06 agosto 2026

CAN-AM Series

CAN-AM Series

A Can-Am (Canadian-American Challenge Cup) foi a categoria de automobilismo mais extrema, veloz e permissiva de todos os tempos.

Disputada entre 1966 e 1974 em circuitos dos Estados Unidos e Canadá, a competição adotava o regulamento do "Grupo 7" da FIA, que funcionava sob uma premissa quase surreal: não havia limites técnicos.




Não existiam restrições para a potência dos motores, peso mínimo dos carros, tamanho de asas ou aerodinâmica. O resultado foi uma era de engenharia insana, onde os carros se tornaram mais velozes que os Fórmula 1 daquela mesma época.


A Flosofia do "Tudo É Permitido"

Para alinhar um carro no grid da Can-Am, a regra básica exigia apenas duas coisas: o carro deveria ter rodas cobertas (carroceria fechada) e dois assentos (embora o do passageiro ficasse geralmente coberto). Isso abriu as portas para inovações revolucionárias:

Motores Monstruosos: Blocos americanos V8 de alumínio (Chevrolet e Ford) eram modificados para passar dos 8,0 litros de deslocamento, gerando facilmente mais de 800 cv de potência pura e aspirada.

Aerodinâmica Radical: Foi o laboratório perfeito para o engenheiro Jim Hall criar os carros da Chaparral. Ele introduziu aerofólios gigantes montados diretamente na suspensão traseira e criou o Chaparral 2J (o "carro aspirador"), que usava dois ventiladores com motor de neve na traseira para sugar o carro contra o chão, gerando efeito solo antes de qualquer equipe de F1 pensar nisso.


As Duas Grandes Eras de Domínio

A Era do "Bruce and Denny Show" (1967–1971)

Durante cinco anos consecutivos, a equipe McLaren dominou a Can-Am de forma tão avassaladora que a categoria ganhou esse apelido. Pilotando os icônicos carros pintados de "Laranja Papaya" (como os modelos M6A e M8D), o fundador Bruce McLaren e seu companheiro Denny Hulme venceram quase todas as corridas disputadas. Nem mesmo a trágica morte de Bruce em 1970 em Mosport testando um carro da Can-Am parou a dinastia da equipe.


O Monstro da Porsche que Matou a Categoria (1972–1973)

Disposta a quebrar a hegemonia da McLaren, a Porsche entrou na categoria em parceria com a equipe Penske. Eles pegaram o chassi do campeão de Le Mans e criaram o Porsche 917/10 e, posteriormente, o lendário 917/30.
Equipado com um motor de 12 cilindros planos com turbocompressores gêmeos, o 917/30 gerava 1.200 cv em configuração de corrida e insanos 1.500 cv em treinos de classificação. O carro era tão ridiculamente rápido e indestrutível nas mãos de Mark Donohue que a competição perdeu a graça.


O Fim da Era de Ouro

A Can-Am original ruiu em 1974. O domínio absoluto da Porsche tirou o interesse do público e dos patrocinadores. Para piorar, a crise mundial do petróleo de 1973 tornou inviável manter uma categoria baseada em motores de mil cavalos que consumiam quantidades absurdas de combustível.

A categoria chegou a ser revivida entre 1977 e 1986 usando carros baseados na antiga Fórmula 5000, mas nunca recuperou a magia ou o perigo da era original. O legado da Can-Am permanece na história como o ápice da liberdade de criação mecânica, algo impossível de se repetir no automobilismo moderno.




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CHAPARRAL

CHAPARRAL

O projeto Chaparral Cars, fundado pelo piloto e engenheiro texano Jim Hall (em parceria com Hap Sharp), foi o laboratório mais disruptivo da história do automobilismo mundial entre os anos 1960 e 1970. Focada principalmente nas corridas de Endurance e na lendária categoria Can-Am, a Chaparral revolucionou o esporte ao introduzir conceitos de aerodinâmica e transmissão que moldaram tudo o que conhecemos hoje sobre carros de corrida.




Gênese e as Inovações Revolucionárias

Enquanto a maioria dos construtores da época focava apenas em dar mais potência aos motores, Jim Hall percebeu que o segredo para andar rápido estava na forma como o carro interagia com o ar e com o solo.

