Postagem em destaque

BRAVE NEW WORLD / ADMIRÁVEL MUNDO NOVO / UN MUNDO FELIZ (Part 2 of 2)

THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE -  CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....

23 maio 2023

TECNIRAMA - Ciência e Tecnologia.

TECNIRAMA

Enciclopédia de Ciência e Tecnologia (década de 1960)



Capa do fascículo 1 de TECNIRAMA em espanhol.


TECNIRAMA - Enciclopédia da Ciência e Tecnologia, Editorial Codex, 1963, redigida por eminentes homens da ciência, encabeçada por dois prêmios Nobel, relatando as conquistas da Ciência, desde a acústica, aeronáutica até a termodinâmica e a zoologia, composta por 11 Tomos, ricamente ilustrados e e encadernados em 04 volumes.

No site - Viejas TECNIRAMA - Você pode acessar todos os 130 fascículos de TECNIRAMA (em espanhol).



*     *     *     *     *

17 abril 2023

UTOPIA - Short movie

UTOPIA

Utopia, by OMELETO, the world's best short films.



Is this the world of tomorrow?


UTOPIA (15 minutes) Synopsis (by OMELETO)

Jack has just come back to his homeland of Australia after over a decade away in paradise. But after being met at the airport by his brother Frank, Jack discovers that the country has radically changed. Citizens report and fine one another for various civil infractions, using their mobile phones to record and upload offenses to a government app.

Jack is in disbelief as he arrives at Frank's home with his wife Margaret, and he can't even believe that swearing is fined and alcohol is banned. There are cameras everywhere, and the only safe place in people's homes is the bathroom. Unable to adapt or accept the changes, Jack attempts to leave the country -- a much harder feat to accomplish than he thought.

Written and directed by Kosta Nikas, this sci-fi short may be named after an ideal paradise of balance and peace, but its title is deeply satirical in how the film portrays the absurdity of the new surveillance state. It constructs a fascinating world that seems only a few steps removed from our phone-saturated society, telling its cautionary tale in an ironically jaunty way.

The writing takes time in its world-building, which is often one of the pleasures of the sci-fi genre. The narrative action at the beginning catalogs the myriad ways that control and order are exerted over people, and there's dour, wry humor embedded in how Frank escorts his increasingly skeptical brother through this brave new world. The bright sunniness of the cinematography and the percolating, cheerful musical score that peppers itself throughout the film also add touches of stylish buoyancy to what is an increasingly dark story.

The aesthetic approach offers a counterpoint to the often horrifying reality shown on screen, in which citizens are incentivized to document one another's offenses through their omnipresent phones. Jack is a stand-in for the audience, looking increasingly askance at how even the most intimate recesses of everyday life can't escape the pitiless lens of a camera and the desperate people wielding them.

It takes some time for the dramatic conflict to emerge, but the world-building is fascinating enough to carry interest through, and is substantial and detailed enough to power an entire series or feature. By the time Jack finally decides that he must escape, the building blocks of the world and story have been carefully laid into place, forming a chain of obstacles that make it harder for him to leave. He seems trapped indefinitely, but then he gets an unexpected chance -- though one that comes at considerable cost.

That cost, however, doesn't seem so bad by the time we conclude "Utopia," which we realize is anything but. Its sense of horror derives not from perversity or violence, but from how the world that the film constructs is only a few clicks from our current reality.

Practically everyone has a smartphone, and the devices are deeply integrated with almost all aspects of our lives, from banking to romance to communication to entertainment. At many levels, we're still reckoning with how mobile technology is transforming our lives and our relationships. A population armed with phones -- and imbued with increasingly knee-jerk punitiveness towards fellow humans -- seems ludicrous, but with deeper reflection, viewers realize those pieces are already in place in other aspects of our culture. Are human beings so weak that they could be weaponized to do a government's surveillance for them? "Utopia" imagines that day isn't as far as one would think.


*  *  *


About OMELETO.


*  *  *

30 março 2023

Mystic Queen - CAMEL - 1973

CAMEL 1973

have you seen the mystic queen

riding in her limousine?

over hills and over dales 'til morning

if you like i'll take you there

we'll find some colors you can wear

colors that you've only seen while sleeping

Composer: Peter Bardens


*   *   *

22 março 2023

PLANETAS TELÚRICOS

Um planeta telúrico (do latim "tellus", um sinónimo de Terra) ou planeta sólido é um planeta rochoso assim como a Terra. Os planetas telúricos do Sistema Solar são Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Estão mais próximos do Sol e por isso estão situados no Sistema Solar interior e têm maior densidade que os planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). Esta relação planetária tem a ver com a formação do Sistema Solar, em que os materiais mais densos tendem a se concentrar mais perto do Sol e os mais leves mais longe do Sol. Sua composição interna é basicamente de rochas (silicatos), ferro e outros metais pesados.


Mercúrio, Vênus, Terra e Marte - Planetas Telúricos.

COLONIZAÇÃO DE PLANETAS TELÚRICOS

Ao se falar de Colonização espacial, quase sempre se fala dos planetas telúricos (esquecendo os asteroides e satélites naturais), pois estes planetas são, em teoria, habitáveis e exploráveis se sofrerem uma Terraformação, pois de acordo com este conceito são os únicos plausíveis de aplicação desta técnica e, além disto, facilitaria pela sua proximidade física com a Terra, o que não criaria tantas diferenças. Sua composição se baseia em metais e recursos exploráveis e, desde que a atmosfera e superfície não se demonstrem hostis, poderiam ser habitados.

PLANETAS TELÚRICOS EXTRASSOLARES

Devido a tecnologia atual para observação de planetas extrassolares, dos mais de 300 planetas extrassolares já descobertos, uma dúzia são corpos rochosos, mas é possível que vários desses planetas estejam orbitando os planetas gasosos na forma de satélites naturais; como os gasosos são bem maiores, sua descoberta é muito mais facilitada em comparação com os rochosos, por isso o número de telúricos extrassolares conhecidos é tão pequeno ainda.

TIPOS

Várias classificações possíveis para planetas terrestres foram propostas:

Planeta silicato

O tipo padrão de planeta terrestre visto no Sistema Solar, feito principalmente de manto rochoso à base de silício com um núcleo metálico (ferro).

Planeta carbono (também chamado "planeta diamante")

Uma classe teórica de planetas, composta por um núcleo de metal cercado principalmente por minerais à base de carbono. Eles podem ser considerados um tipo de planeta telúrico se o conteúdo de metal dominar. O Sistema Solar não contém planetas de carbono, mas possui asteroides carbonáceos.

