaria o campo magnético. Reações químicas podem ocorrer também entre os elementos químicos e substâncias, que teriam como produtos, por exemplo, hidrogênio molecular, que subiria para a atmosfera e diamante, que afundaria em direção ao núcleo.

O fluxo térmico de Netuno possui um fator de 2,6, ou seja, o planeta emite 2,6 vezes mais energia térmica do que recebe do Sol. Por isso, a atividade convectiva da atmosfera é influenciada pela energia proveniente do interior do planeta, sendo determinante para explicar a grande variabilidade dos eventos meteorológicos observados. Nos planetas terrestres, a fonte de calor do núcleo provém do decaimento radioativo, enquanto, em Júpiter, a energia térmica provém da condensação e movimento interno do gás hélio. Contudo, os elementos radioativos são pouco abundantes nos confins do Sistema Solar, bem como a quantidade de hélio na composição total do planeta é pouco significativa. Desta forma, não há até o presente momento explicação para a origem da energia interna adicional do planeta. Um processo de diferenciação planetária nas camadas do manto de Netuno poderia contribuir para a liberação de energia térmica.



Combinação de observações no comprimento de onda visível e infravermelho próximo permitem identificar as bandas onde o gás metano é mais abundante (em azul) e a presença de nuvens que refletem o infravermelho (em vermelho). Os quatro pontos ao redor do planeta são os satélites naturais Proteu (o mais brilhante), Larissa, Galatea e Despina.


Atmosfera

A atmosfera de Netuno é, sob diversos aspectos, similar à de Urano. Contudo sua dinâmica apresenta-se em uma complexa configuração de fortes ventos que varrem o planeta, além da formação de tempestades ciclônicas e de nuvens, com características visuais claramente visíveis. Assim como os demais planetas gigantes, Netuno não possui uma superfície visível e definida, por isso as altitudes na atmosfera são medidas a partir do referencial cuja pressão é de 1 bar. A partir deste nível de referência, a atmosfera estende-se até uma profundidade de cinco mil quilômetros, onde a pressão chega a cem mil bars.

A atmosfera superior de Netuno é composta por 79% de hidrogênio, cerca de 18% de hélio e a maior parte restante por metano, cuja presença confere a coloração azul anil do planeta, ao absorver a radiação vermelha incidente. Presume-se que algum outro componente da atmosfera de Netuno contribua para sua acentuada coloração, uma vez que Urano possui uma quantidade de metano similar em sua atmosfera, mas apresenta coloração mais clara. Esta camada observada representa somente uma pequena fração do planeta, correspondendo a cerca de 15% do raio do planeta.

A temperatura da atmosfera netuniana varia conforme a altitude. Na altitude cuja pressão equivale a 0,1 bar, a temperatura chega ao mínimo de 50 K (-223 °C), e sobe conforme a pressão diminui, ou seja, conforme a altitude aumenta, atingindo até 327 °C a uma pressão de centenas de bilionésimos de bar, o que equivale a uma altitude de 2 200 quilômetros acima do nível de referência de 1 bar. Abaixo do nível de pressão de 0,1 bar, a temperatura aumenta conforme a pressão aumenta. No nível de referência de 1 bar, a temperatura média é de 74 K (-199,15 °C). A alta temperatura da camada superior da atmosfera, embora seja comum em todos os outros planetas gigantes, ainda permanece um mistério, pois não pode ser provocada pela radiação ultravioleta solar, devido à grande distância ao Sol. Possivelmente está relacionada ao comportamento do campo magnético do planeta.



Netuno é coberto por uma névoa semitransparente capaz de espalhar a luz solar (em vermelho), nas camadas mais altas da atmosfera (cores falsas).


Com base nas temperaturas, a atmosfera pode ser dividida em camadas. Desde a parte mais profunda da atmosfera até o nível onde ocorrem as menores temperaturas (onde a pressão é de 0,1 bar) encontra-se a troposfera, onde normalmente ocorrem névoas e nuvens. Limitada pela tropopausa, a camada imediatamente seguinte é a estratosfera, na qual a temperatura cresce com a altitude até a mesosfera. Acima desta, está a termosfera, onde a pressão é da ordem de 10−6 microbar e altas temperaturas ocorrem, seguida pela exosfera, extremamente rarefeita.

O metano, embora não seja tão abundante, interfere na dinâmica da atmosfera netuniana. Ao serem atingidas pelos raios ultravioleta do Sol, as moléculas de metano se quebram por fotólise e formam hidrocarbonetos e polímeros, como etano e acetileno, que formam uma névoa. Esta névoa situa-se acima das camadas de nuvens de metano. Estas partículas caem para as profundezas da atmosfera, onde a temperatura e pressão são maiores, onde a abundância de hidrogênio propicia novamente a formação de metano que, por correntes convectivas, retorna às camadas superiores da atmosfera, estabelecendo assim um ciclo no qual a proporção de metano na atmosfera permanece constante.

Entretanto, a quantidade de metano na estratosfera é anormalmente alta, ao contrário do que preveem os modelos teóricos. As moléculas de metano teoricamente seriam levadas para as altas camadas pelas fortes correntes convectivas. Descobriu-se, no entanto, que a região polar sul do planeta é 10 °C mais quente que a temperatura média do planeta. Desta forma, o metano encontraria condições favoráveis para escapar para camadas altas da atmosfera, espalhando-se pela estratosfera. Esta temperatura está relacionada ao verão do hemisfério sul. Espera-se que quando o verão chegar no hemisfério norte, o mesmo ocorra na região polar oposta.


