Postagem em destaque

BRAVE NEW WORLD / ADMIRÁVEL MUNDO NOVO / UN MUNDO FELIZ (Part 2 of 2)

THE MIKE WALLACE INTERVIEW - GUEST: ALDOUS HUXLEY - 05/18/1958. ENTREVISTA DE MIKE WALLACE -  CONVIDADO: ALDOUS HUXLEY - 18/05/1958....

24 novembro 2014

PROVA DOS NOVE

PROVA DOS NOVE

Prova dos nove (ou noves fora) é um teste de validade para o cálculo manual de somas, subtrações, divisões e multiplicações de números inteiros. Utilizando-se apenas dos dígitos de entrada e saída do cálculo, a maioria dos erros acidentais serão notados. Devido à sua facilidade de uso, é passível de utilização por crianças na escola, mesmo que sem compreender suas bases matemáticas.

Matemática.

Se x e x' (respectivamente, y e y') têm o mesmo resto módulo 9, então x + y e x' + y', x - y e x' - y' e x × y e x' × y' também o têm.

O truque é que existe uma forma simples de calcular o resto de uma divisão de qualquer número por 9, baseado no seguinte teste: a soma dos dígitos de um número inteiro na base decimal tem o mesmo resto em sua divisão por 9 que o próprio número. Logo os dígitos do número original podem ser adicionados para se obter um outro número, e então repetidamente até que se chegue a um número com apenas 1 dígito, que é necessariamente o resto da divisão por 9 do número original.

Este método leva este nome pelo fato que os números 9 podem ser ignorados nas somas, já que eles são o mesmo que 0 quando do cálculo do resto da divisão por 9.

Consideremos 19786901 × 8098678443. O resultado é 160247748582475143, mas é muito provável que um erro seja cometido quando o cálculo é feito à mão, a menos que seja prestada muita atenção. Vamos então aplicar o processo da soma dos dígitos:

19786901 ⇒ 41 ⇒ 5
8098678443 ⇒ 57 ⇒ 12 ⇒ 3
160247748582475143 ⇒ 78 ⇒ 15 ⇒ 6
5 × 3 = 15 ⇒ 6

Utilizando-se a técnica dos noves fora:

19786901 ⇒ 23 ⇒ 5
8098678443 ⇒ 48 ⇒ 12 ⇒ 3
160247748582475143 ⇒ 78 ⇒ 15 ⇒ 6
5 × 3 = 15 ⇒ 6

Se o resultado fosse discrepante, concluiríamos que um erro fora cometido. Todavia, alguns erros, como por exemplo a falta de um ou mais dígitos cuja soma seja múltipla de 9, não alteram o resultado final do módulo. Isto faz com que um resultado correto da prova dos nove não garanta que o cálculo esteja correto. Esta técnica é útil para apontar a maioria dos erros aleatórios, mas não todos.

18 novembro 2014

RELATO DE PROJEÇÃO CONSCIENTE (4)

RELATO DE PROJEÇÃO CONSCIENTE PARCIAL DE PSICOSSOMA (4)

Projeção consciente parcial de psicossoma em 17/11/2014 às 19h00.

Local: Oyala - Guiné Equatorial - África.

PROJEÇÃO CONSCIENTE PARCIAL

Ocorrida após a jornada rotineira de trabalho.

Alguns minutos após chegar ao meu quarto, atender as minhas necessidade biológicas e ter trocado de roupa; deitei-me recostado sobre 2 travesseiros ficando como de costume na posição de decúbito dorsal, porém com as costas inclinadas.

A temperatura do local era amena e o ar condicionado estava desligado.

Essa projeção não era esperada pois eu tinha ido apenas descansar pois havia tido um dia de trabalho puxado e ainda na noite anterior tinha dormido bastante pouco, apenas algumas horas. Eu não tinha a intenção de realizar projeção consciente, somente relaxar um pouco. Não tinha nem apagado as luzes do quarto.


Fenômeno da projeção consciente (PC).

Eu estava vestindo calça jeans e camiseta. Mobilizei pouco as energias, permanecendo apenas relaxado por uns 15 minutos, quando aconteceu uma decolagem parcial através do psicossoma, sem muitos sons intracranianos. Eu fiquei numa posição semelhante à da figura exposta nesta postagem, como se estivesse sentado, com o paratronco, paracabeça e parabraços projetados para a frente.