Planeta de ferro

Um tipo teórico de planeta terrestre que consiste quase inteiramente de ferro e, portanto, tem uma densidade maior e um raio menor que outros planetas telúricos de massa comparável. Mercúrio no sistema solar possui um núcleo metálico igual a 60-70% de sua massa planetária. Pensa-se que os planetas de ferro se formem nas regiões de alta temperatura próximas a uma estrela, como Mercúrio, e se o disco protoplanetário for rico em ferro.

Planeta sem núcleo

Um tipo teórico de planeta terrestre que consiste em rocha de silicato, mas não possui núcleo metálico, isto é, o oposto de um planeta de ferro. Embora o Sistema Solar não contenha planetas sem núcleo, asteroides condritos e meteoritos são comuns no Sistema Solar. Pensa-se que os planetas sem núcleo se formem mais longe da estrela, onde o material oxidante volátil é mais comum.


-     -     -     -     -

VEJA TAMBÉM:

TEMAS DE ASTRONOMIA, ASTROFÍSICA E COSMOLOGIA;


*     *     *     *     *

18 março 2023

PURCELL - RONDEAU (ABDELAZER)

PURCELL - RONDEAU (ABDELAZER) - ORGAN SOLO - JONATHAN SCOTT

Organist Jonathan Scott performs his solo organ arrangement of Henry Purcell (1659-1695) Rondeau (Rondo also known as Round O) from Abdelazer Z.570 on the pipe organ of the historic Middleton Parish Church.

For more information about Scott Brothers Duo please click here.


Filmed at St Leonard's, Middleton (Middleton Parish Church), UK. See on YouTube.

Film & Sound TOM SCOTT


THE ORGAN OF ST. LEONARD'S - MIDDLETON PARISH CHURCH

Rushworth & Dreaper, Liverpool 1920

(Rebuilt by Pendlebury Organ Co.  Cleveleys, Blackpool 1965)


A pipe organ drawing.


*   *   *   *   *

17 fevereiro 2023

PLANETAS

O que são Planetas?

Um planeta [do grego πλανήτης (planεːtεːs) que significa viajante] é um corpo celeste que orbita uma estrela ou um remanescente de estrela, com massa suficiente para se tornar esférico pela sua própria gravidade, mas não ao ponto de causar fusão termonuclear, e que tenha limpado de planetesimais a sua região vizinha (dominância orbital). O termo planeta é antigo, com ligações com a história, astrologia, ciência, mitologia e religião. Os planetas eram vistos por muitas culturas antigas como divinos ou emissários de deuses. À medida que o conhecimento científico evoluiu, a percepção humana sobre os planetas mudou, incorporando diversos tipos de objetos. Em 2006, a União Astronômica Internacional (UAI) adotou oficialmente uma resolução definindo planetas dentro do Sistema Solar, a qual tem sido elogiada e criticada, permanecendo em discussão entre alguns cientistas (por exemplo: tinhamos 9 planetas no sistema solar: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Após a nova classificação a lista ficou com 8 planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno).

Planetas do nosso sistema solar - objetos de tamanho planetário em escala (do maior para o menor):

Imagem superior: Urano, Netuno, Terra, estrela anã branca Sirius B e Vênus;

Imagem inferior (ampliação): Marte, Mercúrio, Lua, planetas anões Plutão e Haumea.

Ptolomeu imaginava que os planetas orbitavam a Terra, em movimentos do epiciclo e círculo deferente. Embora a ideia de que os planetas orbitavam o Sol tivesse sido sugerida muitas vezes, somente no século XVII esta visão foi suportada por evidências pelas primeiras observações telescópicas, realizadas por Galileu Galilei. Através da cuidadosa análise dos dados das observações, Johannes Kepler descobriu que as órbitas dos planetas não são circulares, mas elípticas. À medida que as ferramentas de observação foram desenvolvidas, os astrônomos perceberam que os planetas, como a Terra, giravam em torno de eixos inclinados e que alguns compartilhavam características como calotas polares e estações do ano. Desde o início da era espacial, observações mais próximas por meio de sondas demonstraram que a Terra e os outros planetas também compartilham características como vulcanismo, furacões, tectônica e até mesmo hidrologia.

Os planetas do Sistema Solar são divididos em dois tipos principais: os grandes planetas gigantes gasosos (ou jovianos), de baixa densidade, e os menores e rochosos planetas telúricos ou terrestres. Pelas definições da UAI, há oito planetas no Sistema Solar: em ordem crescente de distância do Sol, são os quatro planetas telúricos Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, e depois os quatro gigantes gasosos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Seis dos planetas são orbitados por um ou mais satélites naturais. Além disso, o Sistema Solar possui pelo menos cinco planetas anões e centenas de milhares de corpos menores.

Vários milhares de planetas orbitando outras estrelas (“planetas extrassolares” ou exoplanetas”) foram descobertos na Via Láctea. Até 1º de março de 2021, foram descobertos 4 687 planetas extrassolares, em 3 463 sistemas planetários (incluindo 770 sistemas multiplanetários), variando em tamanho desde mais ou menos o tamanho da Lua até gigantes gasosos com aproximadamente duas vezes o tamanho de Júpiter, dos quais mais de cem com o mesmo tamanho da Terra, nove dos quais estão à mesma distância relativa de suas estrelas que a Terra do Sol, isto é, estão na zona habitável circunstelar. Em 20 de dezembro de 2011, a equipe do telescópio espacial Kepler registrou a descoberta dos primeiros planetas extrassolares do tamanho da Terra, Kepler-20e e Kepler-20f, orbitando uma estrela similar ao Sol, Kepler-20. Um estudo de 2012, analisando dados de microlente gravitacional, estima uma média de 1,6 planeta ligado a cada estrela da Via Láctea. Acredita-se que uma em cada cinco estrelas similares ao Sol possui um planeta do tamanho da Terra em sua zona habitável. Os planetas são mais numerosos que as estrelas.

A ideia de planeta evoluiu ao longo da história, das luzes divinas da antiguidade aos objetos concretos da era científica. O conceito se expandiu para incluir mundos não apenas no Sistema Solar, mas em centenas de sistemas extrassolares. As ambiguidades inerentes à definição de planeta levaram a muita controvérsia científica.