Pioneirismo no Aerofólio (Asas): Hall foi o primeiro a entender que as asas podiam ser usadas invertidas para criar força vertical para baixo (downforce), empurrando o carro contra o chão para aumentar a velocidade nas curvas.

Transmissão Automática: Para permitir que os pilotos operassem os complexos sistemas de asas dinâmicas com os pés, a Chaparral usava uma inovadora transmissão semiautomática/automática desenvolvida em segredo com a Chevrolet, eliminando o pedal de embreagem tradicional.

Chassis de Fibra de Vidro: Rompendo com as estruturas tubulares de aço ou alumínio, Hall construiu monocoques pioneiros utilizando fibra de vidro e compostos plásticos leves.


Os Modelos Mais Icônicos (Linha do Tempo)



The low narrow silhouette of the new car with spoiler/brake in operation.

Chaparral 2A / 2C (1963–1965): O modelo de motor central Chevrolet V8 que iniciou o sucesso na América. A versão 2C chocou o mundo ao introduzir uma asa traseira móvel ativa: o piloto pisava em um pedal na reta para "achatar" a asa (reduzindo o arrasto) e o soltava antes da curva para ganhar aderência (o avô do sistema DRS moderno da F1).



Phil Hill drove one of Jim Hall’s Chaparral 2Es.

Chaparral 2E (1966): Considerado por muitos o carro de corrida mais bonito de todos os tempos. Foi o primeiro a adotar uma asa gigante montada diretamente nas mangas de eixo da suspensão traseira (em vez de na carroceria), jogando a pressão aerodinâmica diretamente nos pneus, além de trazer radiadores movidos para as laterais.



Jim Hall's Chaparral 2G Chevrolet at Road America 1967.

Chaparral 2G (1967–1968): Uma evolução brutal do 2E feita sob medida para a Can-Am, alargada para receber motores Chevrolet V8 Big Block de mais de 7,0 litros e pneus massivos na traseira. Foi o carro pilotado pelo lendário John Surtees.



1969 Chaparral 2H In practice, John Surtees.

Chaparral 2H (1969): Uma tentativa radical de criar um carro de "arrasto ultra-baixo". Hall tentou fazer a carroceria inteira funcionar como uma asa gigante em formato de cunha, deixando o piloto quase deitado lá dentro. O carro provou-se extremamente difícil de guiar.



Jackie Stewart - Chaparral 2J CanAm Watkins Glen 1970.



Vic Elford Chaparral 2J.

Chaparral 2J - O "Carro Aspirador" (1970): A obra-prima mais insana de Jim Hall. O 2J tinha saias laterais de Lexan que tocavam o chão e dois ventiladores na traseira movidos por um motor independente de moto de neve de 45 cv. Os ventiladores sugavam o ar debaixo do carro, criando um vácuo e gerando um downforce massivo e constante, mesmo com o carro parado ou em curvas lentas.


O Banimento e o Legado Histórico

O Chaparral 2J quebrou recordes de pista de forma absurda em 1970, sendo frequentemente mais de 2 segundos mais rápido por volta que os rivais na classificação. Diante do pânico geral das outras equipes (lideradas pela McLaren), a organização da Can-Am e a FIA cederam à pressão e baniram o uso de ventiladores e saias móveis, alegando que eles disparavam detritos e pedras nos carros de trás.

Desiludido com o banimento de suas maiores criações, Jim Hall começou a se afastar gradualmente da Can-Am, embora tenha retornado anos depois para vencer as 500 Milhas de Indianápolis de 1980 com o modelo Chaparral 2K (o primeiro "carro asa" de efeito solo da Indy).

O legado da Chaparral é imutável: o conceito de asas móveis, o uso de ventiladores para efeito solo (visto mais tarde na F1 com o Brabham BT46B e no supercarro moderno GMA T.50) e o foco científico em aerodinâmica nasceram na garagem texana de Jim Hall.



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05 agosto 2026

RESTAURAÇÃO DE LIVRO / BOOK RESTORATION

RESTAURAÇÃO DE LIVRO / BOOK RESTORATION



How 400-Year-Old Books Are Professionally Restored. See in Masters Of Craft chanel.


The delicate and intricate restoration process of a very old book. Watch this restoration video of a true artisan at work with decades of experience.







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03 agosto 2026

CONSCIENCIOGRAMA

CONSCIENCIOGRAMA

O que é o Conscienciograma?