Dinâmica atmosférica

O planeta é varrido por fortes ventos que formam cinturões, de forma similar aos outros gigantes gasosos. Estas grandes faixas circulam paralelas ao equador do planeta, e seguem, em baixas latitudes, em direção retrógrada, oposta à rotação do planeta. Conforme o aumento da latitude a partir do equador, gradualmente revertem sua direção até se tornarem prógrados, no sentido de rotação do planeta, acima da latitude 70° norte e sul. Provavelmente, as correntes convectivas são ascendentes em latitudes médias e descendentes próximas ao equador e nos polos, alimentadas pela energia interna irradiada do núcleo do planeta.






Estações de Netuno. Observa-se um aumento da quantidade de nuvens no hemisfério sul, destacadas em branco.


Observações feitas ao longo de décadas tanto pela sonda Voyager, Telescópio Espacial Hubble e outros telescópios na Terra permitiram constatar mudanças de longo prazo que vêm ocorrendo na atmosfera do planeta. Em especial, notou-se um aumento da atividade atmosférica no hemisfério sul até o ano de 2003, quando a formação de nuvens atingiu seu máximo. A estratosfera do planeta também tem apresentado um gradual aumento da temperatura, por causas desconhecidas.

Por conta da inclinação de seu eixo de rotação em pouco mais de 28°, Netuno possui estações que duram aproximadamente quarenta anos, apesar da intensidade da luz solar que atinge o planeta ser 900 vezes menor que a no nosso planeta. A formação de nuvens no hemisfério sul do planeta estaria associada à chegada do verão, quando é máxima a radiação solar incidente. A intensidade das tempestades parece estar também ligada à gradual mudança de estação.

O planeta vem mostrando ainda um ligeiro aumento de brilho ao longo das últimas duas décadas devido à maior formação de nuvens, o que também deve estar relacionado à mudança de estação e à maior insolação no hemisfério sul. O maior aquecimento, em especial em altas latitudes, provoca correntes convectivas que leva o metano para as camadas altas da atmosfera, onde formam-se cristais que constituem as nuvens. Existem ainda evidências de que o ciclo de atividade solar, que se repete a cada onze anos, poderia também influenciar na maior ou menor quantidade de nuvens periodicamente.


Nuvens



Nuvens de metano fotografadas pela Voyager 2. Nota-se a sombra projetada pelas nuvens nas camadas de nuvens a cinquenta quilômetros abaixo.


A dinâmica atmosférica de Netuno é marcada por uma variedade de tipos de nuvens de rápida evolução que interferem na aparência e no fluxo térmico do planeta. O planeta apresenta bandas de circulação dos ventos tal como Júpiter ou Saturno, contudo são praticamente indistinguíveis visualmente. Em observações no comprimento de onda do infravermelho, entretanto, pode-se observar a existência de espessas faixas, estendendo-se por dezenas de graus de latitude e envolvendo todo planeta, além de apresentarem grande variação de largura ao longo de poucos anos.

Contrastando com a coloração azul do planeta, surgem nuvens de cristais de metano de coloração branca, análogas aos cirros formados por cristais de água na Terra. Possuem geralmente um curto período de existência, formando-se e dissipando-se em questão de horas. Localizam-se acima do nível de pressão de 1 bar, acima dos demais níveis de nuvens, sobre os quais projeta sombra. Nuvens deste tipo são comumente associadas a tempestades ciclônicas, tal como ocorreu em conjunto com a Grande Mancha Escura, possivelmente no nível de pressão de 0,1 bar. Estas nuvens são facilmente identificáveis quando observadas em infravermelho, pois refletem grande parte da radiação incidente neste comprimento de onda.

Modelos teóricos da atmosfera de Netuno preveem a localização de outras camadas de nuvens nas camadas internas da atmosfera do planeta, abaixo das camadas observadas pela Voyager 2. Devem ser formadas por sulfeto de hidrogênio e amônia entre 2 e 5 bar e cristais de água e hidrossulfeto de amônio entre 20 e 50 bar. Somente duas camadas de nuvem foram observadas diretamente, sendo a superior formada por metano e a inferior uma camada espessa e opaca, tratando-se possivelmente do topo da camada de nuvens de sulfeto de hidrogênio.


Tempestades



A Grande Mancha Escura, com nuvens de metano ao seu redor. Ao sul a Pequena Mancha Escura, outra tempestade ciclônica. Entre as duas, uma nuvem branca proeminente apelidada de Scooter. Fotografia realçada feita pela Voyager 2.


A visita da sonda Voyager 2 revelou que, mesmo apesar de estar extremamente longe do Sol, Netuno possui uma dinâmica atmosférica turbulenta, com fortes ventos e formações ciclônicas que evoluem rapidamente. Apresentam estruturas visualmente distintas, diferentemente de Urano. A velocidade média dos ventos que circulam o planeta em direção contrária ao movimento de rotação no equador é de cerca de 400 metros por segundo, e nos polos, em direção prógrada, cerca de 250 m/s, já muito superiores às velocidades dos ventos na Terra. Contudo, as maiores velocidades registradas no planeta atingem mais de 2 000 quilômetros por hora, sendo os mais rápidos registrados em todo o Sistema Solar. Esta dinâmica é causada principalmente pela energia interna irradiada do centro do planeta, produzindo correntes convectivas.