Um pouco de História dos Planetas

Os cinco planetas clássicos do Sistema Solar, sendo visíveis a olho nu, são conhecidos desde a antiguidade e tiveram um impacto significativo na mitologia, cosmologia religiosa e astronomia antiga. Na antiguidade, os astrônomos notaram como certas luzes se moviam no céu em relação às outras estrelas. Os antigos gregos chamaram essas luzes "πλάνητες ἀστέρες" (planetes asteres: “estrelas errantes”) ou simplesmente "πλανήτοι" (planētoi: “errantes”), a partir do que derivou a palavra atual "planeta". Nas antigas Grécia, China e Babilônia e em quase todas as civilizações pré-modernas, acreditava-se quase universalmente que a Terra era o centro do universo e que todos os planetas a circundavam. A razão para esta percepção era que todos os dias as estrelas e planetas pareciam girar em torno da Terra, e o aparente senso comum da percepção de que a Terra era sólida e estável e que estava em repouso e não se movendo.


- - - - - - -


VEJA TAMBÉM: TEMAS DE ASTRONOMIA, ASTROFÍSICA E COSMOLOGIA.


*     *     *     *     *

09 janeiro 2023

SISTEMA PLANETÁRIO / PLANETARY SYSTEM


SISTEMA PLANETÁRIO / PLANETARY SYSTEM.

Um sistema planetário é um conjunto de objetos não estelares ligados gravitacionalmente dentro ou fora da órbita em torno de uma estrela ou sistema estelar. De um modo geral, sistemas com um ou mais planetas constituem um sistema planetário, embora tais sistemas também possam consistir em corpos como planetas anões, asteróides, satélites naturais, meteoróides, cometas, planetesimais e discos circunstelares. O Sol junto com o sistema planetário que gira em torno dele, incluindo a Terra, forma o Sistema Solar. O termo sistema exoplanetário às vezes é usado em referência a outros sistemas planetários.


Em 1º de janeiro de 2023, havia 5.297 exoplanetas confirmados em 3.904 sistemas planetários, com 850 sistemas com mais de um planeta. Discos de detritos também são conhecidos por serem comuns, embora outros objetos sejam mais difíceis de observar.

De particular interesse para a astrobiologia é a zona habitável dos sistemas planetários, onde os planetas podem ter água líquida superficial e, portanto, a capacidade de suportar vida semelhante à da Terra.

HISTÓRIA

Heliocentrismo

Historicamente, o heliocentrismo (a doutrina de que o Sol está no centro do universo) se opôs ao geocentrismo (colocar a Terra no centro do universo).

A noção de um Sistema Solar heliocêntrico com o Sol em seu centro é possivelmente sugerida pela primeira vez na literatura védica da Índia antiga, que frequentemente se refere ao Sol como o "centro das esferas". Alguns interpretam os escritos de Aryabhatta em Āryabhaṭīya como implicitamente heliocêntricos.

A ideia foi proposta pela primeira vez na filosofia ocidental e na astronomia grega já no século III aC por Aristarco de Samos, mas não recebeu apoio da maioria dos outros astrônomos antigos.

Descoberta do Sistema Solar

De Revolutionibus Orbium Coelestium de Nicolau Copérnico, publicado em 1543, apresentou o primeiro modelo heliocêntrico matematicamente preditivo de um sistema planetário. Os sucessores do século XVII Galileu Galilei, Johannes Kepler e Sir Isaac Newton desenvolveram uma compreensão da física que levou à aceitação gradual da ideia de que a Terra se move em torno do Sol e que os planetas são governados pelas mesmas leis físicas que governavam a Terra.

Especulação Sobre Sistemas Planetários Extra-Solares

No século 16, o filósofo italiano Giordano Bruno, um dos primeiros defensores da teoria copernicana de que a Terra e outros planetas orbitam o Sol, apresentou a visão de que as estrelas fixas são semelhantes ao Sol e também são acompanhadas por planetas. Ele foi queimado na fogueira por suas idéias pela Inquisição Romana.

No século 18, a mesma possibilidade foi mencionada por Sir Isaac Newton no "General Scholium" que conclui seus Principia. Fazendo uma comparação com os planetas do Sol, ele escreveu: "E se as estrelas fixas são os centros de sistemas semelhantes, todas elas serão construídas de acordo com um design semelhante e sujeitas ao domínio de Um".

Suas teorias ganharam força ao longo dos séculos 19 e 20, apesar da falta de evidências de apoio. Muito antes de sua confirmação pelos astrônomos, a conjectura sobre a natureza dos sistemas planetários havia sido o foco da busca por inteligência extraterrestre e tem sido um tema predominante na ficção, particularmente na ficção científica.

Detecção de Exoplanetas

A primeira detecção confirmada de um exoplaneta foi em 1992, com a descoberta de vários planetas de massa terrestre orbitando o pulsar PSR B1257+12. A primeira detecção confirmada de exoplanetas de uma estrela da sequência principal foi feita em 1995, quando um planeta gigante, 51 Pegasi b, foi encontrado em uma órbita de quatro dias ao redor da estrela próxima do tipo G 51 Pegasi. A frequência das detecções aumentou desde então, principalmente por meio de avanços nos métodos de detecção de planetas extrasolares e programas dedicados de localização de planetas, como a missão Kepler.

Origem e Evolução

Os sistemas planetários vêm de discos protoplanetários que se formam em torno de estrelas como parte do processo de formação estelar.

Durante a formação de um sistema, muito material é espalhado gravitacionalmente em órbitas distantes, e alguns planetas são ejetados completamente do sistema, tornando-se planetas desonestos.

SISTEMAS EVOLUÍDOS

Estrelas de Grande Massa

Planetas orbitando pulsares foram descobertos. Os pulsares são os remanescentes das explosões de supernova de estrelas de grande massa, mas um sistema planetário que existia antes da supernova provavelmente seria destruído em sua maior parte. Os planetas evaporariam, seriam empurrados para fora de suas órbitas pelas massas de gás da explosão da estrela, ou a perda repentina da maior parte da massa da estrela central os faria escapar do domínio gravitacional da estrela ou, em alguns casos, do a supernova chutaria o próprio pulsar para fora do sistema em alta velocidade, de modo que quaisquer planetas que tivessem sobrevivido à explosão seriam deixados para trás como objetos flutuantes. Planetas encontrados em torno de pulsares podem ter se formado como resultado de companheiras estelares pré-existentes que foram quase totalmente evaporadas pela explosão da supernova, deixando para trás corpos do tamanho de planetas. Alternativamente, os planetas podem se formar em um disco de acreção de matéria alternativa em torno de um pulsar. Discos alternativos de matéria que falharam em escapar da órbita durante uma supernova também podem formar planetas ao redor de buracos negros.

Estrelas de Menor Massa

À medida que as estrelas evoluem e se transformam em gigantes vermelhas, estrelas ramificadas gigantes assintóticas e nebulosas planetárias, elas engolem os planetas internos, evaporando-os ou evaporando-os parcialmente, dependendo de sua massa. À medida que a estrela perde massa, os planetas que não são engolfados se afastam da estrela.