Livro "CONSCIENCIOGRAMA" de Waldo Vieira.


O livro Conscienciograma (1ª edição, 1996, 344 páginas), escrito pelo médico e pesquisador Waldo Vieira, é considerado o principal tratado técnico-prático da Conscienciometria (ramo que mede a maturidade da consciência). A obra propõe o maior e mais abrangente teste de autoavaliação da personalidade humana sob a ótica do paradigma consciencial.


Ficha Técnica e Identidade Visual

Autor: Waldo Vieira
Ano de Publicação: 1996 (1ª Edição pelo Instituto Internacional de Projeciologia - IIP)
Capa: Arte assinada por Roberto E. Furnari e Arthur W. Vieira
Páginas: 344

 


Explanação da capa.


Objetivo Central do Livro

O objetivo é fornecer um instrumento cirúrgico de autopesquisa. A obra afasta o misticismo e utiliza uma abordagem técnica para que você possa identificar seus pontos fortes (traços-força ou trafor) e pontos fracos (traços-fardo ou trafar). O intuito final é acelerar a evolução pessoal através da autoconfrentação e da reciclagem de comportamentos (recéxis).


A Estrutura do Teste - 100 Folhas e 2.000 Questões

A mensuração da personalidade é dividida de forma exata e matemática:

100 Folhas de Avaliação: O livro apresenta 100 parâmetros diferentes da manifestação humana.

2.000 Questões: Cada uma das 100 folhas contém exatamente 20 perguntas pontuais de múltipla escolha.

Escala de Notas: O avaliador atribui notas de 0 a 5 para cada item, gerando gráficos de desempenho consciencial.


Os Pilares Avaliados (Paradigma Consciencial)

Ao contrário da psicologia tradicional, o Conscienciograma avalia você além do corpo físico, baseando-se nos pilares da Conscienciologia:

Holossoma: Avaliação dos j4 corpos (físico/soma, energético/energosoma, emocional/psicosoma e mental/mentalsoma).

Multidimensionalidade: Como você interage com outras dimensões através da projeção lúcida.

Bioenergética: O nível de domínio e aplicação prática de suas energias cotidianas.

Multiexistencialidade: O impacto de vidas passadas e o planejamento da vida atual (proéxis).

Cosmoética: A moral universal, que vai além da ética social humana convencional.


O Modelo de Referência: O Serenissimus

O referencial máximo de nota (o padrão "100%" de acertos) utilizado no livro não são heróis ou gênios intelectuais, mas sim o Homo sapiens serenissimus. Esse termo define a consciência de nível evolutivo avançado, caracterizada por total anonimato, profundo domínio bioenergético, ausência de drama emocional e assistência universal silenciosa. O teste mede a distância atual entre você e esse modelo idealizado de evolução.


Próximos Passos na Prática

Se você deseja iniciar seu processo de medição pessoal utilizando o método de Waldo Vieira:

Adquira o material: O livro está disponível em formato físico ou por download gratuito em canais oficiais de pesquisa como a Associação Editares.

Responda com hiperrealdade: O maior desafio do teste é vencer a autorracionalização e responder o que você realmente vivencia, e não o que acha ecologicamente correto.



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02 agosto 2026

Tony Iommi - World Alone

Tony Iommi - World Alone - With Jorn Lande





0:00 - 1:50 - Prelude
1:51 – 6:00 - World Alone
6:01 – 7:24 - Credits




Tony Iommi - Guitar
Jorn Lande - Vocals & Lyrics
Karl Brazil - Drums
Becky Baldwin - Bass
Mike Exeter – Keyboards


Written & Directed by Ryan Mackfall @ryancrashburn
Produced by Myskatonic.co @myskatonicfilms
Executive Producers – Tony Iommi, Ralph Baker, Ben Baker & Miles Hackett
'The Believer' played by Darcy Vanhinsbergh

Music Produced by Tony Iommi & Mike Exeter
Music Mixed by Mike Exeter and Andy Sneap



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01 agosto 2026

PARANTHROPUS ramo não ancestral humano extinto (Parte 2 de 2)

De forma geral, a comunidade científica aceita que o gênero Australopithecus funcionou como a grande "raiz" evolutiva que originou tanto a linhagem Homo quanto a Paranthropus, e hoje nós somos os únicos sobreviventes.