Uma das mais notáveis tormentas registradas foi a Grande Mancha Escura fotografada pela Voyager 2 ao passar pelo planeta. Comparável à Grande Mancha Vermelha de Júpiter, a mancha localizava-se a 30 graus ao sul do equador. Tratava-se de uma tormenta anticiclônica com 12 mil por 18 mil quilômetros de extensão, que diminuíram para 5 mil por 7 600 quilômetros após os oitos dias de observação da Voyager 2. Observações efetuadas poucos anos depois com o Telescópio Espacial Hubble mostraram que a Grande Mancha Escura havia desaparecido completamente, sem deixar nenhum vestígio. As tempestades ciclônicas no planeta parecem formar "buracos" nas camadas superiores de nuvens, revelando as camadas inferiores. Contudo, em 1994, o Hubble permitiu observar uma nova grande tempestade no outro hemisfério similar à observada pela Voyager 2, apelidada de Grande Mancha Escura do Norte, que durou por dois anos.

As fotografias da Voyager mostraram, ainda, um conjunto de nuvens brancas próximas à região da Grande Mancha Escura, mas que circulavam o planeta mais rápido, por isso foram apelidadas de Scooter. Ao sul da grande mancha existia outra tormenta de dimensões menores, nomeada Pequena Mancha Escura.



VEJA TAMBÉM


08 dezembro 2025

WISHBONE ASH (1970)

Wishbone Ash (1970) Wishbone Ash



PHOENIX (10 min. 27 sec.).



P H O E N I X

Bird rise high from the cinders
Leave it all behind
All the ruins and the fire

Bird raise your head from the ashes
Many men lay dead
You can see them like I

Phoenix rise
Raise your head to the sky



*     *     *     *     *

04 dezembro 2025

Maiden uniteD '1980 Live'

This video takes you back to an unforgettable October evening in 2023. A recording of Maiden uniteD ‘1980’ live  featuring Dennis Stratton (original Iron Maiden guitarist) on guitar and backing vocals, Doogie White (Rainbow, Yngwie Malmsteen, Michael Schenker Group) on vocals, Ricardo Gordo on Guitar, Joey Bruers on Bass, Michiel van den Boer on Hammond and Pim Goverde on Drums.

The raw emotion and camaraderie of these legendary musicians, blending their unique styles into a seamless tapestry of powerful but acoutic storytelling. This performance isn’t just a concert—it’s a journey through the heart of classic rock, delivered by a group of artists who live and breathe the music.


A recording of Maiden uniteD ‘1980’ live  featuring Dennis Stratton (original Iron Maiden guitarist).



00:00 Strange World

04:16 Charlotte the Harlot

08:30 Clive Burr tribute

09:20 Remember Tomorrow

15:54 Prowler

20:40 Transylvania

25:44 Sanctuary

29:30 Phantom of the Opera

35:00 The Phantom of the Opera  (Andrew Lloyd Weber)

36:53 Running Free



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24 novembro 2025

Frankenstein (1910 film)

Frankenstein

Frankenstein is a 1910 American short silent horror film produced by Edison Studios. It was directed by J. Searle Dawley, who also wrote the one-reeler's screenplay, broadly basing his "scenario" on Mary Shelley's 1818 novel Frankenstein; or, The Modern Prometheus. This short motion picture is generally recognized by film historians as the first screen adaptation of Shelley's work. The small cast, who are not credited in the surviving 1910 print of the film, includes Augustus Phillips as Dr. Frankenstein, Charles Ogle as Frankenstein's monster, and Mary Fuller as the doctor's fiancée.


Frankenstein 1910.


Described as "a liberal adaptation of Mrs. Shelley's famous story", the film shows young Frankenstein (his first name in the book, Victor, is never mentioned) discovering the "mystery of life" after two years at university. He gives life to a creature built by mixing different chemicals, and the monster follows Frankenstein back to his parents' house. The conclusion, completely different from Mary Shelley's book, shows the creature disappearing after seeing its own reflection in the mirror, and without killing Victor's younger brother or his fiancée Elizabeth, as happened in the novel.


Frankenstein 1910.


The film's plot description in a 1910 issue of the studio's trade periodical Edison Kinetogram provides considerable detail about the company's screen adaptation:

Frankenstein, a young student, is seen bidding his sweetheart and father goodbye, as he is leaving home to enter a college in order to study the sciences. Shortly after his arrival at college he becomes absorbed in the mysteries of life and death to the extent of forgetting practically everything else. His great ambition is to create a human being, and finally one night his dream is realized. He is convinced that he has found a way to create the most perfect human being that the world has ever seen. We see his experiment commence and the development of it. The formation of the hideous monster from the blazing chemicals of a huge cauldron in Frankenstein's laboratory is probably the most weird, mystifying and fascinating scene ever shown on a film. To Frankenstein's horror, instead of creating a marvel of physical beauty and grace, there is unfolded before his eyes and before the audience an awful, ghastly, abhorrent monster. As he realizes what he has done, Frankenstein rushes from the room, only to have the misshapen monster peer at him through the curtains of his bed. He falls fainting to the floor, where he is found by his servant, who revives him.