Se uma estrela evoluída estiver em um sistema binário ou múltiplo, a massa que ela perde pode ser transferida para outra estrela, formando novos discos protoplanetários e planetas de segunda e terceira geração que podem diferir em composição dos planetas originais, que também podem ser afetados. pela transferência de massa.

Arquiteturas do Sistema

O Sistema Solar consiste em uma região interna de pequenos planetas rochosos e uma região externa de grandes gigantes gasosos. No entanto, outros sistemas planetários podem ter arquiteturas bem diferentes. Estudos sugerem que as arquiteturas dos sistemas planetários são dependentes das condições de sua formação inicial. Muitos sistemas com um gigante gasoso de Júpiter quente muito próximo da estrela foram encontrados. Teorias, como migração planetária ou dispersão, foram propostas para a formação de grandes planetas próximos de suas estrelas-mãe. Atualmente, poucos sistemas são análogos ao Sistema Solar com planetas terrestres próximos à estrela-mãe. Mais comumente, sistemas que consistem em múltiplas Super-Terras foram detectados.

COMPONENTES

Planetas e Estrelas

A maioria dos exoplanetas conhecidos orbitam estrelas mais ou menos semelhantes ao Sol: isto é, estrelas da sequência principal das categorias espectrais F, G ou K. Uma razão é que os programas de busca de planetas tendem a se concentrar nessas estrelas. Além disso, análises estatísticas indicam que estrelas de menor massa (anãs vermelhas, de categoria espectral M) são menos propensas a ter planetas massivos o suficiente para serem detectados pelo método de velocidade radial. No entanto, várias dezenas de planetas em torno de anãs vermelhas foram descobertos pela sonda Kepler pelo método de trânsito, que pode detectar planetas menores.

Discos Circunstelares e Estruturas de Poeira

Depois dos planetas, os discos circunstelares são uma das propriedades mais comumente observadas de sistemas planetários, particularmente de estrelas jovens. O Sistema Solar possui pelo menos quatro discos circunstelares principais (o cinturão de asteróides, o cinturão de Kuiper, o disco disperso e a nuvem de Oort) e discos claramente observáveis foram detectados em torno de análogos solares próximos, incluindo Epsilon Eridani e Tau Ceti. Com base nas observações de numerosos discos semelhantes, eles são considerados atributos bastante comuns de estrelas na sequência principal.

Nuvens de poeira interplanetárias foram estudadas no Sistema Solar e acredita-se que análogos estejam presentes em outros sistemas planetários. A poeira exozodiacal, um análogo exoplanetário da poeira zodiacal, os grãos de 1 a 100 micrômetros de carbono amorfo e poeira de silicato que preenchem o plano do Sistema Solar foram detectados em torno dos 51 sistemas Ophiuchi, Fomalhaut, Tau Ceti e Vega.

Cometas

Em novembro de 2014, havia 5.253 cometas conhecidos do Sistema Solar e acredita-se que sejam componentes comuns de sistemas planetários. Os primeiros exocometas foram detectados em 1987 em torno de Beta Pictoris, uma estrela muito jovem da sequência principal do tipo A. Há agora um total de 11 estrelas em torno das quais a presença de exocometas foi observada ou suspeitada. Todos os sistemas exocometários descobertos (Beta Pictoris, HR 10, 51 Ophiuchi, HR 2174, 49 Ceti, 5 Vulpeculae, 2 Andromedae, HD 21620, HD 42111, HD 110411 e, mais recentemente, HD 172555) estão em torno de estrelas muito jovens do tipo A.

Outros Componentes

A modelagem computacional de um impacto em 2013 detectado em torno da estrela NGC 2547-ID8 pelo Telescópio Espacial Spitzer, e confirmado por observações terrestres, sugere o envolvimento de grandes asteróides ou protoplanetas semelhantes aos eventos que se acredita terem levado à formação de planetas terrestres como a Terra.

Com base nas observações da grande coleção de satélites naturais do Sistema Solar, acredita-se que eles sejam componentes comuns dos sistemas planetários; no entanto, a existência de exoluas, ainda não foi confirmada. A estrela 1SWASP J140747.93-394542.6, na constelação de Centaurus, é uma forte candidata a satélite natural. As indicações sugerem que o planeta extrassolar confirmado WASP-12b também possui pelo menos um satélite.

Configurações Orbitais

Ao contrário do Sistema Solar, que tem órbitas quase circulares, muitos dos sistemas planetários conhecidos exibem uma excentricidade orbital muito maior. Um exemplo de tal sistema é 16 Cygni.

Inclinação Mútua

A inclinação mútua entre dois planetas é o ângulo entre seus planos orbitais. Espera-se que muitos sistemas compactos com vários planetas próximos no interior da órbita equivalente de Vênus tenham inclinações mútuas muito baixas, de modo que o sistema (pelo menos a parte próxima) seria ainda mais plano que o Sistema Solar. Os planetas capturados podem ser capturados em qualquer ângulo arbitrário para o resto do sistema. A partir de 2016, existem apenas alguns sistemas onde as inclinações mútuas foram realmente medidas. Um exemplo é o sistema Upsilon Andromedae: os planetas c e d têm uma inclinação mútua de cerca de 30 graus.

Dinâmica Orbital

Os sistemas planetários podem ser categorizados de acordo com sua dinâmica orbital como ressonantes, não ressonantes, hierárquicos ou alguma combinação destes. Em sistemas ressonantes, os períodos orbitais dos planetas estão em proporções inteiras. O sistema Kepler-223 contém quatro planetas em uma ressonância orbital 8:6:4:3. Planetas gigantes são encontrados em ressonâncias de movimento médio com mais frequência do que planetas menores. Em sistemas interativos, as órbitas dos planetas estão próximas o suficiente para perturbar os parâmetros orbitais. O Sistema Solar pode ser descrito como uma interação fraca. Em sistemas fortemente interativos, as leis de Kepler não são válidas. Em sistemas hierárquicos, os planetas são arranjados de modo que o sistema possa ser considerado gravitacionalmente como um sistema aninhado de dois corpos, por ex. em uma estrela com um Júpiter quente próximo com outro gigante gasoso muito mais distante, a estrela e Júpiter quente formam um par que aparece como um único objeto para outro planeta que está longe o suficiente.

Outras possibilidades orbitais ainda não observadas incluem: planetas duplos; vários planetas coorbitais, como quase-satélites, troianos e órbitas de troca; e órbitas entrelaçadas mantidas por planos orbitais precessantes.