Paranthropus boisei.


Para entender isso com precisão científica, vale a pena detalhar como essa árvore se dividiu e o que aconteceu com os sobreviventes.


A Origem: A Divisão dos Australopitecos

Há cerca de 3 milhões de anos, o gênero Australopithecus (provavelmente através da espécie Australopithecus afarensis, a mesma do famoso fóssil "Lucy") começou a se fragmentar devido a mudanças climáticas na África. Essa pressão ambiental forçou a evolução em duas direções opostas:

A Linhagem Grácil (Evolução Cultural): Deu origem ao gênero Homo. Em vez de focar na força física, essa linhagem apostou no crescimento do cérebro, na flexibilidade alimentar (onivoria) e na criação de ferramentas de pedra.

A Linhagem Robusta (Evolução Anatômica): Deu origem ao gênero Paranthropus. Essa ramificação focou na especialização biológica extrema, desenvolvendo mandíbulas e dentes gigantescos para mastigar vegetação dura e fibrosa de ambientes secos.


A Sobrevivência: Só sobrou o gênero Homo

Dizer que "sobraram somente os Homo" é correto se olharmos para o panorama geral da nossa árvore genealógica e o processo de eliminação ocorreu em etapas:

A extinção do Paranthropus (há ~1,2 milhão de anos): A hiper-especialização alimentar deles se tornou uma armadilha mortal quando o clima mudou drasticamente e a vegetação da qual dependiam desapareceu.

A competição e substituição interna no gênero Homo: O próprio gênero Homo teve várias espécies coexistindo (como Homo habilis, Homo erectus, Homo neanderthalensis e Homo floresiensis).

O "Último Sobrevivente": Com o tempo, todas as outras espécies Homo também foram extintas devido a mudanças climáticas, pressões ecológicas e a expansão da nossa própria espécie. Hoje, o Homo sapiens é o único representante vivo de toda essa jornada iniciada pelos australopitecos.


O Esquema da Árvore Evolutiva (Simplificado)

       [ Ancestral Australopithecus ]
                    │
         ┌──────────┴──────────┐
         ▼                     ▼
[ Gênero Paranthropus ]   [ Gênero Homo ]
 (Extinto há 1,2 Ma)           │
                               ├─► Homo habilis (Extinto)
                               ├─► Homo erectus (Extinto)
                               ├─► Homo neanderthalensis (Extinto)
                               ▼
                        [ Homo sapiens ] ◄── (Único sobrevivente atual)


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PARANTHROPUS ramo não ancestral humano extinto (Parte 1 de 2)

O gênero Paranthropus representa uma ramificação paralela e não humana da árvore evolutiva dos hominídeos, que coexistiu com os primeiros ancestrais do gênero Homo e foi extinta sem deixar descendentes diretos. Conhecidos como os "australopitecos robustos", eles evoluíram a partir de um ancestral comum (provavelmente o Australopithecus), mas seguiram um caminho evolutivo focado em uma especialização alimentar extrema.


Paranthropus boisei (reconstituição facial).


As Três Espécies Conhecidas

Esse gênero habitou as regiões leste e sul da África entre aproximadamente 2,9 e 1,2 milhões de anos atrás, dividindo-se em três espécies principais:


Paranthropus aethiopicus

A espécie mais antiga registrada, famosa pelo fóssil "Caveira Negra" encontrado no Quênia.

Paranthropus boisei

Encontrado na África Oriental, possuía as características físicas mais massivas do grupo, o que lhe rendeu o apelido de "Homem Quebra-Nozes".

Paranthropus robustus

Habitava o sul da África e apresentava traços ligeiramente menos robustos e uma dieta marginalmente mais flexível.


Adaptações Anatômicas Extremas

Ao contrário da linhagem Homo, que apostou no desenvolvimento cerebral e no uso complexo de ferramentas tecnológicas, o Paranthropus focou sua evolução na mastigação pesada:

Crista Sagital: Uma protuberância óssea no topo do crânio que servia de ancoragem para músculos temporais massivos.

Mega-dentição: Molares e pré-molares gigantescos e planos, ideais para triturar alimentos duros.

Face Achatada: Uma estrutura facial larga e projetada para dissipar as severas forças mecânicas geradas ao morder.