O nível de lucidez me pareceu muito bom e conseguia enxergar muito bem, vendo inclusive os meus parabraços do psicossoma, e podia movê-los perfeitamente.

Após alguns segundos, uns 30 segundos aproximadamente, houve a interiorização total do psicossoma no corpo físico.

Devido ao acontecimento da projeção parcial, a mobilização de energias conscienciais tornou-se muito fácil, por muitos minutos, e tentei repetir a projeção consciente, mas não foi possível.

Em seguida fui tomar um banho.

01 novembro 2014

MOZART (Piano Concerto n° 20)

Piano Concerto No. 20 (Mozart)

The Piano Concerto N° 20 in D minor, K. 466, was written by Wolfgang Amadeus Mozart in 1785. The first performance took place at the Mehlgrube Casino in Vienna on February 11, 1785, with the composer as the soloist.

Mozart.

Background

A few days after the first performance, the composer's father, Leopold, visiting in Vienna, wrote to his daughter Nannerl about her brother's recent success: "[I heard] an excellent new piano concerto by Wolfgang, on which the copyist was still at work when we got there, and your brother didn't even have time to play through the rondo because he had to oversee the copying operation".

Piano Concerto.

It is written in the key of D minor. Other works by the composer in that key include the Fantasia K. 397 for piano, Requiem, a Kyrie, the aria "Der Hölle Rache kocht in meinem Herzen" from the opera The Magic Flute and parts of the opera Don Giovanni. It is the first of two piano concertos written in a minor key (No. 24 in C minor being the other).

The young Ludwig van Beethoven admired this concerto and kept it in his repertoire. A bass run from the first movement appears for comic effect in Variation 22 of the Diabelli Variations. Daniel Barenboim contends that this concerto was Joseph Stalin's favorite piece of music. Composers who wrote cadenzas for it include Beethoven (WoO 58), Charles-Valentin Alkan, Johannes Brahms (WoO 16), Johann Nepomuk Hummel, Feruccio Busoni and Clara Schumann.

Movements

The concerto is scored for solo piano, flute, two oboes, two bassoons, two horns, two trumpets, timpani and strings. As is typical with concertos, it is in three movements:

1 - Allegro
2 - Romanze
3 - Allegro assai

The first movement starts off the concerto in the dark tonic key of D minor with the strings restlessly but quietly building up to a full forte. The theme is quickly taken up by the piano soloist and developed throughout the long movement. A slightly brighter mood exists in the second theme, but it never becomes jubilant. The timpani further heightens the tension in the coda before the cadenza. The movement ends on a quiet note.

Mozart, Piano Concerto N° 20, 1st movement, performed by pianist Sara Spire and the Bezdin Ensemble, conducted by Adina Spire, with an animated graphical score.

The 'Romanze' second movement is a five-part rondo (ABACA) with a coda. The beginning features a solo piano playing the flamboyant and charming main B-flat major melody without accompaniment. This lyrical, passionate, tender and romantic melody, played at a relatively dainty tempo, paints a picture of peace and a sense of harmony between the piano and the orchestra, and has also inspired its title 'Romanze'. Halfway through, the piece moves on to the second episode (part C), where the beautiful melody is replaced with a turbulent, agitated and ominous theme in the relative minor key of G minor, which greatly contrasts the peaceful mood at the starting of the movement. Finally, we are greeted once again with the aforeheard melody which returns as the movement is nearing the end. The piece ends with an ascending arpeggio that is light and delicate, gradually until it becomes a faint whisper. The 'Romanze' movement is testament to Mozart's brilliant facility with not just exciting and bold music, but also gentle and melodious sounds that can really touch the listener's soul.