Número de Planetas, Parâmetros Relativos e Espaçamentos

  • Sobre os tamanhos relativos dos planetas nos sistemas múltiplos candidatos de Kepler, David R. Ciardi et al. 9 de dezembro de 2012;
  • A dicotomia Kepler entre os anões M: metade dos sistemas contém cinco ou mais planetas coplanares, Sarah Ballard, John Asher Johnson, 15 de outubro de 2014;
  • Previsões de exoplanetas baseadas na relação generalizada de Titius-Bode, Timothy Bovaird, Charles H. Lineweaver, 1º de agosto de 2013;
  • O Sistema Solar e a Excentricidade Orbital do Exoplaneta - Relação de Multiplicidade, Mary Anne Limbach, Edwin L. Turner, 9 de abril de 2014;
  • A distribuição de razão de período dos sistemas multiplanetários candidatos de Kepler, Jason H. Steffen, Jason A. Hwang, 11 de setembro de 2014;
  • Os sistemas planetários estão lotados? Um estudo baseado nos resultados do Kepler, Julia Fang, Jean-Luc Margot, 28 de fevereiro de 2013.

Captura de Planeta

Planetas flutuantes em aglomerados abertos têm velocidades semelhantes às estrelas e, portanto, podem ser recapturados. Eles são normalmente capturados em órbitas amplas entre 100 e 105 UA. A eficiência de captura diminui com o aumento do tamanho do cluster e, para um determinado tamanho de cluster, aumenta com a massa do host/primário [esclarecimento necessário]. É quase independente da massa planetária. Planetas únicos e múltiplos podem ser capturados em órbitas desalinhadas arbitrárias, não coplanares entre si ou com o giro do hospedeiro estelar ou sistema planetário pré-existente. Alguma correlação de metalicidade planeta-hospedeiro ainda pode existir devido à origem comum das estrelas do mesmo aglomerado. É improvável que os planetas sejam capturados em torno de estrelas de nêutrons porque é provável que sejam ejetados do aglomerado por um impulso de pulsar quando se formam. Os planetas podem até ser capturados em torno de outros planetas para formar binários de planetas flutuantes. Após a dispersão do aglomerado, alguns dos planetas capturados com órbitas maiores que 106 UA seriam lentamente interrompidos pela maré galáctica e provavelmente flutuariam livremente novamente através de encontros com outras estrelas de campo ou nuvens moleculares gigantes.

ZONAS

Zona Habitável

A zona habitável em torno de uma estrela é a região onde a faixa de temperatura permite a existência de água líquida em um planeta; isto é, não muito perto da estrela para que a água evapore e não muito longe da estrela para que a água congele. O calor produzido pelas estrelas varia dependendo do tamanho e idade da estrela; isso significa que a zona habitável também variará de acordo. Além disso, as condições atmosféricas do planeta influenciam a capacidade do planeta de reter calor, de modo que a localização da zona habitável também é específica para cada tipo de planeta.

As zonas habitáveis geralmente são definidas em termos de temperatura da superfície; no entanto, mais da metade da biomassa da Terra é de micróbios do subsolo, e a temperatura aumenta à medida que a profundidade do subsolo aumenta, de modo que o subsolo pode ser propício para a vida quando a superfície está congelada; se isso for considerado, a zona habitável se estende muito mais longe da estrela.

Estudos em 2013 indicaram uma frequência estimada de 22±8% de estrelas semelhantes ao Sol com um planeta do tamanho da Terra na zona habitável.

Zona de Vênus

A zona de Vênus é a região ao redor de uma estrela onde um planeta terrestre teria condições de estufa descontroladas como Vênus, mas não tão perto da estrela que a atmosfera evaporasse completamente. Assim como na zona habitável, a localização da zona de Vênus depende de vários fatores, incluindo o tipo de estrela e as propriedades dos planetas, como massa, taxa de rotação e nuvens atmosféricas. Estudos dos dados da espaçonave Kepler indicam que 32% das anãs vermelhas têm planetas potencialmente semelhantes a Vênus com base no tamanho do planeta e na distância da estrela, aumentando para 45% para estrelas do tipo K e tipo G. Vários candidatos foram identificados, mas estudos espectroscópicos de acompanhamento de suas atmosferas são necessários para determinar se eles são como Vênus.

Distribuição Galáctica dos Planetas

A Via Láctea tem 100.000 anos-luz de diâmetro, mas 90% dos planetas com distâncias conhecidas estão a cerca de 2.000 anos-luz da Terra, em julho de 2014. Um método que pode detectar planetas muito mais distantes é a microlente. O próximo Nancy Grace Roman Space Telescope poderia usar microlente para medir a frequência relativa dos planetas no bojo galáctico versus o disco galáctico. Até agora, as indicações são de que os planetas são mais comuns no disco do que no bojo. Estimar a distância dos eventos de microlentes é difícil: o primeiro planeta considerado com alta probabilidade de estar no bojo é MOA-2011-BLG-293Lb a uma distância de 7,7 kiloparsecs (cerca de 25.000 anos-luz).

População I, ou estrelas ricas em metais, são aquelas estrelas jovens cuja metalicidade é mais alta. A alta metalicidade das estrelas de população I torna-as mais propensas a possuir sistemas planetários do que as populações mais antigas, porque os planetas se formam pela acreção de metais. O Sol é um exemplo de estrela rica em metais. Estes são comuns nos braços espirais da Via Láctea. Geralmente, as estrelas mais jovens, a população extrema I, são encontradas mais longe e as estrelas intermediárias da população I estão mais longe, etc. O Sol é considerado uma estrela intermediária da população I. As estrelas da População I têm órbitas elípticas regulares em torno do Centro Galáctico, com baixa velocidade relativa.

População II, ou estrelas pobres em metais, são aquelas com metalicidade relativamente baixa que podem ter centenas (por exemplo, BD +17° 3248) ou milhares (por exemplo, Estrela de Sneden) de vezes menos metalicidade que o Sol. Esses objetos se formaram durante um período anterior do universo. Estrelas intermediárias da população II são comuns no bojo perto do centro da Via Láctea, enquanto as estrelas da População II encontradas no halo galáctico são mais velhas e, portanto, mais pobres em metais. Os aglomerados globulares também contêm um grande número de estrelas de população II. Em 2014, os primeiros planetas em torno de uma estrela de halo foram anunciados em torno da estrela de Kapteyn, a estrela de halo mais próxima da Terra, a cerca de 13 anos-luz de distância. No entanto, pesquisas posteriores sugerem que Kapteyn b é apenas um artefato da atividade estelar e que Kapteyn c precisa de mais estudos para ser confirmado. Estima-se que a metalicidade da estrela de Kapteyn seja cerca de 8 vezes menor que a do Sol.