O Motivo da Extinção

A hiper-especialização do Paranthropus acabou se tornando sua própria ruína. Enquanto os primeiros humanos (Homo habilis e Homo erectus) adaptavam-se a múltiplos ambientes mudando sua dieta e comportamento, o Paranthropus dependia estritamente de vegetação dura e fibrosa de zonas ripárias.

Quando o clima da África mudou drasticamente há cerca de 1 milhão de anos, tornando o ecossistema muito mais seco, os recursos alimentares específicos do Paranthropus desapareceram. Sem a plasticidade comportamental ou a vantagem tecnológica de seus "primos" humanos, esta linhagem especializada foi completamente extinta, fechando um dos capítulos mais fascinantes da evolução biológica.


Disputa entre Homo erectus e Paranthropus

A coexistência e a disputa por recursos entre o Homo erectus (antigamente classificado na Ásia como Pithecanthropus erectus) e o Paranthropus representam um dos cenários ecológicos mais fascinantes da pré-história. Evidências fósseis recentes encontradas no Quênia mostram que essas duas linhagens dividiram exatamente o mesmo espaço e tempo há cerca de 1,5 milhão de anos. No entanto, a sobrevivência prolongada de ambos dependeu de uma estratégia chamada partição de nicho (divisão de recursos).


A Estratégia de Coexistência: Partição de Nicho

Para evitar uma competição direta e destrutiva que extinguiria um dos lados imediatamente, as duas espécies adotaram estilos de vida e dietas completamente opostos:

O Generalista Tecnológico (Homo erectus - antigamente classificado como Pithecanthropus): Era um onívoro flexível. Utilizava ferramentas de pedra lascada (indústria Acheuliana) para processar carne, caçar pequenos e grandes animais e extrair tutano de ossos. Sua dieta dependia mais da qualidade energética do que da quantidade de mastigação.

O Especialista Anatômico (Paranthropus boisei): Era um herbívoro estrito focado em recursos vegetais duros, fibrosos e abundantes (juncos, gramíneas, sementes e raízes). Sua própria anatomia hiper-robusta (com molares gigantes) funcionava como sua ferramenta de sobrevivência.


O Ponto de Disputa: O Território e a Água

Embora as dietas fossem marcadamente distintas, a competição ocorria de forma indireta e ambiental:

Zonas Úmidas: Ambas as espécies precisavam frequentar margens de rios e lagos para beber água e buscar abrigo.

Território: Embora alguns pesquisadores sugiram uma convivência neutra devido às dietas separadas, outros lembram que o próprio espaço territorial era um recurso limitado, levantando a possibilidade de encontros tensos ou de perseguição de território.


Quem Venceu a Disputa Evolutiva?

A longo prazo, o modelo adaptativo do Homo erectus provou-se imbatível diante das transformações climáticas:


Característica | Homo erectus (Antiga classificação Pithecanthropus) | Paranthropus (Linhagem Robusta)

Cérebro | Grande e em expansão (cerca de 900 cm³) | Pequeno (cerca de 400 a 500 cm³)

Locomoção | Bipedismo terrestre de longa distância | Caminhada bípede mais plana e pesada

Estratégia | Adaptação cultural, uso de fogo e ferramentas o | Adaptação puramente biológica e mastigatória

Resultado | Expandiu-se para fora da África, povoando a Ásia | Entrou em declínio e extinguiu-se há 1,2 milhão de anos


Quando as secas severas fragmentaram as florestas africanas, as plantas duras que alimentavam o Paranthropus tornaram-se escassas. O Homo erectus, com sua capacidade de mudar de dieta rapidamente, caminhar longas distâncias para caçar e transmitir conhecimento cultural, ocupou com sucesso os novos espaços. O Paranthropus, preso à sua ultra-especialização, acabou perdendo a corrida pela sobrevivência.



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29 julho 2026

Formula 1 Dutch Grand Prix 1973

Formula 1 1973 Dutch Grand Prix



Zandvoort, Holanda - Grande Prêmio dos Países Baixos de Fórmula 1 de 1973.


Roger Williamson

O acidente fatal do piloto britânico Roger Williamson ocorreu em 29 de julho de 1973, durante a oitava volta do Grande Prêmio da Holanda, no circuito de Zandvoort. O evento entrou para a história do automobilismo como uma das tragédias mais agonizantes e escandalosas devido à precariedade e à omissão das equipes de socorro na época.