The final movement, a rondo, begins with the solo piano rippling upward in the home key before the full orchestra replies with a furious section. (This piano "rippling" is known as the Mannheim Rocket and is a string of eighth notes (d-f-a-d-f) followed by a quarter note (a). A second melody is touched upon by the piano where the mood is still dark but strangely restless. A contrasting cheerful melody in F major ushers in not soon after, introduced by the orchestra before the solo piano rounds off the lively theme. A series of sharp piano chords snaps the bright melody and then begin passages in D minor on solo piano again, taken up by full orchestra. Several modulations of the second theme (in A minor and G minor) follow. Thereafter follows the same format as above, with a momentary pause for introducing the customary cadenza. After the cadenza, the mood clears considerably and the bright happy melody is taken up this time by the winds. The solo piano repeats the theme before a full orchestral passage develops the passage and thereby rounding up the concerto with a jubilant D major finish.

x x x x x x x x x

This "Mozart Piano Concerto n° 20 in D minor, 1st movement, animated graphical score video" was made by Stephen Malinowski. You can access the site: www.musanim.com

x x x x x x x x x

31 outubro 2014

π (Pi)

π
Na matemática, π é uma proporção numérica originada da relação entre as grandezas do perímetro de uma circunferência e seu diâmetro; por outras palavras, se uma circunferência tem perímetro p e diâmetro d, então aquele número é igual a p/d. É representado pela letra grega π. A letra grega π (lê-se: pi), foi adotada para o número a partir da palavra grega para perímetro, "περίμετρος", provavelmente por William Jones em 1706, e popularizada por Leonhard Euler alguns anos mais tarde. Outros nomes para esta constante são constante circular, constante de Arquimedes ou número de Ludolph.

 O número "Pi".

Notação
Os primeiros a utilizarem a letra grega π foram os matemáticos ingleses, mas para designar a circunferência de um círculo. O primeiro a utilizar definição atual foi William Jones. Entretanto foi só após Leonhard Euler utilizá-la que houve aceitação da notação pela comunidade científica.

Valor de π
O valor de π pertence aos números irracionais. Para a maioria dos cálculos simples é comum aproximar π por 3,14. Uma boa parte das calculadoras científicas de 8 dígitos aproxima π por 3,1415927. Para cálculos mais precisos pode-se utilizar π ≈ 3,1415926535897932384626433832795 com 31 casas decimais depois da vírgula. Para cálculos ainda mais precisos pode-se obter aproximações de π através de algoritmos computacionais.

Aproximações para π
Desde a Antiguidade, foram encontradas várias aproximações de π para o cálculo da área do círculo. Entre os egípcios, por exemplo no papiro de Ahmes, o valor atribuído a π seria (4/3)4, embora também seja encontrado o valor 3(1/6). Na Bíblia (1 Reis 7:23) é possível encontrar que os hebreus utilizavam o valor 3 como aproximação de π. Entre os babilônios, era comum o uso do valor 3 para calcular a área do círculo, apesar de o valor 3(1/8) já ser conhecido como aproximação.

Métodos de cálculo
Existem muitas formas de se obter o valor exato de π e alguns métodos aproximados. Consideramos que [[π]] é um número irracional e transcendente, de forma que os métodos de cálculo sempre envolvem aproximações, aproximações sucessivas e/ou séries infinitas de somas, multiplicações e divisões.

Método clássico para o cálculo de π
Método clássico para o cálculo de π.
A primeira tentativa rigorosa de encontrar π deve-se a um dos mais conhecidos matemáticos da Antigüidade, Arquimedes. Pela construção de polígonos inscrito e circunscrito de 96 lados encontrou que π seria entre um valor entre 223/71 e 22/7, ou seja, estaria aproximadamente entre 3,1408 e 3,1429. Tal método é o chamado método clássico para cálculo de de π.
Ptolomeu, que viveu em Alexandria aproximadamente no século III d.C., calculou pi tomando por base um polígono de 720 lados inscrito numa circunferência de 60 unidades de raio. Seu valor foi aproximadamente 3,1416. Considerando o que sabemos atualmente, sua aproximação foi bem melhor que a de Arquimedes.
A "busca" pelo valor de π chegou até à China, onde Liu Hui, um copiador de livros, conseguiu obter o valor 3,14159 com um polígono de 3.072 lados. Mas só no final do século V que o matemático Tsu Ch'ung-chih chegou a uma aproximação melhor: entre 3,1415926 e 3,1415927.
Nesta mesma época, o matemático hindu Aryabhata deixou registrado em versos num livro a seguinte afirmação: "Some-se 4 a 100, multiplique-se por 8 e some-se 62.000. O resultado é aproximadamente uma circunferência de diâmetro 20.000".
Analisando matematicamente e considerando a equação citada anteriormente de c = π.d.
(4+100)∙8 + 62000 ≈ π∙20000 →
104∙8 + 62000 ≈ π∙2000 →
832 + 62000 ≈ π∙20000 →
62832 ≈ π∙20000 →
π ≈ 62832/20000
O valor de π, portanto, seria 3,1416. Obviamente, quanto maior o número de casas decimais, melhor a aproximação do valor real de π. Mas devemos considerar que, na época, isso não era algo fácil de se calcular.
O maior cálculo de casas decimais até o século XV foi 3,1415926535897932 feito pelo matemático árabe al-Kashi. O matemático holandês Ludolph van Ceulen, no final do século XVI, calculou um valor de π com 35 casas decimais, começando com um polígono de 15 lados, dobrando o número de lados 37 vezes, e, logo em seguida, aumentando o número de lados. Por curiosidade, a sua esposa mandou gravar no seu túmulo o valor de π com as supracitadas 35 casas decimais.
Hoje em dia é relativamente mais fácil, com os computadores modernos que calculam até bilhões de casas decimais para π.
Uma aproximação de π que apresenta diferença de aproximadamente 2,7e-7é a seguinte:
355/113 ≈ π