Diferentes tipos de galáxias têm diferentes histórias de formação de estrelas e, portanto, de formação de planetas. A formação dos planetas é afetada pelas idades, metalicidades e órbitas das populações estelares dentro de uma galáxia. A distribuição das populações estelares dentro de uma galáxia varia entre os diferentes tipos de galáxias. As estrelas em galáxias elípticas são muito mais velhas do que as estrelas em galáxias espirais. A maioria das galáxias elípticas contém principalmente estrelas de baixa massa, com mínima atividade de formação estelar. A distribuição dos diferentes tipos de galáxias no universo depende de sua localização dentro de aglomerados de galáxias, com galáxias elípticas encontradas principalmente perto de seus centros.


- - - - - - -


VEJA TAMBÉM: TEMAS DE ASTRONOMIA, ASTROFÍSICA E COSMOLOGIA.



*   *   *   *   *

04 janeiro 2023

SOL / SUN

SOL


O Sol é a estrela mais próxima da Terra, dista aproximadamente 150 milhões de quilômetros de nós, e é responsável por manter todo o Sistema Solar em sua interação gravitacional: oito planetas e os demais corpos celestes que o compõem, como planetas anões, asteroides e cometas.

Resumo de características gerais atuais do Sol

A composição do Sol é de 74% de hidrogênio e 24% de hélio, sendo o percentual restante formado principalmente por oxigênio, carbono e ferro. Toda a energia produzida pelo Sol é proveniente do processo de fusão nuclear decorrente das grandes temperaturas de seu núcleo (cerca de 15 milhões de kelvin) e de sua enorme pressão.

Consequentemente, nossa estrela é capaz de converter átomos de hidrogênio em hélio, e os números são incríveis: a cada segundo, o Sol funde cerca de 600 milhões de toneladas de hidrogênio em hélio, convertendo parte dessa massa em energia, na forma de ondas eletromagnéticas, como os raios gama.

Ao todo, o Sol consome cerca de 4 milhões de toneladas de sua massa por segundo, uma taxa mais do que suficiente para mantê-lo brilhando pelos próximos 6 ou 7 bilhões de anos, devido à sua grande massa, que é de aproximadamente 1,98.1031 kg, mais de 330 mil vezes a massa da Terra.
           
Por conta de sua enorme massa, a gravidade na superfície do Sol chega a 274 m/s², 28 vezes maior que a da Terra. Isso faz com que a velocidade de escape por lá chegue aos 617 km/s, mais de 2 milhões de quilômetros por hora.

O período de rotação do Sol em torno do seu próprio eixo é de 27 dias para o seu equador, que gira a 7189 km/h, e de 35 dias para os seus polos. Essa diferença de período rotacional produz uma rotação diferencial (chamada de dínamo solar), responsável por sua grande atividade magnética, uma vez que toda a matéria presente na estrela encontra-se ionizada (no estado plasmático), dando origem às tempestades solares, erupções coronárias e manchas solares.


- - - - - - -


VEJA TAMBÉM:



28 novembro 2022

ACIDENTES NA FÓRMULA 1

ACIDENTES NA FÓRMULA 1

Relatos de Nelson Piquet, Emerson Fittipaldi, Wilson Fittipaldi e Christian Fittipaldi.

O lado trágico da Fórmula 1 - 04 min. 23 seg.

Anos 70, 80 e 90.

Rindt - Monza 1970.



*   *   *   *   *


29 julho 2022

ZERO ELEVADO A ZERO

Zero elevado a zero

A avaliação de zero elevado a zero é um problema matemático cuja resposta, por convenção, é 1. No entanto, este resultado é sempre envolto em alguma polémica devido a diferentes áreas da matemática (como Cálculo) usarem raciocínios matemáticos diferentes que assim conduzem a resultados diferentes: ou 1 ou o que se chama de forma indeterminada. Matemáticos como Euler e Cauchy pesquisaram o problema, concluindo que a existir a resposta esta teria de ser 1, mas sem uma resposta única sendo obtida para todos os casos.

Zero elevado a zero é igual a um?

Zero elevado a zero é INDETERMINADO?


Resultado = 1

Para identidades matemáticas, por convenção, a expressão 00 é considerada como sendo igual a 1.

Partindo do princípio de que

    na+b = na.nb,

segue-se o cálculo de n0no qual, para a = 0 e qualquer n e b não nulos,

    n0+b = n0.nb,

    n= n0.nb.

Sendo n e b não nulos, nb também não será nulo, o que, simplificando o resultado acima, n= 1, de forma a manter a lei fundamental acima.

Outra forma de entender o cálculo, é de que

    na-a = na.n-a,

    n0 = (na/na),

e portanto, n0 = 1. Nos cálculos acima, porém,  0. Por conveniência, adota-se que 00 = 1, seguindo-se desse cálculo, para uso em identidades como o binômio de Newton.


Resultado de forma indeterminada

A expressão n0 = 1 é uma das formas indeterminadas do Cálculo, a qual é obtida ao analisarmos o limite limx→0 f(x)g(x) quando limx→0 f(x) limx→0 g(x). Embora não haja razão para supor que uma forma indeterminada, que versa sobre o limite, seja igual ao valor exato do número 0 elevado ao número 0, muitos matemáticos desejam que haja essa concordância, justificando assim que o número 00 não deva ser definido.



*     *     *     *     *

09 abril 2022

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS

Equações Diferenciais Ordinárias

Equação diferencial é uma equação cuja incógnita é uma função que aparece na equação sob a forma das respectivas derivadas.

IMPA - Instituto de Matemática Pura e Aplicada.

(15/03/2022) - Mestrado: Equações Diferenciais Ordinárias - Marcelo Viana - Aula 01.



*  *  *  *  *

28 março 2022

Henry Purcell - Abdelazer - The Complete Incidental Music

HENRY PURCELL


ABDELAZER OR THE MOOR'S REVENGE (Z 570)
Tragedy of Aphra Behn
London, Drury Lane, 4 April 1695


I. OUVERTURE - 0:05
II. SUITE:
Rondeau - 3:26
Air I - 5:00
Air II - 6:20
Minuet - 7:46
Air III - 8:41
Jig - 9:54
Hornpipe, air IV - 10:33 - 11:19
Hornpipe - 12:45
III. SONG FOR JEMMY BOWEN: Lucinda is bewitching fair - 12:49

Joy Roberts (soprano)
The Academy of Ancient Music / Christopher Hogwood (conductor)

2010
Decca & Classic Voice 138 - DDD




*  *  *  *  *

25 janeiro 2022

Olavo de Carvalho - falecimento

Faleceu o professor Olavo de Carvalho.