After a few weeks' illness, he returns home, a broken, weary man, but under the loving care of father and sweetheart he regains his health and strength and begins to take a less morbid view of life. In other words, the story of the film brings out the fact that the creation of the monster was only possible because Frankenstein had allowed his normal mind to be overcome by evil and unnatural thoughts. His marriage is soon to take place. But one evening, while sitting in his library, he chances to glance in the mirror before him and sees the reflection of the monster which has just opened the door of his room. All the terror of the past comes over him and, fearing lest his sweetheart should learn the truth, he bids the monster conceal himself behind the curtain while he hurriedly induces his sweetheart, who then comes in, to stay only a moment. Then follows a strong, dramatic scene. The monster, who is following his creator with the devotion of a dog, is insanely jealous of anyone else. He snatches from Frankenstein's coat the rose which his sweetheart has given him, and in the struggle throws Frankenstein to the floor. Here the monster looks up and for the first time confronts his own reflection in the mirror. Appalled and horrified at his own image he flees in terror from the room. Not being able, however, to live apart from his creator, he again comes to the house on the wedding night and, searching for the cause of his jealousy, goes into the bride's room. Frankenstein, coming into the main room, hears a shriek of terror, which is followed a moment after by his bride rushing in and falling in a faint at his feet. The monster then enters and after overpowering Frankenstein's feeble efforts by a slight exercise of his gigantic strength leaves the house.

Here comes the point which we have endeavored to bring out, namely: That when Frankenstein's love for his bride shall have attained full strength and freedom from impurity it will have such an effect upon his mind that the monster cannot exist. This theory is clearly demonstrated in the next and closing scene, which has probably never been surpassed in anything shown on the moving picture screen. The monster, broken down by his unsuccessful attempts to be with his creator, enters the room, stands before a large mirror and holds out his arms entreatingly. Gradually, the real monster fades away, leaving only the image in the mirror. A moment later Frankenstein himself enters. As he stands directly before the mirror we are amazed to see the image of the monster reflected instead of Frankenstein's own. Gradually, however, under the effect of love and his better nature, the monster's image fades and Frankenstein sees himself in his young manhood in the mirror. His bride joins him, and the film ends with their embrace, Frankenstein's mind now being relieved of the awful terror and weight it has been laboring under for so long.



**  ***  **  *

23 novembro 2025

Loreena McKennitt - Prospero's speech


Prospero's speech - 1994.


LYRICS

Now my charms are all o'erthrown,
And what strength I have's mine own;
Which is most faint; now t'is true,
I must here be confined by you,
Or sent to Napels. Let me not,
Since I have my dukedom got
And pardoned the deceiver, dwell
In this bar island by your spell;
But release me from my bands
With the help of your good hands.
Gentle breath of yours my sails
Must fill, or else my project fails,
Which was to please. Now I want
Spirits to enforce, art to enchant;
And my ending is despair,
Unless I be relieved by prayer,
Which pierces so that it assaults
Mercy itself and frees all faults.
As you from your crimes would pardon'd be,
Let your indulgence set me free.

Lyrics by William Shakespeare

Music by Loreena McKennitt


THE TEMPEST

The Tempest is a play by William Shakespeare, probably written in 1610–1611, and thought to be one of the last plays that he wrote alone. After the first scene, which takes place on a ship at sea during a tempest, the rest of the story is set on a remote island, where Prospero, a magician, lives with his daughter Miranda, and his two servants: Caliban, a savage monster figure, and Ariel, an airy spirit. The play contains music and songs that evoke the spirit of enchantment on the island. It explores many themes, including magic, betrayal, revenge, forgiveness and family. In Act IV, a wedding masque serves as a play-within-a-play, and contributes spectacle, allegory, and elevated language.


1610–1611 The Tempest - William Shakespeare.


Although The Tempest is listed in the First Folio as the first of Shakespeare's comedies, it deals with both tragic and comic themes, and modern criticism has created a category of romance for this and others of Shakespeare's late plays. The Tempest has been widely interpreted in later centuries. Its central character Prospero has been identified with Shakespeare, with Prospero's renunciation of magic signaling Shakespeare's farewell to the stage. It has also been seen as an allegory of Europeans colonizing foreign lands.

The play has had a varied afterlife, inspiring artists in many nations and cultures, on stage and screen, in literature, music (especially opera), and the visual arts.


PROSPERO (character)

Prospero (/ˈprɒspəroʊ/ PROS-pər-o) is a fictional character and the protagonist of William Shakespeare's The Tempest.

Twelve years before the play begins, Prospero is usurped from his position as the rightful Duke of Milan by his brother Antonio, who puts Prospero and his three-year-old daughter Miranda to sea on a "rotten carcass" of a boat to die. Prospero and Miranda survived and found exile on a small island inhabited mostly by spirits. Prospero learned sorcery from books, and uses it to protect Miranda.

Before the play begins, Prospero freed the magical spirit Ariel from entrapment within "a cloven pine". Ariel is beholden to Prospero after he is freed from his imprisonment inside the pine tree. Prospero then takes Ariel as a slave. Prospero's sorcery is sufficiently powerful to control Ariel and other spirits, as well as to alter weather and even raise the dead: "Graves at my command have waked their sleepers, oped, and let 'em forth, by my so potent Art." - Act V, scene 1.