Formulação matemática do método de Arquimedes
Baseado no método de Arquimedes é possível formular uma representação matemática para o cálculo de π, eficiente para um polígono de qualquer número de lados.
Considerando um polígono de n lados e raio 1, temos a medida do lado expressa pela lei dos cossenos:
a2 = b2 + c2 − 2ab∙cosα
Temos formado um triângulo isósceles, de base l e lados r=1:
l2 = r2 + r2 − 2r2cosα
l2 = 12 + 12 − 2∙cosα
l2 = 2 − 2∙cosα
l = (2 - 2∙cosα)0,5
O ângulo do triângulo isósceles no centro do polígono é expresso por 360º dividido pelo número de lados (n), portanto:
l = [2 - 2∙cos (360/n)]0,5
Dessa forma, o perímetro do polígono será de:
p = {[2 - 2∙cos (360/n)]0,5}∙n
Como π é representado pelo perímetro do polígono dividido pelo seu diâmetro, temos:
π = ({[2 - 2∙cos (360/n)]0,5}∙n)/2

Métodos estatísticos
Método estatístico do cálculo de "Pi".
Outro método interessante para o cálculo de π pode ser realizado através de Monte Carlo utilizando-se a estatística. Nesse método são sorteados aleatoriamente pontos num quadrado compreendido entre as coordenadas O = (0,0) e B = (1,1). Em seguida calcula-se a distância dos pontos sorteados cn = (xn,yn) até a origem O = (0, 0).π pode ser aproximado através do número de pontos inscritos na circunferência de raio 1 em relação ao total de pontos sorteados no quadrado de lado 1.
No exemplo ao lado, π ≈ 4∙386/500 = 3,088.
Outro método que utiliza a estatística de Monte Carlo para o cálculo de π é conhecido como Agulha de Buffon, proposto no século XVIII pelo naturalista francês Georges de Buffon.

Métodos de séries infinitas
O francês François Viète, estudando o método de Arquimedes, desenvolveu a seguinte série para o cálculo de π em 1593:
(√2)/2[√(2+√2)]/2{2+[√(2+√2)]}/2 ... = 2/π
O matemático John Wallis, desenvolveu outra série infinita em 1655:
2/12/34/34/56/56/78/78/9... = π/2
Outra série conhecida para o cálculo de π foi desenvolvida por Leibniz em 1682, utilizando-se da série de Taylor para a função arctan (x), tomando-se x=1 e, por conseguinte, arctan (1) = π/4.
n=0 [(-1)n/(2n + 1)] = (1 - 1/31/51/71/9 - ...) = π/4
Johann Heinrich Lambert publicou, em 1770, uma série na forma de divisões infinitas:
π/4 = 1 + 12/[3 + 22/(5 + 32/{7 + 42/[9 + 52/(11 + 62/...)]})]