Olavo de Carvalho.


O escritor e filósofo Olavo de Carvalho faleceu na noite desta segunda-feira 24/01/2022, aos 74 anos, em Richmond, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. Ele estava internado em um hospital local.

O falecimento do professor foi comunicado através de seu Twitter, na madrugada desta terça-feira 25/01/2022.


Condolências à família. ⛪🙏




*   *   *   *   *


17 janeiro 2022

PÊNDULO DE FOUCAULT

O Pêndulo de Foucault

Jean Bernard Léon Foucault nasceu no dia 18 de setembro de 1819. Recebeu educação básica em sua própria casa, estudou medicina, mas abandonou-a para dedicar-se à Física.

Em 1840, Foucault contribuiu para o periódico francês Comptes Rendus, descrevendo um regulador eletromagnético para o arco de lâmpada elétrico.

Em 1850, utilizou um eletroscópio para demonstrar a velocidade da luz no ar e na água, comprovando que a velocidade da luz no meio é inversamente proporcional ao seu índice de refração.




A velocidade da luz no vácuo é uma importante constante física representada pela letra c e seu valor no SI é de exatamente 299.792.458 metros por segundo.

Em 1851, comprovou experimentalmente o movimento de rotação da Terra em torno de seu próprio eixo, utilizando-se da oscilação de um longo e pesado pêndulo suspenso no Panthéon, em Paris.

Em 1852 inventou e construiu o primeiro giroscópio para auxiliar na comprovação de seus experimentos sobre a rotação da Terra.

Em 1857 inventou o polarizador, o qual leva seu nome. Já no ano seguinte desenvolveu um método para dar ao espelho refletor do telescópio, a forma esférica e parabólica para determinar em 1862 a velocidade da luz em 298.000.000 m / s.

Neste mesmo ano, Foucault foi nomeado membro do Bureau dês Longitudes e membro oficial honorário da Legião da Honra (Legion of Honour). Em 1864 foi nomeado membro estrangeiro da Sociedade Real de Londres e no ano seguinte tornou-se membro da seção mecânica do instituto. Em 1865 intensificou seus estudo afim de modificar o regulador de Watt para a criação de um novo equipamento que regulasse a luz elétrica.

Em 11 de fevereiro de 1868 faleceu vítima de uma esclerose múltipla rapidamente desenvolvida. Seu corpo foi cremado e sua cripta encontra-se no Cimetière de Montmarte, em Paris.


O Pêndulo de Foucault

Até o ano de 1851, todas as informações a respeito do movimento de rotação da Terra eram obtidas através de observações astronômicas, sobre o movimento das estrelas. Uma explicação antiga era que as estrelas estariam “presas” a um esfera que gira sobre a Terra, mas a aceitação de que a Terra não era o centro do universo derrubava esta hipótese.



A comprovação da rotação e da curvatura da Terra.

O experimento de Foucault consiste em uma das maneiras mais simples e elegantes de se provar a rotação da Terra, que até hoje é admirada por sua simplicidade na forma de integração entre o ser humano e a natureza, sendo considerada por muitos físicos como um dos dez mais belos experimentos científicos.

O pêndulo de Foucault consiste em um dispositivo composto por uma massa m suspensa por um fio l, onde seu ponto de apoio é livre para girar.

A princípio, a expectativa era que o pêndulo oscilasse em um movimento retilíneo em um único plano vertical. No entanto, o que foi observado é que a oscilação do pêndulo parecia girar com o tempo, mudando sua direção em relação a esse plano considerado.

Quando o pêndulo é colocado em movimento, pelas Leis de Newton, sua oscilação depende somente da força gravitacional, da tração do fio e da resistência do ar, que faz diminuir a amplitude das oscilações com o passar do tempo. Nenhuma outra força age para explicar a mudança de direção da oscilação do pêndulo. Em Paris, a rotação é medida em cerca de 10° por hora, no sentido horário.

Mas, se não há nenhuma força atuando no pêndulo para que mude a direção da oscilação, por que o pêndulo gira? Na verdade, o pêndulo não gira. É o plano contido pela Terra que está girando! O plano de oscilação do pêndulo permanece constante. Nós, os observadores, temos a impressão de que o pêndulo gira, por que estamos “presos” à Terra.

Para expor sua descoberta, Foucault fez uma apresentação em público, já que descobertas científicas eram de interesse da população como uma atração. Foucault suspendeu na cúpula do Panthéon uma das extremidades de um fio com cerca de 70 metros de comprimento e na outra extremidade colocou uma massa esférica de 30kg. Em repouso, esse sistema ficava posicionado no centro de uma circunferência com 6m de diâmetro, na qual cada grau foi dividido em quatro partes. Após sucessivas oscilações, observou-se que o pêndulo movimentava-se no sentido horário, mudando seu plano de oscilação em cerca de 11°15’ por hora, realizando uma volta em 32 horas. Aplicando as proporções, obtemos:


11º 15' = 1 hora
360º = x

x = 32 horas


Foucault comprovou que o tempo gasto para completar uma volta dependia da latitude do local da experiência. Um pêndulo situado no Polo Norte daria uma volta completa em exatamente 24 horas no sentido horário; já para um pêndulo situado no Polo Sul, uma volta completa se daria também em 24 horas, mas no sentido anti-horário. Já para um pêndulo localizado na linha do Equador, o tempo gasto para completar uma volta seria infinito, ou seja, o pêndula não giraria, mantendo sua trajetória retilínea.

Podemos fazer uma representação matemática da experiência realizada por Foucault, onde θ é a latitude do local em que o experimento foi realizado, R é o raio da Terra e r é o raio da oscilação do pêndulo no plano:



Desenho esquemático do Pêndulo de Foucault.

O período t para o pêndulo realizar uma volta completa em torno de seu eixo de rotação é dado pela razão entre o comprimento da circunferência descrita pelo pêndulo no plano igual a 2π e a variação da velocidade, ou seja:


∆v = ω · r · sin(θ)


onde ω é a velocidade angular da Terra. Desta forma, temos que:


tθ   =   (2 · π · r) / [ω · r · sin(θ)]   =   24h / [sin(θ)]

Mais simples do que isso, impossível!
Só dividir o tempo do dia (24 horas) pelo seno
do ângulo da latitude onde você se encontra!


Nos polos, θ = 90°, e o período de giro completo no plano em que se encontra o pêndulo será de 24 horas, Na linha do Equador, θ = 0°, comprovando matematicamente o que um observador poderá concluir ao fazer o experimento neste local, que o tempo será infinito.