A Causa do Acidente

Williamson, que disputava apenas a sua segunda corrida na Fórmula 1 pela equipe March, sofreu um estouro no pneu dianteiro direito (algumas fontes mencionam o pneu traseiro) enquanto trafegava a mais de 230 km/h. O monoplaza perdeu o controle, colidiu violentamente contra o guardrail, capotou e foi arrastado de cabeça para baixo por cerca de 300 metros, incendiando-se por causa do rompimento do tanque de combustível.


O Heroísmo Solitário de David Purley

Williamson não sofreu lesões graves com o impacto inicial e permaneceu totalmente consciente, mas ficou preso sob o carro em chamas. O também piloto britânico David Purley, que vinha logo atrás, estacionou seu carro do outro lado da pista e correu desesperadamente em direção ao fogo para salvar o colega.



David Purley tentando salvar Roger Williamson.



GP da Holanda de 1973, completo. Aos 11 min. e 35 seg. do vídeo acontece o acidente de Roger Williamson. Em 01 hor. 31 min. 07 seg. começa uma entrevista com o piloto Henry Pescarolo sobre o acidente de Williamson.


O esforço solitário de Purley foi marcado pelo desespero

Tentativa física: Purley tentou desvirar o March sozinho diversas vezes enquanto ouvia os gritos de socorro de Williamson.

Combate ao fogo: Ele tomou o extintor de um dos fiscais de pista e tentou aplacar as chamas, mas o equipamento era pequeno demais.

Súplica por ajuda: Purley gesticulava e gritava pedindo o auxílio dos fiscais e do público, mas ninguém se moveu.


A Inércia dos Fiscais e da Organização

A atuação das autoridades da prova foi amplamente criticada e expôs uma sucessão de falhas organizacionais absurdas.

Falta de trajes e equipamentos: Os fiscais de pista na curva não vestiam roupas antichama e não possuíam treinamento adequado para agir.

Confusão na pista: Como Purley estava de pé tentando salvar o companheiro, a direção da prova e os outros competidores pensaram que o piloto acidentado já estava fora do cockpit e em segurança.

A corrida continuou: O diretor da prova não interrompeu a corrida. Ele alegou falta de comunicação por rádio com aquele trecho e assumiu que a fumaça vinha de pneus queimados pela torcida.

Atraso dos bombeiros: O caminhão de bombeiros oficial levou 8 minutos para chegar ao local, cruzando a pista no sentido contrário enquanto os carros de Fórmula 1 ainda corriam em alta velocidade.


O Desfecho Técnico

Quando o incêndio foi finalmente controlado, Roger Williamson já havia falecido. A autópsia revelou que o piloto de 25 anos não sofreu queimaduras fatais no corpo, vindo a falecer puramente por asfixia provocada pela inalação de fumaça tóxica. Purley foi retirado da pista à força pelas autoridades, completamente desolado. Pelo seu ato de bravura extrema, ele foi condecorado posteriormente com a George Cross (a maior honraria civil do Reino Unido por coragem).

A tragédia serviu como um severo divisor de águas na segurança do esporte. A partir desse episódio, a FIA tornou obrigatório o uso de macacões antichamas para os fiscais de pista, criou equipes médicas de intervenção rápida e reformulou os protocolos de paralisação de corridas em acidentes com fogo.



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NGC 5679 Group

NGC 5679


NGC 5679 (also popularly known as Arp 274) is an impressive triplet of galaxies located approximately 400 million light-years from Earth, in the direction of the constellation Virgo (theskylive.com). Although at first glance they appear to be violently colliding, astronomical studies suggest that they may be at slightly different distances and only partially overlapping in our line of sight. 



NGC 5670, otherwise known as Arp 274, with the individual galaxies labled.


Components of the Triplet 

The cluster extends for approximately 200,000 light-years and is composed of three distinct galaxies cataloged by Halton Arp's Atlas of Peculiar Galaxies. 

Central Galaxy (NGC 5679B / MCG+1-37-35): It is the largest component of the group. This is a spiral galaxy (possibly barred) that exhibits its shape and arms virtually intact, reinforcing the theory that there is no strong destructive gravitational interaction between them. 