On the island, Prospero becomes master of the monster Caliban, the son of a malevolent witch named Sycorax, and forces Caliban into submission by punishing him with magic if he does not obey.


PROSPORO'S SPEECH

The Tempest is believed to be the last play Shakespeare wrote alone. In this play there are two candidate soliloquies by Prospero which critics have taken to be Shakespeare's own "retirement speech".

One speech is the "Our revels now are ended" or "Cloud-capp'd towers..." speech:


Our revels now are ended: These our actors—,
As I foretold you—, were all spirits and
Are melted into air, into thin air;
And, like the baseless fabric of this vision,
The cloud-capp'd towers, the gorgeous palaces,
The solemn temples, the great globe itself,
Yea, all which it inherit, shall dissolve
And, like this insubstantial pageant faded,
Leave not a rack behind: we are such stuff
As dreams are made on, and our little life
Is rounded with a sleep. — The Tempest, Act 4, Scene 1


The final soliloquy and epilogue is the other candidate.


Now my charms are all o'erthrown,
And what strength I have's mine own,
Which is most faint: now, 'tis true,
I must be here confined by you,
Or sent to Naples. Let me not,
Since I have my dukedom got
And pardon'd the deceiver, dwell
In this bare island by your spell;
But release me from my bands
With the help of your good hands:
Gentle breath of yours my sails
Must fill, or else my project fails,
Which was to please. Now I want
Spirits to enforce, art to enchant,
And my ending is despair,
Unless I be relieved by prayer,
Which pierces so that it assaults
Mercy itself and frees all faults.
As you from crimes would pardon'd be,
Let your indulgence set me free.



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22 novembro 2025

MAN OF SORROWS

Man of Sorrows - Bruce Dickinson


Bruce Dickinson - Man of Sorrows 1992 version.



Here, in a church, a small boy is kneeling
He prays to a god he does not know, he cannot feel
All of his sins of childhood he will remember
He will not cry, tears he will not cry

Man of sorrows, I won't see your face
Man of sorrows, you left without a trace
His small boy wonders, what was it all about?
Is your journey over - has it just begun?

Vision of a new world from the ashes of the old
"Do what thou wilt!", he screams from his cursed soul
A tortured seer, a prophet of our emptiness
Wondering why, wondering why...

Man of sorrows, I won't see your face
(I won't see your face)
Man of sorrows, you left without a trace
His small boy wonders, what was it all about?
Is your journey over - has it just begun?

A man of sorrows, wrecked
With thoughts that dare not speak their name
Trapped inside a body, made to feel only guilt and shame
His anger all his life - "I hate myself!", he cried
"Do what thou wilt!"
"Do what thou wilt!", he cried

Man of sorrows, I won't see your face
(I won't see your face)
Man of sorrows, you left without a trace
(left without a trace)
His small boy wonders, what was it all about?
Is your journey over - has it just begun?

Man of sorrows, I won't see your face
(I won't see your face)
Man of sorrows, you left without a trace
(left without a trace)
His small boy wonders, what was it all about?
Is your journey over - has it just begun?

Has it just begun?



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20 novembro 2025

...Where The Groupies Killed The Blues

Lucifer's Friend

...Where The Groupies Killed The Blues

Studio album, released in 1972


Where The Groupies Killed the Blues (5:07).


Onward marching to the "Rock of Ages"
Torn-off pages from a magazine
Soldiers fading from the Earth - degrading
Sun's lost out to margarine

Kingdoms, empires read in tea-leaves
Everybody fold your hands upon your heads
And hear the news
Somebody somewhere somehow sometime
Looked behind the Arass
Where the groupies killed the blues

             Heavy sounds in the summertime - ooh -
             Chicago learns that black is black
             Heavy ground all along the Berlin line
             Humpety Dumpety Won't Go back
             Poni mai

Classrooms and Sunday school
Where Jesus saved the world
Kingsize and extra cool
And when the smoke unfurled
Straight lanes of lemon trees
Where Palestine prayed on its bended knees
To mankind

Subway moonlight for a flight of fancy
To a smiling face gone underground
Advertising 'stead of law revising
Pay your money, stick around

Pilgrim soldiers on a trip to nowhere
With a one-way ticket in their hands
Soap Suds Sliding to the Foam Crest Riding
Palestine: whose promised land?


Lucifer's Friend (1972) ...Where The Groupies Killed the Blues.


Songs / Tracks Listing

1. Hobo (4:15)
2. Rose in the Vine (8:19)
3. Mother (7:25)
4. Where The Groupies Killed the Blues (5:07)
5. Prince of Darkness (5:37)
6. Summerdream (8:56)
7. Burning Ships (4:32)


Line-up / Musicians

  • John Lawton / lead vocals
  • Peter Hesslein / electric & acoustic guitars, percussion, vocals
  • Peter Hecht / organ, piano, electric piano, Mellotron, Moog, string & brass arrangements
  • Dieter Horns / bass, bass-fiddle
  • Joachim Rietenbach / drums, percussion



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19 novembro 2025

COMPACT DISC TECHNOLOGY

Introducing the amazing Compact Disc - Retro vintage 80s technology


To watch on YouTube, click here.