Alguns vídeos que mostram o pêndulo de Foucault em movimento




 




*   *   *

16 janeiro 2022

OS CAMPEÕES MUNDIAIS DE XADREZ




Lista completa dos Campeonatos Mundiais de Xadrez, incluindo países, cidades e sedes das edições do torneio, formato de disputa, o segundo colocado e o resultado final (vitórias, derrotas e empates).



CAMPEONATOS MUNDIAIS DE XADREZ
Ano - Campeão Mundial - Vice-campeão

Campeonatos Mundiais de Xadrez não-oficiais (1834–1886)
1834 França - Louis de La Bourdonnais Reino Unido - Alexander McDonnell
1843 França - Pierre Saint-Amant Reino Unido - Howard Staunton
1843 Reino Unido - Howard Staunton França - Pierre Saint-Amant
1846 Reino Unido - Howard Staunton Reino Unido - Bernhard Horwitz
1858 Estados Unidos - Paul Morphy Reino da Prússia - Adolf Anderssen
1866 Império Austríaco - Wilhelm Steinitz Reino da Prússia - Adolf Anderssen

Campeonatos Mundiais de Xadrez oficiais (1886–1946)
1886 Áustria-Hungria - Wilhelm Steinitz Reino Unido - Johannes Zukertort
1889 Estados Unidos - Wilhelm Steinitz Império Russo - Mikhail Chigorin
1891 Estados Unidos - Wilhelm Steinitz Áustria-Hungria - Isidor Gunsberg
1892 Estados Unidos - Wilhelm Steinitz Império Russo - Mikhail Chigorin
1894 Império Alemão - Emanuel Lasker Estados Unidos - Wilhelm Steinitz
1897 Império Alemão - Emanuel Lasker Estados Unidos - Wilhelm Steinitz
1907 Império Alemão - Emanuel Lasker Estados Unidos - Frank Marshall
1908 Império Alemão - Emanuel Lasker Império Alemão - Siegbert Tarrasch
1910 Império Alemão - Emanuel Lasker Áustria-Hungria - Carl Schlechter
1910 Império Alemão - Emanuel Lasker França - Dawid Janowski
1921 Cuba José Raúl Capablanca República de Weimar - Emanuel Lasker
1927 França - Alexander Alekhine Cuba - José Raúl Capablanca
1929 França - Alexander Alekhine República de Weimar - Efim Bogoljubov
1934 França - Alexander Alekhine Alemanha Nazi - Efim Bogoljubov
1935 Holanda - Max Euwe França - Alexander Alekhine
1937 França - Alexander Alekhine Holanda - Max Euwe

Interregno (1946–1948)
Alexander Alekhine faleceu em 1946, enquanto detinha o título de Campeão Mundial de Xadrez.

Campeonato Mundial da FIDE (1948–1993)
1948 URSS - Mikhail Botvinnik URSS - Vasily Smyslov
1951 URSS - Mikhail Botvinnik URSS David Bronstein
1954 URSS - Mikhail Botvinnik URSS - Vasily Smyslov
1957 URSS - Vasily Smyslov URSS - Mikhail Botvinnik
1958 URSS - Mikhail Botvinnik URSS - Vasily Smyslov
1960 URSS - Mikhail Tal URSS - Mikhail Botvinnik
1961 URSS - Mikhail Botvinnik URSS - Mikhail Tal
1963 URSS - Tigran Petrosian URSS - Mikhail Botvinnik
1966 URSS - Tigran Petrosian URSS - Boris Spassky
1969 URSS - Boris Spassky URSS - Tigran Petrosian
1972 Estados Unidos - Robert Fischer URSS - Boris Spassky
1975 URSS - Anatoly Karpov Estados Unidos - Robert Fischer
1978 URSS - Anatoly Karpov Suíça - Viktor Korchnoi
1981 URSS - Anatoly Karpov Suíça - Viktor Korchnoi
1984 URSS - Anatoly Karpov URSS - Garry Kasparov
1985 URSS - Garry Kasparov URSS - Anatoly Karpov
1986 URSS - Garry Kasparov URSS - Anatoly Karpov
1987 URSS - Garry Kasparov URSS - Anatoly Karpov
1990 URSS - Garry Kasparov URSS - Anatoly Karpov

Campeonato Mundial de Xadrez Clássico (1993–2006)
O campeão mundial Garry Kasparov e o desafiante Nigel Short se separaram da FIDE e disputaram a partida sob as circunstâncias da Professional Chess Association.
1993 Rússia - Garry Kasparov Inglaterra - Nigel Short
1995 Rússia - Garry Kasparov Índia - Viswanathan Anand
2000 Rússia - Vladimir Kramnik Rússia - Garry Kasparov
2004 Rússia - Vladimir Kramnik Hungria - Peter Leko

Campeonatos Mundiais de Xadrez da FIDE (1993–2006)
Garry Kasparov destituído de seu título da FIDE depois que ele e o desafiante Nigel Short romperam com a organização em 1993. Anatoly Karpov, participante da última edição do torneio, em 1990, foi anunciado campeão mundial.
Em 1996, a FIDE mudou as regras do torneio, fazendo com que o então campeão mundial não fosse mais automaticamente classificado para a partida final.
1993 Rússia - Anatoly Karpov Holanda - Jan Timman
1996 Rússia - Anatoly Karpov Estados Unidos - Gata Kamsky
1998 Rússia - Anatoly Karpov Índia - Viswanathan Anand
1999 Rússia - Alexander Khalifman Arménia - Vladimir Akopian
2000 Índia - Viswanathan Anand Espanha - Alexei Shirov
2002 Ucrânia - Ruslan Ponomariov Ucrânia - Vassily Ivanchuk
2004 Uzbequistão - Rustam Kasimdzhanov Inglaterra - Michael Adams
2005 Bulgária - Veselin Topalov Índia - Viswanathan Anand

Campeonatos Mundiais de Xadrez (2006–atual)
2006 Rússia - Vladimir Kramnik Bulgária - Veselin Topalov
2007 Índia - Viswanathan Anand Rússia - Vladimir Kramnik
2008 Índia - Viswanathan Anand Rússia - Vladimir Kramnik
2010 Índia - Viswanathan Anand Bulgária - Veselin Topalov
2012 Índia - Viswanathan Anand Israel - Boris Gelfand
2013 Noruega - Magnus Carlsen Índia - Viswanathan Anand
2014 Noruega - Magnus Carlsen Índia - Viswanathan Anand
2016 Noruega - Magnus Carlsen Rússia - Sergey Karjakin
2018 Noruega - Magnus Carlsen Estados Unidos - Fabiano Caruana
2021 Noruega - Magnus Carlsen Rússia - Ian Nepomniachtchi


* * * * * * *