Right Galaxy (NGC 5679A / MCG+1-37-34): A spiral galaxy classified as having a high starburst rate. Its spiral arms are filled with bright blue clusters full of young stars. 

Left Galaxy (NGC 5679C): The smallest and most compact of the three. Despite its small size, it also shows strong evidence of new star formation activity. 


Key Astronomical Features: 

Historical Discovery: The main structure was originally discovered by the German-British astronomer William Herschel on May 12, 1793. 

Star Nursery: High-resolution images captured by the NASA/ESA Hubble Space Telescope reveal bright blue knots (young stars) scattered throughout the galactic arms and pink nebulae illuminated by star birth. 

Foreground Stars: Near the galaxy on the right, two very bright stars can be seen. They are not part of the triplet; they are foreground stars belonging to our own galaxy, the Milky Way.


Speed

Redshift measurements of the three galaxies give these radial velocity values, from left to right: 7483, 8654, and 7618 km/s. The relatively high redshift for the center galaxy means that it is much farther away - about 65 million light years (20 megaparsecs) behind the other two galaxies. Thus, the center galaxy is likely a background object. The NGC 5679 group was previously thought to be interacting gravitationally, however the newer Hubble image seems to confirm suspicions that the center galaxy is not interacting, as the galaxy arms are not distorted like typical interacting galaxies.


Supernovae

One supernova has been observed in NGC 5679: SN 1982D (type unknown, mag. 18) was discovered by Halton Arp and Jack W. Sulentic on 23 March 1982.


Characteristics of the NGC 5679 Group






Key Highlights

Partial Optical Illusion: Although listed as an interacting system by Halton Arp, velocity data suggests the central galaxy might lie at a slightly different distance, making the triplet a line-of-sight overlap rather than a violent merger.

Active Star Nurseries: Hubble Space Telescope imagery shows that the vibrant blue knots in the spiral arms are massive clusters of young stars, all less than 10 million years old.



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28 julho 2026

800.000 ACESSOS AO PORTAL FURNARI

Selo de 800.000 acessos



PORTAL FURNARI


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PALEONTOLOGIA (Parte 4 de 4)

PALEONTOLOGIA (Volume 3)



Volume 3: 430 páginas.


Volume 3: Conceitos e Métodos


O último volume concentra-se nas formas de vida macroscópicas que capturam o imaginário popular, além da flora que moldou a atmosfera e as paisagens terrestres ao longo das eras.

Paleovertebrados: Detalha a evolução dos animais com coluna vertebral. Abrange desde os primeiros peixes paleozoicos, passando por anfíbios primitivos, répteis basais, os icônicos dinossauros e crocodilomorfos (grandes especialidades de pesquisa do próprio editor Ismar Carvalho), até as aves e a irradiação dos mamíferos.

Paleobotânica: Analisa a transição das plantas para o meio terrestre, cobrindo briófitas, pteridófitas, o surgimento das gimnospermas e a posterior dominância das angiospermas (plantas com flores). Também aborda materiais orgânicos derivados, como o âmbar.

Icnologia: Estuda os registros de atividade biológica preservados, conhecidos como icnofósseis (pegadas, pistas de caminhada, marcas de mordidas e escavações), fundamentais para entender o comportamento de animais extintos.



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PALEONTOLOGIA (Parte 3 de 4)

PALEONTOLOGIA (Volume 2)



Volume 2: 532 páginas.


Volume 2:
Microfósseis e Paleoinvertebrados

O segundo volume é dedicado aos grupos de organismos que mais frequentemente deixam vestígios abundantes no registro rochoso, sendo vitais para a indústria de combustíveis fósseis (como o petróleo) e análises paleoambientais.

Micropaleontologia: Destrincha os microfósseis, incluindo foraminíferos, radiolários, ostrocodos e palinomorfos (pólen e esporos), fornecendo as chaves para entender climas antigos e ecossistemas marinhos profundos.

Paleoinvertebrados: Faz uma varredura sistemática pelos grandes filos de invertebrados extintos ou com longa história evolutiva. Inclui artrópodes (como os trilobitas), moluscos (como as amonitas), braquiópodes, equinodermos e cnidários (corais).

Análise de Bacias: Conecta esses organismos ao estudo de depósitos específicos e jazigos fossilíferos do Brasil, auxiliando na compreensão de ecossistemas costeiros e marinhos do passado geológico nacional.