When the first compact discs arrived on the Australian market in 1983, they ranged in price from $900-$1800. The price didn’t hold back the rapid adoption of the technology.

Subscribe to ABC Science YouTube 👉 https://ab.co/2YFO4Go



Towards 2000 debuted on the ABC in 1981. It was a half-hour program showcasing developments and inventions in science and technology. One of the early highlights was this report about the imminent arrival of the next big thing in home entertainment – the compact disc. 

This technology was considered so exciting that three of the show’s presenters, Sonia Humphrey, Iain Finlay and Jeff Watson combined to tell the story.  It’s worth watching just to see them in their 1982 sartorial elegance, but it’s also a treat to hear the use of words such as “radiogram”, and “gramophone”, and “micro-groove long-playing record”  which you don’t hear so much anymore…

The compact disc was popular in its heyday. But as Sonia put it in her closing remarks, there was an even better technology on the horizon.   

“The Compact Disc may well rule the roost – at least until someone perfects a method of putting Beethoven’s 9th on a silicon chip. Don’t laugh, I’m assured that that day, in fact, is not too far off…” 


This is an official Australian Broadcasting Corporation YouTube channel. 

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Contributions may be removed if they violate ABC's Online Conditions of Use http://www.abc.net.au/conditions.htm (Section 3).



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16 novembro 2025

Lunar Module Guidance Computer

Restorers Try to Get Lunar Module Guidance Computer Up and Running | WSJ


In 1976 in a warehouse in Texas, Jimmie Loocke bought two tons of scrapped NASA equipment. Years later he realized it included a computer from an Apollo lunar module, like the one used to guide the lander to the surface of the moon during Apollo 11. Fifty years after that mission, computer restoration experts in Silicon Valley are trying to get his computer working again.



Restorers Try to Get Lunar Module Guidance Computer Up and Running | WSJ.


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15 novembro 2025

SEQUÊNCIA DE FIBONACCI

Sequência de Fibonacci e o Número de Ouro


Sequência de Fibonacci e o Número de Ouro - Maurício Zahn.


O livro destaca a presença da matemática e da beleza natural em elementos do cotidiano e do universo:

  • A beleza e os padrões matemáticos que se escondem por trás de elementos simples, como um girassol, as pétalas de uma flor, um caracol e até mesmo uma galáxia.
  • As conexões entre a simplicidade da natureza e a complexidade da matemática subjacente. 

Em essência, o livro busca revelar a harmonia e a lógica matemática (especificamente a sequência de Fibonacci e a proporção áurea) que regem e organizam o mundo natural e o universo ao nosso redor.



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13 novembro 2025

HELIODON movimento aparente do Sol

HELIODON

Heliodon é um equipamento utilizado para simular o movimento aparente do Sol, em qualquer local da Terra, para ajustar o ângulo entre uma superfície plana e um feixe de luz e assim combinar o ângulo entre um plano horizontal em uma latitude específica e o feixe solar. Heliodons são usados por arquitetos e estudantes da arquitetura, além de outras áreas e profissões. Colocando-se um edifício modelo (maquete) no heliodon e fazendo incidir sobre ele uma fonte luminosa, conforme os ângulos solares, o observador pode ver como o edifício se comporta em relação ao Sol em várias datas e horas do dia:


Princípio de funcionamento de um Heliodon.


Heliodon de Analemas.


A terra é uma esfera no espaço que intercepta constantemente um cilindro de raios (radiação) paralelos oriundos do Sol. Estes raios, ao atingirem a crosta terrestre, formam os ângulos solares que são determinados em função:

  • das coordenadas de latitude e longitude do local, que dá sua posição no globo terrestre;
  • da hora no local (fuso horário);
  • da data ou estação do ano.

O uso principal de um heliodon, em arquitetura, é como um facilitador no entendimento do fenômeno do movimento aparente do Sol.

Pode ser usado também em outras áreas tais como na geografia, física, astronomia, navegação e muitas outras, que necessitem ou simular ou se orientar pela posição solar ou ainda seu efeitos, ou seja, a iluminação natural ou as sombras projetadas pelo Sol.

  • Diz-se que é movimento aparente do Sol porque do ponto de observação dos habitantes da Terra, esta parece estática, dando a impressão de que é o Sol que se movimenta em relação a ela, quando na realidade ocorre o contrário. Os movimentos da Terra são a rotação - giro em torno de seu eixo, que dura 24 horas e leva à existência de dias e noites, e a translação - órbita elíptica em torno do Sol, que dura um ano, e, junto com a inclinação do eixo terrestre, leva à existência das diferentes estações.



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12 novembro 2025

BRAÇOS DE GALÁXIAS ESPIRAIS

Braços de galáxias espirais


As galáxias espirais são caracterizadas por seus braços. A maioria das galáxias espirais têm 2 ou 4 braços.


NGC1097 [NASA, JPL-Caltech, SINGS Team (SSC)].



NGC1097 [NASA, JPL-Caltech, SINGS Team (SSC)].


M101 [Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, U. Arizona].


Nas galáxias espirais, as estrelas e o gás que estão no disco, giram em torno do centro galáctico com a mesma velocidade em km/s. Assim, as estrelas mais próximas do centro completam uma volta mais rapidamente do que as estrelas mais distantes. Isto é chamado de rotação diferencial.