Métodos de cálculo numérico
Um dos estudos dos métodos de cálculo numérico é obter a raiz de uma função. Quando consideramos a função f(x) = sin(x) sabemos que f(π) = sin(π) = 0. Os principais métodos do calculo numérico para a obtenção da raiz da função f(x) podem incluir uma busca binária no intervalo [a, b] onde se sabemos que f(3) = sin(3) > 0 (a = 3) e f(4) = sin(4) < 0 (b = 4) então podemos aprimorar o intervalo para:
{a, [(a+b)/2]}, se f[(a+b)/2] < 0 e
{[(a+b)/2], b}, se f[(a+b)/2]  0
Partindo-se do intervalo π [3, 4] esse método permite refiná-lo sucessivamente para os intervalos
  1. π [3, 3.5]
  2. π [3, 3.25]
  3. π [3.125, 3.25]
  4. π [3.125, 3.1875]
e assim sucessivamente.
Ainda no cálculo numérico, o método de Newton-Raphson, mais eficiente que uma busca binária permite obter aproximações sucessivas para a raiz da função f(x) = sin(x) utilizando um ponto inicial x0 exigindo que conheçanos f'(x) = cos(x).
Tomando-se x0 = 3 e considerando-se que por Newton-Rapson:

xi+1 = xi – [f(xi)/f’(xi)] = xi – [sin(xi)/cos(xi)] = xi – tan (xi)

temos a seguinte série para π
1.     x0 = 3
2.     x1 = 3,14254654
3.     x2 = 3,14159265
Um método otimizado de cálculo numérico para o cálculo de π através das raízes de uma função pode ser obtido pela simplificação
xi + 1 = xi + sin(xi),
pois na proximidade de π, cos(xi) ≈ -1.
Notemos que nesses algoritmos de cálculo numérico considera-se π como trancendental, uma vez que a função f(x) = sin(x) não pode ser escrita através de um polinômio finito de coeficientes racionais; a função f(x) = sin(x) é obtida através da expansão da série de Taylor.

Algoritmo de Gauss-Legendre
O Algoritmo de Gauss-Legendre, que é um método de cálculo numérico de aproximações succesivas, foi utilizado por Yasumasa Kanada para obter o recorde mundial no cálculo de casas decimais de π em 2002.

Método de cálculo isolado das decimais π
Em 1995, David Bailey, em colaboração com Peter Borwein e Simon Plouffe, descobriu uma fórmula de cálculo de π, uma soma infinita (freqüentemente chamada fórmula BBP):
π = ∑k=0 (1/16k) ∙ [4/(8k+1)  -  2/(8k+4)  -  1/(8k+5)  -  1/(8k+6)]
Essa fórmula permite calcular facilmente a enésima decimal binária ou hexadecimal de π sem ter que calcular as decimais precedentes. O sítio de Bailey contém sua derivação e implementação em diversas linguagens de programação. Graças a uma fórmula derivada da fórmula BBP, o 4.000.000.000.000.000° algarismo de π em base 2 foi obtido em 2001.

Grandezas que dependem de π
Várias relações matemáticas dependem do conhecimento da constante π, entre elas:
  • Perímetro de uma circunferência: C = 2∙π∙r
  • Área do círculo: A = π∙r2
  • Volume de uma esfera: V = (4/3) π∙r3
π também está nas fórmulas gravitacionais e do eletromagnetismo da física.

Irracionalidade e transcendência de π
Johann Heinrich Lambert demonstrou em 1761 que se é racional e diferente de 0, então nem tan (x), nem ex podem ser racionais. Como tan (π/4) = 1, segue-se que π/4 é irracional, e portanto que π é irracional.
Lindemann provou em 1882 que π é transcendente utilizando o método utilizado por Hermite para provar que e é transcendente. Isto significa que π não pode ser a solução de nenhuma equação algébrica de coeficientes racionais. A transcendência de π estabelece a impossibilidade de se resolver o problema da quadratura do círculo: é impossível construir, somente com régua e um compasso euclideanos, um quadrado cuja área seja rigorosamente igual à área de um determinado círculo.

Questões sem resposta
A questão em aberto mais importante é a de saber se π é um número normal, isto é, se qualquer sucessão de algarismos aparece nas decimais de π, como seria de se esperar em uma seqüência infinita e completamente aleatória de algarismos. Isso deveria ser verdadeiro em qualquer base, e não somente na base 10.
Também não se sabe que algarismos aparecem um número infinito de vezes na constituição de π.
Bailey e Crandall demonstraram em 2000 que a existência da fórmula Bailey-Borwein-Plouffe mencionada acima e de fórmulas similares implicam a normalidade de π em base 2.

Cronologia do cálculo de π (até o ano de 2010)
Evolução da precisão do cálculo de "Pi" ao longo dos anos.