Os braços não são compostos pelas mesmas estrelas. Se fossem, eles se enrolariam sempre e acabariam desaparecendo devido à rotação diferencial das estrelas do disco.

Na animação ao lado, cada braço tem uma cor diferente para facilitar sua identificação.


A espiral em uma galáxia é como uma onda que se propaga no disco. A forma da espiral não muda, isto é, o padrão espiral gira como um corpo sólido (mas não é sólido!).


Os braços espirais e as estrelas não giram da mesma forma. Na região mais central, as estrelas giram mais rápido do que os braços. Na região mais externa o braço gira mais rápido do que as estrelas. Onde os braços e as estrelas giram com a mesma velocidade é chamado corrotação.


Os braços espirais podem ser vistos como um congestionamento de órbitas. As órbitas das estrelas não são exatamente circulares. Podemos decompor o movimento das estrelas em um movimento circular principal e oscilações radiais, tangenciais e verticais menores. A composição destes movimentos resulta em uma órbita elíptica.

Se estas órbitas elípticas forem giradas, uma em relação às outras, podemos ter uma situação onde as trajetórias das estrelas se aproximam mais. Com isto podemos ter um padrão espiral.


As estrelas, seguindo suas órbitas elípticas e precessionadas uma em relação às outras, vão se acumular formando o padrão. Note que a espiral não é feita pelas mesmas estrelas.

Na região central, as estrelas passam pelos braços, ultrapassando-os. Na região externa, as estrelas vão ficando para trás em relação aos braços, que nesta posição longe do centro, giram mais rápido do que as estrelas.


A simulação, de uma galáxia espiral com bojo, disco e halo, foi feita com aproximadamente 100 mil partículas.

Podemos comparar o desenvolvimento de braços espirais em uma galáxia isolada e outra com um satélite (40% da massa do disco).

Esta simulação representa cerca de 1,2 bilhão de anos de evolução.



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11 novembro 2025

◙ ROTAÇÃO DIFERENCIAL DO SOL

Rotação Diferencial / Differential Rotation


A rotação diferencial do Sol significa que ele não gira como um corpo rígido, mas de forma desigual, pois sua natureza de gás e plasma permite que diferentes partes girem em velocidades diferentes. A região equatorial completa uma rotação mais rapidamente (cerca de 24,5 dias) do que as regiões polares (cerca de 38 dias). Esse movimento assimétrico estica e distorce as linhas do campo magnético solar, o que está relacionado à atividade solar, como manchas solares, erupções solares e ejeções de massa coronal. 


Pela sua composição gasosa, o Sol gira como corpo fluído (não rígido). O período de rotação varia com a latitude: mínimo no equador (onde a velocidade de rotação é máxima); máximo nos polos (onde a velocidade de rotação é mínima).


A rotação diferencial é observada quando diferentes partes de um objeto em rotação se movem com diferentes velocidades angulares (ou taxas de rotação) em diferentes latitudes e/ou profundidades do corpo e/ou ao longo do tempo. Isso indica que o objeto não é rígido. Em objetos fluidos, como discos de acreção, isso leva ao cisalhamento. Galáxias e protoestrelas geralmente apresentam rotação diferencial; exemplos no Sistema Solar incluem o Sol, Júpiter e Saturno.

Por volta do ano de 1610, Galileu Galilei observou manchas solares e calculou a rotação do Sol. Em 1630, Christoph Scheiner relatou que o Sol tinha diferentes períodos de rotação nos polos e no equador, em boa concordância com os valores modernos.


Causa

Estrelas e planetas giram, em primeiro lugar, porque a conservação do momento angular transforma a deriva aleatória de partes da nuvem molecular da qual se formam em movimento rotacional à medida que se aglutinam. Dada essa rotação média de todo o corpo, a rotação diferencial interna é causada pela convecção em estrelas, que é um movimento de massa devido a gradientes acentuados de temperatura do núcleo para fora. Essa massa carrega uma parte do momento angular da estrela, redistribuindo assim a velocidade angular, possivelmente até mesmo para longe o suficiente para que a estrela perca velocidade angular em ventos estelares. A rotação diferencial, portanto, depende das diferenças de temperatura em regiões adjacentes.


Medição

Existem muitas maneiras de medir e calcular a rotação diferencial em estrelas para verificar se diferentes latitudes têm velocidades angulares diferentes. A mais óbvia é rastrear pontos na superfície estelar.

O alargamento das linhas de absorção no espectro óptico é uma manifestação do efeito Doppler, que permite medir a velocidade de rotação do Sol. A rotação diferencial solar, onde diferentes latitudes giram em velocidades diferentes, também é observada e confirmada através do movimento de estruturas magnéticas, como as manchas solares, em magnetogramas. 


Alargamento das Linhas de Absorção e Rotação

  • Princípio do Efeito Doppler: Devido à rotação do Sol, o lado que se aproxima do observador tem sua luz deslocada para comprimentos de onda mais curtos (azul), enquanto o lado que se afasta tem sua luz deslocada para comprimentos de onda mais longos (vermelho).
  • Alargamento da Linha: Como a superfície visível do Sol (fotosfera) tem partes se movendo em diferentes velocidades relativas à linha de visada, a superposição de todos esses deslocamentos Doppler resulta em um alargamento das linhas de absorção no espectro óptico.
  • Componente da Velocidade de Rotação (Vrot . sin(i)): Apenas a componente da velocidade de rotação na direção da linha de visada, dada por Vrot . sin(i) [onde (i) é o ângulo entre a linha de visada e o eixo de rotação], pode ser medida diretamente.


Rotação Diferencial em Magnetogramas

  • Magnetogramas: São imagens especializadas que mapeiam a intensidade e a polaridade dos campos magnéticos na superfície do Sol (fotosfera).
  • Observação da Rotação Diferencial: Estruturas magnéticas, como manchas solares e regiões ativas, estão presas ao plasma solar. Ao rastrear essas estruturas nos magnetogramas ao longo de vários dias, observa-se que as feições próximas ao equador (baixas latitudes) movem-se mais rapidamente do que as feições em latitudes mais altas (próximas aos polos).
  • Períodos de Rotação: O período de rotação no equador solar é de aproximadamente 25 dias terrestres, enquanto perto dos polos é de cerca de 36 dias.

Portanto, tanto a análise espectroscópica do alargamento das linhas de absorção quanto o rastreamento de feições em magnetogramas são métodos complementares que confirmam a natureza da rotação diferencial do Sol.


Efeitos

Espera-se que os gradientes na rotação angular causados ​​pela redistribuição do momento angular dentro das camadas convectivas de uma estrela sejam o principal fator na geração do campo magnético em larga escala, por meio de mecanismos magneto-hidrodinâmicos (dínamo) nos envelopes externos. A interface entre essas duas regiões é onde os gradientes de rotação angular são mais fortes e, portanto, onde se espera que os processos de dínamo sejam mais eficientes.

  • A rotação diferencial interna é uma parte dos processos de mistura em estrelas, misturando os materiais e o calor/energia das estrelas.
  • A rotação diferencial afeta os espectros de linhas de absorção óptica estelar por meio do alargamento das linhas causado por linhas com diferentes deslocamentos Doppler na superfície estelar.
  • A rotação diferencial solar causa cisalhamento na chamada taquoclina. Esta é uma região onde a rotação muda de diferencial na zona de convecção para uma rotação quase de corpo sólido no interior, a 0,71 raio solar do centro.


Nível de superfície

Para manchas solares observadas, a rotação diferencial pode ser calculada como:



Sol / Sun


Formato das linhas de campo solar no decorrer do tempo.


No Sol, o estudo das oscilações revelou que a rotação é aproximadamente constante em todo o interior radiativo e variável com o raio e a latitude dentro do envelope convectivo. O Sol tem uma velocidade de rotação equatorial de ~2 km/s; sua rotação diferencial implica que a velocidade angular diminui com o aumento da latitude. Os polos realizam uma rotação a cada 34,3 dias e o equador a cada 25,05 dias, conforme medido em relação a estrelas distantes (rotação sideral).

A natureza altamente turbulenta da convecção solar e as anisotropias induzidas pela rotação complicam a dinâmica da modelagem. As escalas de dissipação molecular no Sol são pelo menos seis ordens de magnitude menores que a profundidade do envelope convectivo. Uma simulação numérica direta da convecção solar teria que resolver toda essa gama de escalas em cada uma das três dimensões. Consequentemente, todos os modelos de rotação diferencial solar devem envolver algumas aproximações relativas ao momento e ao transporte de calor por movimentos turbulentos que não são explicitamente computadas. Assim, as abordagens de modelagem podem ser classificadas como modelos de campo médio ou simulações de grandes turbilhões, de acordo com as aproximações.


Discos Galácticos

Discos Galácticos não giram como corpos sólidos, mas sim de forma diferencial. A curva de rotação galáctica é frequentemente interpretada como uma medida do perfil de massa de uma galáxia, pois a velocidade de rotação de suas estrelas em diferentes distâncias do centro é usada para inferir a quantidade e distribuição de massa presente. A discrepância entre as curvas de rotação observadas e as previsões baseadas apenas na matéria visível levou à hipótese da existência de matéria escura, que compõe uma parte significativa da massa total da galáxia e se estende até o halo. 

  • Diferença com o Sistema Solar: Ao contrário do Sistema Solar, onde a velocidade orbital diminui à medida que a distância do Sol aumenta (seguindo as leis de Kepler), as estrelas nas partes externas das galáxias espirais giram muito mais rápido do que o esperado. Isso indica que há mais massa do que a matéria visível (estrelas, gás e poeira) pode explicar.
  • Matéria escura: A presença de matéria escura, que não emite luz, mas possui massa, é a explicação mais aceita para a velocidade de rotação observada.
  • Distribuição de massa: A curva de rotação de uma galáxia pode ser decomposta nas contribuições individuais do bojo, disco e halo para determinar a massa de cada componente e seu perfil de massa.
  • Cálculo da massa: A relação entre a velocidade orbital (v), a distância ao centro (r) e a massa contida dentro dessa órbita (M) é dada pela lei da gravitação de Newton: M(r) = (v² . r) / G, onde (G) é a constante gravitacional. Analisando a curva de rotação observada, os astrônomos podem calcular o perfil de massa e deduzir a distribuição de matéria visível e escura.



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